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segunda-feira, 18 de abril de 2011

David Lane - Como se faz um ariano

Na autobiografia do líder neonazista David lane, ele se vale da construção narrativa para organizar um discurso a respeito do "arianismo" tecido por comentários a fragmentados elementos de sua história de vida. Pensando a autobiografia dele, ficam cada vez mais compreensíveis as relações exploradas por Suely Kofes entre memória, experiência, produção do esquecimento, narrativa e etnografia:
Primeiramente, porque seria impossível me debruçar na sua narrativa biográfica sem a realização do trabalho de campo que desenvolvi anteriormente. Foi na etnografia e a partir dela que o que se pretende um "sujeito nazi" se delineou compreensível para mim.
Em segundo lugar, porque no texto de Lane, a memória, a elaboração desta particular e decisiva narrativa da experiência do se tornar "ariano", o jogo entre o que é lembrado e estrategicamente esquecido, revelam muito de como na esfera política esse mosaico é possível.
Finalmente, entendo esta auto-biografia como um verdadeiro roteiro de sua ideologia e uma agenda política.


Bem, para quem não sabe, este tema é o centro do meu Doutorado. Discursos, internet, narrativa, usos político, esquecimentos e memória, fazem parte. Voltando a Foucault!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Direto do Blog do Fórum da Liberdade


*Por Maurício Filippon
Tenho contato com acesso a internet no Brasil desde os tempos da antiga RNP (Rede Nacional de Pesquisa), através da rede da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), quando a internet ainda não era explorada comercialmente no País – isso já faz mais de quinze anos. Com o passar do tempo, a evolução e exploração da internet foi meteórica e absolutamente inacreditável: portais de informações, chats, redes de relacionamentos, mecanismos de busca instantânea, blogs, lojas on-line, cidades virtuais e mais tudo o que a imaginação permitiu foi feito nesse ambiente. E o que explica o porquê de tantas inovações, muitas delas revolucionárias, da qual dependemos hoje em dia para termos uma vida atualizada, facilitada e produtiva – inovações que foram criadas e estão à disposição de todos que possuem uma conexão e um microcomputador ou qualquer outro dispositivo que converse com a rede mundial de computadores? Bom, eu explico o motivo:
A internet é um meio livre, no qual a liberdade pode ser exercida em toda a sua essência: qualquer pessoa, dependendo unicamente de suas capacidades, pode criar o que bem imaginar e colocar, à disposição de todos, seja um blog, seja uma ferramenta de trabalho, utilizando recursos de imagens, áudio e vídeo. Não depende de mais nada. Sua criatividade pode ser exercida e colocada à disposição de todos, como seu criador julgar melhor.
Tal liberdade deixa qualquer governo incomodado, por mais liberal que seja. Acreditam que têm o direito e o dever de controlar o meio, para impedir o mau uso dele, pregando que se trata de uma ferramenta que pode ser nociva se mal utilizada – e é dever dele, governo, regular isso. Mas não é verdade. O fato é que existe receio por parte dos governos de que tal liberdade possa causar movimentos que desagradem aos governantes, principalmente no campo das ideias. É o que acontece com o controle de navegação em países como China e Cuba, por exemplo, onde o acesso ao conteúdo é extremamente restrito e monitorado.
Realmente, o poder de uma ferramenta como a internet é incalculável, tanto para o bem como para o mal. Jamais ela será totalmente voltada para benfeitorias enquanto seus usuários fizerem mau uso dela. Contudo, limitar acessos e controlá-la, ao meu ver, fica totalmente fora de questão. Faço aqui um paralelo com a condução de um veículo: quando mal utilizado, pode causar uma tragédia, seja acidental, seja propositada. Imagine se nossos veículos tivessem trajetória e velocidades pré-estabelecidas, as quais não pudéssemos alterar; veja o quanto estaríamos limitando uma ferramenta cujo maior atrativo e potencial é que cada usuário determine o seu melhor uso, em benefício próprio – e isso implica, obviamente, na responsabilidade em mesma magnitude que a utilidade que tal meio representa.
O que precisamos, na verdade, é de cada vez mais termos bons usuários para a internet, pessoas cada vez mais educadas e instruídas, base para o desenvolvimento de qualquer povo ou nação. Pessoas que produzam, que criem, que contribuam para o aumento do conhecimento global. Conforme a visão de Hayek, o verdadeiro conhecimento está pulverizado no mundo, e esse conhecimento jamais será concentrado em poucos. A internet é um reflexo disso: milhares e milhares de computadores, ligados entre si, de forma descentralizada, formam hoje o maior poder computacional do mundo. E além disso, a internet é o meio que julgo beirar a perfeição para a conexão do conhecimento – antes muito mais fragmentado, com maior dificuldade para se ligarem as peças do quebra-cabeças do conhecimento. Portanto, a internet propicia que inovações cada vez melhores possam surgir em nossas vidas. O caminho realmente não está em controlar e tolher acessos à internet, mas sim em permitir e garantir que ela seja um ambiente completamente livre para o acesso à informação, para a produtividade e para o desenvolvimento.
*Fundador e diretor da Done TI e associado do Instituto de Estudos Empresariais (IEE)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

What the Internet Is Doing to Our Brains

Serious thought gives way to skimming and multitasking.

If, while perusing the articles of this month’s Prism, you’ve paused to check your e-mail, read online news, blog, tweet, connect on Facebook, catch a YouTube video, buy on Amazon, or perform one of any number of other Web activities that now permeate our lives, then author Nicholas Carr has a message for you: It’s time to consider how our constant, often disjointed engagement with the World Wide Web is changing us – both individually and as a society.

In a widely discussed 2008 Atlantic Monthly article, Carr asked, “Is Google Making Us Stupid?” His answer has sometimes been interpreted as an antitech creed, yet many recognized themselves in Carr’s descriptions of faltering ability to concentrate and the suspicion that the Internet is a key contributor. “My mind now expects to take in information the way the Net distributes it,” he wrote, “in a swiftly moving stream of particles. Once I was a scuba diver in a sea of words. Now I zip along the surface like a guy on a Jet Ski.”

The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains elaborates upon the original thesis, placing this newest technology within the context of a long history of systems that have not only influenced but also shaped the way we think. “In large measure, civilization has assumed its current form as a result of the technologies people have come to use,” the author writes. “Sometimes our tools do what we tell them to. Other times we adapt ourselves to our tools’ requirements.” Consider how maps and clocks have altered our relation to space and time, he says, developing in us a more abstract sense of the measurement and order of both. In even more dramatic ways have “intellectual technologies” – writing systems, movable type, books, typewriters, telegraphs, and computers – affected our thinking processes. Today the Internet is producing another huge shift, in large part because of its emphasis on speed and connectivity, and its onslaught of advertisements, hyperlinks, pop-ups, sidebars, and e-mail notifications. “Whenever we turn on our computers,” he writes, quoting blogger Cory Doctorow, “we are plunging into an ‘ecosystem of interruption technologies.’”

The book’s subtitle should be interpreted literally. Several chapters are devoted to recent studies of brain functions. Not surprisingly, they tend to reveal the deleterious effects of sustained online activity – decreased comprehension and concentration and less ability to analyze or think creatively. Web use does strengthen rapid decision making, problem solving, and mental coordination, Carr admits. But he questions whether these positives outweigh the negatives. While the Internet offers far greater access to information, it also encourages superficial connection to that knowledge. A 2006 study tracking how people read online found, for example, that the majority skimmed a Web article in a manner that resembles the letter F. The first few lines of text were read fully, but readers then dropped down to read a few more lines, then skimmed the rest, concentrating primarily on the left-hand side of a page. Most spent no more than 4.4 seconds on each page.

As we become more agile at multitasking online, Carr charges, “we train our brains to process information quickly and efficiently but without sustained attention.” The implications of that loss could be significant. Even if you are one of those increasingly rare specimens who maintain steady, measured control over your online consumption, what about your students and colleagues, who are being swept into a 24/7 Internet existence? Though the wealth of material made available by the Internet would seem to make more extensive research possible, for example, a 2008 study has revealed just the opposite. The findings, published in Science magazine, revealed that the number of citations in academic articles has plummeted, with much greater reliance being placed on more recently published articles.

This is a book you will want to read carefully, for the number of provocative issues it raises and the compelling manner in which they are presented. So, when you take up The Shallows, do it with a hard copy and sustained attention – then see how long it takes before the digital urge comes calling.
The posting below looks at the impact of internet multitasking on our brains and our way of thinking. It is a review by Robin Tatu, senior editor of Prism, of the book, The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains by Nicholas Carr. W.W. Norton & Co., 276 pages
. The review is from Prism, December, 2010. Copyright 2010
 American Society for Engineering Education
1818 N Street, N.W., Suite 600
Washington, DC 20036-2479
 Web: www.asee.org

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cresce a oferta de material neonazista em alemão na internet

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5939611,00.html

Facebook é uma das plataformas usadas pelos radicais de direitaRelatório da Jugendschutz.net aponta que extremistas de direita usam cada vez mais a internet para divulgar conteúdo racista e antissemita. Maioria dos sites está armazenada em servidores no exterior.

Os extremistas de direita alemães estão cada vez mais presentes na internet e usam a rede para divulgar suas mensagens racistas e antissemitas, com o objetivo de conquistar novos adeptos.

Essa é a principal conclusão de um relatório anual sobre atividades neonazistas na internet alemã, apresentado nesta terça-feira (24/08) em Berlim pela Jugendschutz.net (literalmente "proteção da juventude"), uma iniciativa dos governos estaduais para a proteção de jovens usuários da internet.

Em 2009, foram registrados 1.872 sites da cena neonazista com conteúdo em alemão, 237 a mais do que no ano anterior e 839 a mais do que em 2005. Também a oferta de sites dedicados ao partido extremista NPD cresceu, passando de 190 para 242 entre 2008 e 2009.

A Jugendschutz observou, também, que os radicais de direita se comunicam cada vez mais por meio de comunidades próprias, que utilizam para combinar ações e debater suas ideias. Em um ano, o número delas quase triplicou, somando agora mais de 90.

Facebook e YouTube

Além disso, há um número muito grande de material nazista em redes sociais como o Facebook e em portais de vídeo, como o YouTube. O responsável pela área que monitora o extremismo de direita na Jugendschutz, Stefan Glaser, disse que há tanto conteúdo disponível que se pode concluir que as atividades extremistas estão cada vez mais migrando para a web 2.0.

Segundo ele, principalmente na web 2.0 os extremistas de direita têm um número elevado de usuários da rede. "A internet é o meio de propaganda por excelência para os extremistas de direita", afirmou Glaser.

A Jugendschutz.net age para eliminar da internet o material localizado. Em 80% dos casos, as ações têm sucesso. O método mais eficiente, segundo Glaser, é entrar em contato com o provedor.

Propaganda reaparece

O maior problema é que ações judiciais são possíveis apenas em uma pequena parcela dos casos, cerca de 20%. Outro problema é que frequentemente a propaganda excluída reaparece na rede, desta vez em provedores localizados no exterior.

Segundo o relatório, cerca de 70% do conteúdo extremista disponível em alemão em 2009 estava armazenado em servidores fora da Alemanha, principalmente nos Estados Unidos.

A Jugendschutz.net foi criada em 1997 para monitorar a internet alemã, em busca de conteúdo que possa apresentar riscos a crianças e adolescentes.

domingo, 21 de março de 2010

Six Delusions of Google's Arrogant Leaders

Six Delusions of Google's Arrogant Leaders

Google's CEO went to Abu Dhabi this week and preached. He sermonized about Google's exceptional virtue — its indifference to profit and supreme trustworthiness. His speech should have been shocking. Except that delusional self-righteousness is now routine at Google.


Matéria inteira aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Importante!

A maior parte da informação disponível na Internet não pode ser encontrada via site de buscas como: Google,Yahoo, etc? Segundo os dados do projeto Cibermétrica, que mapeia a rede desde os primórdios, a informação online está em duas grandes porções: a denominada "Web Superficial"- que abrange informação que pode ser encontrada através de hyperlinks ou tags (marcações) específicas de hypertexto (em especial a descrição e as palavras chaves na cabeça do HTML). Essa pode ser acessada pelos mecanismos de busca, como Google e é mapeada por algoritmos. Mas a maior parte da rede, como afirmam Michael Bergman, Idoia Salazar e Isidro Aguillo está na “Web Invisível”, ou "Web Profunda” que contém informação não mapeada pelos mecanismos de busca, por razões técnicas, como ausências destas tags e hyperlinks, ou exigência de login, para citar apenas 2 exemplos, entre os mais de trinta motivos possíveis. Nesta estão imensas quantidades de material político, jurídico, educacional, de comunicação. O grande desafio para lidar com criminosos cibernéticos é obviamente o que eles disponibilizam por meio de aparatos técnicos, muitas vezes muito simples, como usar diretórios dentro de diretórios (criando hyperlinks muito profundos). Para se ter uma idéia do volume de dados que constam da “Web não visível”, estudos apontam que ela seja cerca de 500 vezes maior que a acessível aos mecanismos de buscas. Um dos grandes desafios da minha pesquisa foi driblar alguns desses aparatos técnicos que os neonazistas utilizam para impedir que a maior parte de seu material chegue ao Google. Do início da pesquisa até a presente data eu localizei mais de 22 mil sites neonazistas, e etnografei duas milhões de páginas neonazis. A metodologia que eu desenvolvi para localizar a web invisível tem sido usada, por outros pesquisadores, para pesquisar temas como bulimia, anorexia, pedofilia, impacto dos movimentos migratórios.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pesquisa analisa redes sociais na WEB

Para fazer o melhor aproveitamento desse novo fenômeno virtual, as mídias sociais, foi realizado estudo específico sobre os hábitos de uso e principais interesses dos internautas brasileiros ativos nas redes sociais. Mais de 1.200 questionários foram distribuídos para concluir quais ferramentas eles mais utilizam, qual o uso que fazem de cada uma delas e qual a influência delas como fontes de informações para formar opinião entre os usuários.

Foram entrevistados internautas de todas as capitais brasileiras, apesar da maior concentração estar entre São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reflexo também da penetração de internet no Brasil. A média de idade dos entrevistados é de 28 anos e a maioria tem alta renda familiar, trabalha, estuda e tem nível de escolaridade superior completo. Em torno de 63% dos participantes do estudo são homens e por volta de 36% são mulheres.

Entre as mídias sociais citadas no estudo estão: Twitter, Orkut, blogs, grupos de e-mail, Facebook, YouTube, Windows Live Spaces, Linkedln, Flickr/Fotolog, Fóruns e outros. Dentre eles, os mais utilizados são: Twitter, Orkut, YouTube e blogs.

Um dos grandes destaques da pesquisa foi a descoberta dos diferentes usos de cada mídia social pelos internautas. Os principais motivos que levam os usuários a acessar essas ferramentas e as torna as mais usadas na rede são:

- Twitter: Manter-se atualizado;

- Orkut: Manter-se próximo a sua rede social;

- YouTube: Busca por passatempo e informações sobre lazer e entretenimento;

- Blogs: Divulgar o próprio conteúdo e busca de informações e notícias.

A pesquisa buscou também descobrir o grau e a forma de atuação dos usuários na web 2.0. Algumas atividades de maior destaque são:

- Assistir a vídeos online: 98,2%;

- Deixar algum tipo de comentário em um blog ou site de notícias: quase 90%;

- Escrever um blog próprio: cerca de 74%.

Gerar discussão sobre produtos e serviços também é rotina para alguns usuários. No Twitter, 27% dos usuários reclamam sobre produtos ou serviços. E nos blogs, cerca de 15%. Ambos somam os maiores índices dessa atividade entre as ferramentas mais utilizadas. Na pesquisa, 90% dos entrevistados afirmam pesquisar opções de produtos e serviços na internet antes de comprar e 43% recomendam produtos e serviços a outras pessoas na rede.

Sobre o uso da internet no cotidiano, foi constatado que os internautas permanecem até 41 horas semanais navegando. Cerca de 63% dos twiteiros e 44,7% dos blogueiros ficam mais de 41h por semana online. Já 28,8% dos orkuteiros ficam online menos de 16h por semana.

Entre as ferramentas que receberam o maior número de cadastros novos nos últimos três meses destacam-se: o Twitter, com 43,6%; seguido do Facebook, com 10%; e do Linkedln, com 4,3%. Já o Orkut, que reúne o maior número de usuários pesquisados, 89,6%, mostra-se estagnado em atração de novos usuários nesse período.O Twitter é o segundo colocado em número de cadastrados identificados no estudo, com 80,1%. Em terceiro, vem o YouTube, depois os blogs e o Facebook. Além disso, 65,5% dos entrevistados têm blog ativo.

Fonte: In Press Porter Novelli
Autor: Adriana Rodrigues
Revisão e Edição: Jaqueline Crestani

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Social Networks Site Usage: Visitors, Members, Page Views, and Engagement by the Numbers in 2008

Jeremiah Owyang

Stats on social networks are important, but I’m going to need your help in creating a community archive, can you submit stats as you find them?
I’m often asked, “What are the usage numbers for X social network” and I’ve received considerable traffic on my very old post (way back in Jan) of MySpace and Facebook stats, even months later. Decision makers, press, media, and users are hungry for numbers, so I’ll start to aggregate them as I see them
An industry analysts’ perspective on web measurement:To be clear, my employer Forrester doesn’t provide specific numbers about social networks like Compete, Comscore, Nielsen or others, we conduct our own surveys on user/brand behavior, opinions, and technographics, so I’m often asked for these numbers by press. I’ll use this page as a library, and point clients, press, and media to it, so they’re armed.
Numbers don’t tell us much without insight and intrepreation, in fact, you’re going to see conflicting numbers of usage from many of the agencies and social networks themselves. The key is to look at trend movements, don’t focus on the specific numbers but the changes to them over time.
I put more weight on active unique users in the last 30 days vs overall registered, in fact, the actual active conversion rate will often range from 10-40% of actual users sticking around and using the social network, so don’t be fooled by puffed numbers.
No single metric is a good indicator, you have to evaluate the usage from multiple dimensions, so you also have to factor in what are users doing, time on site, interaction, and of course, did they end up buying, recommending products, or improving their lives.
Social Networks Site Usage: Visitors, Members, Page Views, and Engagement by the Numbers in 2008
All Social Networks
Overall growth, Unique Audience of Twitter, Facebook, Bebo, LInkedIn, MySpace and beyond, Oct 23, 2008, Nielsen Wire
Social Media Stats: This comprehensive wiki has additional data, Helen Lawrenece
Membership in social sites: Facebook, MySpace… and Classmates.com, Oct 2008, Rubicon Consulting
Extensive list of social networks by traffic, and google insights mentions, and demographics (but doesn’t state source), it’s best to use this comparatively, Dec 2008, Ignite Social Media
UK Social networking stats show growth, Hitwise Dec 2008
Social TechnographicsUnderstand how people use different social technologies –the first step before you determine which tools to use.
Social Technographics Profile Tool, Forrester Research
New 2008 Social Technographics data reveals rapid growth in adoption, Forrester Research
AdultFriendFinder
59 million unique worldwide visitors per month according to comScore, For the nine months ended September 30, 2008, we averaged more than four million new member registrations on our websites each month, averaged over one million paying subscribers each month from whom we derived 77.2% of our internet revenues. Dec, 2008 IPO statements
Bebo
40 million registered users, Nov 2008, from Bebo directly to me
Beth Kanter has an archive of stats she’s taken screenshots of, as well as this handy index list.
BlogHer
Nielsen Site Census on all of the 2,500 blogs in our Publishing Network, and December, 2008 ended up with: 14.2MM uniques, 62MM page views. Comscore, a panel-based solution, a panel based survey indicated November, 2008 with 6MM uniques. Comscore typically runs at about 50% of our audit trails from Nielsen Site Census. Source: Told to me direct by Blogher, on Jan 2009
A treasure trove of stats are available in this PDF report, read the last slides about not even giving up chocolate!, Blogher, 2008
Digg
“Although the company claims it has 35 million unique users per month, independent researcher comScore (SCOR) says that Digg had 16.3 million users worldwide in October 2008, up 31% from last October’s user base of 12.4 million”, also “But according to Quantcast’s Web site, Digg.com claimed 21.7 million global users as of Nov. 30″, Dec 2008, Business Week
Facebook
Facebook usage skyrockets from election activity: Includes specific usage numbers, fans and supporters, Nov 5th, Source: Zdnet
Facebook 18 Million Unique Visitors in UK, top 5th overall web property, Sep-Aug 08, Source: Comscore
More than 120 million active users (does not indicate measure of active), Facebook is the 4th most-trafficked website in the world, More than 400,000 developers and entrepreneurs from over 160 countries, Over 52,000 applications are currently available on Facebook Platform, Nov 2008, from Facebook Stats Page
I was told by Mark Zuckerberg (face to face) that the total number of registered users is now 140mm, Dec, 2008
If the numbers are right, Facebook’s online users have grown by 30 million in the last four months, up from 90 million users in early July 2008. That means that Facebook is growing much faster than the 250,000 new users per day that the company had previously estimated, Nov 3, 2008, Epoch Times
Gather
Demographies: ages 25-54, median age is 42, 55% women, 1.2 milliion unique vistiors, 9 million pages views per month, 500k are registered, Dec 2008, as told to me by CEO Tom Gerace
Hi5
World’s fastest growing among the top-10 global social networks. Based on the June comScore Media Metrix worldwide figures, hi5 grew 79% in the first half of 2008 – more than twice the growth rate of any of the top 10 social networks. According to comScore, the popular site’s monthly unique visitors increased from 31.4 million in December 2007 to 56.4 million in June 2008 – an increase of 25 million monthly visitors. hi5’s October 2008 Worldwide daily average is: 505 million, July 2008 stats, as told to me by Adriana of Corp Comm of Hi5 team.
LinkedIn
Nearly 60% of LinkedIn users have high personal incomes and hold executive-level or consultant positions, Nov 10th, 2008, LinkedIn, Anderson Analytics.
LinkedIn demographics presentation from Aug, 2008, Erick of Techcrunch
Stats from CEO: 8 million to more than 30 million, while the staff has expanded from 60 to 370 employees, CEO alludes (but doesnt confirm nor deny) that revenues are $75 (million) to $100 million, The average age is 41 years old. The average household income is $109,000; 76 percent of them have a college degree or a graduate degree. It’s pretty evenly split between men and women, slightly more men. Forty-eight percent are outside the United States, from 07 to 2008. Nov, SFGate.
LiveJournal
LiveJournal is almost 10 years old and has 1.9 million active users (PDF), Dec, 2009
MySpace
MySpace has more than 110 million monthly active users around the globe, Jan 2008, emailed to me from press
Reunion
32 Million Registered Members, and Growing. Jan, 2008, Reunion to me direct
Update, Nov 20, 2008: 50 million total registered members, Adding 1.6 million+ members monthly (mostly adults), Nearly 1 million active paying subscribers. Numbers direct from Kate Zentall of Reunion to me.
Second LIfe
Second Life provides real time stats: Residents Logged-In During Last 30 Days: 985,92 (out of 16 million total registered). Nov 18, 2008, Linden Site
Twitter
Global visitors to Twitter rose almost fivefold to 5.57 million in September from a year earlier. Nov 12, 2008, Comscore via BBC.
Locations (Cities) with the most tweets, Tokyo is the most popular city, Real TimeTwitter Local
Twitter stats by usage during week, as well as comparing heavy vs light users, May 15th, Compete (submitted by Nick)
HP Labs has conducted research on twitter, I’ve highlighted the average number of followers, friends, tweets, and active user base.
Twitter is dominated by newer users – 70% of Twitter users joined in 2008, An estimated 5-10 thousand new accounts are opened per day, 35% of Twitter users have 10 or fewer followers, 9% of Twitter users follow no one at all, Dec 08, State of the Twittersphere
WeeWorld
This virtual world/social network aimed at teens who also use IM has reported 25mm registered users, and 1million unique active visitors in last 30 days, as told to me in Nov 2008 on briefing call
2009 Stats
Need more stats See this ongoing list of social networking stats for 2009.
Caveat: As I mentioned before, do not quote these numbers are from me, I’m simply collecting them in one spot, as you’ll see the accuracy will be debated depending on source to source.
I need your help, as you find references to usage, visitors, or registered members numbers in articles or reports, please leave a comment with the URL.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

TWTRCON 2009



Join the Real-Time Revolution
Twitter is transforming business, government and the non-profit world. At TWTRCON DC 09, a one-day conference focused entirely on the business use of Twitter, you’ll see case studies and learn best practices from leading organizations that are using the real-time web to deliver measurable results.

Digital Age



http://idgnow.uol.com.br/internet/ideia20/archive/2009/08/31/veja-resumo-dos-debates-do-digital-age-20-/

Senado francês aprova lei contra pirataria na internet

O Senado da França aprovou hoje a polêmica lei contra a pirataria na internet, penúltima etapa para a adoção definitiva de um projeto que prevê evitar o download de arquivos de forma ilegal.

O texto, em sua redação definitiva, foi aprovado pela maioria dos senadores conservadores e centristas, enquanto enfrentou a rejeição da oposição de esquerda e de ecologistas.
Amanhã, o projeto passará por votação entre os deputados e a expectativa é que deve ser aprovado.

O projeto de lei de luta contra a pirataria passou por uma maratona parlamentar e judicial, depois que o Conselho Constitucional obrigou a revisão de uma primeira lei adotada pela maioria conservadora em ambas as câmaras.

O órgão considerou que o texto inicial não estava de acordo com a Carta Magna, em particular quando apontava que a decisão de cortar o acesso à internet poderia ser ditado por uma instância administrativa e não por um juiz.

Em sua segunda forma, aprovada hoje pelos senadores, são os magistrados os responsáveis por opinar sobre o bloqueio de um determinado site em caso de download de arquivos de forma ilegal.

Os sites poderão ser privados de acesso à internet durante quase dois anos, período em que continuarão pagando suas taxas.

Os socialistas, que já levaram o primeiro texto perante o Conselho Constitucional, anunciaram que voltariam a reivindicar a inconstitucionalidade do novo projeto.

Megaoperação combate jogos na web em 12 Estados


A Polícia Civil de São Paulo está realizando hoje uma megaoperação contra a exploração de jogos de azar pela internet. A operação é coordenada pela Delegacia do Interior (Deinter) de Sorocaba e está sendo feita em 12 Estados do País. O Grupo de Operações Especiais (GOE) está dando apoio à operação. Participam da ação oito Seccionais de São Paulo e delegacias de Guarulhos, Mogi das Cruzes, São Bernardo do Campo, Santo André, São José dos Campos, Campinas, Sorocaba, Piracicaba, Santos, entre outras.De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), estão sendo cumpridos 300 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão, em postos comerciais e residenciais. Segundo o Centro de Operações Especiais da Polícia Civil do Paraná, a operação teve início por volta das 5 horas, cumprindo mandados de busca e apreensão e de prisão em lan houses do Estado. Ainda não há informação sobre presos.

domingo, 13 de setembro de 2009

10 People You Won't See no Twitter Anymore

http://mashable.com/2009/09/13/twitter-spammers/

Listas do Wikio


Políticos apimentam Twitter de olho nas eleições de 2010

Maurício SavareseDo UOL NotíciasEm São Paulo

Veloz e perigoso, o microblog Twitter tornou-se o território virtual preferido de vários políticos que buscam eleitores na rede mundial de computadores - apesar de eventuais constrangimentos irrevogáveis por conta de postagens polêmicas. Ali, quase sempre fazem comentários genéricos e sugestões, mas já aprenderam a melhor maneira de atrair mais seguidores e atenção: cutucando os adversários. No horizonte, as eleições de 2010.

De acordo com políticos de vários partidos ouvidos pelo UOL Notícias, ironias e críticas duras de fatos daquele mesmo dia são a melhor estratégia para ganhar seguidores e obter repercussão na mídia. Nenhum deles se disse arrependido de postagens menos cordiais, que variam entre suposto uso de remédios tarja preta por um colega de partido e insinuações de alcoolismo do presidente da República.


leia mais em http://noticias.uol.com.br/politica/2009/09/13/ult5773u2445.jhtm
"Quando você põe uma frase mais polêmica e sacaneia um adversário, tem resposta", disse o presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (RJ), cujo perfil tem pouco mais de 1.100 seguidores. "Tem que ter bom humor, sem agressividade, mas é uma ferramenta que se encaixa bem para quem quer ser mais econômico. Os comentários ganham atenção na mídia também porque às vezes você está em casa, pensando na vida, e vem uma ideia boa. O Twitter te permite usá-la."

sábado, 22 de agosto de 2009

Publicidade em sites de conteúdo é mais efetiva do que em portais, diz estudo

Publicado por Daniela Braun, às 15h59 IDGNOW

Campanhas online realizadas em sites de conteúdo são mais efetivas do que em grandes portais ou por meio de intermediários.
Esta é a conclusão de um estudo divulgado nesta quinta-feira (13/8) pela Online Publishers Association - entidade que representa criadores de conteúdo na internet como ESPN.com, MSNBC.com e as versões online dos jornais New York Times e The Wall Street Journal.

O estudo da OPA mostra que a efetividade das campanhas - anúncios memorizados pelos internautas nos últimos 30 dias - foi 21% superior em sites de conteúdo do que em portais, e 50% maior em relação a campanhas de volume gerenciadas por intermediários na internet.

"O que este estudo mostra é que a opção de menor custo não é produtiva", disse o vice-presidente sênior de operações digitais da New York Times Co. em uma reportagem do jornal Wall Street Journal.

A análise realizada pela empresa de pesquisas Dynamic Logic reúne três anos de informações sobre mais de 4.800 campanhas na interne, usando uma ferramenta de medição da Dynamic Logic.

Os anúncios de display, que compõem grande parte das ações tradicionais de publicidade digital, também vêm perdendo espaço, apontam dados da consultoria PricewaterhouseCoopers. Nos Estados Unidos, o ganha-pão da publicidade online vai perder 17% de participação, o que equivale a 4 bilhões de dólares.

Ainda de acordo com a PwC, a receita de publicidade digital dos Estados Unidos deve somar 24,1 bilhões de dólares, uma queda de 3,2% em relação a 2008. Mundialmente, o gasto com anúncios online no segundo trimestre deste ano caiu 5% em relação ao mesmo período do ano passado, somando 13,9 bilhões de dólares, segundo a IDC.

Os portais e as empresas que administram campanhas se defendem, na reportagem, afirmando que, nos sites de conteúdo, anunciantes pagam preços altos por audiências menores. O argumento é que, por meio dos portais, o anunciante pode fazer mais barulho com um único anúncio, atingindo uma audiência maior.

Para alguns anunciantes, o estudo simplifica demais as ações de marketing, que hoje são pulverizadas entre portais, sites específicos e redes de anúncios, com objetivos e alvos distintos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Polícia de São Paulo investiga 35 suspeitos de integrar grupo neonazista armado no estado

SÃO PAULO - Cerca de 35 pessoas estão sendo investigadas pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo, suspeitas de integrar o grupo neonazista liderado pelo economista Ricardo Barollo, 33 anos, preso e acusado de ser o mandante da morte de um casal de integrantes do movimento no Paraná. Segundo a delegada Margarette Barreto, titular da Decradi, cerca de 25 grupos neonazistas atuam no estado, mas o de Barollo, denominado Neuland, é considerado o mais organizado ideologicamente, possuindo inclusive atuação política. Além de São Paulo, os neonazistas estão sendo investigados no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

- O grupo tem forte atuação ideológica e não costuma executar crimes de intolerância, mas dá ordem para que outros o façam - afirma a delegada.

O grupo Neuland tem células em atuação na capital paulista, onde está o maior número de participantes, e está organizado em células nas cidades de Campinas, Sorocaba e Limeira. Além de Barollo, apenas mais um integrante do grupo foi indiciado por crime ligado à ação do grupo. Trata-se de Alessandro Martines, 31 anos, preso em 13 de junho de 2008, no município de Santo André, no ABC paulista, com 147 itens de armamentos, entre espingardas, pistolas, carabinas, carregadores, munição e facas Butterfly. O processo contra Martines foi distribuído no último dia 18 à 2ª Vara Criminal do Fórum de Santo André. Martines está sendo acusado, principalmente, por crimes vinculados ao porte ilegal de armas. Não há informação disponível sobre possível indiciamento por crime de racismo.

Segundo Margarette, o grupo paulista é considerado mais de extrema-direita do que os organizados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No Rio Grande do Sul, cerca de 50 membros foram identificados e são monitorados.

O mapeamento do Decradi indica que o grupo Neuland produz material de propaganda nazista, como panfletos e camisetas em São Paulo. O recrudescimento da ação do grupo, com compra de armamentos em grande quantidade, teria sido, segundo a polícia gaúcha, a principal divergência que levou ao assassinato dos estudantes Bernardo Dayrell Pedroso, de 24 anos, e de Renata Waechter Ferreira, de 21 anos, ocorrido em 21 de abril passado no km 6 da BR-116, no município de Quatro Barras, no Paraná.

Os integrantes do Neuland têm entre 16 e 40 anos, mas não é descartada a presença de outros mentores. Barollo, por exemplo, aparece como financiador de cursos de informática e compra de computadores a jovens integrantes do grupo, mas não há informações de como obteve os recursos. Funcionário de uma construtora, ele recebia salário mensal em torno de R$ 10 mil, segundo o delegado Paulo César Jardim, responsável pela investigação

Margarette afirma que o grupo repudia outras organizações neonazistas em atuação no estado, principalmente por terem sido criadas na periferia e aceitarem no grupo pessoas consideradas mestiças (branco não-puro).

- Eles são de classe média e média alta e se dizem descendentes de europeus, não acham que são miscigenados e querem um país sem negros, homossexuais e judeus. Pessoas destes grupos são consideradas 'peso morto' para o país. Eles perseguem estas pessoas, mas não atuam com as próprias mãos - explica a delegada.

Grupos aliados ao Neuland são acusados de fazer panfletagem contra a criação de cotas para negros. Cinco pessoas foram presas e autuadas em flagrante por panfletagem na região do Jabaquara, na capital paulista, acusadas de integrar o grupo Resistência Ariana. Os nomes não foram divulgados. Em Campinas, células associadas ao Neuland são acusados de fazer pichações em locais de aglomeração de negros, incluindo um salão de beleza destinado a afro-descendentes.
De acordo com Margarette, integrantes de movimentos neonazistas podem ser indiciados por formação de quadrilha, desde que seja comprovada a articulação.

Chama a atenção a discriminação existente entre os próprios grupos neonazistas. Numa conversa travada pela internet, um interessado em aderir ao movimento pergunta: "Gostaria de saber (pelo fato de ter muitas discussões sobre) qual os princípios raciais básicos para um Brasileiro aderir ao movimento ... e se considerar um ariano. Claro que é necessário ser branco e ter origem européia pelo que já li, mas tenho muitas dúvidas sobre olhos e cabelo. É necessário ter olhos claros e ser loiro?. Pergunto isso pois em questão de descendência européia minha bisavó era italiana e migrou ao Brasil na 1ª Guerra. Sou branco (bem branco, não moreno como alguns farsantes) e loiro médio, mas não possuo olhos claros (apenas castanhos claros). Isso é motivo para "cartão vermelho" na entrada do movimento?"

A resposta: "Para fazer parte da iniciativa do nacionalismo branco basta que possuas ascendência branca européia pura e um comportamento que esteja de acordo com os ideais do movimento e da raça que representas. Ou seja, nós somos contra comportamentos prejudiciais como a miscigenação racial, o sexo interracial, o uso de drogas, o desrespeito às leis...Estamos lutando por uma preservação da nossa raça e cultura."

domingo, 17 de maio de 2009

Comentários a respeito da matéria

Em primeiro lugar, informo que este post está sendo digitado por meu marido, por motivos de saúde. Estou ditando o post.

No início de maio, concedi entrevista aos jornalistas da IstoÉ, para uma matéria que saiu hoje denominada de: Os nazistas brasileiros, cujo subtítulo informa: Um duplo homicídio revela a existência de novos seguidores de Hitler no País, com plano político, armas e conexões no Exterior.

Muito minunciosos, os jornalistas parecem ter feito um bom trabalho. Tenho a princípio, no entanto, duas críticas de pronto: a primeira, é à capa da edição, achei de mau gosto a exposição da suástica, reavivando na memória coletiva um símbolo do hediondo regime nazi. A segunda, é ao subtítulo: não foi este duplo homicídio que revelou a existência de neonazistas no país. Há crimes cometidos por estes grupos desde a década de noventa, e na Internet, sites, blogs, fóruns, chats, listas de discussão, comunidades em redes sociais virtuais têm participantes, que promovem o neonazismo, em grande número. Apenas a comunidade no Orkut, do jornal editado pela vítima do homicídio em questão, tem mais de 400 membros (dados de acesso do dia de hoje).

Há ainda muita intolerância na Internet. Em lingua inglesa, espanhola e portuguesa, há mais de 22.000 URLs que disponibilizam material que fazem apologia ao nazismo, que negam o holocausto, que oferecem material anti-semita, que descrevem, de forma profundamente racista, o negro e o judeu como "inimigos", que apresentam um discurso absurdamente homofóbico, que enfim, se valem de um discurso demarcado pelo ódio.

Precisamos nos reconstruir como humanos, a cada dia, na luta contra essa intolerância. Assim que puder, comentarei o restante da matéria.

terça-feira, 5 de maio de 2009

MPF em SP denuncia rapaz por racismo e apologia ao nazismo através do Orkut

Publicada em 04/05/2009 às 20h18mAdauri Antunes Barbosa, O Globo

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou na semana passada R.C, de 21 anos, por ter praticado, induzido e incitado a discriminação e o preconceito de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional por meio do site de relacionamentos Orkut. De acordo com as investigações, o denunciado era membro da comunidade "Mate um negro e ganhe um brinde", composta por 16 pessoas, e que veiculava mensagens racistas e nazistas. (Leia também: Grupo de neonazistas preso em Curitiba recolhia doações mensais em dinheiro )

De acordo com o Ministério Público, em um tópico da comunidade, cuja discussão era qual seria o "brinde" mencionado no nome da comunidade, R.C fez a seguinte postagem, em transcrição literal: "deveria ser a eliminação de todos eles e proibir a internet gratis sei la como eh neh siegheil camaradas."

Depois que o Google, empresa dona do Orkut, identificou o usuário, a Justiça Federal autorizou a busca e apreensão na casa do denunciado, onde foram apreendidos também uma vários materiais de cunho nazista, como desenhos remetendo à suástica, folhas impressas com imagens de Hitler e correlatas, um DVD com o título "Skinheads - Força Branca" e o livro "Diário de um Skinhead", entre outros.

O procurador da República Sergio Gardenghi Suiama, autor da denúncia, do grupo de combate aos crimes cibernéticos do MPF, lembrou que crimes cometidos em sites de relacionamentos serão investigados e punidos.

- A Procuradoria da República em São Paulo já ajuizou outras ações por crimes de ódio praticados na internet. Os usuários brasileiros da rede mundial de computadores precisam saber que a internet não é 'terra de ninguém', e que os crimes cometidos em redes de relacionamento como o Orkut serão investigados e punidos, na forma da lei - afirmou.

Ontem a comunidade "Mate um negro e ganhe um brinde" já não estava mais no ar no Orkut. Em fevereiro de 2006 uma outra comunidade com o mesmo nome também foi eliminada do site de relacionamentos. No entanto, vários comunidades antinazistas utilizam o mesmo tom racista. Ontem eram encontradas algumas comunidades contra os nazistas, entre elas "O nazista é um v...enrustido", com 1.634 integrantes, "Nazista lixo humano " (195), "Ñ so racista mas, odeio nazista" (117), e "Nazista bom é no paredón!!!"

O crime de racismo, conforme a Constituição, é inafiançável e imprescritível e a pena para quem incita a discriminação ou o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional através da Internet é de dois a cinco anos de prisão. Os demais usuários da comunidade que postaram mensagens de cunho racista, segundo o MPF, são de outros estados e estão sendo investigados em outros inquéritos policiais.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Frase do século para quem ainda não entendeu o que a Internet significa politicamente!

A política da mídia não se aplica a todas as formas de fazer política, mas todas
as formas de política têm necessariamente de passar pela mídia para influenciar
o processo decisório.[1]
Manuel Castells
[1] CASTELLS, M. O Poder da Identidade. São Paulo, Paz e Terra, 1999 (Obra original de 1996), pp. 374.