Danielle Villela, do A TARDE On Line
O diálogo continua sendo a melhor forma de os pais lidarem com a segurança dos filhos. Isso vale tanto para o mundo real, como também para as descobertas no mundo virtual. A recomendação é apontada pelos especialistas como a melhor forma de garantir a segurança das crianças e adolescentes que usam a internet. Para falar do assunto e para comemorar o Dia Mundial da Internet Segura, que acontece nesta terça-feira, dia 10, a organização não-governamental SaferNet Brasil realiza uma oficina que poderá ser acompanhada online a partir das 9 horas da manhã no portal IPTV Cultura.
O objetivo da iniciativa é orientar pais e educadores sobre os riscos que os jovens e adolescentes enfrentam no uso de tecnologias de informação e estimular a abordagem multidisciplinar do tema nas escolas. Segundo Rodrigo Nejm, diretor de Prevenção e Atendimento da SaferNet Brasil, o maior risco oferecido pela Internet para as crianças e adolescentes é o aliciamento, que geralmente acontece em chats ou sites de relacionamento.
Rodrigo Nejm acredita que para evitar essa situação, os pais podem e devem aprender junto com seus filhos o que é a Internet e como ela funciona. “Compreender como funcionam os sites de relacionamento evitaria que o jovem participasse de comunidades com conteúdo impróprio, como de apologia à anorexia e bulimia”, explica. Nejm defende que o essencial sempre é manter uma relação aberta de confiança, sem proibições, mas os pais devem saber o que se passa com seus filhos. “A melhor tecnologia ainda é o diálogo”, finaliza.
O conselho é seguido à risca pela empresária Olga Fernandez, mãe de dois garotos que estão em fases bem diferentes, um com 15 anos e outro com 3. Ela conhece os sistemas de bloqueio de sites oferecidos pelo seu provedor, mas diz que prefere estabelecer a confiança com os meninos. “Falo abertamente sobre tudo, é melhor do que proibir”, defende. O mais novo ainda não sabe ler, mas já navega sozinho em sites de jogos infantis. “Fico mais preocupada com links de vírus do que com esse tipo de crime”, comenta lembrando mais uma das diversas ameaças que podem existir na rede.
ESCOLA – Outro tipo de ameaça para jovens que usam a internet é mais recente e vem sendo chamado de “ciberbulling”. É a versão virtual do “bulling”, nome para as agressões e ofensas praticadas por jovens contra outros jovens com intenção e humilhar e inferiorizar a vítima. Muitas vezes retratada em filmes americanos, a prática muitas vezes tem com principal palco a escola e é ainda mais nociva em sua versão virtual. “Com a possibilidade de envio de mensagens, fotos e vídeos via celular, o adolescente não tem como escapar, é incontrolável”, conta Nejm.
Para ajudar os jovens a lidar com estes e outros riscos no uso das tecnologias de informação, a Ong oferece em seu site cartilhas com orientações para os pais, professores e jovens. Nejm informa que o material disponível é didático, com linguagem simples e inclui conselhos como não ligar a webcam com desconhecidos e não informar email e dados pessoais em chats.
Nesse processo, ele lembra que as escolas têm um papel fundamental. Nesse sentido, a principal proposta da SaferNet é reservar um espaço para conversas com os alunos sobre ética na internet e sobre como prevenir os maus usuários. Filmes educativos e listas com dicas de segurança elaboradas pelos próprios alunos também seriam ferramentas eficazes. Nejm informa que a SaferNet tem sede em Salvador e está disponível para palestras sobre segurança na rede em escolas ou outras instituições. O agendamento pode ser feito pelo site da Ong.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
ONG e PF unificam central contra crimes na internet
WILLIAM GLAUBER E CLARISSA THOMÉ - Agencia Estado
RIO - A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, a Polícia Federal (PF) e a organização não-governamental (ONG) SaferNet lançaram hoje a primeira hotline do País - uma central unificada de denúncias de crimes virtuais contra os direitos humanos. Após acordo assinado no 3º Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontece no Rio de Janeiro, a entidade passa também a centralizar, processar e monitorar queixas de delitos cibernéticos recebidos pelo Disque 100 do governo federal. A PF tem agora acesso imediato ao banco de dados para apurar as denúncias.A ONG recebe diariamente 2,5 mil queixas de pedofilia, racismo, homofobia, intolerância religiosa, entre outros crimes na internet. Desse total, 63% correspondem a abusos contra crianças e adolescentes. Como um delito pode ser denunciado por mais de um internauta, há duplicidade das informações e, ao fim de cada dia, registram-se 400 casos novos. A central, equipada com um software especial, evitará o duplo registro da mesma ocorrência."Hoje as informações são muito poluídas e exigem muita demanda. O filtro vai racionalizar os recursos humanos. Nesse canal, o trabalho não será repetido", disse a chefe da Divisão de Direitos Humanos da PF, delegada Leila Vidal. Diariamente, seis técnicos da corporação irão analisar as denúncias recebidas pelo site. "A central vai permitir agilizar o trabalho e descentralizar os casos pelo País para dar início às investigações."Segundo o presidente da SaferNet, Thiago Tavares, além de aprimorar as ações da PF na busca dos criminosos, a hotline brasileira diminuirá o tempo de permanência das páginas na internet. "A polícia terá a capacidade de acompanhar desde a denúncia à remoção do conteúdo impróprio no provedor", afirmou. A SaferNet já assinou termos de cooperação com o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, Rio, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.CartilhaA ONG SaferNet também lançou hoje uma cartilha para navegação segura na internet. O material contém dicas para pais monitorarem o uso do computador pelos filhos e o download gratuito está disponível em www.safernet.org.br. A subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e Adolescente, Carmem Oliveira, anunciou que o livro será distribuído no próximo ano em escolas públicas brasileiras.
RIO - A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, a Polícia Federal (PF) e a organização não-governamental (ONG) SaferNet lançaram hoje a primeira hotline do País - uma central unificada de denúncias de crimes virtuais contra os direitos humanos. Após acordo assinado no 3º Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontece no Rio de Janeiro, a entidade passa também a centralizar, processar e monitorar queixas de delitos cibernéticos recebidos pelo Disque 100 do governo federal. A PF tem agora acesso imediato ao banco de dados para apurar as denúncias.A ONG recebe diariamente 2,5 mil queixas de pedofilia, racismo, homofobia, intolerância religiosa, entre outros crimes na internet. Desse total, 63% correspondem a abusos contra crianças e adolescentes. Como um delito pode ser denunciado por mais de um internauta, há duplicidade das informações e, ao fim de cada dia, registram-se 400 casos novos. A central, equipada com um software especial, evitará o duplo registro da mesma ocorrência."Hoje as informações são muito poluídas e exigem muita demanda. O filtro vai racionalizar os recursos humanos. Nesse canal, o trabalho não será repetido", disse a chefe da Divisão de Direitos Humanos da PF, delegada Leila Vidal. Diariamente, seis técnicos da corporação irão analisar as denúncias recebidas pelo site. "A central vai permitir agilizar o trabalho e descentralizar os casos pelo País para dar início às investigações."Segundo o presidente da SaferNet, Thiago Tavares, além de aprimorar as ações da PF na busca dos criminosos, a hotline brasileira diminuirá o tempo de permanência das páginas na internet. "A polícia terá a capacidade de acompanhar desde a denúncia à remoção do conteúdo impróprio no provedor", afirmou. A SaferNet já assinou termos de cooperação com o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, Rio, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.CartilhaA ONG SaferNet também lançou hoje uma cartilha para navegação segura na internet. O material contém dicas para pais monitorarem o uso do computador pelos filhos e o download gratuito está disponível em www.safernet.org.br. A subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e Adolescente, Carmem Oliveira, anunciou que o livro será distribuído no próximo ano em escolas públicas brasileiras.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Google Rejeita Liderar Movimento De Censura Na Web
O Google não é a ferramenta que irá eliminar o ódio na web, disse nesta segunda-feira (12) o diretor da empresa em Israel, Meir Brand, em conferência da Anti-Defamation League (algo como liga anti-difamatória), um grupo judeu que combate o anti-semitismo. Durante a conferência, os organizadores apresentaram diversos exemplos de materiais disponíveis na internet que incitam o ódio contra os judeus e pediram mais ações para conter este tipo de conteúdo. Mas o diretor do Google no país explicou que sua companhia tem a filosofia do livre acesso, o que coloca de lado a guerra contra o ódio na rede. "No Google, nós seguimos uma linha de ser a favor do direito a livre expressão", disse.
"O Google não é e não deve funcionar como um central de controle do que pode ou não pode aparecer na web. Isto é função dos governos e das cortes decidirem", disse Brand. Alerta Brand também afirmou que o Google remove resultados de alguma busca "somente quando é requisitado por lei", por exemplo, quando direitos autorais de uma reportagem são infringidos.
Na Alemanha e na Áustria, o Google removeu conteúdo nazista, que contrariavam as leis locais. No entanto, Brand reconhece o problema e informou que o Google instituiu um sistema em que alerta para a possibilidade de alguns resultados apresentarem conteúdos que podem ser ofensivos. O alerta também informa que o resultado da busca não reflete necessariamente a opinião da empresa. O presidente da International Network Against Cyberhate (organização holandesa que combate a discriminação na rede), Christopher Wolf, elogia os esforços do Google, mas pede que seja feito mais. "A lei é só uma das ferramentas para combater este tipo de discurso", disse. "Nós também precisamos da cooperação voluntária das indústrias de internet".
Segundo Wolf, sites como o MySpace e o Facebook também são acusados de hospedar conteúdos racistas e ofensivos e deveriam fazer parte de um acordo para combatê-los.
Retirado de http://www.deolhonamidia.org.br/Noticias/mostraNoticia.asp?tID=314
No Brasil, a SaferNet organiza uma central de denúncia. É preciso parar de misturar liberdade de expressão com intolerância!!!!!!!!!!!
"O Google não é e não deve funcionar como um central de controle do que pode ou não pode aparecer na web. Isto é função dos governos e das cortes decidirem", disse Brand. Alerta Brand também afirmou que o Google remove resultados de alguma busca "somente quando é requisitado por lei", por exemplo, quando direitos autorais de uma reportagem são infringidos.
Na Alemanha e na Áustria, o Google removeu conteúdo nazista, que contrariavam as leis locais. No entanto, Brand reconhece o problema e informou que o Google instituiu um sistema em que alerta para a possibilidade de alguns resultados apresentarem conteúdos que podem ser ofensivos. O alerta também informa que o resultado da busca não reflete necessariamente a opinião da empresa. O presidente da International Network Against Cyberhate (organização holandesa que combate a discriminação na rede), Christopher Wolf, elogia os esforços do Google, mas pede que seja feito mais. "A lei é só uma das ferramentas para combater este tipo de discurso", disse. "Nós também precisamos da cooperação voluntária das indústrias de internet".
Segundo Wolf, sites como o MySpace e o Facebook também são acusados de hospedar conteúdos racistas e ofensivos e deveriam fazer parte de um acordo para combatê-los.
Retirado de http://www.deolhonamidia.org.br/Noticias/mostraNoticia.asp?tID=314
No Brasil, a SaferNet organiza uma central de denúncia. É preciso parar de misturar liberdade de expressão com intolerância!!!!!!!!!!!
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segunda-feira, 2 de abril de 2007
Central de denúncias - crimes na Internet
Por meio da Central Nacional de Denúncias, operada em parceria do Ministério Público Federal, com a SaferNet Brasil se oferece à sociedade brasileira e a comunidade internacional um serviço anônimo de recebimento, processamento, encaminhamento e acompanhamento on-line de denúncias anônimas sobre qualquer crime ou violação aos Direitos Humanos praticado através da Internet, tudo dentro dos mais rígidos padrões técnicos e operacionais fixados pelos organismos de padronização e certificação internacionais.
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