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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Alemanha cria 'terceiro gênero' para registro de recém-nascidos

20/08/2013 - 10h31
DA BBC BRASIL
A partir de 1º de novembro, a Alemanha oferecerá aos pais três opções para registrar seus filhos: "masculino", "feminino" e "indefinido".
A nova lei foi aprovada em maio, mas seu teor só foi divulgado agora. Com isso, a Alemanha passa a ser o primeiro país europeu a oficializar o terceiro gênero.
Essa mudança é uma opção para pais de bebês hermafroditas, que nascem fisicamente com ambos os sexos.
A nova legislação abre a possibilidade de a criança, ao se tornar adulta, escolher posteriormente se prefere ser definida como homem ou mulher. Ou mesmo seguir com o sexo indefinido pelo resto da vida.
BBC
Pais de recém-nascidos hermafroditas na Alemanha podem optar por gênero 'indefinido'
Pais de recém-nascidos hermafroditas na Alemanha podem optar por gênero 'indefinido'
QUESTÕES INDEFINIDAS
Na Alemanha, alguns jornais disseram que a mudança é uma "revolução legal". No entanto, a lei não prevê como a escolha do sexo indefinido é refletida em documentos como o passaporte, onde existe apenas escolha entre "M" e "F".
A revista alemã de direito familiar FamRZ sugere que a opção de sexo indefinido seja marcada com a letra "X".
A nova lei é amparada em uma decisão do tribunal constitucional alemão que estabeleceu que pessoas que se sentem profundamente identificadas com um determinado gênero têm o direito de escolher seu sexo legalmente.
Outro assunto ainda a ser definido é matrimônio. A lei alemã só permite atualmente casamentos entre homens e mulheres, o que não contempla pessoas de gêneros indefinidos.
Poucos países no mundo possuem legislações sobre terceiro sexo. A Austrália aprovou uma lei há seis semanas, mas desde 2011 os australianos já têm o direito de identificar-se com o sexo "X" no passaporte. Na Nova Zelândia, isso é possível desde 2012.
O correspondente da BBC na Alemanha, Demian McGuiness, afirma que ainda há outros pontos em aberto. No caso de uma pessoa de sexo indefinido ser presa, em qual presídio ela seria detida?
O grupo de direitos de pessoas transgêneros Trangender Europe vê avanços na legislação alemã, mas reivindica mais mudanças.
"É [uma mudança] lógica, mas não é uma lei tão progressista como gostaríamos que fosse", disse Richad Köhler, do Transgender Europe. Ele diz que a lei só contempla bebês que tiveram diagnóstico médico de hermafroditismo.
A entidade quer que as pessoas possam ter o direito de deixar a opção de gênero em branco, sem precisar se quer se declarar "indefinido".

sábado, 20 de outubro de 2012

Uma notícia muito preocupante

A Alemanha tem dezenas de milhares de neonazistas e simpatizantes. Agora foi informado que aqueles que tem ORDEM DE PRISÃO DECRETADA ULTRAPASSAM UMA CENTENA.  #PERIGO.

Mais de uma centena de neonazistas alemães procurados pela Polícia e a Justiça da Alemanha vivem na clandestinidade, revela o ministro do Interior, Hans Peter Friedrich, em declarações adiantadas neste sábado (20) pelo dominical "Welt am Sonntag".

"O Escritório Federal de Investigação Criminal (BKA) contabilizava em meados de setembro 110 ultradireitistas sobre os quais pesa uma ordem de detenção", destaca Friedrich, que antecipa que o número pode ter mudado desde então.

O ministro alemão não acredita, no entanto, que entre eles figurem imitadores da desarticulada célula Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU) que se dediquem a assassinar arbitrariamente estrangeiros de maneira anônima.

No entanto, considera possível que "nos ambientes de extrema-direita haja também pessoas que sigam tendências que conduzam a um terrorismo violento, que devemos combater".

Friedrich ressalta que na luta contra o potencial terrorismo de extrema-direita são necessários "fortes" serviços secretos e destaca o trabalho da recém-criada central de dados sobre extremistas de extrema-direita.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

PERIGO!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Ministro alerta para disseminação de ideologia neonazista no Leste alemão

Ministro do Interior da Alemanha demonstra preocupação com disseminação de ideologias neonazistas no Leste alemão, mas vê com ceticismo proibição de partido de extrema direita.
"Estou preocupado que em algumas regiões do Leste da Alemanha os neonazistas marcam presença e se infiltram propositalmente na sociedade civil para atingir suas metas. Não deveríamos permitir que isso aconteça", afirmou o ministro alemão do Interior, Hans-Peter Friedrich, ao jornal berlinense Der Tagesspiegel.
O ministro chamou também a atenção para o fato de que a Alemanha, como país que vive de exportações, não possa de forma alguma se apresentar como nação xenófoba. "Se queremos vender nossas mercadorias em todos os lugares do mundo, temos também que nos mostrar abertos aos que se interessam pelo nosso país", salientou Friedrich. Especialmente no Leste alemão, lembrou o ministro, o êxodo da população é notável, o que faz com que haja uma grande demanda de força de trabalho estrangeira.
"NPD em decadência"
Friedrich, por outro lado, confirmou em entrevista ao jornal berlinense sua postura de ceticismo frente a um novo requerimento de proibição do partido de extrema direita NPD perante o Tribunal Constitucional Federal. "O NPD é um partido totalitário, avesso aos princípios constitucionais, que não tem absolutamente nada a ver com a nossa democracia. Mas a postura de um partido não basta para proibi-lo", explicou o ministro da conservadora União Social Cristã (CSU).
Friedrich sugeriu, inclusive, que o NPD possa sair fortalecido de um novo confronto em nível jurídico visando sua proibição. Os últimos resultados eleitorais, alertou o ministro, demonstraram que o NPD está "em plena decadência".
Hans-Peter Friedrich, ministro alemão do Interior
Friedrich vê também como problemática, no caso de um novo processo para a proibição do partido de extrema direita, a conduta frente aos informantes das autoridades de segurança dentro do NPD: "Nós nos encontramos em um dilema: de um lado, ficamos sabendo através dos informantes o que o NPD de fato pensa e quer. Por outro lado, não podemos utilizar este material porque não podemos dizer perante o tribunal os nomes verdadeiros destes informantes".
Mesmo assim, Friedrich rejeita a ideia de publicação aberta dos nomes dos informantes. Pois com isso, acredita o ministro, "todo o sistema de informantes das autoridades de segurança perderia sua função. E precisamos destes informantes, sobretudo no combate ao extremismo", argumentou o ministro.
Em 2003, um processo de proibição do NPD na Alemanha acabou fracassando em função da problemática que envolve os informantes dos serviços secretos. As provas da inconstitucionalidade do partido vinham em parte dos informantes, que são, ao mesmo tempo, membros do NPD. Os juízes responsáveis pelo caso viram aí um conflito de interesses dos informantes e revidaram, por isso, o pedido de proibição do partido.
Novo dossiê sobre o NPD
Além do Partido Social Democrata (SPD), diversos políticos da União Democrata Cristã (CDU), nas esferas federal e estadual, defendem um novo requerimento de proibição do NPD. Segundo informações divulgadas pela mídia, o serviço de proteção à Constituição reuniu, em um novo dossiê, mais de 3 mil provas da inconstitucionalidade do partido.
O ministro do Interior, bem como os secretários estaduais da pasta, irão se reunir no dia 5 de dezembro, a fim de avaliar este material e tomar uma nova decisão a respeito de um possível novo processo para proibir o NPD.
SV/dpa/afp/dapd/rtr
Revisão: Roselaine Wandscheer

Com dez anos de atraso, mas antes tarde q nunca!


Alemanha lança registro de neonazistas após assassinatos em série

19 de setembro de 2012  13h44  atualizado às 14h09
A Alemanha lançou nesta quarta-feira um registro central de neonazistas, estimulada pela revelação tardia de uma célula ultradireitista que assassinou imigrantes impunemente por todo o país durante anos.
O caso da autodenominada Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU) "nos abriu os olhos e evidenciou a necessidade de adotarmos um registro capaz de armazenar os dados dos 36 batalhões policiais e serviços secretos que zelam pela segurança nacional", admitiu o ministro de Interior do país, Hans-Peter Friedrich. "Trata-se de traçar um panorama global juntando as peças de um mosaico", disse o ministro, que quer impedir que se repita o que a chanceler Angela Merkel qualificou de "vergonha para a Alemanha".
Ou seja, o governo alemão que evitar casos como o assassinato em série de nove imigrantes, todos eles com a mesma pistola. O novo registro central, inaugurado nesta quarta pelo ministro e que terá sede em Berlim, armazenará dados como o movimento de contas bancárias, ligações telefônicas e acesso à internet por parte dos suspeitos e neonazistas fichados. Além disso, também será obrigatório o registro de atas policiais.
Os batalhões policiais, assim como os serviços secretos, ficam obrigados a fornecer todos os dados à central, caracterizando uma mudança substancial, já que até agora a transferência era feita segundo critérios das chefias locais. Com isso, será articulado um registro similar ao criado em 2007 para canalizar todas as informações relativas ao radicalismo islâmico, após reconhecer na extrema-direita um perigo terrorista que até agora a Alemanha não tinha conhecimento.
O Ministério do Interior calcula que entre os 25 mil ultradireitistas no país há cerca de 9.500 neonazistas fichados como violentos. Segundo as estatísticas de 2011, eles praticaram 16.142 delitos, sendo 755 considerados violentos.
As duas maiores forças ultradireitistas do país - o Partido Nacional Democrático (NPD) e a União do Povo Alemão (DVU) -, possuem cadeiras em dois parlamentos regionais, somando 15 mil militantes, enquanto o resto se reparte em 200 formações menores.
O grande desafio para as forças de segurança é a enorme diversificação do neonazismo em grupos locais, assim como os Nacionalistas Autônomos. A estratégia da polícia em criar um registro centralizado aconteceu depois que, quase por acaso, foram revelados os assassinatos em série pela NSU.
A existência do grupo constava nos arquivos da Alemanha Saxônia desde o fim dos anos 90, mas a polícia nunca tinha ido atrás de seus integrantes, Uwe Böhnard, Uwe Mundlos e Beate Zschäpe. O trio foi responsável pelo assassinato dos nove imigrantes - oito pequenos comerciantes turcos e um grego - que foi revelado em novembro de 2011, por conta dos suicídios de Böhnard e Mundlos, de 34 e 38 anos respectivamente. Os neonazistas se mataram depois que a polícia perseguiu o motorhome onde eles fugiam depois de terem assaltado um banco.
Beate, de 36 anos e suposta companheira dos dois, se entregou imediatamente depois. Desde então, está na prisão, mas o teor dos interrogatórios aos quais foi submetida ainda é desconhecido.
O trio se financiou durante todo esse tempo roubando bancos e cometendo atentados. O último assassinato cometido pelo grupo foi contra um agente policial, em 2007.
Os erros por parte do governo alemão começaram quando os dados dos assassinatos não foram cruzados e, portanto, os investigadores não repararam que as mortes tinham acontecido pela mesma arma. Mais comprometedoras ainda foram as revelações posteriores ao duplo suicídio e às detenções de 13 supostos cúmplices, já que pelo menos um deles era confidente policial.
O próprio Mundlos, de acordo com revelações na semana passada, foi chamado pelo Serviço de Proteção Militar (MAD) para atuar como infiltrado enquanto cumpria o serviço militar. A este acúmulo de erros ainda é somada a destruição de, pelo menos, sete atas sobre os neonazistas por parte do Escritório Federal de Proteção da Constituição (VS).
Os deslizes, os erros e a conivência em torno da NSU custaram o posto do chefe do VS, Heinz Fromm, e de seu colega da polícia federal, Matthias Seeger, ambos aposentados prematuramente.

Será que os motivos dele são estes mesmos?


Ministro alemão se opõe a proibição de partido neonazista

Ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, acha que proibição do partido neonazista poderia reforçá-lo.
Ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, acha que proibição do partido neonazista poderia reforçá-lo.
REUTERS/Tobias Schwarz

RFI
O ministro alemão do Interior, Hans-Peter Friedrich, afirmou ser contrário à eventual proibição do partido neonazista alemão, o NPD, uma questão suscitada no país após uma série de crimes racistas. O ministro disse, em entrevista, que “a orientação política de um partido são basta para proibi-lo”.

“O NPD é um partido totalitário, inimigo da Constituição e que não tem absolutamente nada a ver com a nossa democracia”, disse o ministro conservador, ao jornal Tagesspiegel, de Berlim. "Porém a orientação política de um partido são basta para proibi-lo.”
Friedrich argumentou que uma eventual proibição da sigla poderia reforçá-la. “Os últimos resultados de eleições mostram que eles estão decaindo. Nós devemos nos esforçar para que o NPD não seja nunca mais eleito”, disse.
Os ministros regionais do Interior devem decidir, em dezembro, se um processo de proibição do Partido Nacional Democrático da Alemanha será reaberto, após ter sido recusado em 2003. A sigla é abertamente xenófoba e antissemita, e reivindica os princípios de Adolf Hitler. O debate sobre a proibição voltou à tona depois da descoberta, no final do ano passado, de dezenas de assassinatos de imigrantes turcos na Alemanha, atribuídos a membros do partido.
Os neonazistas jamais conseguiram eleger um representante nacional, porém desfrutam de popularidade em certas regiões da antiga Alemanha oriental, principalmente nas cidades mais pobres e isoladas.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Alemanha lança registro de neonazistas após assassinatos em série


Alemanha lança registro de neonazistas após assassinatos em série
19 de setembro de 2012  13h44  atualizado às 14h09


A Alemanha lançou nesta quarta-feira um registro central de neonazistas, estimulada pela revelação tardia de uma célula ultradireitista que assassinou imigrantes impunemente por todo o país durante anos.
O caso da autodenominada Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU) "nos abriu os olhos e evidenciou a necessidade de adotarmos um registro capaz de armazenar os dados dos 36 batalhões policiais e serviços secretos que zelam pela segurança nacional", admitiu o ministro de Interior do país, Hans-Peter Friedrich. "Trata-se de traçar um panorama global juntando as peças de um mosaico", disse o ministro, que quer impedir que se repita o que a chanceler Angela Merkel qualificou de "vergonha para a Alemanha".
Ou seja, o governo alemão que evitar casos como o assassinato em série de nove imigrantes, todos eles com a mesma pistola. O novo registro central, inaugurado nesta quarta pelo ministro e que terá sede em Berlim, armazenará dados como o movimento de contas bancárias, ligações telefônicas e acesso à internet por parte dos suspeitos e neonazistas fichados. Além disso, também será obrigatório o registro de atas policiais.
Os batalhões policiais, assim como os serviços secretos, ficam obrigados a fornecer todos os dados à central, caracterizando uma mudança substancial, já que até agora a transferência era feita segundo critérios das chefias locais. Com isso, será articulado um registro similar ao criado em 2007 para canalizar todas as informações relativas ao radicalismo islâmico, após reconhecer na extrema-direita um perigo terrorista que até agora a Alemanha não tinha conhecimento.
O Ministério do Interior calcula que entre os 25 mil ultradireitistas no país há cerca de 9.500 neonazistas fichados como violentos. Segundo as estatísticas de 2011, eles praticaram 16.142 delitos, sendo 755 considerados violentos.
As duas maiores forças ultradireitistas do país - o Partido Nacional Democrático (NPD) e a União do Povo Alemão (DVU) -, possuem cadeiras em dois parlamentos regionais, somando 15 mil militantes, enquanto o resto se reparte em 200 formações menores.
O grande desafio para as forças de segurança é a enorme diversificação do neonazismo em grupos locais, assim como os Nacionalistas Autônomos. A estratégia da polícia em criar um registro centralizado aconteceu depois que, quase por acaso, foram revelados os assassinatos em série pela NSU.
A existência do grupo constava nos arquivos da Alemanha Saxônia desde o fim dos anos 90, mas a polícia nunca tinha ido atrás de seus integrantes, Uwe Böhnard, Uwe Mundlos e Beate Zschäpe. O trio foi responsável pelo assassinato dos nove imigrantes - oito pequenos comerciantes turcos e um grego - que foi revelado em novembro de 2011, por conta dos suicídios de Böhnard e Mundlos, de 34 e 38 anos respectivamente. Os neonazistas se mataram depois que a polícia perseguiu o motorhome onde eles fugiam depois de terem assaltado um banco.
Beate, de 36 anos e suposta companheira dos dois, se entregou imediatamente depois. Desde então, está na prisão, mas o teor dos interrogatórios aos quais foi submetida ainda é desconhecido.
O trio se financiou durante todo esse tempo roubando bancos e cometendo atentados. O último assassinato cometido pelo grupo foi contra um agente policial, em 2007.
Os erros por parte do governo alemão começaram quando os dados dos assassinatos não foram cruzados e, portanto, os investigadores não repararam que as mortes tinham acontecido pela mesma arma. Mais comprometedoras ainda foram as revelações posteriores ao duplo suicídio e às detenções de 13 supostos cúmplices, já que pelo menos um deles era confidente policial.
O próprio Mundlos, de acordo com revelações na semana passada, foi chamado pelo Serviço de Proteção Militar (MAD) para atuar como infiltrado enquanto cumpria o serviço militar. A este acúmulo de erros ainda é somada a destruição de, pelo menos, sete atas sobre os neonazistas por parte do Escritório Federal de Proteção da Constituição (VS).
Os deslizes, os erros e a conivência em torno da NSU custaram o posto do chefe do VS, Heinz Fromm, e de seu colega da polícia federal, Matthias Seeger, ambos aposentados prematuramente.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Documentos de neo-nazis destruídos: demissão nas secretas alemãs


Documentos de neo-nazis destruídos: demissão nas secretas alemãs

Principal responsável deixa o cargo, em escândalo que envolveu grupo violento de extrema-direita

Por: tvi24 / BR  |  2- 7- 2012  17: 2



Heinz Fromm, o principal responsável pelos serviços secretos alemães, demitiu-se nesta segunda-feira, na sequência da divulgação da informação de que as secretas tinham destruído informação sobre um dos mais violentos grupos neo-nazis da Alemanha no memso dia em que as autoridades decidiram investigar a sua ligação a uma série de crimes.

Fromm apresentou o pedido de demissão ao ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich e este foi aceite na segunda-feira de manhã, informa a «Spiegel Online». O antigo responsável disponibilizou-se para dar explicações no Parlamento alemão. O Serviço Federal de Proteção da Constituição, ao qual Fromm presidia, estava há muito debaixo de fogo, acusado de incompetência na forma como lidou com este caso.

Mas a revelação, na semana passada, de que os próprios serviços tinham destruído a informação relativa ao Nationalsozialistischer Untergrund (NSU), a organização neo-nazi que viria a ser considerada culpada da morte de 10 pessoas, foi a gota de água. É a mais alta demissão nas secretas germânicas desde que o caso começou.

A justificação para a destruição dos documentos terá sido o facto de já ter passado o prazo legal para estes serem guardados, mas havia também a suspeita de que os serviços secretos tinham informadores na chamada célula de Zwickau, a cidade onde estava baseado o NSU, e não queriam que fossem revelados dados sobre esses informadores.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Merkel admite incapacidade de segurança alemã para frear neonazismo


Merkel admite incapacidade de segurança alemã para frear neonazismoPDFImprimirE-Mail
  
Imagen de muestraBerlim, 23 fev (Prensa Latina) A chanceler Angela Merkel reconheceu hoje a incapacidade da segurança alemã para combater o neonazismo e pediu perdão a familiares de 10 pessoas assassinadas por seguidores desse movimento, inspirado na ideologia de Adolf Hitler.

  Merkel admitiu as falhas de seus serviços secretos em detectar uma célula de três neofascistas que operava desde os anos 90 sob o nome de Clandestinidade Nacionalsocialista e matou a nove imigrantes e um policial entre 2000 e 2007.

"Inclusive alguns familiares estiveram injustamente sob suspeita (...) Isto é especialmente angustiante. Peço-lhes perdão por isso ", asseverou a chefa de governo durante um ato em honra às vítimas realizado no Konzerthaus (sala de concertos) de Berlim.

Prometeu também uma profunda investigação sobre os crimes e um trabalho minucioso para evitar casos similares no país, onde se estima que existem quase 10 mil radicais fragmentados em partidos de ultradireita e grupúsculos violentos.

O caso saiu à luz em novembro passado e dois dos perpetradores suicidaram-se dantes de serem presos.

A polícia encarceirou o terceiro membro do grupo e achou um vídeo com a personagem da Pantera Cor de Rosa percorrendo o país e reconstruindo a pista do assassinato de oito turcos, um grego e uma oficial alemã.

No mês passado, os partidos com representação na Câmara Baixa do Bundestag (parlamento) criaram uma comissão para esclarecer como a célula matou impunemente a suas 10 vítimas.

Dita missão também deverá definir se teve ou não negligencia nos serviços de segurança ante suspeitas de que se sabia sobre as atividades dos neonazistas.

Acha-se que o grupo contava com uma extensa rede de apoio, possivelmente estabelecida nas localidades da Saxônia e Turíngia.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Alemanha paga indenização a vítimas de neonazistas


Alemanha paga indenização a vítimas de neonazistas

O governo alemão afirma ter começado a pagar indenização para vítimas de um grupo de extrema direita que teria sido responsável por dez assassinatos em um período de sete anos.
De acordo com o Ministério da Justiça da Alemanha, pagamentos de entre US$ 6,5 mil e US$ 13 mil já foram repassados a sobreviventes dos ataques do grupo.
O grupo terrorista se chamava Nationalsozialistischer Untergrund (Subterrâneo Nacional Socialista, em tradução livre) e atacava imigrantes e descendentes de imigrantes na Alemanha.
Suas atividades vieram a público em novembro do ano passado, quando a chanceler (premiê) Angela Merkel descreveu os assassinatos como uma vergonha para a Alemanha.

domingo, 29 de janeiro de 2012


Alemanha lembra o Holocausto com discurso de sobrevivente
27 de janeiro de 2012  11h13  atualizado às 11h43

O crítico literário Marcel Reich-Ranicki, que sobreviveu ao Gueto de Varsóvia, discursa no Parlamento alemão, em Berlim. Foto: AFP
O crítico literário Marcel Reich-Ranicki, que sobreviveu ao Gueto de Varsóvia, discursa no Parlamento alemão, em Berlim
Foto: AFP

Com o discurso de um sobrevivente do Gueto de Varsóvia, o crítico literário Marcel Reich-Ranicki, a Alemanha lembrou nesta sexta-feira o Holocausto judeu no 67º aniversário da libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz, realizada em 27 de janeiro de 1945. Diante do Parlamento germânico, na presença do presidente da Alemanha, Christian Wulff e da chanceler Angela Merkel, Reich-Ranicki lembrou dos tempos em que esteve preso no gueto da capital polonesa e das deportações em massa aos campos de extermínio.
Aos 91 anos, o crítico literário necessitou da ajuda do próprio presidente alemão e do presidente do Tribunal Constitucional, Andreas Vosskuhle, para chegar e, posteriormente, deixar o púlpito da câmara baixa, chamada de Bundestag. De origem polonesa, o sobrevivente do gueto de Varsóvia explicou que o que os nazistas qualificaram como "mudança dos judeus, na realidade, foi uma deportação de Varsóvia com um só fim: a morte".
Reich-Ranicki relatou que, como tradutor na administração do gueto, soube dos planos para as deportações dos judeus com antecedência, além de que os empregados e seus familiares do conselho judeu seriam excluídos dessa medida. Segundo o crítico literário, nesse mesmo dia ele se casou com sua namorada Teófila, com quem foi casado por 69 anos.
O discurso de Reich-Ranicki impressionou todos os presentes na Bundestag, incluindo várias classes de estudantes alemães, franceses e poloneses. Na abertura da sessão, o presidente da Bundestag, Norbert Lammert, honrou expressamente a aqueles cidadãos da Alemanha que enfrentam a extrema-direita e o neonazismo. "São pessoas que dão exemplo e mostram coragem", disse Lammert, o qual revolou que recentes estudos mostraram que 20% da população alemã possuem convicções "antissemitas latentes" e que esse tipo de pensamento não é aceitável neste país.
Desde 1996, o Parlamento alemão dedica esta data para lembrar a libertação de Auschwitz e lembrar a memória das vítimas do genocídio cometido pelos nazistas, não só contra os judeus, mas contra outras minorias étnicas e sociais como os ciganos e os homossexuais. Outros atos em memória das vítimas do Holocausto também foram realizados nesta manhã diante dos memoriais erguidos em diferentes campos de concentração nazista no território germânico, como o de Sachsenhausen e o de Ravensbrück.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Alemanha vai criar base de dados de neonazis

Depois de vários homicídios relacionados com grupos de extrema-direita, alemães avançam com plano para registo nacional. A Alemanha vai criar uma base dados de neonazis existentes no país. Terá informações atualizadas e distribuirá as mesmas pelas autoridades policiais.

Segundo a BBC, as autoridades têm sido criticadas por não conseguirem identificar o grupo responsável por vários homicídios relacionados com a extrema-direita na Alemanha desde 2000.

O mesmo grupo é acusado de dois ataques com recurso a bombas. A proposta da criação de um banco de dados terá ainda que ser aprovada pelo parlamento alemão. Inspirado no modelo norte-americano (banco de dados de terroristas islâmicos), o objectivo é incluir os nomes dos extremistas que apoiam o neonazismo e a violência extrema.

A polícia estima que apenas em células existam dez mil neonazis  ativos (líderes) na Alemanha.
A notícia acaba aqui

Comento:
Pesquisadores sugerem mais de cem mil membros,  que participam em festas e vão aos rituais de iniciação das bandas e dos membros. Em momentos de tensão milhares de outros pegariam em armas. E numa recessão econômica, sabe-se lá o que pode vir como erupção. DEZ MIL LÍDERES.

No Brasil, a peste cresce em proporção exponencial. Eu termino meu Doutorado desanimada, angustiada, se esperança. Morrem gays na Paulista, a USP é invadida por nazistas. E eu alerto sobre isto desde 2002.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Número de neonazistas violentos aumenta na Alemanha


O número de ultradireitistas dispostos à utilizar a violência aumentou na Alemanha, assim como o de neonazistas militantes de grupos radicais e autônomos nacionalistas, segundo dados antecipados pelo jornal alemão "Der Tagesspiegel".

O número de radicais de direita violentos se situou neste ano em 9,8 mil - cerca de 300 a mais do que em 2010 -, informa o jornal em sua edição desta quinta-feira.

Esta estatística reúne tanto os militantes do ultradireitista Partido Nacional Democrático (NPD), que se destacam por seu potencial violento, como os neonazistas não vinculados a nenhuma outra organização do tipo e membros das denominadas "camaradagens" e de pequenos grupos locais.

Em todos estes ambientes foi observada uma crescente tendência à "politização e ao ativismo político" rumo ao que essa publicação qualifica como "neonacional-socialismo", frente ao que até agora era considerado mero neonazismo superficial e sem raiz ideológica.
Apenas com relação aos chamados autônomos nacionalistas, estima-se que haja cerca de 6 mil indivíduos identificáveis como tal após vários anos de crescimento constante, de 4,8 mil de 2008 até os 5,6 mil de 2010.
Estas estatísticas revelam, por um lado, uma progressiva redução do número de militantes por parte das principais legendas da extrema-direita, o NPD e a União do Povo Alemão (DVU) - com 6 mil e 3 mil militantes, respectivamente, segundo números de 2010.

Os dois partidos, agora em processo de fusão para tentar somar forças, teriam perdido em menos de cinco anos um terço de seus membros, enquanto as camaradagens e grupos locais de neonazistas estariam em auge.

Estima-se que em toda Alemanha haja aproximadamente 200 destes grupos, o que, somado à diversificação das forças policiais, serviços secretos e de observação do Ministério do Interior dificulta a luta contra a extrema-direita, segundo os especialistas.
As informações do "Der Tagesspiegel" coincidem com as informações divulgadas nas últimas semanas sobre uma célula de neonazistas que ao longo de dez anos matou nove imigrantes e uma policial.

A trama foi revelada em meados de novembro, depois que apareceram em uma caminhonete em Eisenach (leste da Alemanha) os corpos de dois membros dessa célula, Uwe Mundlos e Uwe Böhnhardt, de 38 e 34 anos, que aparentemente se suicidaram após assaltarem um banco e serem cercados pela polícia.
Pouco depois, Beate Zschäpe, de 36 anos, a terceira integrante do grupo ultradireitista, se entregou após atear fogo à casa que havia compartilhado com os outros dois membros, supostamente para destruir provas.



Nos dias seguintes foram efetuadas outras três detenções relacionadas ao grupo e, pelo menos em um dos casos, também com o NPD.

A questão reabriu a possibilidade de iniciar um novo processo de proibição do NPD - como pediu a própria chanceler Angela Merkel -, após o fracasso da solicitação apresentada em 2000 pelo governo e o Parlamento diante do Tribunal Constitucional.
O TC rejeitou o pedido em 2003, devido às dúvidas geradas sobre a credibilidade dos depoimentos de policiais infiltrados, principal argumento da solicitação.



terça-feira, 10 de março de 2009

Polícia alemã apreende material neonazista

Stuttgart, Alemanha - A polícia alemã apreendeu material de propaganda e gravações de grupos musicais neonazistas nesta quarta-feira em uma operação coordenada e de alcance nacional por mais de 200 domicílios e escritórios em todo o país.
Segundo a polícia de Stuttgart, que coordenou a acção, os agentes apreenderam abundante material, gravações e CDs. A Procuradoria de Stuttgart preparava a operação há meses, em coordenação com o Departamento Federal de Polícia (BKA), com sede em Wiesbaden.
A produção e venda de música de direita que promove uma agenda extremista ou ódio racial são crimes na Alemanha. O principal objectivo da acção é confiscar itens proibidos, como músicas, para evitar a difusão dos extremistas.
Mais de 60 anos depois da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, estes grupos ainda são um problema na Alemanha, principalmente na parte leste do país, ex-comunista, onde o desemprego é quase o dobro que a taxa do oeste.
De acordo com a imprensa alemã, há pelo menos cem suspeitos de serem neonazistas no alvo das investigações. A polícia informa que as buscas ocorreram em todos os 16 Estados, mas não diz se alguém foi preso.

terça-feira, 18 de março de 2008

NO PARLAMENTO DE ISRAEL

Merkel: Holocausto enche a Alemanha de 'vergonha'
Publicada em 18/03/2008 às 20h59mReuters

JERUSALÉM - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, fez História nesta terça-feira ao se tornar a primeira chefe de Estado do país europeu a discursar no Parlamento de Israel. Merkel disse se curvar de vergonha diante das vítimas do Holocausto - o massacre de milhões de judeus pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial - e falou sobre o perigo que, segundo ela, representa o programa nuclear do Irã. A líder de Berlim fez a abertura e o fechamento do discurso em hebraico e foi muito aplaudida. Cinco dos 120 parlamentares do Knesset recusaram-se a assistir ao discurso.

- Falar a vocês nesta honrada assembléia é uma grande honra para mim - disse Merkel, em hebraico. - Agradeço a vocês por me permitir a falar em minha língua - continuou ela, em alemão.

" Falar a vocês nesta honrada assembléia é uma grande honra para mim. Agradeço a vocês por me permitir a falar em minha língua "

Depois de assumir a responsabilidade alemã pelo Holocausto na segunda-feira, ao visitar um museu em Jerusalém, Merkel voltou a tocar neste delicado tema.

- O Shoah enche os alemães de vergonha - comentou a chanceler, usando o termo em hebraico para se referir ao Holocausto. - Eu me curvo às vítimas, eu me curvo a todos que ajudaram os sobreviventes - acrescentou.

Merkel encerrou nesta terça-feira uma visita de três dias por ocasião do 60º aniversário de Israel, e prometeu "o endurecimento de sanções no Conselho de Segurança" da ONU se o Irã não detiver seu programa nuclear.

- Nossa responsabilidade histórica é parte da política de meu país. A segurança de Israel não é negociável - disse. - Se o Irã obtiver armas nucleares, as conseqüências serão desastrosas.

" Nossa responsabilidade histórica é parte da política de meu país. A segurança de Israel não é negociável "

Ela disse ainda que o lançamento de foguetes da Faixa de Gaza deve terminar, mas evitou alusões à construção de colônias judias em território palestino, criticada pelos EUA e pela União Européia.

Ao falar durante a sessão, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, declarou que Merkel é uma "amiga constante" e que os "laços de Israel com a Alemanha transcenderam os eventos obscuros e sombrios".

Nos últimos dois anos, o Knesset teve dois discursos em alemão: de Horst Koehler e o do presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Poettering.