SaferNet: Bolsonaro agravou violência de ataques no Twitter
Evolução das denúncias de manifestações de ódio no Twitter em 2010(Fonte:SaferNet)
Evolução das denúncias de manifestações de ódio no Twitter em 2011 (Fonte:SaferNet)
A maior parte da informação disponível na Internet não pode ser encontrada via site de buscas como: Google,Yahoo, etc? Segundo os dados do projeto Cibermétrica, que mapeia a rede desde os primórdios, a informação online está em duas grandes porções: a denominada "Web Superficial"- que abrange informação que pode ser encontrada através de hyperlinks ou tags (marcações) específicas de hypertexto (em especial a descrição e as palavras chaves na cabeça do HTML). Essa pode ser acessada pelos mecanismos de busca, como Google e é mapeada por algoritmos. Mas a maior parte da rede, como afirmam Michael Bergman, Idoia Salazar e Isidro Aguillo está na “Web Invisível”, ou "Web Profunda” que contém informação não mapeada pelos mecanismos de busca, por razões técnicas, como ausências destas tags e hyperlinks, ou exigência de login, para citar apenas 2 exemplos, entre os mais de trinta motivos possíveis. Nesta estão imensas quantidades de material político, jurídico, educacional, de comunicação. O grande desafio para lidar com criminosos cibernéticos é obviamente o que eles disponibilizam por meio de aparatos técnicos, muitas vezes muito simples, como usar diretórios dentro de diretórios (criando hyperlinks muito profundos). Para se ter uma idéia do volume de dados que constam da “Web não visível”, estudos apontam que ela seja cerca de 500 vezes maior que a acessível aos mecanismos de buscas. Um dos grandes desafios da minha pesquisa foi driblar alguns desses aparatos técnicos que os neonazistas utilizam para impedir que a maior parte de seu material chegue ao Google. Do início da pesquisa até a presente data eu localizei mais de 22 mil sites neonazistas, e etnografei duas milhões de páginas neonazis. A metodologia que eu desenvolvi para localizar a web invisível tem sido usada, por outros pesquisadores, para pesquisar temas como bulimia, anorexia, pedofilia, impacto dos movimentos migratórios.RIO - Ativistas da extrema-direita americana podem estar se aproveitando do momento de recessão econômica e da eleição do primeiro presidente afro-americano nos Estados Unidos para recrutar novos membros, aponta um relatório elaborado pelo Departamento de Segurança Interna americano em coordenação com o FBI, a polícia federal americana. O estudo, publicado no último dia 7, compara a fase atual aos anos 90, quando a extrema-direita ressurgiu "alimentada por uma recessão econômica, críticas à perda de postos de trabalho para outros países e a notável ameaça ao poder e soberania americanos por forças estrangeiras", segundo a CNN.
Apesar de o documento afirmar não ter informação sobre possíveis atos de violência planejados por terroristas da extrema-direita, ele alerta para a possibilidade de problemas como o desemprego e a oferta limitada de crédito "criarem um ambiente favorável ao recrutamento de ativistas de extrema-direita e até resultarem em confrontos entre os grupos e autoridades governamentais". Eleição de Obama pode se refletir em crescimento de grupos extremistas
A eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA é tratada no relatório como uma ferramenta-chave para o recrutamento de novos membros de grupos de extrema-direita. "Muitos extremistas de direita são antagônicos em relação à nova administração do país e sua posição em relação a diversas questões como imigração e cidadania, a expansão de programas sociais para alcançar as minorias e restrições à compra e uso de armas de fogo".
O relatório acrescenta que por duas vezes durante a corrida presidencial de 2008 "extremistas pareciam estar nas etapas iniciais de planos contra o candidato democrata", mas foram interrompidos.
A proposta de restrições a armas é citada como outro fator que pode fazer com que os grupos de extrema-direita conquistem novos adeptos e que até mesmo consigam recrutar veteranos.
O anti-semitismo também é abordado no relatório, que diz que alguns grupos atribuem a culpa da perda de empregos nos Estados Unidos e a crise das hipotecas à uma "conspiração deliberada conduzida pelas elites financeiras judaicas", como uma tentativa de recrutar novos membros.
O relatório diz ainda que "lobos solitários e pequenas células terroristas" são os que representam a maior ameaça terrorista para o país - um perfil discreto faz com que seja mais difícil de intervir.
Um funcionário do Departamento de Segurança Interna explicou que a publicação não representa uma tentativa de reprimir a liberdade de expressão. "Não há ligação entre extremistas serem citados no relatório e analistas políticos conservadores, ativistas, eleitores", disse.
Mas a explicação não convenceu o apresentador de rádio Roger Hedgecock, que disse que se o relatório tivesse sido elaborado pela administração Bush, a repercussão seria diferente.
- Se o governo Bush tivesse feito isso (um relatório) sobre os extremistas da esquerda, a imprensa trataria diferente.
Em janeiro, a administração Obama lançou um primeiro alerta, sobre os extremistas da esquerda. Ambos os relatórios começaram a ser elaborados durante a gestão do ex-presidente George W. Bush.