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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Base de dados online com obras de arte roubadas a judeus no Holocausto

Fonte; http://www.publico.pt/Cultura/base-de-dados-online-com-obras-de-arte-roubadas-a-judeus-no-holocausto_1461683

Cerca de 20 mil obras de arte roubadas pelo III Reich durante a Segunda Guerra Mundial podem desde ontem ser pesquisadas numa base de dados online. O projecto, iniciado em 2005, é uma iniciativa da organização de apoio aos judeus vítimas da perseguição nazi Claims Conference em conjunto com o United States Holocaust Memorial Museum, um museu americano em memória das vítimas.


É uma oportunidade que surge para as vítimas do Holocausto e as suas famílias reaverem os seus bens roubados entre 1940 e 1944 na França e na Bélgica, na altura ocupados pelos nazis, naquele que foi considerado um dos piores ataques da história cultural. Em comunicado, a Claims Conference afirmou que esta nova lista "deve ser consultada por museus, galerias de arte e casas de leilões, para perceberem se têm em sua posse arte roubada pelos nazis, e por famílias que procuram há muito tempo a herança perdida". O site foi construído com base em registos nazis que foram digitalizados, mostrando o que foi apreendido e a quem, juntamente com os dados sobre a restituição ou repatriação e fotografias tiradas aos objectos apreendidos. A maior parte das peças, incluindo obras de mestres como Picasso, Monet, Chagall e Klimt, nunca foi entregue aos verdadeiros proprietários. Não se sabe exactamente quantos objectos foram roubados pelos nazis e quantos ainda podem estar desaparecidos. A Claims Conference diz que foram apreendidas cerca de 650 mil peças de arte e que milhares continuam perdidos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Suposto agente nazista é acusado por 430 mil homicídios no Holocausto

Fonte: O Globo - ‎29/07/2010‎

BERLIM - Promotores alemães acusaram formalmente um suposto agente nazista de ter colaborado com a morte de 430 mil judeus no Holocausto, além de balear outros dez.


Promotores estaduais na cidade de Dortmund (oeste) disseram nesta quinta-feira que foram formalizadas acusações contra Samuel Kunz, de 88 anos, que teria trabalhado no campo de extermínio de Belzec, perto da cidade polonesa de Lublin, entre janeiro de 1942 e julho de 1943.

Kunz também é acusado de ter baleado dez judeus em outros incidentes, segundo Christoph Goeke, porta-voz da promotoria.

Como Kunz tinha menos de 21 anos no começo do período sob investigação, o julgamento provavelmente será realizado no juizado de menores de um tribunal da vizinha Bonn, segundo os promotores. Não há data marcada para o julgamento.

O caso de Kunz veio à tona durante investigações a respeito de John Demjanjuk, julgado no ano passado em Munique por ter colaborado com a morte de 27,9 mil judeus durante o Holocausto.

Como Demjanjuk, que é de origem ucraniana, Kunz nasceu no que viria se tornar a União Soviética e serviu no Exército Vermelho. Tornou-se guarda do campo de extermínio depois de ser capturado pelos alemães, de acordo com os promotores.

Ele era o número três na lista de criminosos nazistas mais procurados pelo Centro Simon Wiesenthal. Efraim Zuroff, diretor dessa entidade, disse que o indiciamento de Kunz mostra que autores de atrocidades ainda podem ser levados à Justiça.

- Temos uma obrigação para com as vítimas do Holocausto de processar as pessoas que as transformaram em vítimas. E Kunz é uma dessas pessoas - disse Zuroff.

Aparentemente, Kunz permaneceu incógnito até recentemente, porque não era oficial militar - o foco anterior dos investigadores alemães, segundo Zuroff, que acaba de lançar um livro sobre o tema.

- Ele estava totalmente abaixo da tela do radar na Alemanha. A boa notícia é que os promotores se tornaram mais proativos - afirmou Zuroff, que explicou que, depois da guerra, Kunz se tornou servidor público.

Belzeec foi um dos campos criados para a Operação Reinhard, uma das fases mais cruéis do assassinato em massa de judeus.

O julgamento de Kunz pode ajudar a esclarecer o que ocorreu em Belzec. Os fatos permanecem relativamente obscuros porque pouca gente sobreviveu aos campos usados na Operação Reinhard, segundo Zuroff.

- O único propósito dos campos era o extermínio. Para qualquer um que chegasse lá de manhã, era 99,9% de certeza de que estaria morto à noite - disse.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Acionista majoritária da BMW afirma estar sendo chantageada por gigolô

Arantxa Iñiguez. Frankfurt (Alemanha), 5 nov (EFE)

A mulher mais rica da Alemanha, acionista majoritária da BMW e da Altana, Susanne Klatten, denunciou estar sofrendo chantagem de um gigolô que ameaçou publicar as fotos e gravações em vídeo das relações sexuais mantidas por ambos. Klatten, de 46 anos, é a herdeira da família Quandt, uma das mais conhecidas da Alemanha, e tem um patrimônio avaliado em 13 bilhões de euros (US$ 16,38 bilhões).

Durante meses, ela, que, com a mãe e o irmão Stefan detêm 46% das ações da BMW, foi chantageada pelo suíço Helg Sgarbi, de 41 anos, um gigolô com quem teve encontros sexuais em hotéis de luxo e que a extorquiu até janeiro deste ano, quando a executiva resolveu denunciá-lo por chantagem e fraude, mesmo com a publicidade do caso. Klatten, casada há 18 anos e mãe de três filhos, conheceu Sgarbi em 2007, e ambos se encontraram em várias ocasiões em diferentes hotéis. Em um deles, um cúmplice do chantagista, Ernano Barretta, filmou a milionária em situações aparentemente comprometedoras. Os dois homens estão à disposição da Polícia.

Primeiro, Sgarbi pediu à milionária 7,5 milhões de euros (US$ 9,4 milhões), valor que a executiva pagou, mas o chantagista continuou pedindo mais e ameaçando publicar as fotos e as gravações.

O caso não encontrou eco apenas nas emissoras de televisão e na imprensa sensacionalista da Alemanha, mas também foi parar nas páginas do "Financial Times Deutschland".

O jornal econômico destacou em um editorial que Susanne Klatten é, "como acionista majoritária da BMW e da Altana, parte da elite econômica, que há meses foi parar no limbo por seu desmoronamento moral".

No entanto, o "Financial Times Deutschland" considera que "a herdeira milionária foi vítima de fraude e chantagem" e elogia sua coragem de denunciar, apesar de saber que o caso viria a público, por se tratar de uma pessoa da história contemporânea.Já o "Bild" e o italiano "Il Giornale" informaram que os encontros ocorriam em hotéis discretos de Monte Carlo e Munique, por exemplo, no aeroporto de Munique, e no quarto 629 do Holiday Inn da capital bávara, onde foram feitas as gravações a partir do quarto vizinho.

O jornal acrescenta que, antes de partir para a chantagem, Sgarbi arrancou dinheiro da milionária dizendo que tinha atropelado o filho de um mafioso americano, que temia por sua vida e que precisava de ajuda.A empresária acreditou nele e, em setembro de 2007, deu 7,5 milhões de euros em notas de 200 euros na garagem do Holiday Inn de Munique, segundo o "Il Giornale".Em novembro, após Klatten colocar fim ao caso, os chantagistas enviaram uma carta com fotos na qual ela aparecia com Sgarbi em posições comprometedoras, advertiam à executiva de que tinham vídeos e pediam outros 40 milhões de euros, segundo o "Bild".Já em janeiro deste ano, a empresária, reservada e tímida perante a imprensa, denunciou o caso na Promotoria de Munique, cidade na qual mora, com plena consciência de que o caso sairia à luz.

O porta-voz de Klatten disse que ela "apresentou uma denúncia conseqüentemente e sem considerar as desagradáveis conseqüências públicas que teriam para ela", ao determinar que o objetivo era, desde o começo, achacá-la e chantageá-la.Supostamente, os dois chantagistas, velhos conhecidos da Polícia, extorquiram outras três alemãs amigas da herdeira dos Quandt em três milhões de euros de cada uma, afirma a imprensa italiana.A família Quandt, fabricante de lenços desde o século XVIII, é uma das mais ricas e poderosas da Alemanha e foi relacionada com o nacional-socialismo em uma reportagem da principal cadeia pública de televisão, a "ARD", em 2007.

A maior parte dos membros dos Quandt se recusou a colaborar com os autores da reportagem e abriu uma comissão para que esclareça a história da empresa, segundo o "Financial Times Deutschland".A imprensa italiana também indica que o motivo da extorsão da dupla suíço-italiana foi a vingança de Sgarbi pelo destino de seus parentes judeus durante o Terceiro Reich.O jornal acrescenta que a extorsão e a reportagem televisiva poderiam levar os Quandt a estudar seus investimentos e que ninguém gostaria de que retirassem seu dinheiro das empresas do DAX em meio à crise financeira.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

o que eles dizem...

o que de fato é verdade...


eles dizem:

Em fevereiro de 1988, o revisionista e professor Faurrison convidou Fred Leuchter, o especialista em tecnologia de execução, para dar um parecer sobre a viabilidade técnica de se executar pessoas utilizando HCN assim como alegado por testemunhas e sobreviventes, dadas as condições contidas nas supostas câmaras de gás utilizadas para este fim.

o que de fato é verdade: Fred Leuchter nunca teve grau em engenharia (era um técnico que aprendeu a consertar, empiricamente, cadeiras elétricas ... quando escreveu os seus absurdos laudos denominados de esudos
e além disso, foi pago pela Defesa Zündel, revisionista, durante seu julgameto pela negação do holocausto, desde logo, considerado comprado pelo ponto de vista Revisonista.

Ex-oficial alemão é julgado pela morte de 14 italianos em Munique

da Folha Online
Ocorre nesta segunda-feira, em Munique (Alemanha), o julgamento do ex-oficial alemão Josef Scheungraber, 90, acusado de ter encomendado a morte de 14 italianos, em 1944, na Segunda Guerra. Os assassinatos teriam sido uma retaliação a um ataque dos italianos que teria matado dois soldados alemães.

Na chegada ao tribunal, o ex-oficial se recusou a falar com os jornalistas. Ele nega o crime.

De acordo com o processo, militares alemães mataram a tiros uma mulher e quatro homens. Em seguida, obrigaram 11 outras pessoas a entrar no porão de uma casa e o explodiram. A ação teria sido liderada pelo ex-oficial, então com 25 anos. Um sobrevivente da explosão --na época, um adolescente de 15 anos-- deverá testemunhar.
Conforme o procurador Anton Winkler, o julgamento deverá terminar apenas em outubro próximo. "Esse julgamento não será fácil e coletar provas será trabalhoso." O procurador afirmou que Scheungraber foi condenado à revelia à prisão perpétua pelo crime em 2006, em um julgamento realizado por um tribunal militar italiano.


"O réu é muito idoso e sofre de problemas de saúde. Nós talvez tenhamos que adiar alguns procedimentos e ter intervalos para que ele se recupere", afirmou o procurador.
No início do júri, o advogado de defesa, Christian Stuenkel, reiterou que o ex-oficial nega seu envolvimento no caso. De acordo com o advogado, no momento do massacre, Scheungraber fiscalizava o conserto de uma ponte. O advogado ressaltou que a acusação não possui uma testemunha que tenha visto Scheungraber no local do crime nem uma prova documental de que ele tenha encomendado o ataque.


Desde a condenação, em 2006, Scheungraber mora na cidade de Ottobrunn, perto de Munique. Ele trabalha no conselho municipal e tem uma loja de móveis.
Com Reuters e Associated Press