domingo, 1 de julho de 2012


Partido neonazista Amanhecer Dourado se consolida na Grécia
18 de junho de 2012  17h21  atualizado às 17h47

O partido neonazista "Amanhecer Dourado" (Chryssi Avghi) confirmou no domingo o seu avanço eleitoral, ao obter 7% dos votos, o que dá à formação direito a 18 assentos, sinal da consolidação de uma ideologia ultraviolenta em uma Grécia desorientada pela crise, consideram os analistas.
São cerca de 430.000 gregos, 7% dos eleitores, tantos quanto nas eleições de maio, aqueles que optaram nas eleições de domingo por enviar ao parlamento 18 deputados deste partido nacionalista e racista que em 2009 somou 18.000 votos, sem conseguir eleger um só deputado.
"O Chryssi Avghi chegou para ficar", afirmou seu líder e fundador Nikos Mihaloliakos, um matemático de 55 anos que se gaba de sua proximidade com o ditador fascista grego de antes da Segunda Guerra Mundial, Ioannis Metaxas.
Mihaloliakos foi eleito para o Conselho Municipal de Atenas em 2010 e entrou na sede sob escolta e erguendo o braço à maneira da saudação nazista.
"A votação do Chryssi Avghi não é uma causalidade, e seus eleitores sabem quem seguir votando novamente neles, o que dá um sinal da tendência atual de consolidação" desta formação no eleitorado grego, afirmou à AFP Sophia Vidali, professora de Criminologia da Universidade de Trácia.
O partido foi fundado nos anos 1980 e depois caiu na semi-clandestinidade. Ressurgiu nos últimos anos, aproveitando a situação de desespero social. Seus militantes percorreram os bairros desfavorecidos de Atenas, onde estão amontoados os imigrantes, alvo de uma caçada humana recorrente.
"Somos um movimento nacionalista no Parlamento e nas ruas com a missão de proteger os direitos dos gregos (...) A imigração ilegal é uma praga para a Grécia", declarou Mihaloliakos no domingo.
Militantes de seu partido são acusados de diversas agressões a imigrantes, sobretudo no bairro desfavorecido de Aghios Panteleimonas do centro de Atenas, onde milícias afirmam atuar "em nome da proteção dos cidadãos" frente aos imigrantes.
O julgamento de uma ex-candidata do "Amanhecer Dourado", que não foi eleita nas eleições de 6 de maio por sua suposta participação em um ataque com faca em setembro de 2011 contra três afegãos, foi adiado no final de maio, pela sexta vez.
O porta-voz do partido, Ilias Kasidiaris, que foi reeleito deputado no domingo, também está à espera de julgamento por cumplicidade em um assalto à mão armada contra um estudante grego em 2007. Seu julgamento foi adiado recentemente.
Há dez dias, Kasidiaris provocou um escândalo no país ao agredir com tapas na cara a deputada comunista Liana Kanelli durante um debate transmitido ao vivo pela televisão, o que desencadeou uma avalanche de críticas da classe política.
A Liga Grega dos Direitos Humanos denunciou em uma carta ao ministro interino encarregado da polícia "a impunidade" de que se aproveitam os autores dessas agressões que criam um "clima de medo".
"O problema é que é necessário um ato como esse, ao vivo na televisão, para que até os mais indiferentes compreendam que algo não está bem quando se convida nazistas para se expressarem em um debate", ressaltou Dimitris Psaras, um jornalista especialista em extrema-direita na Grécia, em um artigo publicado recentemente pelo site Tvxs.gr. "E este despertar chega muito tarde", lamenta.
AFP

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Notíiciário

 
 
 

Partido neonazista chega pela 1ª vez ao Parlamento grego, segundo pesquisas

Um partido neonazista entrará pela primeira vez no Parlamento da Grécia após ter obtido entre 5% e 8% dos votos nas eleições legislativas deste domingo, segundo as primeiras pesquisas de boca-de-urna divulgadas. Trata-se do partido Amanhecer Dourado, ao qual as pesquisas pré-eleitorais já davam cerca de 5% das intenções de voto, que lhe permitiria conseguir entre 13 e 22 cadeiras, suficientes para contar com grupo parlamentar próprio.
O Amanhecer Dourado ganhou terreno graças à crise econômica que afeta a Grécia e seus militantes não duvidam em expor publicamente suas ideias xenófobas e sua opção pela linha dura contra os imigrantes, aos quais qualificam como "escória humana".
"Invadiram nosso país e tiram nossos trabalhos. Se conseguirmos o poder, deportaremos todos imediatamente e fecharemos de novo as fronteiras com minas, cercas elétricas e mais guardas", declarou Ilias Panayotaros, porta-voz do partido, em recente entrevista à Agência Efe.
Fundado em 1993 pelo ex-oficial do Exército grego Nikolaos Mijaloliakos, o partido mantém vínculos com outros movimentos neonazistas europeus e, segundo as denúncias da imprensa e políticos gregos, com elementos da Junta Militar deposta em 1974 e inclusive com grupos da atual polícia.
Até pouco tempo, o Amanhecer Dourado só contava com um apoio eleitoral mínimo, mas nas municipais de 2010 conseguiu um vereador na prefeitura de Atenas, obtendo em alguns bairros até 20% dos votos.

Na Grécia, neonazistas distribuem panfletos que ameaçam homossexuais e imigrantes

“Depois dos imigrantes, vocês são os próximos”, apontava o texto do panfleto, que trazia ainda o logotipo do Amanhecer Dourado

Diante do impasse na formação de um novo governo na Grécia, novas eleições parlamentares começam a ganhar corpo no país. Ciente da possibilidade de novas disputas, o partido neonazista Amanhecer Dourado, que teve 7% dos votos nas eleições de 6 de maio, voltou a expor suas ideias xenófobas, desta vez com um novo “alvo”: os homossexuais. As informações são do jornal espanhol Público.
No último sábado (12/05), o partido neonazista distribuiu panfletos homofóbicos no bairro de Gazi, em Atenas, conhecido por ser um local freqüentado pela comunidade homossexual da cidade.
“Depois dos imigrantes, vocês são os próximos”, apontava o texto do panfleto, que trazia ainda o logotipo do Amanhecer Dourado.  O material faz referência também ao principal “alvo” do novo partido, que conseguiu eleger 21 deputados nas últimas eleições.
Em entrevista coletiva na última semana, o líder do partido, Nikos Mijaloliakos, afirmou que defende o uso de minas terrestres e arame farpado nas fronteiras do país para impedir que imigrantes entrem na Grécia.
O partido, que pela primeira vez conseguiu garantir representatividade no Parlamento, considera os imigrantes os principais responsáveis pela crise financeira que o país enfrenta.
“Enquanto houver um grego desempregado, não teremos pena dos estrangeiros”, afirmou o líder do partido durante a entrevista. “Não temos problemas com os legalizados, mas esses são uma porcentagem muito pequena. Agora, os que não tem documentação devem ser todos expulsos. Alguns bairros no centro de Atenas estão cheios de estrangeiros, e precisamos ajudar nossos compatriotas”, completou.
Antes de começar a entrevista, o partido voltou a surpreender alguns dos jornalistas presentes ao exigir que eles se levantassem para receber Mijaloliakos. “Levantem-se, mostrem respeito ao líder”, gritaram os seguranças do representante do partido.
Durante seu discurso, Mijaloliakos afirmou que apenas não se considera um perfeito seguidor do nazismo porque não é alemão e salientou que as propostas do Amanhecer Dourado irão se basear no medo. “Chegou a hora do medo para os traidores da pátria”, concluiu.


Obama quer punição ao uso de tecnologia contra direitos humanos
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve anunciar ainda nesta segunda-feira — durante discurso no Museu Memorial do Holocausto, em Washington — uma portaria permitindo pela primeira vez a imposição de sanções a cidadãos estrangeiros que usem novas tecnologias, como o monitoramento de celulares e da internet, para promover violações de direitos humanos, informou o jornal “The Washington Post” em sua edição de hoje.

Segundo o jornal, uma fonte de alto escalão afirmou que a portaria tem como alvo empresas e pessoas que ajudam o Irã e a Síria, mas que futuras normas poderão ampliar a lista. A ordem observa que, embora as mídias sociais e os celulares tenham ajudado ativistas pró-democracia a se organizarem no Oriente Médio, esses meios também permitiram que os serviços de segurança de nações autocráticas, como Síria e Irã, realizassem a vigilância de dissidentes e bloqueassem o acesso à internet.

Os dois países “têm mostrado que os seus serviços de segurança também podem se aproveitar da tecnologia para ajudar a reprimir dissidentes, com vigilância, bloqueio do acesso à internet ou rastreamento dos movimentos de opositores”, diz a reportagem.

O “Post” afirmou ainda que a medida será anunciada por Obama em um discurso de 20 minutos, no qual o presidente informará ter pedido que a Estimativa Nacional de Inteligência, preparada pelas várias agências de informações do governo, avalie pela primeira vez o potencial para assassinatos em massa em outros países e suas implicações para os interesses dos EUA.

O discurso de Obama no símbolo mais visível da recordação do Holocausto vem num momento em que sua política em relação à Síria, onde a repressão do governo já matou milhares de civis, está sob fortes críticas de seus rivais republicanos à Presidência.

Da Agência O Globo

terça-feira, 24 de abril de 2012

Uma semana para lembrar genocídios


A exigência que Auschwitz não se repita é a primeira de todas para a educação. De tal modo ela precede quaisquer outras que creio não ser possível nem necessário justificá-la. Não consigo entender como até hoje mereceu tão pouca atenção. Justificá-la teria algo de monstruoso em vista de toda monstruosidade ocorrida. Mas a pouca consciência existente em relação a essa exigência e as questões que ela levanta provam que a monstruosidade não calou fundo nas pessoas, sintoma da persistência da possibilidade de que se repita no que depender do estado de consciência e de inconsciência das pessoas. 
Theodor Adorno



Um motivo para lembrar genocídios é nos prepararmos para que eles jamais se repitam. Esta semana se rememoram dois momentos absurdos do ponto de vista dos Direitos Humanos: o genocídio dos índigenas brasileiros no que aprendemos ser a colonização brasileira inicializada pelo dito Descobrimento do brasil em 22 de abril, e  hoje, a data do  o nemesis histórico dos armênios, que viram 1,5 milhão de seus habitantes  mortos pelos otomanos em 1915. 
O memorial mais importante no país é a respeito deste genocídio e é um museu. Ele relembra os armênios, assassinados em 1915 e os diversos mortos em anos anteriores, em vários pogroms. O memorial é centrado em torno de uma chama eterna. Este é circundada por doze paredes maciças, curvas por dentro, representando as doze províncias perdidas "da Armênia Ocidental, regiões da  Turquia, em que viveram. 
O genocídio dos Armênios foi o primeiro grande genocídio do século XX, um século que todos tentamos entender, mas que é irrepresentável do ponto de vista do número de mortos eliminados por parte da humanidade, por outra parte desta mesma humanidade que não os considerava HUMANOS.
Posteriormente, aos armênios se juntaram judeus, ciganos, gays, povos da África como vítimas do genocídio. Hoje temos Sudão, Uganda. O que faremos? Para Adorno, a educação deve, simultaneamente, evitar a barbárie e buscar a emancipação humana. 

domingo, 22 de abril de 2012

Neonazismo pelo mundo...


Neonazistas ganham espaço com empobrecimento da Grécia
28 de março de 2012  06h01  atualizado às 08h04

Imigrante passa por muro grafitado em Atenas; estrangeiros são alvos dos neonazistas gregos. Foto: AP
Imigrante passa por muro grafitado em Atenas; estrangeiros são alvos dos neonazistas gregos
Foto: AP
O empobrecimento geral e o elevado número de imigrantes ilegais na Grécia deram origem a um violento grupo neonazista, intitulado "Amanhecer Dourado" (Jrysi Avgi), que pode conseguir representação parlamentar já nas próximas eleições antecipadas, previstas para abril e maio.
Após os distúrbios do último dia 12 de fevereiro, uma inquietante pintura apareceu em um dos locais atingidos do centro de Atenas: "Fogo aos hebreus", acompanhada pelo símbolo de uma forca em que estavam penduradas uma estrela de David e outra anarquista.
"Amanhecer Dourado" - cujo símbolo lembra uma suástica - está ganhando terreno e seus integrantes não duvidam em expor publicamente seus ideais xenofóbicos e sua opção pela rejeição aos imigrantes, que, por sua vez, são qualificados como uma "escória humana".
"Invadiram nossa terra e tiraram nossos trabalhos. Se conseguirmos o poder, vamos deportar todos os imigrantes e fechar novamente nossas fronteiras com minas, cercas elétricas e guardas", explicou à agênciaEFE Ilyas Panayotaros, porta-voz do partido e candidato a deputado.
Fundado em 1993 pelo ex-oficial do Exército grego Nikolaos Mijaloliakos, o partido mantém vínculos com outros movimentos neonazistas europeus e, segundo as denúncias da imprensa e políticos gregos, com elementos da Junta Militar deposta em 1974 e, inclusive, com grupos da atual polícia.
Até o momento, o partido ainda não tinha recebido um apoio eleitoral relevante. Mas, nas últimas eleições municipais de 2010, a legenda conseguiu eleger um vereador na Prefeitura de Atenas (em alguns distritos com até 20% dos votos).
As enquetes das eleições gerais apontam que o partido deverá superar a barreira eleitoral dos 3%, o que poderia garantir uma dezena de cadeiras no parlamento.
Na última semana, no bairro de Aghios Pantelimonas, a tensão era evidente. Cerca de 2 mil pessoas participavam de uma passeata sob o lema "Fora neonazistas". No entanto, para evitar um possível confronto, as tropas antidistúrbios interromperam a manifestação e bloquearam a rua com ônibus blindados. Isso porque, na Praça de Aghios Pantelimonas, aproximadamente 50 militantes do "Amanhecer Dourado" se manifestavam contra a imigração.
"Na há nazistas na Grécia. Eu seria um nazista simplesmente por ser um europeu branco e democrático que não quer imigrantes no seu bairro? A Grécia é muito pequena, mas a Ásia é muito grande. Portanto, podem voltar para os seus países", afirma à agência EFE o desempregado Constantinos Alopis, 35 anos, que ganha 500 euros por mês do governo.
Nos últimos anos, este bairro do centro de Atenas foi muito afetado pela crise e o desemprego aumentou visivelmente, algo que também afeta os próprios imigrantes, que vivem em grande número nessa região, muitos deles ilegais.
Muitos imigrantes, conscientes de que não há trabalho na Grécia, desejam agora ir para o norte da Europa. Porém, os controles de fronteira e a Regulamento Dublin II (que permite a terceiros Estados devolver à Grécia os imigrantes que entraram na União Europeia por suas fronteiras) os retêm no país mediterrâneo.
"Já são mais que nós no bairro e se dedicam apenas ao roubo e ao tráfico de drogas", criticou Eleni, uma moradora dos arredores de Aghios Pantelimonas.
Um idoso do local também assegurou que os militantes do "Amanhecer Dourado", "aproximadamente 400 em todo o bairro", se organizam e "protegem" os moradores dos supostos ataques dos imigrantes.
"Nossos integrantes participam junto com outros cidadãos nos grupos de autodefesa. De fato, nós queremos que eles sejam declarados oficiais e que disponham de plena autoridade", apontou o porta-voz de "Amanhecer Dourado".
No entanto, segundo diversas ONGs (ONG), os ataques são mais frequentes na outra direção, já que nos últimos três meses de 2011 foram registrados 63 ataques aos imigrantes e poucos chegaram a ser solucionados pelos tribunais.
Nesta semana, um tribunal de Atenas adiou pela quarta vez um processo pelo esfaqueamento de um refugiado afegão pelas mãos de três nacionalistas gregos, dado que um dos acusados não compareceu ao julgamento alegando razões médicas.
Trata-se de Zemis Skordeli, que apesar de não ser uma integrante, é considerada "amiga" do partido "Amanhecer Dourado".
"Não temos uma posição comum sobre se o "Amanhecer Dourado" deveria ser proibido", relatou à agência EFEKostis Papaioannou, presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Grécia.
"O que temos claro é que a lei condena os discursos racistas que promovem ações violentas e, portanto, devemos cobrar das autoridades para a mesma ser cumprida", completou.

Neonazistas estadunidenses têm seu próprio lobista em Washington

 
14.04.2012, 12:40
Neonazistas estadunidenses têm seu próprio lobista em Washington
© Flickr.com/Luke Robinson/cc-by-nc-sa 3.0
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O partido nazista norte-americano registrou seu primeiro lobista no governo dos EUA, John Boles de 55 anos. Ele foi registrado como lobista pela Secretaria do Senado e Câmara dos Representantes do Congresso estadunidense.
De acordo com os documentos oficiais, Boles pretende lutar por “observação de direitos políticos e igualidade do acesso de cidadãos ao processo eleitoral”. O representante neonazista está preocupando com o fato que o governo não permita seus companheiros lutar por cargos eletivos.
Entre outras questões, Boles planeja promover as questões de direitos humanos, saúde e imigração, não tocando intencionalmente o problema de “pureza racial”.


Estudantes da Unesp fazem passeata contra ato de racismo

Estudantes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araraquara (273 km de São Paulo) protestaram na noite desta quinta-feira (19) contra o recente ato de racismo ocorrido na universidade.

No início de abril, a frase "Sem cotas para os animais da África" foi encontrada em um mural localizado em frente ao centro acadêmico de ciências sociais. A Unesp abriu uma sindicância interna e um boletim de ocorrência foi registrado por alunos e professores.

Depois de se reunirem no final da tarde de ontem para discutir o ato, os estudantes saíram em passeata pelo campus, como forma de protesto. Durante a reunião, uma moção de repúdio à pichação também foi votada.

De acordo com o professor Dagoberto José Fonseca, coordenador do Grupo de Estudos da Cultura Africana, manifestações culturais contra o ato de racismo também estão sendo planejadas.

Segundo ele, pichações que fazem referência ao grupo neonazista White Power (poder branco) já haviam sido feitas há alguns anos em banheiros da faculdade.

Na Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara estudam 23 alunos africanos, vindos de diferentes países.

Os estudantes fazem parte do PEC-G, programa educacional dos ministérios das Relações Exteriores e da Educação que oferece vagas para estudantes estrangeiros de países em desenvolvimento.

Pai de estudante morta pede punição a nazistas



A autora do blog comenta que Renata era integrante da revista neonazista O MARTELO...



Crime completa três anos neste sábado e acusados estão livres

O pai da estudante Renata Waechter, Amadeu Ferreira Júnior, fez um apelo à Justiça para que os acusados pelo assassinato de sua filha. O crime completa três anos neste sábado e os seis acusados pelo duplo homicídio ainda estão livres. Renata e o namorado, Bernardo Dayrell Pedroso, foram mortos depois de uma festa em Rio Branco do Sul.

“Venho pedir justiça. A impunidade se torna um premio aos assassinos, enquanto nós que perdemos nossa filha e filho é pagamos a maior das penas que é a perda para sempre”, afirma Amadeu.

As audiências marcadas pela Justiça vem sendo seguidamente adiadas em função da convocação de testemunhas de outras cidades. Os acusados pelo crime são Ricardo Barollo, de São Paulo; Jairo Maciel Fischer de Teotonia-RS; Rodrigo Mota de Curitiba; Gustavo Wendler de Curitiba; Rosana Almeida de Curitiba e João Guilherme Correa de Pato Branco.

Renata era filha única de Amadeu, estudante de Arquitetura na PUC-PR e havia começado um namoro com Bernardo, que era estudante de Direito em Belo Horizonte. Segundo o pai, eles não suspeitavam do envolvimento do jovem com o nazismo e sua filha não fazia idéia da existência do grupo.

Bernardo teria sido morto em função de uma disputa pela liderança do grupo e sua filha teria sido assassinada apenas pelo fato de estar acompanhando o estudante mineiro.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Levante de Varsóvia.



Hoje faz 69 de uma páscoa judaica que merece ser recordada, que marcou o dia 19 de Abril de 1943. Na noite deste dia, a tenebrosa  SS entrou no gueto de Varsóvia, tentando conter a revolta que começara em janeiro, planejando uma ação de três dias. No entanto, eles sofreram perdas e emboscadas por insurgentes judeus, que dispararam de forma agressiva numa das maiores resistências contra a opressão já vistas. Mulheres, homens e crianças lutaram bravamente por suas vidas.

Enquanto a batalha continuou dentro do Gueto, a resistência  polonesa reagiu em seis locais diferentes, e tentou romper os muros do gueto com explosivos, mas os alemães repeliram o ataque.
Algumas centenas de judeus decidiram pegar em armas contra os alemães da ocupação, decidindo pela lutar como opção à  morte quase certa imposta pela "Solução Final" nazista. Eles sabiam que não teriam nenhuma chance de vencer, não lutavam pela vitória mas pela dignidade da vida humana. O levante foi um grito contra a opressão, contra o totalitarismo.
Que este grito ecoe em nosso corações sempre, em sua homenagem.