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terça-feira, 20 de março de 2012


Caçada a atirador continua na França; ataque a escola teria sido filmado

Ministro francês disse temer que responsável pelos assassinatos mate mais pessoas


O atirador que matou três crianças e um rabino em uma escola judaica na França teria filmado o ataque, de acordo com o ministro do Interior francês, Claude Gueant. A polícia ainda não encontrou o responsável pelas mortes, mas disse que a arma usada no atentado desta segunda-feira (19/03) seria a mesma de um ataque a três soldados na semana passada: um revólver Colt 45.

Gueant afirmou à imprensa que imagens das câmeras de vigilância da escola, em Toulouse, mostraram que o atirador estava gravando seu tiroteio com uma pequena câmera de vídeo presa ao seu pescoço. "Isso adiciona um outro elemento ao perfil do assassino. É alguém que é cruel o suficiente para gravar", disse Gueant em uma escola primária na cidade do sudoeste da França. "Mostra um perfil do assassino como alguém que é muito frio, muito determinado, com gestos precisos e, portanto, muito cruel. Temo que ele realize outros ataques", acrescentou o ministro.

Ontem, milhares de franceses foram às ruas protestar contra o ataque à escola. O presidente do país, Nicolas Sarkozy, e outros principais candidatos a suspender temporariamente a campanha para a eleição presidencial no próximo mês. Sarkozy, que disse na segunda-feira que os assassinatos pareciam ser motivados por racismo, deve participar de uma vigília de um minuto em silêncio em uma escola secundária em Paris. Escolas em toda a França farão um minuto de silêncio.

Os corpos de três das vítimas, que tinham dupla nacionalidade francesa e israelense, devem ser enviados a Israel, mas nenhum detalhe sobre o horário foi divulgado.
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A autora do blog afirma que:
  1. Parece o modus operanti de um lobo solitário, adepto do movimento neu-teutonista transnacional que mata calculista e meticulosamente o maior número de vítimas do que considera "inimigos". Portanto, já deve te mantado antes, e ao se considerar impune, arrisca crimes mais difíceis. Devem ser procuradas vítimas de latrocínios e homicídios na mesma região com o mesmo tipo de arma, sem solução para os crimes. Podem haver pistas preciosas.
  2. Ele vai voltar a matar, se for um lobo solitário. Pode não ser imediatamente, mas vai.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Agência Judaica vê 2009 como o ano mais antissemita desde a 2ª guerra

O relatório da Agência Judaica indica que 2009 foi o ano em que mais foram registrados ataques antissemitas desde a Segunda Guerra Mundial, e metade dos países da Europa Ocidental pensam que os judeus "praticam extorsões".No documento, elaborado pela Universidade de Bielefeld na Alemanha a pedido da Agência Judaica e do Ministério de Assuntos da Diáspora, 42% dos entrevistados consideram que "os judeus exploram (as perseguições) do passado para extorquir dinheiro".

Esse percentual chega a 75% na Espanha e na Polônia. Nesses países, conforme o relatório, o preconceito contra os judeus é maior.

O presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky, apresentou o documento neste domingo em entrevista coletiva na véspera do Dia Internacional da Luta contra o antissemitismo e o Dia da Lembrança do Holocausto na Europa em 27 de janeiro.

A pesquisa revela que em 2009 ocorreram mais atos antissemitas que em qualquer outro ano posterior à Segunda Guerra Mundial (1939-1945), na qual os nazistas exterminaram 6 milhões de judeus.

Nos primeiros três meses de 2009 - os que seguiram à ofensiva israelense "Chumbo Fundido" em Gaza - ocorreram tantos incidentes antissemitas como os registrados em todo o ano 2008.
Neste domingo, os resultados do estudo foram analisados no Fórum da Luta contra o antissemitismo do Governo israelense, que acompanha os fenômenos antissemitas no mundo por meio de organismos como a Agência Judaica e em colaboração com instituições e fundações de todo o mundo.

O documento aponta que na primeira metade do ano passado 631 incidentes ocorreram na França, contra os 474 no mesmo período de 2008.

Pelo menos duas mortes foram relacionadas com atos de antissemitismo nos EUA em 2009, a de uma estudante universitária, em Connecticut, e outro de um guarda de segurança não judeu do Museu do Holocausto em Washington.

O aumento do antissemitismo procede tanto da direita quanto esquerda, conforme o levantamento da Agência Judaica.Na entrevista coletiva de divulgação do relatório os responsáveis advertiram sobre fenômenos como um vídeo que está circulando na internet nos últimos dias que acusa Israel de roubar órgãos em hospital de campanha montado por seu Exército no Haiti.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PERIGO!!!!!!!!!!!

From the open publishing newswire: On the weekend of September 12-13, 2009, Oregon neo-Nazis Dylan Cale Marchand and Daniel Lee Jones organized a white supremacist gathering at private property near Vancouver, Washington. According to internet promotion, the "racialist BBQ and Camp out" featured a speaker who had been involved with George Lincoln Rockwell's original American Nazi Party, and also included "a bonfire, Jew pirata and other activities."

http://portland.indymedia.org/en/2009/09/394197.shtml

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Disseminação de mensagens neonazistas pela Internet preocupa autoridades alemãs

por Marcelo



Cerca de 1800 sites em alemão de grupos de extrema esquerda são administrados por neonazistas, segundo estimativa de especialistas.
Stefan Glaser, da iniciativa Jugenschutz.net, diz que os extremistas da direita radical alemã estão cada vez mais audaciosos. Os sites de conteúdo racista e xenófobo, de acordo com Glaser, são cada vez mais elaborados. Agora apresentam uma publicidade mais precisa contendo frases de efeito, músicas sobre o tema e animações.
"Eles não se apresentam mais como antiquados sites nazistas, mas se mantêm dentro da lei, sem cometerem qualquer infração. Nada de suásticas e coisas assim, mas símbolos simpáticos. E slogans como 'Nós agitamos o sistema - junte-se a nós!'. Nossa experiência mostra que, quando jovens acessam sites como esses, num primeiro momento dizem 'Ok, vamos continuar clicando'", revela o especialista.
O Jugenschutz.net, de acordo com o site noticioso Deutsche Welle, é uma iniciativa de governos estaduais da Alemanha que montaram uma força-tarefa com objetivo de identificar quais servidores armazenam propaganda racista. Quando encontram algum conteúdo nazista, exigem que provedores e empresas de comunicação responsáveis bloqueiem o acesso a essas páginas.
Os pedidos em geral, garante Glaser, são prontamente atendidos. "Isso porque é prejudicial aos negócios ser associado a neonazistas e conteúdos ofensivos à dignidade humana. Claro que se teme perder clientes caso isso se torne público".

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Novas informações sobre os campos de extermínio de judeus

Ethan BronnerEm Jerusalém

Na cidade ucraniana de Berdicheve, as mulheres judias foram obrigadas a atravessar a nado um rio largo até afogarem-se. Em Telsiai, na Lituânia, crianças foram jogadas vivas em valas ocupadas pelos corpos dos seus pais assassinados. Em Liozno, na Belarus, judeus foram trancados em um estábulo no qual muitos morreram de frio.Apesar dos indivíduos que negam a existência do Holocausto, o mundo está informado a respeito do assassinato sistemático de cerca de seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial. As pessoas sabem o que se passou em Auschwitz e Bergen-Belsen; muitos ouviram falar das dezenas de milhares de judeus fuzilados na ravina ucraniana de Babi Yar. Mas pouco se sabe sobre as centenas, e talvez milhares, de campos menores de extermínio espalhados pela União Soviética, nos quais cerca de 1,5 milhão de judeus encontraram a morte.

Mas agora essa situação está mudando. No decorrer dos últimos anos, o museu do Holocausto e centro de pesquisa Yad Vashem, em Israel, vem investigando esses locais, examinando relatos soviéticos, alemães, de moradores locais e de judeus, e comparando os números e os métodos. O trabalho, coletado sob o título "As Histórias Não Relatadas", está longe de terminar. Mas, para celebrar o Dia de Recordação do Holocausto, que começou na noite da segunda-feira (20/04), a pesquisa está sendo divulgada publicamente no site da instituição. "Certos lugares foram em grande parte negligenciados porque ficam em pequenas vilas e aldeias", diz David Bankier, diretor do Instituto Internacional de Pesquisas Sobre o Holocausto em Yad Vashem.

"Em muitos casos, os moradores locais desempenharam um papel-chave nos assassinatos. Provavelmente em uma proporção de dez moradores locais para cada alemão. Estamos tentando entender aquele homem que um dia jogava futebol com o vizinho judeu, e no outro dia participou do assassinato deste vizinho. Isso proporciona material para pesquisas sobre o genocídio em outros locais, como a África".Segundo a diretora do projeto, Lea Prais, para fins do trabalho um campo de extermínio é aquele que envolve a morte de pelo menos 50 pessoas.

Os assassinatos começaram em junho de 1941, com a invasão alemã da União Soviética. Das repúblicas bálticas, no norte, ao Cáucaso, no sul, esquadrões da morte nazistas varreram as áreas.A primeira evidência do ocorrido foi obtida logo após a guerra por comitês de investigação soviéticos que se concentravam principalmente na descoberta de colaboradores anti-soviéticos. As novas pesquisas comparam tais evidências com registros, diários e cartas de soldados alemães, bem como com relatos de testemunhas e dos poucos judeus sobreviventes, alguns dos quais saíram de valas cheias de cadáveres. Os pesquisadores dizem que em determinadas ocasiões os soviéticos pareceram exagerar, e que se chamou atenção para isso no site. Um dos objetivos do projeto é determinar com mais exatidão quantas pessoas foram mortas. Um caso pouco conhecido envolve um marinheiro alemão que filmou assassinatos em Liepaja, na Letônia. O filme é exibido há alguns anos no museu Yad Vashem. Mas o novo site traz um vídeo esquecido de 1981 com uma entrevista feita em 1981 com o marinheiro, Reinhard Wiener, que disse que era apenas um observador munido de uma câmera cinematográfica.

De acordo com parte do seu relato, "Depois que os guardas civis com tarjas amarelas nos braços gritaram mais uma vez, pude identificá-los como sendo guardas letonianos. Os judeus, que àquela altura eu fui capaz de reconhecer, foram obrigados a pular do caminhão. Entre eles estavam indivíduos deficientes e debilitados, que foram pegos com os demais. A princípio, eles tiveram que fazer uma fila, e depois foram obrigados a seguir para uma vala. Isso foi feito por soldados SS e guardas letonianos. Depois os judeus foram forçados a pular na vala e a correr ao longo dela até a sua extremidade, perfilando-se. Eles tiveram que ficar de pé com as costas voltadas para o pelotão de fuzilamento. Naquele momento, quando viram a vala, eles provavelmente sabiam o que aconteceria. Eles devem ter sentido o que lhes aguardava, porque logo abaixo já havia uma camada de corpos, sobre a qual foi colocada uma fina camada de areia".Prais diz que uma das descobertas que mais a surpreenderam foi a forma como os judeus soviéticos que sobreviveram à guerra procuraram homenagear aqueles que pereceram.


Em campos e praças de vilas distantes eles frequentemente exibiam a Estrela de Davi ou outro símbolo em homenagem aos mortos, apesar do temor das manifestações judaicas ostensivas na era soviética.
"O silêncio dos judeus na União Soviética não era tão silencioso assim",
diz ela. É difícil imaginar a magnitude da chacina da qual alguns deles escaparam. Um caso que Prais e seus colegas analisaram envolve aquilo que ocorreu em Krupki, na Belarus, onde uma comunidade judaica inteira de pelo menos mil pessoas foi eliminada em 18 de setembro de 1941. Um soldado alemão que participou do assassinato em massa escrevia um diário que foi encontrado com o seu corpo pelos aliados, diz ela. No diário, o soldado contou que se ofereceu como um dos "15 homens de nervos fortes" convocados para eliminar os judeus de Krupki. "Todos estes têm que ser fuzilados hoje", escreveu o soldado. Ele observou: "O tempo está cinzento e chuvoso".

Os soldados disseram aos judeus que estes seriam deportados para trabalhar na Alemanha, mas, quando foram obrigados a entrar na vala, o destino real deles ficou evidente. Houve pânico. O soldado escreveu que os guardas tiveram dificuldade em controlar a multidão. "Dez tiros foram disparados; dez judeus caíram", escreveu o soldado. "Isso continuou até todos serem mortos. Somente uns poucos mantiveram a compostura. As crianças agarravam-se às mães, as mulheres aos maridos. Não esquecerei esse espetáculo tão cedo...".

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Anotações sobre a notícia abaixo

Não é de hoje que eu falo que este movimento cresce. Está em evolução exponencial...
Num anti-semitismo absurdo, culpam os judeus pela crise, por todos os males do mundo...
Montam um discruso em que os negros teriam "tomado" os empregos dos brancos.
Deliram conspirações... a tal "conspiração deliberada conduzida pelas elites financeiras judaicas", como uma tentativa de recrutar novos membros.
O relatório diz ainda que "lobos solitários e pequenas células terroristas" são os que representam a maior ameaça terrorista para o país - um perfil discreto faz com que seja mais difícil de intervir.

Lobo solitário é o neonazista que age sozinho. Escrevi páginas e páginas a respeito dos lobos e das células...
Espero que medidas educativas se apresentem para barrar o movimento.
Paz...

domingo, 1 de março de 2009

O novo anti-semitismo

Umberto Eco
Do The New York Times

No mês passado, em resposta à guerra em Gaza entre Israel e o Hamas, o pianista Daniel Barenboim pediu que intelectuais ao redor do mundo assinassem um manifesto divulgando uma nova iniciativa para resolver o conflito (publicado recentemente pelo The New York Review of Books). A princípio, a intenção é quase ridiculamente óbvia: O objetivo principal é juntar todos os recursos possíveis para propor uma mediação vigorosa. Mas o mais significativo é que um grande artista israelense é o responsável pela iniciativa.

É um sinal de que as mentes mais lúcidas e os pensadores mais profundos de Israel estão pedindo que as pessoas parem de se perguntar que lado é o certo ou o errado e trabalhem para a coexistência dos dois povos. Sendo assim, os protestos contra o governo israelense são compreensíveis, não fosse pelo fato de que estes protestos possuem normalmente um tom anti-semita.

Se os protestantes não demonstram uma postura anti-semita explícita, a imprensa o está fazendo nos dias de hoje. Já vi artigos que mencionam - como se fosse a coisa mais óbvia do mundo - "protestos anti-semitas em Amsterdam" e coisas do gênero. É algo que já ficou tão banalizado que o anormal agora é pensar que seja algo anormal. Mas vamos refletir se seria correto definir um protesto contra a administração Markel na Alemanha como antiariano, ou um protesto contra Berlusconi na Itália como antilatino.

Neste curto espaço é impossível resumir os problemas centenários do anti-semitismo, suas ressurgências ocasionais, suas várias raízes. Quando uma postura sobrevive por 2.000 anos, já está impregnada de fé religiosa - de crenças fundamentalistas. O anti-semitismo pode ser definido como uma das muitas formas de fanatismo que envenenaram o mundo através dos tempos. Se muitas pessoas acreditam na existência de um diabo que conspira para nos levar à ruína, por que não poderiam acreditar também numa conspiração judaica para dominar o mundo?

O anti-semitismo, como qualquer atitude irracional orientada pela fé cega, é cheio de contradições; seus adeptos não as percebem, mas as repetem sem qualquer constrangimento. Por exemplo, nas ocorrências clássicas do anti-semitismo no século XIX, dois lugares comuns eram utilizados sempre que a ocasião assim pedisse. Um era que os judeus, que viviam em lugares apertados e escuros, eram mais suscetíveis do que os cristãos a infecções e doenças (e, portanto, eram perigosos). Por razões misteriosas, o segundo argumento era justamente que os judeus eram mais resistentes a pragas e epidemias, além de serem sensuais e assustadoramente fecundos, o que fazia deles invasores em potencial do mundo cristão.

Outro lugar comum foi amplamente utilizado tanto pela esquerda quando pela direita, e para exemplificar, eu cito um clássico do anti-semitismo socialista (Alphonse Toussenel, "Les Juifs, Rois de l'Epoque," 1847) e um clássico do anti-semitismo católico legitimista (Henri Gougenot des Mousseaux, "Le Juif, le Judaisme et la Judaisation des Peoples Chretiens," 1869). As duas obras sustentam o argumento de que os judeus não praticavam a agricultura e, portanto, eram distantes da vida produtiva dos países em que residiam. Por outro lado, eles eram também completamente dedicados às finanças, ou seja, a posse do ouro. Portanto, sendo nômades por natureza, e impulsionados por suas esperanças messiânicas, eles poderiam prontamente abandonar os estados que os acolheram e facilmente levar toda a riqueza com eles. Não vou comentar o fato de que outra ocorrência anti-semita daquele período, incluindo o notório "Os Protocolos dos Sábios de Sião", acusava os judeus de tentar se apoderar de propriedades para tomar seus campos. Como já foi dito, o anti-semitismo é cheio de contradições.

Uma característica proeminente dos israelenses é que eles utilizaram métodos ultramodernos para cultivar a terra, criando fazendas modelo e afins. Então, se eles lutassem, seria precisamente para defender o território em que eles se estabeleceram de forma estável. Este, acima de todos os argumentos, é o que os árabes anti-semitas usam contra eles, sendo que na realidade o objetivo principal deste tipo de árabe é destruir o Estado de Israel.

Em suma, os anti-semitas não gostam quando os judeus vivem em um país que não seja Israel. Mas, se um judeu decide morar em Israel, os anti-semitas também não gostam. Claro, eu sei muito bem da objeção de que o território onde hoje é Israel foi um dia palestino. Mesmo assim, ele não foi conquistado com violência aviltante ou com nativos dizimados, como no caso da América do Norte, ou mesmo pela destruição de estados governados por seus monarcas de direito, como na América do Sul, mas através migrações graduais e assentamentos que foram inicialmente aceitos.

De qualquer forma, enquanto algumas pessoas ficam irritadas quando aqueles que criticam as políticas de Israel são chamados de anti-semitas, aqueles que traduzem imediatamente qualquer criticismo às políticas israelenses com termos anti-semitas me deixam ainda mais preocupado.

Umberto Eco é filósofo e escritor.
É autor de "A Misteriosa Chama Da Rainha Loana", "Baudolino", "O Nome da Rosa" e "O Pêndulo de Foucault". Artigo distribuído pelo The New York Times Sybdicate.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Bispos católicos franceses defendem o Vaticano II

Os bispos católicos franceses se dizem fiéis e leais ao Papa Bento XVI, mas não escondem sua estupefação diante da suspensão da excomunhão dos quatro bispos integristas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, ordenados pelo Monsenhor Marcel Lefebvre, informou o jornal La Croix. O episcopado francês se mostra relutante e apreensivo, a julgar pelos depoimentos aos meios de comunicação.

O Cardeal Jean-Pierre Ricard, arcebispo de Bordeaux e membro da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, aponta o nó da tensão: "Num dado momento, a questão do próprio texto do Concílio Vaticano II como documento magisterial da maior importância, deverá ser posto. Ela é fundamental. Mas todas as dificuldades não serão necessariamente de tipo doutrinal. Outras, de tipo cultural e político, podem também emergir. As últimas declarações, inaceitáveis, de Monsenhor Williamson, negando o drama do extermínio dos judeus, é um exemplo", enfatizou.

Reação semelhante foi a do Monsenhor Hippolyte Simon, Arcebispo de Clermont e vice-presidente da Conferência Episcopal. "O papa concedeu aos integristas tudo o que eles queriam sobre a forma dos ritos, mas sobre a questão de fundo, sobre o Concílio, quando afirmou que não existem dois ritos, mas duas formas de um mesmo rito, ele arruinou sua argumentação". Por isso, ele insiste que o Vaticano II seja aceito em sua totalidade e teme pelo retorno, por causa das dissensões internas dos lefebvristas.

Monsenhor François Garnier, arcebispo de Cambrai, disse que os padres e leigos se sentem "caluniados de maneira altaneira e orgulhosa" com a atitude dos integristas, pondera sobre a necessidade de humildade das duas partes, mas disse que não vê esta atitude nos seguidores de Lefebvre, que nunca pararam de desprezar padres e bispos fiéis ao Concílio, com um orgulho esmagador. Até o Monsenhor Marc Aillet, bispo de Bayonne, solidário à decisão de Bento XVI, reagiu às declarações do Monsenhor Williamson, declarando-as "muito graves".

O responsável pelo diálogo judeu-cristão, Monsenhor Maurice Gardès, arcebispo de Auch não esconde o assombro: "Essas declarações se chocam com todo o trabalho realizado desde o Concílio em direção aos nossos irmãos judeus. Não se pode ser cristão e negar a eliminação de seis milhões de judeus. Nossos amigos judeus só podem se sentir desprezados pela decisão da Igreja de aceitar em seu seio um bispo que defende uma tese negacionista. Que exigências foram postas? Quais as condições? Eu não sei. É assombroso que a decisão não tenha sido acompanhada de maneira explícita pelo enunciado de condições".

O bispo de Versailles, Monsenhor Éric Aumonier, pede a unidade, mas expõe os limites: "Bento XVI, assim como João Paulo II, não pode aceitar que subsista uma rachadura no tecido da Igreja sem que se tenha tentado de tudo para remediá-la e que a unidade seja verdadeira. É por essa razão que as excomunhões foram levantadas". Mas reconhece, "será preciso tempo para que todos os católicos adiram de maneira firme e total ao magistério da Igreja, assim como se expressa hoje".

O cerne da dificuldade de relacionamento com os lefebvrianos na França passa pela história do integrismo, de Charles Maurras, de um lado, e pela dificuldade de conciliação desta perspectiva com os avanços do Concílio Vaticano II na Europa. Ao que dizem os bispos franceses, o ressentimento, o anti-semitismo e a antimodernidade não deixam que os seguidores de Lefebvre correspondam ao gesto generoso de Bento XVI. Se a intenção da decisão era a unidade, as reações parecem demonstrar que ela ficou mais distante.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ARGENTINA, BRASIL E VENEZUELA CONDENAM ANTI-SEMITISMO

Os presidentes do Brasil, Argentina e Venezuela assinaram na Costa do Sauípe, dia 16 de dezembro uma declaração condenando o racismo, o anti-semitismo, o anti-islamismo, a discriminação racial e outras formas correlatas de intolerância. Segue o texto da Declaração: “Os presidentes da Argentina, da República Federativa do Brasil e da República Bolivariana da Venezuela, reunidos na Costa do Sauípe, Brasil, no dia 16 de dezembro de 2008, observam com grave preocupação que no início do terceiro milênio, um sem fim de seres humanos seguem sendo vítimas do racismo, da discriminação e intolerância religiosa, em particular, o anti-semitismo, o anti-islamismo, a discriminação racial e outras formas correlatas de intolerância e que em diversas regiões do mundo ressurgiram ou persistem ideologias e práticas racistas e discriminatórias. “Reafirmam os princípios de igualdade e não discriminação reconhecidos na Declaração Universal dps Direitos Humanos e na Declaração Americana sobre os Direitos e Deveres do Homem e reconhecem a importância fundamental do pleno cumprimento das obrigações derivadas da Convenção Internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial.“Por tal motivo, os presidentes declaram sua mais enérgica condenação ao racismo, ao anti-semitismo, ao anti-islamismo, a discriminação racial e a outras formas correlatas de intolerância e renovam o compromisso de continuar trabalhando em nível nacional, regional e internacional para fortalecer os mecanismos de promoção e proteção dos direitos humanos, a fim de assegurar seu pleno respeito sem distinção de raça, cor, sexo, religião, opiniões políticas ou de qualquer outra índole”.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Alemanha recorda “Noite de Cristal” com alerta para ameaça do anti-semitismo

“A complacência é o primeiro passo para pôr em risco os valores mais essenciais da nossa democracia”, disse Merkel

Berlim assinalou este domingo os 70 anos da Kristallnacht (Noite de Cristal), prelúdio do Holocausto, com uma chamada de atenção para os riscos da “complacência” na abordagem aos fenómenos contemporâneos de anti-semitismo. São os “valores mais essenciais da democracia” as primeiras vítimas da indiferença, avisou a chanceler alemã Angela Merkel.

“Não podemos ficar indiferentes quando extremistas de direita marcham
através das portas de Brandenburgo, ou conquistam lugares nos órgãos
legislativos. Não podemos ficar em silêncio quando os rabinos são perseguidos
nas ruas, quando os cemitérios judaicos são profanados ou quando são cometidos
crimes anti-semitas”.
Foi esta a mensagem deixada pela chanceler alemã no dia em que Berlim assinalou os 70 anos da “Noite de Cristal”. A 9 de Novembro de 1938, a ira nazi abatia-se sobre centenas de sinagogas e perto de 7.500 estabelecimentos de judeus na Alemanha e na Áustria. Pelo menos 91 pessoas foram assassinadas e outras 30 mil detidas numa noite que constituiria o presságio do Holocausto e da eliminação sistemática de seis milhões de judeus. Quando Adolph Hitler chegou ao poder, em 1933, havia cerca de 160 mil judeus em Berlim.

Em 1945, no termo da II Guerra Mundial, a comunidade estava reduzida a 1.400 pessoas. A morte do diplomata alemão Ernst von Rath, atacado pelo estudante polaco e judeu Herschel Grynszpan em Paris, serviu de pretexto para o pogrom de 1938. Grynszpan pretendia vingar a sua família, que fora obrigada a deixar a Alemanha com outros 15 mil judeus polacos. Ladeada por líderes da comunidade judaica, Merkel alertou para as consequências de uma leitura “complacente” dos reflexos do passado. A “complacência”, disse a chanceler alemã, “é o primeiro passo para pôr em risco os valores mais essenciais da nossa democracia”. A cerimónia evocativa de Berlim decorreu na sinagoga de Rykestrasse, a maior da cidade.

”Sinais alarmantes”
A presidente do Conselho Central dos Judeus da Alemanha, que aos seis anos de idade viveu a “Noite de Cristal” em Munique, defendeu a necessidade de “manter a memória viva”. A memória de “seis milhões de crianças, mulheres e homens”, enfatizou Charlotte Knobloch, “não pode ser reduzida a uma simples nota de rodapé”. Até porque “há alguns sinais alarmantes”, acrescentou. “Parece haver uma falta de convicção, da parte das forças democráticas, para enfrentar os extremistas. É preciso dar passos firmes para os combater”, afirmou. Mais de 100 mil pessoas formam hoje a comunidade judaica da Alemanha. A maioria dos seus membros veio de países do antigo Bloco de Leste, após o esboroar da União Soviética. Nos últimos três anos, foram várias as sinagogas restauradas ou inauguradas em território alemão.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Senador belga acusado de antisemitismo

Fonte

Um senador belga associado à extrema-direita é acusado de fazer a apologia do Holocausto.
Michel Delacroix surge num vídeo registado num local público, onde adultera a letra de uma canção de Guy Béart para descrever “uma pequena judia, que saiu do gueto para ser queimada viva”.

A revelação do momento não tardou a gerar críticas severas de várias associações e partidos políticos.

O senador ecologista Josy Dubié classificou a prestação de Delacroix como “inaceitável e passível de ser punida pela lei: é a negação e a apologia dos crimes de guerra e do genocídio”.
Delacroix, que abandonou as funções de presidente da formação de extrema-direita Frente Nacional, vai ser interrogado por uma comissão do Senado.

Patrick Charlier, do Centro para a Igualdade de Oportunidades e para a Luta contra o Racismo diz que o “carácter público [do vídeo] está estabelecido. É filmado na esplanada de um café ou restaurante. É um senador com responsabilidades e que ocupa uma função pública, que deve conhecer a lei, o que justifica ainda mais uma queixa”.

A instituição de Charlier apresentou o caso à Justiça. Segundo dois jornais flamengos, Delacroix terá também renunciado ao lugar no Senado, mas ainda não houve confirmação oficial

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Deputado de extrema-direita expulso

Da France Presse
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DRESDE, Alemanha, 17 Out 2008 (AFP) - Um deputado regional alemao de ultra-direita foi expulso provisoriamente do parlamento da Saxônia (leste) nesta sexta-feira depois de ter afirmado que "apenas granadas explosivas ainda eram eficazes contra os sionistas, os franco-maçons, belicistas e outros psicopatas".
Klaus-Jurgen Menzel, de 68 anos, também defendeu o uso de bazucas para combater a "frente vermelha e antifascista", em palavras pronunciadas "em nome da resistência nacional".
Estas incitações à violência irritaram o presidente do parlamento regional, o democrata-cristão Erich Iltgen, que pediu e obteve imediatamente a exclusão durante dez sessões desse ex-membro do partido NPD neonazista.
"São incitações ao ódio monstruosas e insuportáveis", afirmou Iltgen, que pediu à promotoria a abertura de uma investigação judicial contra o deputado.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

um livro, uma notícia

Um livro
Ontem, reli o livro de Abraham H. Foxman, diretor nacional da Liga Anti-Difamação (Anti-Defamation League " ADL) e uma das vozes preeminentes de hoje contra o ódio, a discriminação e a violência nos Estados Unidos e em todo o mundo.
Hj me deparo com esta nova:

Uma notícia
Hamas acusa "lobby judaico" pela crise financeira

da France Presse
O movimento radical palestino Hamas, que controla a faixa de Gaza, acusou o "lobby judaico" americano de ser responsável pela crise financeira nos Estados Unidos.
O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, afirmou que os problemas do sistema financeiro americano se explicam por "má gestão administrativa e financeira e um sistema bancário ruim instalado e controlado pelo lobby judaico".
"O presidente norte-americano, George W. Bush, e sua administração injetaram bilhões de dólares para salvar a situação, silenciando o fato de que quem instalou o sistema bancário e financeiro americano e o controla é o lobby judaico", acrescentou.
Para Barhum o mesmo grupo "controla também as eleições americanas e define a política externa de toda nova administração, de maneira que possa controlar o dinheiro americano, o governo e a economia, para que os EUA se transformem em arma do lobby e seu instrumento de dominação no mundo inteiro".
O porta-voz questiona "se o presidente Bush fará uma investigação e dirá francamente a seu povo que o lobby judaico é diretamente responsável pelo desastre".

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

mais acerca do anti-semitismo contemporâneo

Crise financeira americana incita anti-semitismo na internet


NOVA YORK, EUA (AFP) — A crise financeira americana provoca um forte aumento do número de mensagens de caráter anti-semita publicadas em fóruns, blogs e outros sites, alertou nesta quinta-feira a Liga Antidifamação (ADL).
"Centenas de mensagens anti-semitas relacionadas ao Lehman Brothers e a outras instituições atingidas pela crise do 'subprime' foram publicadas em fóruns de discussão sobre finanças", indica a ADL em um comunicado.
"As mensagens atacam os judeus em geral, algumas os acusam de controlar o governo e as finanças, de fazer parte de uma 'ordem judaica mundial', e de serem por conseqüência responsáveis pela crise econômica", acrescenta a ADL, uma das mais importantes organizações de luta contra o anti-semitismo e o racismo nos Estados Unidos.
"Aprendemos na história moderna que a cada vez que há uma queda da economia mundial, há um aumento do anti-semitismo e da intolerância, e é o que vemos neste momento", considera o diretor nacional da Liga, Abraham H. Foxman.
A ADL cita, por exemplo, uma mensagem acusando os judeus de "terem se infiltrado em Wall Street e no governo, e de terem arruinado" os Estados Unidos.
A Liga elogia a postura dos moderadores de alguns sites, que repudiam rapidamente as mensagens.
"A boa notícia é que os provedores da internet, os moderadores de fóruns e até mesmo os internautas, reagem rapidamente quando o anti-semitismo surge em uma discussão", afirma Foxman.
A ADL, criada em 1913, tem uma longa tradição de cooperação com a Polícia americana para identifidar e fornecer informações sobre grupos extremistas.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Deu no International Herald Tribune

Na Europa cresce a postura anti-semita e anti-muçulmana
Os sentimentos anti-semitas são particularmente fortes na Espanha, na Polônia e na Rússia.
Direto do Uol Mídia Global.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Sementes do anti-semitismo

http://robertounicamp.blogspot.com/

Sementes do anti-semitismo
postado no blog 09/07/2008

http://robertounicamp.blogspot.com/2008/07/correio-popular-de-campinas-publicada.html


"O semeador e o pregador é nome; o que semeia e o que prega é ação; e as ações
são as que dão o ser ao pregador. Ter nome de pregador, ou ser pregador de nome
não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o
mundo. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito, qual cuidais que é? É o
conceito que de sua vida têm os ouvintes" (Padre Vieira).


A hierarquia católica é decisiva na semeadura do ódio anti-semita, sobretudo no século 20. Tal atitude dura até o desencanto com o nazi-fascismo. Quando a Cúria percebe que sua aliança com os regimes totalitários serve apenas a eles, começa o lento e gradual divórcio, cujos resquícios permanecem após a Segunda Guerra nas ditaduras de Franco e de Salazar.

Razões de Estado ordenam o acordo de Latrão (é reconhecida por Mussolini a soberania papal sobre o Vaticano) e a Concordata de Império com Hitler em 20/7/1933. Nesta última, os sacerdotes são assimilados aos funcionários estatais.

Vantagens semelhantes foram pagas com moeda infernal, algo talvez imprevisto por Pio XII que assinou a Concordata, antes de subir ao trono de Pedro. O Secretário de Estado Pacelli nota que os termos do texto são violados por Hitler e protesta, mas não há ruptura entre as duas potências, a espiritual e a secular.

Surge a Encíclica Mit brennender Sorge ("Com Ardente Inquietação" ) que condena o racismo. Mas a maior denúncia do racismo deixa de ser publicada. Em 1938 Pio XI encomenda o projeto de uma Encíclica sobre a unidade do gênero humano. O redator do texto é o padre John La Farge SJ, estudioso do racismo nos EUA. Na pesquisa para o projeto colaboram os padres G. Desbuquois (francês) e G. Gundlach (alemão), também da Companhia de Jesus. O trabalho é feito em 1938. Como a França e boa parte da Europa estão sob vigia, o padre Gundlach é denunciado à Gestapo por um zelador que operava nos círculos vaticanos. O padre é advertido: se entrasse na Alemanha seria preso.

Instalado em Roma, o mesmo sacerdote denuncia (1/4/1938) na Rádio do Vaticano o "falso catolicismo político" dos bispos austríacos e do cardeal Innitzer que declara apoio ao Anschluss (união Áustria e Alemanha): "Os responsáveis pelas almas e fiéis" diz Sua Eminência, "se alinham incondicionalmente atrás do grande Estado alemão e do Füher" . (Cf. Georges Passelecq (monge beneditino) e Bernard Suchecky (historiador judeu): L’ Encyclique caché de Pie XI. Une occasion manquée de l’ Église face à l’antisémitisme, La Découverte, Paris, 1995, p. 104). Pio XI exige sua retratação, mas a semente foi lançada. Hitler, que o pontífice chama o "profeta do Nada" tem agora no seu redil, muitas ovelhas católicas tangidas pelos pastores.

O nome da Encíclica seria Humani generis unitas (A Unidade do Gênero Humano) e denunciaria o nacionalismo racista e a guerra. São nela atacadas "a pretensa concepção dos antigos germanos" e a identificação entre Deus, raça e povo, Estado e governantes. A defesa dos judeus é fragílima no escrito, quase toda extraída de um artigo do padre Gundlach sobre o anti-semitismo, publicado em 1930.

A Encíclica não foi publicada. Várias causas indicam a censura: fim do pontificado de Pio XI e ascensão de Pio XII, amigo da Alemanha e cauteloso quando se tratava de defender os católicos, não os perseguidos por Hitler. O superior jesuíta dos redatores, polonês (já sabemos como os bispos poloneses pensavam, no caso dos judeus) escondeu o texto o quanto pôde. Apesar de tudo, o documento chegou ao Papa Pio XI. Este, em audiência privada com o padre La Farge pediu-lhe que redigisse "como se fosse o próprio papa" . Confessa o bom padre: "É como se a rocha de São Pedro tivesse caído sobre minha cabeça" .

La Farge fez chegar o manuscrito ao papa, apesar do superior polonês. Quem deseja mais informações, leia o próprio livro, citado acima, em que se publica o texto da Encíclica censurada e as notas de Henri Medelin na revista Études (Paris): Cristianismo, História, Racismo, Vaticano (dezembro de 1995, p. 6). No próximo artigo, falaremos da atitude dos católicos brasileiros sobre o anti-semitismo.
Postado por Roberto Romano às 8:11 PM

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22/07/2008 Roberto Romano

Roberto Romano
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O anti-semitismo brasileiro


Após verificar alguns prismas do anti-semitismo católico na Europa, passemos ao Brasil. Não existe imprensa religiosa sem o controle da Hierarquia. A regra vale para o nosso País em 1934. O Tratado de Latrão e a Concordata de Império fazem da Igreja uma aliada dos regimes liderados por Mussolini e Hitler.

A Concordata com o governo nazista surge em 1933. Os religiosos brasileiros liderados pela Hierarquia, no esquema da Ação Católica, em 1934 ostentam atitude simpática diante do poder totalitário. A Revista A Ordem (dirigida por leigos mas sob a tutela e censura dos bispos) escreve no Editorial do número 47 (janeiro de 1934, página 77) contra os judeus e em favor de Hitler. No entender do editorialista a perseguição anti-semita não passa de “mistificação” devida a uma “conjura” dos judeus contra Hitler, com o alvo de “impedir que o nacional-socialismo” assegure o poder:

“Já se havia dito que o êxodo dos judeus em massa, da Alemanha, obedecia a
um plano político organizado contra o partido de Hitler. (...) Malgrados porém
esses propósitos, graças ao patriotismo do povo alemão, os judeus vão desistindo
da sua conjura, e retornam às antigas atividades que exerciam (...) submissos às
leis do país”.


A citação do Editorial, cujo título é Os horizontes clareiam, a encontro em Cândido Moreira Rodrigues, no livro A Ordem, uma revista de intelectuais católicos, 1934-1945” (São Paulo, Autêntica - Fapesp, 2005, p. 148).

O anti-semitismo segue, em articulistas da revista, o elogio da ditadura. “A nossa hora é a Hora da Força. Os governos, ou são discricionários e absolutos, como na Rússia, na Itália, na Alemanha e nas infinitas ditaduras secundárias (...) ou tendem para a ditadura, como nos Estados Unidos; ou vivem em crises intermináveis, e são liberais, como na França e na Inglaterra” (Oliveira, J. Lourenço: “A Hora inquieta que vivemos”, A Ordem, junho 1934).

Alguns, como Perillo Gomes, criticam a violência nazista e o racismo, mas apoiam o uso da força para combater os movimentos subversivos (“A Limpeza feita na Alemanha”, A Ordem, 1934). Outros, como Julio Sá, criticam o racismo mas afirma que “no fundo do fascismo, como do nazismo” existe o sinal do retorno do homem ao seu “verdadeiro destino”.

A partir de 1938 o Estado totalitário mostra a face contrária à religião. Em Roma e no Brasil a Igreja ensaia um passo atrás na concórdia diplomática e política anterior. No artigo “As vitórias de Hitler”, Perillo Gomes condena os nazistas. “Haja porém o que houver, de uma coisa estamos seguros: só a Igreja tem por si a promessa de perdurar até a consumação dos séculos. Átila ou Hitler, todos passam”.

Alceu Amoroso Lima em “O nacionalismo cristão” (A Ordem, outubro de 1938) condena o racismo e cita o füher. “Assim se exprime o próprio Hitler, tomando como exemplo a nossa América: ‘A experiência histórica mostra com precisão assustadora que toda mistura de Arianos com povos inferiores traz como consequência o fim do povo portador de cultura (...) A América Central ou do Sul, na qual os conquistadores românicos se misturam com os indígenas (...) o resultado (...) é assim : a) abaixamento do nível da raça superior e b) decadência física e mental e com isso o início de uma enfermidade crescente!- Mein Kampf)”.

Todas as citações de A Ordem, as retiro de Moreira Rodrigues, no livro excelente citado acima.De 1934 a 1938, a posição mudou? Como a revista dirigida de fato pela Hierarquia publica artigos sobre “conjuras judaicas” contra o bom Hitler e quatro anos depois enxerga o diabo no Terceiro Reich? Merleau Ponty, em artigo intitulado “Fé e Boa Fé” sugere que os católicos sempre se dizem “culpados pelo pretérito, infalíveis no presente e inocentes quando se trata do futuro”.

No anti-semitismo eclesiástico esta lógica é a efetiva. Esperemos que a Igreja saiba anular os anti-semitas dissimulados no redil. Afinal, não é muito recordar aos católicos que Jesus, sua mãe e seu pai, são judeus.

Postado por Roberto Romano às 5:36 AM
Terça-feira, Julho 22, 2008

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Cronologia da intolerância

Antisémitisme – la haine du Juif
Fonte: http://www.antisemitism.org.il/fra/

En 1879, le polémiste allemand, Wilhelm Marr a inventé le terme allemand de Antisemitismus pour donner une aura scientifique à son idéologie déterminée par la haine du Juif. Les Arabes qui haïssent les Juifs ont prétendu qu’ils n’étaient pas antisémites puisque eux-mêmes étaient des sémites, et certains Arabes emploient le terme dans ce sens. Dans cette page, nous employons le terme «antisémite» uniquement parce que c’est le terme le plus populaire et par conséquent il est le plus employé lorsqu’on fait une recherche sur le sujet.

Caractéristiques de l’idéologie antisémite et les «symboles» dominants
Ce qui suit pourrait être utilisé comme points de repère pour rapidement identifier les livres, articles et sites Internet antisémites.
En général, tout ouvrage qui prétend décrire les traits caractéristiques de toute une population pourrait être qualifié de raciste même s’il ne le fait pas intentionnellement. Le racisme ou la bigoterie à l’encontre des Juifs est de l’antisémitisme.
Tout texte ou toute déclaration qui véhiculent une ou plusieurs des concepts suivants et affirment qu’ils sont authentiques peuvent être considérés comme antisémites:
Les Protocoles des Sages de Sion
La diffamation du sang
Exclusivisme

Dénégation de l’Holocauste – tout texte, ou toute déclaration, qui prétend que l’Holocauste n’a pas existé ou qu’il a été exagéré par les Juifs ou les «sionistes» ou emploie l’expression «Mythe de l’Holocauste» est antisémite.
Antisémitisme – Vue d’ensemble détaillée et récapitulatif historique
Antisémitisme antique – Les sentiments et théories antisémites étaient manifestes dans la culture païenne. Une très grande émeute a éclaté à Alexandrie en 38 avant J-C. Cette fable d’Apion d’Alexandrie (environ 20 - 45 après J-C.) a été transmise par d’autres comme étant authentique. Les opinions de Tacite sur les Juifs sont décrites dans Les Histoires 5.2-5. Les Juifs sont injuriés dans les Satires de Juvénal.
Ci-après est un récapitulatif des opinions antiques sur les Juifs :
* Les Juifs sont les descendants des lépreux (Manetho) ou victimes de maladies débilitantes (Tacite), que les Egyptiens ont du expulser.
* Les Juifs ont été délivrés du désert par un âne sauvage ou autre animal, et par conséquent, ils ont vénéré l’âne.
* Le colloque de Plutarque de Chaeronea (c.45-120), indique que l’objet du culte juif était le porc.
* Les Juifs ne vénéraient pas les dieux habituels, comme les autres. Les Juifs étaient parfois jugés responsables de la colère divine lorsque des catastrophes frappaient une communauté.

* Dans leur temple à Jérusalem, les Juifs sacrifiaient des êtres humains.
* Les Juifs sont lascifs et «sexy» – on retrouve ces attributs, entre autres, chez Tacite.

* Les Juifs étaient considérés comme paresseux, c’est pourquoi ils observaient le Shabbath, conformément à la quatorzième satire du poète romain Juvénal (c.67-c.145).
* Les Juifs avaient des coutumes étranges. La cacheroute et autres lois faisaient l’objet de nombreuses moqueries et superstitions. On croyait que ceux qui appliquaient les lois de Moïse ignoraient les lois de l’Etat dans lequel ils vivaient.

* On croyait les Juifs antisociaux («exclusivistes»). Ils étaient séparés des autres êtres vivant dans le monde méditerranéen antique. La raison pourrait être des habitudes alimentaires différentes ou la volonté de ne pas sacrifier aux dieux païens, ou des raisons religieuses.
* Les Juifs devaient habiter près de leur synagogue pour pouvoir y aller à pied.

* La «mutilation des parties génitales» (circoncision) était considérée barbare. En 132, l’empereur romain Hadrien a tenté de mettre fin à cette coutume, ce qui a déclenché la révolte de Bar-Kokhba. Romains et Grecs pensaient que le corps humain et en particulier le phallus étaient sacrés. Ce qui était pris pour de l’homosexualité. En particulier, Hadrien, qui était amoureux d’un jeune et beau jeune homme.
On raconte que les empereurs Tibère et Claudius auraient expulsé les Juifs de Rome.
Philostratus (170-c.244) déclare que les Juifs sont des sous hommes ou différents de l’humanité :
"Pour les Juifs qui se sont longtemps révoltés [...] contre l’humanité ; et une race qui s’est faite une vie irréconciliable et isolée, qui ne peut ni partager les plaisirs de la table avec le reste de l’humanité, ni participer à ses libations, prières ou sacrifices, sont séparés de nous par un plus grand fossé que celui qui nous sépare de Suse ou Bactre ou des plus lointaines Indes».
[Philostratus, La Vie d’Apponius de Tyana 5.33;]
L’antisémitisme chrétien – D’après les anciens Pères de l’Eglise, les Juifs étaient damnés pour avoir tué le Christ. C’est pourquoi, d’après Eusèbe de Césarée, les Juifs n’ont pas pu reconstruire Jérusalem ou le Temple de Jérusalem, alors que leurs destructions ont été infligées pour avoir tué le Messie. Les Croisés étaient l’occasion de massacrer massivement les Juifs, en Allemagne et ailleurs, malgré la tentative de l’Eglise catholique de modérer la violence. Durant les Croisés et autres émeutes antisémites, toutes les cités et quartiers juifs étaient incendiés et les habitants étaient jetés par-dessus les murailles. Les Juifs étaient rassemblés dans la synagogue et brûlés vifs. Certains écrivains modernes ont, euphémiquement, qualifié ce traitement d’«indignités subies par les Juifs».



Au Moyen-âge, les Juifs étaient périodiquement expulsés par les pays européens et leurs biens étaient confisqués. Par exemple, les Juifs ont été expulsés d’Espagne plus d’une fois – la dernière en 1492 (suivi en 1496/7 par leur expulsion du Portugal), d’Angleterre, sous Edouard I (1290) et de France sous Philippe Auguste (1182). Philippe a réhabilité les Juifs en 1198, en réglementant soigneusement leurs comptes en banques à son propre profit. En Espagne, pendant une très longue période, les Juifs ont été obligés de se convertir, souvent sous la menace d’être tués, et de même sous Ferdinand et Isabelle. Les «conversos» étaient soumis à l’inquisition et obligés d’admettre, sous la torture, qu’ils étaient secrètement Juifs et hérétiques. Les motivations de l’inquisition étaient la piété chrétienne, confisquer les terres et les biens des conversos et affermir la loi de l’état par opposition aux aristocrates qui étaient soit des conversos soit soutenus par eux. Les inquisiteurs n’ont été canonisés par l’Eglise catholique romaine qu’au XIXe siècle.
Conversions forcées – En plus des conversions effectuées en Espagne sous menace d’expulsion ou de mort, les Juifs étaient parfois obligés d’assister à des sermons ponctuels destinés à les convertir.
Conflits – Une persécution caractéristique s’effectuait dans le cadre d'un débat public entre un prêtre chrétien ou un fonctionnaire de l’Eglise, et un rabbin ou un leader de la communauté juive. Le débat était destiné à «prouver» l’exactitude de la foi chrétienne. A la fin du débat, les Juifs étaient tués, soumis à une conversion massive, ou leurs ouvrages tels que le Talmud étaient brûlés.


Théologie de substitution – Les prophètes de l’Ancien Testament ont affirmé qu’Israël était le peuple élu de Dieu, qu’il serait sauvé et rétablit en Terre Sainte. Les Pères de l’Eglise ont conçu une théologie de substitution pour re-interpréter les références à Israël comme symbolisant les Chrétiens et l’Eglise Catholique. Cette notion représente la doctrine principale de la pensée antisémite au Moyen- âge. L’empereur Ferdinand d’Espagne pensait qu’il était destiné à réhabiliter Israël», ce qui nécessitait l’expulsion des Juifs d’Espagne, et finalement, une croisade pour reconquérir la Terre Sainte. La théologie de substitution a été ravivée et popularisée par les antisionistes tels que le révérend Sizer.
Superstitions médiévales sur les Juifs – Certaines superstitions médiévales typiques sur les Juifs comprenaient :
Les Juifs empoisonnent les puits – Cette diffamation était prétendument à l’origine des pestes et en particulier la peste noire.
Profanation de l’hostie – La détérioration de la communion des hosties, qui seraient devenues rouges sang, a été attribuée aux Juifs qui auraient trempé les hosties dans le sang de Chrétiens massacrés.
Les Juifs tuent secrètement des Chrétiens – Pour expliquer, par exemple, l’expulsion des Juifs de France, le moine français Rigord (1205), raconte [Philippe Auguste a souvent entendu] que les Juifs qui habitaient Paris avaient l’habitude chaque année le jour de Pâques, ou pendant la semaine sacrée de la Passion de Jésus-Christ, de descendre secrètement dans les catacombes pour y sacrifier un Chrétien au mépris de la religion chrétienne. Longtemps, ils auraient continué ces actes de cruauté, inspirés par le diable, et au temps du père de Philippe, plusieurs ont été arrêtés et brûlés vifs.
La diffamation du sang – Une variante du thème des meurtres secrets, la diffamation du sang prétend que les Juifs tuaient des jeunes chrétiens pré pubères pour préparer le pain azyme (Matzoth) de Pâques. Cette rumeur a probablement vu le jour en Angleterre, en 1144, lorsqu’une foule de Chrétiens a accusé des Juifs d’avoir mis à mort le jeune William de Norwich pour célébrer les fêtes de Pâques (voir ci-dessus). Cette histoire a été racontée dans La vie et les Miracles de St William de Norwich, par Thomas de Monmouth, un moine de Norwich. Cette histoire, comme les contes racontés par Rigord, ne prétendaient pas que les Juifs utilisaient le sang pour faire le pain azyme, mais affirmaient plutôt que le garçon avait été crucifié. Cependant, cet événement est souvent considéré comme la première «diffamation du sang».
En 1491, en Espagne, les inquisiteurs ont obligé les Juifs à avouer qu’ils avaient tué un enfant chrétien, un dénommé Christophe de Tolède ou Christophe de la Guardia, qui fut canonisé par la suite par l’Eglise Catholique Romaine, et vénéré comme le Saint Enfant de la Guardia (Santo Nino de La Guardia). Aucune disparition qui aurait pu correspondre à la description de l’enfant et confirmer cette histoire n’a jamais été signalée. Cet acte aurait été avoué par les victimes des inquisiteurs sous la torture, par suggestion (par exemple, «Avoue qu’à cette date tu as fait X»). Il est probable que la diffamation du sang ait été célèbre en ce temps.
Le Talmud – Le Talmud aurait prétendument contenu des formules conspirationnelles, des imprécations contre Jésus et Marie et des injonctions pour duper et distinguer les non Juifs. C’est pourquoi il aurait souvent été interdit ou censuré.
Physiognomonie– Outre les caractéristiques du grand nez et des postures voûtées, les Juifs du Moyen-âge étaient illustrés avec des queues et des cornes, comme le diable.
Antisémitisme européen moderne – L’antisémitisme était manifeste dans la littérature du Siècle des Lumières, chez Voltaire et d’autres Edward Gibbon, auteur du Déclin et Chute de l'Empire Romain, indique, dans une note de bas de page, que les Juifs de Chypres avaient provoqué des émeutes et étaient impliqués dans le capitalisme. Comme beaucoup d’autres personnages publics des Lumières, une de ses critiques de la religion chrétienne était qu'elle émanait du Judaïsme. L’antisémitisme moderne est associé aux théories raciales de l’Allemagne du XIXe siècle qui soutenaient que les Juifs étaient une race inférieure à part. Adolf Stoecker, Wilhelm Marr,Richard Wagner et Heinrich von Treitchke étaient des antisémites notoires. Cette notion s’est sans doute développée en réaction à l'assimilation des Juifs qui s'étaient convertis au Christianisme. Des personnages populaires tels que Mendelsohn, Heine et autres qui étaient des Juifs convertis suscitaient l’envie et la suspicion de leurs concitoyens allemands. La Russie est devenue vigoureusement antisémite. Des pogroms (émeutes antisémites) avaient lieu dans de nombreuses villes dans les années 1880. Les autorités les ignoraient ou les encourageaient. La police secrète du Tsar avait falsifié les Protocoles des Sages de Sion, un document qui prétendait ébaucher le plan secret des Juifs pour conquérir le Monde.
En France, l’espoir que les Lumières avaient mis un terme au préjudice racial a été anéanti par le procès du Capitaine Dreyfus (commencé en 1983). Dreyfus, un Juif, fut accusé de trahison contre la France. L’affaire avait été accompagnée par de nombreuses protestations antisémites, affirmant que les Juifs manquaient de loyauté envers leurs pays d’accueil. Dreyfus a fini par être innocenté grâce aux accusations de Emile Zola, entre autres.
Ailleurs en Europe et en Amérique du Nord, l’exclusion des Juifs et leur dénigrement conformément aux stéréotypes ordinaires étaient acceptés par la bonne société. Des écrivains tels que Dorothy Sayers, Agatha Christie et F. Scott Fitzgerald décrivaient les personnages Juifs comme des gangsters sournois, ou des gens bruyants, arrivistes et maladroits. Etant jeune, Somerset Maugham a écrit un journal rempli de descriptions imaginaires sur les Juifs malhonnêtes et minables et les Juives lascives. En Angleterre, curieusement, ces sentiments coexistaient avec un sentiment de réhabilitation des Juifs (voir Daniel Deronda), Aux Etats-Unis, l'industriel Henry Ford a publié les falsifiés Protocoles des Sages de Sion dans son journal Dearborn Independent et a ravivé le mythe qu’ils étaient authentiques. Le Père Coughlin, le populaire Capitaine Charles Lindbergh et autres étaient ouvertement antisémites et favorables au régime nazi pendant la Seconde Guerre Mondiale.
Des restrictions sociales européennes étaient fréquemment imposées aux Juifs, y compris les obliger à vivre dans des secteurs spécifiques (shtetl en Russie ou ghettos avant le XIXe siècle), des impôts particuliers, la censure ou l’interdiction des livres de droit juifs, un quota d'entrée aux universités permettant l’accès à un nombre limité de Juifs (numerus clausus), leur refuser des emplois dans le gouvernement ou les universités, leur interdire l'accès aux associations amicales et leur interdire d’habiter dans des quartiers élitaires.
Le communisme était officiellement non raciste, mais en fait, la persécution des Juifs comme des «cosmopolites déracinés» ou des «sionistes» avait été amorcée à plusieurs périodes sous Staline, et réincarnée en «antisionisme» par ses successeurs.
L’antisémitisme européen semblait avoir atteint son apogée avec l’ Holocauste nazi. Les nazis ont essayé de tuer la population juive d’Europe et ont réussi à en exterminer environ 6 millions.
Après la Seconde Guerre Mondiale, l’horreur de l’Holocauste a provoqué la révulsion de l’antisémitisme dans la bonne société en Europe, sauf en URSS, mais il semble qu’il refait doucement surface soit ouvertement, soit sous la forme d’un «antisionisme» à peine voilé.
Antisémitisme arabe/musulman – Vu le traitement que les Juifs ont subi dans les pays européens, leur expérience sous les lois islamiques était malgré tout relativement bénigne, mettant en avant l’idée que Musulmans, Juifs et Chrétiens vivaient en parfaite harmonie. Ce qui est loin d’être vrai, mais c’est vrai en des temps meilleurs et avec les meilleurs dirigeants de l’Islam, comme les sultans ottomans qui avaient conviés les Juifs à s'installer en Turquie après leurs expulsions par les inquisitions d'Espagne et du Portugal, ou à s'installer dans des communautés telles que Tibériade et Tsfat, en Terre Sainte.
Le statut des Juifs sous l’Islam n’était toutefois pas constant et dépendait du moment et du lieu. Le Coran propose des injonctions mitigées à l’égard des Juifs et des Chrétiens, tantôt les louant pour être des gens du livre, tantôt les traitant d’hypocrites pour ne pas avoir suivi Mohammed. Très tôt dans sa carrière, Mohammed avait attaqué et détruit la ville juive de Khaibar, et «Khaibar, Khaibar» est devenu le cri de ralliement des émeutes musulmanes antisémites. En tous cas, Juifs comme Chrétiens étaient considérés être formellement protégés comme des citoyens de seconde classe dans les pays musulmans. Seuls les musulmans pouvaient combattre à la guerre. C’est pourquoi Juifs et Chrétiens ne recevaient pas des concessions de terrain dans les pays conquis comme les chevaliers, ce qui représentait une source principale de richesse et le signe d’un certain statut social. Juifs et Chrétiens payaient un impôt spécial et devaient en général porter des habits distinctifs. Dans certains endroits, les Juifs étaient emprisonnés dans le «Mellah» (ghetto). Dans plusieurs pays, tels que le Maroc et le Yémen, les jeunes enfants avaient pour habitude de lancer des pierres sur les Juifs et les maudire. Les Juifs étaient parfois obligés de se convertir à l’Islam ou bien ils étaient expulsés, comme sous la dynastie Al-Mohad, au Maroc, commençant en 1146.
En général, les Juifs étaient méprisés pour être des roublards bien que faibles et sans courage. Par exemple, après la révolution des Jeunes Turcs dans la Turquie Ottomane, les Juifs pouvaient servir à l’armée. Une blague turque racontait qu’avec beaucoup de temps il était possible de recruter et de former une unité juive. Les Juifs étaient alors envoyés au front d’où ils revenaient rapidement parce qu’ils avaient été effrayés par des bandits qu’ils avaient rencontré sur la route. Un Hadith musulman (légende liée au Coran) raconte qu’au final les musulmans tueront tous les Juifs qui essaieront de se cacher dans les arbres. Toutefois, seule une sorte d’arbre accepterait de les cacher. Ce Hadith est repris dans la charte du Hamas, mais il est d’origine respectable.
Dans les temps modernes, début du XIXe siècle, les pays musulmans et arabes reprenaient des thèmes antisémites européens tels que la diffamation du sang (un incident qui s’est produit à Damas en 1840) et plus tard, les Protocoles des Sages de Sion, Mein Kampf et autres caractéristiques de l'antisémitisme chrétien européen tels que la dénégation de l'Holocauste. Des caricatures dans les journaux arabes et musulmans illustraient régulièrement les Juifs avec les traits caractéristiques antisémites tels que la posture voûtée, les yeux en bouton de bottines, et les nez crochus.

Juifs antisémites – Des Juifs apostates et quelques autres ont souvent fait carrière en partageant et en propageant des opinions antisémites, en diffamant le Talmud et les «prophéties» sur un présumé secret et d’odieuses coutumes juives. Comme il existe des Américains antiaméricains, et des Chrétiens qui dénoncent le Christianisme, il n’y a pas de raison logique pour qu’il n’y ait pas de Juifs antisémite. Le simple fait qu’ils sont ou ont été Juifs justifie à peine leurs revendications. Dans certains cas, la personne n’est pas vraiment juive.
Antisionisme et antisémitisme – L’antisionisme s’oppose à l’existence de l’Etat d'Israël ou à l’idée de former une patrie juive. Ce n'est pas forcément antisémite, mais en général ça l’est, particulièrement lorsque les critiques envers Israël et les «sionistes» suggèrent qu’ils contrôlent le gouvernement américain, conspirent pour dominer monde et déclenchent des guerres mondiales, etc. (voir ci-dessus les caractéristiques des sites Internet antisémites). L’antisionisme est généralement basé sur la prémisse que les Juifs sont inférieurs ou différents de tout autre groupe social, et par conséquent ils n’ont pas le droit de se proclamer nation ou peuple.
Sites Internet antisionistes – Les sites Internet antisionistes tels que abbc.com, ziopedia, radio-islam, serendipity et rense.com publient régulièrement des articles sur les Protocoles des Sages de Sion, ou sur le Mein Kampf de Hitler, diffament le Talmud et renient l’Holocauste. D’autres sites, tels que Stormfront, publient les mêmes documents sans le masque protecteur de l’antisionisme.
Chronologie de l’antisémitisme
IIIe siècle av. J-C.
Manetho, historien Gréco égyptien, prétend que les Juifs ont été expulsés d'Egypte parce qu’ils avaient la lèpre.
38 av. J-C.
Des émeutes antisémites éclatent à Alexandrie (Egypte) : nombreux Juifs sont tués et tous les Juifs sont isolés dans un seul quartier de la ville.
19 ap. J-C.
L’empereur Tibère expulse les Juifs de Rome et d’Italie.
66
50 000 Juifs sont massacrés à Alexandrie (Egypte).
Ie siècle ap. J-C.
Apion d’Alexandrie surpasse les autres antisémites hellénistiques dans la crudité de ses affabulations.
200
Tertullien, Père de l'Eglise, écrit sa polémique antisémite dans son Contre les Juifs (Latin Adversus Judaeos)
325
Après le concile oecuménique de Nicée, l’Eglise chrétienne annonce sa politique à l’égard des Juifs : les Juifs doivent continuer à exister pour le bien du Christianisme dans la réclusion et l’humiliation.
386-387
Jean Chrysostome, Père de l’Eglise Orientale et violemment antisémite prononce huit sermons à Antioche.
438
Théodose II, Empereur Romain Oriental, légalise l’infériorité civile des juifs.
468
Persécutions des Juifs en Perse (Babylone).
c. 470
Firuz, exilarque, persécute les Juifs (Babylone), plusieurs sont tués et leurs enfants donnés aux Mazdéens.
535-553
L'Empereur Justinien I publie son Code (corpus juris civilis) reflétant sa politique antisémite.
612
Sisebut, roi Visigoth d’Espagne inaugure une politique de conversion massive de tous les Juifs du Royaume.
624-628
Les tribus juives de Hedjaz (Arabie) sont exécutées par Mohammed.
628
Dagobert I expulse les Juifs du royaume des Francs.
632
Héraclius, empereur byzantin, décrète le baptême forcé de tous les Juifs de l’empire byzantin.
632
La doctrine officielle de l’Eglise sur la conversion des Juifs en Espagne est proclamée.
638
Chintila, roi Visigoth, oblige le 6e concile de Tolède à adopter une résolution proclamant que seuls les catholiques doivent habiter le royaume d'Espagne.
694-711
Tous les Juifs soumis à la loi wisigothe en Espagne sont déclarés esclaves, leurs biens sont confisqués et la religion juive devient illicite.
717-20
Le calife Omar II présente une série de lois discriminatoires contre les dhimmi, les Chrétiens et Juifs protégés, y compris le port d’un habit distinctif.
1009-13
Le calife Fatimide Al-Hakim en Eretz Israël publie des restrictions sévères à l’égard des Juifs.
1012
L’Empereur Henry II d’Allemagne expulse les Juifs de Mainz. Début des persécutions contre les Juifs d’Allemagne
1096-99
Première croisade. Les croisés massacrent les Juifs de Rhénanie (1096).
1144
La diffamation du sang à Norwich (Angleterre) ; premier acte de diffamation du sang signalé - St. William le Martyr de Norwich raconté dans la chronique anglo-saxonne.
1146
Emeutes antisémites en Rhénanie par les croisés de la deuxième croisade.
1147
Début de la violente persécution des Juifs d’Afrique du Nord sous les Almohades, qui a duré jusqu'en 1212.
1182
Le roi Philippe Auguste de France décrète l’expulsion des Juifs de son royaume et confisque leurs biens immobiliers.
1190
Emeutes antisémites en Angleterre: massacre à York et autres villes.
1215
Le quatrième concile de Latran présente le badge juif.
1235
Diffamation du sang à Fulda, Allemagne.
1236
Violentes persécutions antisémites dans l’ouest de la France.
1240
Le Talmud brûlé suite à la Disputation de Paris.
1242
Le Talmud brûlé à Paris.
1255
Diffamation du sang à Lincoln, Angleterre.
1263
Disputation de Barcelone.
1290
Expulsion des Juifs d’Angleterre, la première des expulsions massives généralisées du Moyen-âge.
1298-99
Massacre de milliers de Juifs dans 146 localités au sud et au centre de l’Allemagne dirigé par le chevalier allemand Rindfleisch.
1306
Expulsion des Juifs de France.
1306-20
Les Pastoureaux participent à la deuxième croisade de France contre les musulmans d'Espagne, attaquent les Juifs dans 120 localités du sud-ouest de la France.
1321
Persécutions contre les Juifs du centre de la France suite à la fausse accusation de leur présumée connivence avec les lépreux.
1321-22
Expulsion du Royaume de France.
1336-39
Persécutions contre les Juifs de Franconie et d’Alsace menées par des d’Allemand anarchiques, les Armleder.
1348-50
Massacres de la peste noire qui se sont propagés en Espagne, en France, en Allemagne et en Autriche, suite aux accusations portées à l’encontre des Juifs qui auraient provoqué la mort de Chrétiens en empoisonnant les puits et les autres sources d’eau.
1389
Massacre de la communauté de Prague (Bohemia).
1391
Vague de massacres et de conversions en Espagne et dans les Iles Baléares.
1394
Expulsion du royaume de France.
1399
Diffamation du sang à Poznanie.
1411-12
Législation accablante contre les Juifs d’Espagne sous l’impulsion de la prédication du moine dominicain Vincent Ferrer.
1413-14
Disputation de Tortose (Espagne). La plus importante et la plus longue des disputations judéo-chrétiennes, qui s'est conclue par des conversions massives et des persécutions intensives.
1421
Persécutions des Juifs de Vienne et ses alentours, confiscation de leurs biens, et conversions des enfants juifs, 270 Juifs sont brûlés au bûcher. Connu sous l’édit de Vienne. Expulsion des Juifs d’Autriche.
1435
Massacre et conversion des Juifs de Mayorque.
1438
Construction de Mellah (ghettos) au Maroc.
1452-3
Jean de Capistran, moine franciscain italien, incite aux persécutions et aux expulsions des Juifs des villes d’Allemagne.
1473
Massacre des Marranes de Valladolid et Cordoue, en Espagne. (les Marranes sont des Juifs convertis qui sont supposés avoir maintenu leur judaïsme secret – le terme est péjoratif)
1474
Massacre des Marranes de Ségovie, Espagne.
1480
Instauration de l’Inquisition en Espagne.
1483
Torquemada nommé inquisiteur général de l’inquisition espagnole. Expulsion des Juifs de Varsovie.
1490-91
Diffamation du sang à La Guardia, ville d’Espagne, où la victime présumée est devenue profondément vénérée comme un saint.
1492
Expulsion d’Espagne.
1492-93
Expulsion de Sicile.
1495
Expulsion de Lituanie.
1496-97
Expulsion du Portugal : conversions massives forcées.
1506
Massacre de Marranes à Lisbonne.
1510
Expulsion des Juifs de Brandenburg (Allemagne).
1516
Venise amorce un ghetto, le premier dans l’Europe chrétienne.
1531
Instauration de l’Inquisition au Portugal.
1535
Expulsion et massacre des Juifs de Tunisie.
1541
Expulsion du royaume de Naples. Expulsion de Prague et des villes de la couronne.
1544
Martin Luther, réformateur allemand religieux, attaque les Juifs avec extrême virulence.
1550
Expulsion de Gênes (Italie).
1551
Expulsion de Bavière.
1553
Le Talmud est brûlé.
1554
Censure des livres hébraïques introduits en Italie.
1556
Des Marranes sont brûlés à Ancône, Italie.
1567
Expulsion de Gênes (Italie).
1569, 1593
Expulsion des Etats papaux (Italie).
1614
Vincent Fettmilch, leader d’une association antisémite à Francfort (Allemagne) et ses partisans attaquent les Juifs et les obligent à quitter la ville.
1624
Un ghetto construit à Ferrare (Italie).
1648-49
Massacres instigués par Bogdan Chmielnicki, leader des Cosaques et des paysans, qui s’insurge contre le pouvoir polonais en Ukraine. 100 000 Juifs sont tués et 300 communautés détruites
1650
Les Juifs de Tunisie sont isolés dans des quartiers spéciaux.
1655-56
Massacres de Juifs pendant la guerre de Pologne contre la Suède et la Russie.
1670
Expulsion de Vienne. Diffamation du sang à Metz (France).
1711
Johann Andreas Eisenmenger écrit son Judaïsme Démasqué, un ouvrage qui dénonce le Judaïsme et qui a une influence formatrice sur les polémiques antisémites modernes.
1712
Diffamation du sang à Sandomierz (Pologne) à l’issue de laquelle les Juifs de la ville sont expulsés.
1715
Le Pape Pie publie un cruel «Edit concernant les Juifs» dans lequel il renouvelle toutes les restrictions antérieures les concernant.
1734-36
Les Haidamacks, groupes paramilitaires en Pologne et en Ukraine, attaquent les Juifs.
1745
Expulsion de Prague.
1768
Les Haidamacks massacrentles Juifs de Ouman (Pologne) et d’ailleurs où ils s’étaient réfugiés.
1788
Haidamacks massacrent les Juifs de Ouman (Pologne) : 20 000 Juifs et Polonais sont tués.
1790-92
Anéantissement de la majorité des communautés juives du Maroc.
1791
Shtetls construits dans 25 provinces de la Russie tsariste, où les Juifs peuvent habiter de façon permanente. Il leur est interdit d’habiter autre part en Russie.
1805
Juifs massacrés en Algérie.
1819
Une série d’émeutes antisémites en Allemagne qui s’est propagée dans plusieurs pays voisins (Danemark, Pologne, Latvia, et Bohemia), connue sous le nom de Hep! Hep! Riots du cri de ralliement méprisant pour les Juifs d’Allemagne (HEP étant l’abréviation de Hierosolymos Est Perdita, Jérusalem est perdue, qui a été vraisemblablement employé pour la première fois au Moyen-âge dans des émeutes liées aux croisades).
1827
Service militaire obligatoire pour les Juifs de Russie : des mineurs juifs de moins de 18 ans, nommés «Cantonnistes», sont placés dans des établissements d’entraînement militaire préparatoire.
1835
Une constitution accablante pour les Juifs de Russie publiée par le Tsar Nicolaï I.
1840
Diffamation du sang à Damas (L’affaire de Damas).
1853
Diffamation du sang à Saratov (Russie), marquant une recrudescence de la diffamation du sang en Russie.
1858
Enlèvement d’un enfant juif âgé de 7 ans, en Bologne, par les autorités catholiques (Affaire Mortara). Evénement qui a suscité l’indignation dans les milieux libéraux du monde entier.
1878
Adolf Stoecker, antisémite allemand, prêcheur et politicien, créé le Parti Social des Travailleurs, qui marque les débuts du mouvement politique antisémite en Allemagne.
1879
Heinrich von Treitschke, historien et politicien allemand, justifie les campagnes antisémites en Allemagne et introduit l'antisémitisme dans les milieux intellectuels.
1879
Wilhelm Marr, polémiste allemand, invente le terme «antisémite».
1881-84
Les pogroms balaient la Russie, début d’une émigration juive massive.
1882
Diffamation du sang à Tiszaeszlar, Hongrie, qui a soulevé l'opinion publique en Europe.
1882
Premier congrès international antisémite à Dresde, Allemagne.
1882
Une série de «lois temporaires» proclamées par le Tsar Alexandre II de Russie en mai 1882 («Les Lois de Mai»), qui a adopté une politique discriminatoire systématique, dans le but de démettre les Juifs de leurs fonctions économiques et publiques.
1885
10 000 Juifs russes sont expulsés d’Allemagne où ils s’étaient réfugiés suite aux pogroms de 1881-1884
1891
Diffamation du sang à Xanten, Allemagne.
1891
Expulsion de Moscou, Russie.
1893
A Vienne, Karl Lueger fonde le Parti Social Chrétien antisémite et est élu maire en 1897.
1894
Procès d’Alfred Dreyfus à Paris.
1895
Alexander C. Cuza organise une alliance antisémite universelle à Bucarest, Roumanie.
1899
Houston Stewart Chamberlain, auteur raciste et antisémite, publie sa Genèse du XIX e siècle qui est devenue le fondement de l’idéologie nationale socialiste.
1899
Diffamation du sang à Bohemia (l’affaire Hilsner).
1903
Pogrom à Kichinev, Russie.
1905
Pogroms en Ukraine et en Bessarabie, perpétrés dans 64 villes (le plus grave à Odessa avec plus de 300 morts et des milliers de blessés).
1905
Publication de la première édition publique russe des Protocoles des Sages de Sion.
1906
Pogroms à Bialystok et Siedlce, Russie.
1909-10
Les Polonais boycottent les Juifs.
1911-13
Menahem Mendel Beilis, procès de diffamation du sang à Kiev.
1912
Pogroms à Fez (Maroc).
1915
Ku Klux Klan, mouvement raciste américain, refait surface.
1917-21
Pogroms en Ukraine et en Pologne 1) Pogroms suite au retrait de l’Armée Rouge d’Ukraine (été 1918), devant l’armée allemande 2) Pogroms suite au retrait de l’armée ukrainienne commandée par Simon Petlyura, à l’issue duquel plus de 8000 Juifs sont morts. 3) Pogroms perpétrés par la contre révolutionnaire «Armée blanche» sous les ordres du Général A.I. Denikin (automne 1919) dans lesquels 1 500 Juifs ont été tués. 4) Pogroms par l’«Armée blanche» en Sibérie et Mongolie (1919). 5) Pogroms perpétrés par des bandes antisoviétiques en Ukraine (1920-21), des milliers de Juifs ont péri.
1919
Abolition d'une organisation communautaire et d'institutions juives non communistes en URSS.
1919
Pogroms en Hongrie : 3 000 Juifs tués.
1920
Adolf Hitler devient Führer du Parti National Socialiste allemand des Travailleurs (NSDAP), soit le parti Nazi.
1920
Henry Ford I commence une série d’articles antisémites basés sur les Protocoles des Sages de Sion, dans son journal.
1924
Restrictions économiques pour les Juifs de Pologne.
1925-27
Publication de Mein Kampf d’Adolf Hitler.
1933
Adolf Hitler nommé chancelier allemand. Boycott économique antisémite : premiers camps de concentration (Dachau, Oranienburg, Esterwegen et Sachsenburg).
1935
Promulgation des Lois des Nuremberg.
1937
Législation antisémite en Roumanie.
1937
Discrimination contre les Juifs dans les universités polonaises.
1938
Après l’Anschluss, pogroms à Vienne, promulgation d’une législation antisémite : déportations dans des camps en Autriche et en Allemagne.
1938
Charles E. Coughlin, prêtre catholique romain, anime une émission de radio hebdomadaire aux Etats-Unis.
1938
La Nuit de Cristal, violent pogrom antisémite nazi en Allemagne et en Autriche (9 et 10 novembre 1938) : des commerces juifs sont attaqués, des synagogues brûlées, des Juifs déportés dans des camps de concentration.
1938
Législation raciale promulguée en Italie (17 novembre 1938). Une législation économique antisémite en Hongrie.
1939
Des lois antisémites promulguées dans le Protectorat (Tchécoslovaquie).
1939
Irruption de la Seconde Guerre Mondiale (1er septembre 1939), la Pologne est envahie par l’armée allemande; pogroms en Pologne; début de l’Holocauste.
1940
L’Allemagne nazie instaure le gazage.
1940
Formation de ghettos en Pologne; les Juifs sont massivement fusillés; camp d’Auschwitz, par la suite un camp d’extermination, construit; les Juifs d’Europe de l’Ouest sont à la merci des nazis. Camp d’extermination de Belzec construit.
1940
L’administration algérienne applique les lois de Vichy.
1941
L’Allemagne envahit la Russie et les Etats Baltiques. Construction des camps d’extermination de Majdanek, Chelmno et Treblinka. Lois antisémites en Slovaquie. Pogroms à Jassy, Roumanie. Pogroms et massacres par les Unités Mobiles d’Extermination, la population originaire des Etats Baltiques et la partie de la Russie occupée par l’Allemagne. Expulsions des Juifs du Reich allemand vers la Pologne. Début de la déportation et de l’extermination des Juifs en France.
1941
De violentes émeutes contre les Juifs éclatent en Irak suite au coup d’état de Rashid Ali al-Jilani's. L’Allemagne nazie instaure le gazage dans les camps d’extermination.
1942
Conférence à Wannsee, Berlin, pour mettre en oeuvre la «solution finale» (20 janvier 1942). Début de la déportation massive des Juifs de Belgique et de Hollande vers Auschwitz. Les massacres continuent dans la Russie occupée. Les camps de la mort de Auschwitz, de Majdanek et Treblinka commence à fonctionner à plein rendement: déportation des ghettos vers les camps de la mort. Le camp d’extermination de Sobibor construit.
1943
L’Allemagne est déclarée «Judenrein» (nettoyé des Juifs). Déportation des Juifs d’Europe dans les camps de la mort. Fermeture définitive du ghetto de Varsovie (16 mai 1943). Anéantissement de la majorité des ghettos. Les Juifs italiens sont déportés dans les camps de la mort.
1944
Extermination des Juifs hongrois.
1945
L’Allemagne capitule (8 mai 1945). Nombre estimé de victimes juives pendant l’Holocauste : 5 820 960.
1946
Pogroms à Kielce, Pologne, 42 Juifs sont tués et plusieurs blessés (4 juillet 1946).
1948
La culture juive en URSS est interdite et les Juifs intellectuels sont fusillés.
1948
Pogroms en Libye.
1952
Procès de Prague (Slansky) : assassinat d’intellectuels yiddish en Russie, plusieurs Juifs disparaissent ou sont envoyés dans des camps de travaux forcés.
1953
Dénonciation du «Complot des blouses blanches» en URSS, annulée après la mort de Staline.
1954-6
Expulsion des Juifs d’Egypte.
1961
Mustapha Tlass, Ministre de la Défense syrien, publie l’histoire de la diffamation du sang de Damas prétendant que les Juifs tuaient vraiment de jeunes chrétiens.
1967
Version arabe des Protocoles des sages de Sion publiée en Egypte.
1968
Nouvelle vague d'antisémitisme en Pologne, émigration de la majorité des Juifs restés en Pologne.
1969
Juifs exécutés en Irak.
1970
Leningrad, et autres procès de Juifs soviétiques qui se sont battus pour avoir le droit d'émigrer.
2005
Mahmoud Ahmadinejad, Président d’Iran, prétend que l'Holocauste est un mythe ou qu'il a été exagéré, promet de construire un «monde sans sionisme et sans Israël