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domingo, 13 de junho de 2010

Ferramentas do Google

Uso há algum tempo ferramentas muito boas do Google:

A Linha de tempo do Google para notícias dá uma organizada na busca de notícias:
http://newstimeline.googlelabs.com/ Desenvolvida pelo Andy Hertzfeld , um dos papas de busca na WEB!

O In Quotes é excelente para achar citações em notícias, pena que ainda não dá para personalizar a gosto do freguês...
http://labs.google.com/inquotes/

Quer pensar novas formas de visualizar dados? Inspire-se aqui:
http://www.google.com/publicdata/home


Para pesquisar tabelas (de dados) mundo afora...
http://tables.googlelabs.com/Home

E se precisar de ajuda mesmo, peça ao mestre em
http://www.google.com/insights/search/#

Por fim, se bater a hipocondria, veja como vai o fluxo da gripe suína
http://www.google.org/flutrends/

domingo, 21 de março de 2010

Six Delusions of Google's Arrogant Leaders

Six Delusions of Google's Arrogant Leaders

Google's CEO went to Abu Dhabi this week and preached. He sermonized about Google's exceptional virtue — its indifference to profit and supreme trustworthiness. His speech should have been shocking. Except that delusional self-righteousness is now routine at Google.


Matéria inteira aqui.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Google apocalipse

Um bug no Google, que durou cerca de meia hora, fez com que o popular buscador sinalizasse que todos os sites poderiam danificar o computador, neste sábado (31). Assim, não permitia que o usuário abrisse a página ao clicar sobre seu link nos resultados da busca. Ao invés de ir para o site, ele era levado a mais um alerta.
O problema atingiu pessoas de todo o mundo, que não param de publicar comentários no Twitter sob o assunto #googmayharm. O Google ainda não se manifestou a respeito, mas o bug parece ter sido resolvido às 13h30.
Segundo outros relatos, o Gmail também foi afetado, fazendo com que todos os e-mail fossem classificados com spam. O problema pode ter sido com o stopbadware.org, responsável pela análise de segurança do Google.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A nuvem inteligente

Terça-feira, Setembro 23, 2008 9/23/2008 07:00:00 PM Publicado por: Alfred Spector, vice-presidente de engenharia, e Franz Och, cientista de pesquisa

Do Google Blog

A Internet tem causado um enorme impacto na vida das pessoas de todo o mundo nos dez anos desde a fundação da Google. Ela mudou a política, o entretenimento, a cultura, os negócios, a assistência médica, o meio-ambiente e quase todos os tópicos que você pode imaginar. O que nos leva a pensar, o que vai acontecer nos próximos dez anos? Como esta tecnologia fenomenal vai evoluir, como nos adaptaremos e (mais importante) como ela vai se adaptar a nós? Fizemos esta pergunta a dez de nossos maiores especialistas, e nas próximas três semanas apresentaremos suas respostas. Como o cientista de computação Alan Kay celebremente observou, a melhor maneira de predizer o futuro é inventá-lo, assim, faremos o máximo para sustentar as palavras de nossos especialistas a cada dia. (Karen Wickre e Alan Eagle, editores da série)

Nos próximos anos, as capacidades de processamento, armazenamento e uso da web dos computadores vão continuar a subir seguindo a mesma íngreme curva exponencial que têm seguido nas últimas décadas. Em 2019, os clusters de computadores de processamento paralelo serão 50 a 100 vezes mais potentes em muitos aspectos. Os programas de computador, a maioria deles baseados na web, vão evoluir para aproveitar esta força recém-encontrada, e o uso da Internet também vai crescer: mais pessoas on-line, fazendo mais coisas, usando aplicações mais avançadas e de maior resposta. Usando qualquer sistema de medição, veremos que a "nuvem" de recursos computacionais de dados e conteúdo online vai crescer de modo rápido e ainda por muito tempo.

Como já estamos vendo, as pessoas vão interagir com a nuvem usando uma superabundância de dispositivos: computadores, telefones móveis e PDAs, e jogos. Mas também veremos um acúmulo de novos dispositivos personalizados para aplicações específicas, e mais sensores e acionadores ambientais, todos enviando e recebendo dados por meio da nuvem. O número crescente e a diversidade de interações não vão apenas dirigir mais informações para a nuvem, mas vão também fornecer informações valiosas sobre como as pessoas e os sistemas pensam e reagem.

Assim, os sistemas de computador terão mais oportunidades de aprender a partir do comportamento coletivo de bilhões de humanos. Eles vão ficar mais inteligentes, juntando relacionamentos entre objetos, nuances, intenções, significados e outras informações profundamente conceituais. Atualmente a busca da Google usa uma forma precoce desta abordagem, mas no futuro muitos outros sistemas poderão se beneficiar com ele.

O que isso significa para a Google? Para começar, uma busca ainda melhor. Poderemos treinar nossos sistemas para discernir não somente os caracteres ou colocar nomes em um vídeo do You Tube ou um livro, por exemplo, mas também reconhecer o enredo ou o simbolismo. O resultado em potencial seria uma espécie de busca conceitual: "Encontre uma história com uma cena de perseguição emocionante e um final feliz". Na medida em que os sistemas possam aprender a partir de interações em um nível individual, eles poderão fornecer resultados personalizados às necessidades situacionais de um indivíduo: onde estão localizados, que hora do dia é, o que estão fazendo. E sistemas de tradução e multimodais também serão viáveis, de modo que pessoas falando uma língua poderão interagir sem interferências com pessoas e informações em outras línguas.

O impacto de tais sistemas irão bem além da Google. Pesquisadores de diferentes campos médicos e científicos poderão acessar conjuntos de dados maciços e conduzir análises e algoritmos de detecção de padrões que não são possíveis atualmente. O proposto Grande Telescópio de Pesquisa Sinóptica (Large Synoptic Survey Telescope - LSST), por exemplo, poderá gerar mais de 15 terabites de novos dados por dia! Virtualmente cada campo de pesquisa se beneficiará com sistemas com a capacidade de coletar, manipular e aprender com conjuntos de dados nesta escala.

Tradicionalmente, os sistemas que resolvem problemas e dúvidas complicadas são chamados de "inteligentes", mas em comparação com abordagens anteriores no campo de 'inteligência artificial', o caminho que prevemos tem novos elementos importantes. Antes de mais nada, este sistema vai operar em uma enorme escala com uma potência computacional sem precedentes de milhões de computadores. Ele será usado por bilhões de pessoas a partir de um agregado de potencialmente trilhões de interações significativas por dia. Ele terá engenharia interativa, baseada em um circuito de realimentação de mudanças, avaliação e ajustes rápidos. E ele será construído com base nas necessidades de resolução e aprimoramento de tarefas concretas e úteis como encontrar informações, responder perguntas, realizar diálogos falados, traduzir texto e fala, entender imagens e vídeos, e outras tarefas ainda não identificadas. Quando combinado com a criatividade, conhecimento e a energia inerente às pessoas, esta "nuvem inteligente" vai gerar muitos benefícios surpreendentes e significativos para a humanidade.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Google e a construção do monopólio na web

ENTREVISTA / ANDRÉ FLEURY
Por IHU On-Line em 9/9/2008

Reproduzido da IHU On-Line, revista eletrônica do Instituto Humanitas Unisinos, 6/9/2008; título original "Google: nossas vidas como base para construção de um monopólio na web"
Há quem diga que a web 2.0 está criando novos tipos de paradigmas na sociedade, uma vez que disponibiliza um tipo de autonomia e interação que antes era quase impensável. Um deles é a economia da gratuidade. Serviços que antigamente eram caros e tecnicamente difíceis de serem utilizados hoje estão disponíveis na internet sem custo para usuário, e fazendo com que ele perca menos tempo e tenha mais qualidade em seu trabalho.


Quem está sabendo tirar partido desse novo cenário é a empresa Google. Para os mais entusiastas, os serviços parecem perfeitos, mas, quanto mais cresce o Google, maior fica também o monopólio que a empresa está construindo em torno dessas ofertas que disponibiliza. O que esperar?
Segundo o professor da USP, André Fleury, "o mercado financeiro reconhece que o monopólio que o Google está estabelecendo na web garante que, no futuro, a empresa poderá ser capaz de gerar receitas e barreiras para que novos participantes não sejam concorrentes diretos". Ele concedeu entrevista à IHU On-Line por telefone e falou sobre essa realidade que está surgindo e sobre o desenvolvimento da web 2.0 e o nascimento da web 3.0.
André Leme Fleury é graduado em Engenharia Mecânica de Produção, pela Universidade de São Paulo (USP). Realizou mestrado e doutorado em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Catarina e na USP, respectivamente. Na USP é professor e coordenador do projeto Cidade do Conhecimento. É autor de Dinâmicas organizacionais em mercados eletrônicos (São Paulo: Editora Atlas, 2001).
***
Já podemos falar em economia do gratuito em relação à internet? Como essa economia está se constituindo e que perspectivas podemos ter em relação ao seu desenvolvimento?
André Fleury – Sim, podemos falar sobre economia do gratuito, que está ainda nos seus passos embrionários. O que se quer dizer com "passos embrionários ou iniciais"? Se pegarmos o Google [Google Inc. é o nome da empresa que criou e mantém o maior site de busca da internet, o Google Search. O serviço foi criado a partir de um projeto de doutorado dos então estudantes Larry Page e Sergey Brin da Universidade de Stanford em 1996] como exemplo, veremos que ele vale 200 bilhões de dólares, mas fatura 7 bilhões exatamente por causa dessa economia da gratuidade que está surgindo agora. Em outras palavras, o Google tem uma quantidade de informações hoje em dia extremamente elevada em seu poder. Essas informações estão concentradas no YouTube, no Google Maps, no Google Earth, no Orkut (onde ele conhece muito das pessoas), entre outros serviços. Ele disponibiliza esses recursos onde obtém uma série de informações que são extremamente valiosas. No entanto, ainda não está claro como ele vai gerar modelos comerciais em relação a esse patrimônio que dispõem. Então, a economia do gratuito está ligada, num primeiro momento, à questão dos novos modelos de negócio que surgirão ao longo do tempo.
A segunda questão está relacionada ao compartilhamento do conhecimento para um bem comum e que, ao mesmo tempo que beneficia um usuário, dá retornos para a empresa também. São duas dinâmicas diferentes: a primeira se refere ao futuro das apostas na bolsa de valores que viabiliza recursos para que as empresas possam desenvolver ainda mais seus serviços, como é o caso do Google, e a segunda está relacionada aos softwares com códigos abertos. Aqui na USP, já estamos trabalhando essa questão e nos perguntamos: como compartilhar conhecimento de tal maneira que os professores possam utilizar o material um do outro e assim prestar melhores serviços, gerar conhecimento e oferecer aos repositórios o resultado disso?
A Web 2.0 é uma receita de inovação e integração para produção social realizada pelas empresas e instituições?
A.F. – A web 2.0, tecnologicamente, não representa inovação alguma, ou seja, as ferramentas que caracterizam a web 2.0, seja blog, wiki [o termo wiki é utilizado para identificar um tipo específico de coleção de documentos em hipertexto ou o software colaborativo usado para criá-lo; significa, em havaiano, "super rápido"], fóruns, são tecnologias que estão disponíveis há bastante tempo para a maioria das pessoas. O que realmente apresenta uma inovação é a forma de relacionamento. As empresas estão começando a despertar para essa coisa das interações e das redes sociais, mas existe ainda muito chão para elas construírem. Aqui na universidade, estamos trabalhando os conceitos de construção colaborativa de conhecimento, ou seja, como os alunos podem adquirir conhecimento necessário para desenvolver os seus trabalhos, analisar e resolver os problemas. A mudança de paradigma aí é bastante extensa porque muda o relacionamento professor-aluno. Antes, apenas o professor detinha o saber; hoje, os alunos buscam o conhecimento, disponibilizam e aplicam esse conhecimento, e o professor passa a ter uma postura de mediador de uma rede. Essa mudança é radical e requer muita maturidade.
O Google está criando cada vez mais plataformas para que possamos "empurrar nossa vida para dentro da web". Estamos criando uma cultura da inteligência coletiva com isso?
A.F. – Depende de como esse conhecimento será compartilhado. No momento em que transfiro uma planilha minha para o Google Docs, eu estou simplesmente mudando o meu canal de acesso. Não existe uma mudança significativa em relação ao compartilhamento de conhecimento. A inteligência coletiva só surge quando existe esse compartilhamento. Então seriam necessárias novas dinâmicas para trabalhar esses documentos de tal maneira que eles não sejam mais meus. Nesse sentido, eles passariam a incorporar e desenvolver novas possibilidades de captura, além de gerar uma nova forma de divulgação desse conhecimento.
Mas o que o Google ganha com essa totalidade de serviços gratuitos?
A.F. – Nada. O retorno só vem da bolsa de valores que investe no potencial dos serviços oferecidos. Por exemplo, a coisa mais cara é armazenar mídias, documentos etc. O Google oferece esse espaço que não temos e de forma gratuita. Existem links patrocinados, mas que não revertem o valor investido. No entanto, o mercado financeiro reconhece que o monopólio que o Google está estabelecendo na web garante que, no futuro, a empresa poderá ser capaz de gerar receitas e barreiras para que novos participantes não sejam concorrentes diretos.
A web 2.0 parece incluir cada vez mais as pessoas, isso porque seus dispositivos geralmente são fáceis de usar e permitem que se façam coisas na internet que antes só eram possíveis através de softwares caros e que exigem conhecimento técnico. Como está se constituindo o conceito de web 2.0 a partir dessa noção de excluídos e incluídos digitalmente?
A.F. – Eu separaria essa questão em duas. A primeira diz respeito aos softwares livres, que são tão bons ou melhores do que os softwares proprietários. Um exemplo é o moodle, que temos usado extensivamente em diversas iniciativas. [Moodle = Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment – Moodle é um software livre, de apoio à aprendizagem, executado num ambiente virtual. A expressão designa ainda o Learning Management System (sistema de gestão da aprendizagem) em trabalho colaborativo baseado nesse programa. Em linguagem coloquial, o verbo to moodle descreve o processo de navegar despretensiosamente por algo, enquanto fazem-se outras coisas ao mesmo tempo. O conceito foi criado em 2001 pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas. Voltado para programadores e acadêmicos da educação, constitui-se em um sistema de administração de atividades educacionais destinado à criação de comunidades on-line, em ambientes virtuais voltados para a aprendizagem colaborativa. Permite, de maneira simplificada, a um estudante ou a um professor integrar-se, estudando ou lecionando, num curso on-line à sua escolha.] É extremamente fácil baixá-lo, instalá-lo e configurá-lo. Esse software representa muito essa idéia da economia do gratuito, em outras palavras. Eu uso e me beneficio dele. A cada vez que ele é aprimorado, esse aperfeiçoamento é incorporado pela comunidade, caso ela ache isso apropriado. Essa cultura tende a se valorizar cada vez mais.
Em relação à exclusão e inclusão digital, a coisa é bem mais complexa. Eu não vejo uma relação direta entre a web 2.0 e a inclusão digital. Temos trabalhado muito o conceito de emancipação digital, que não é apenas a pessoa saber mexer nos recursos, mas ser capaz de gerar renda com esses recursos. Ainda há poucas iniciativas nesse sentido, pois requer uma série de outras iniciativas de educação para que essas pessoas possam usar essas ferramentas das melhores formas possíveis.
Como se configura hoje e como pode ainda ser melhor explorada a arquitetura da participação a partir do conceito de web 2.0?
A.F. – Esse é o principal desafio para quem está trabalhando com esse tipo de plataforma atualmente. O caso mais clássico que temos são os trabalhos de conclusão de curso que orientamos aqui na USP. Os alunos são conduzidos para trabalhar numa plataforma que tem wiki, tem fórum e assim por diante. E isso tem funcionado muito bem, pois as empresas estão interessadas nesse tipo de desenvolvimento e as universidades estão municiando esse aluno com todo conhecimento necessário para resolver esse problema. A participação está funcionando porque todos os lados estão trabalhando. O problema se apresenta quando só um lado está inserido nesse contexto. Essa evolução está muito relacionada ao jogo do estímulo e resposta.
A web 2.0 põe fim ao ciclo de lançamentos de softwares?
A.F. – Não. Os softwares estão relacionados à capacidade de inovação. Se se é capaz de inovar, o posicionamento no mercado estará muito bem. Os softwares que estão fadados a desaparecer são aqueles que pararam de inovar, o que dá tempo para a comunidade criar um software livre. Com o Office aconteceu isto quando o Open Office foi criado.
Como a nova geração da internet afeta a mídia?
A.F. – Estamos assistindo à convergência. Temos aí uma mudança de geração, ou seja, as pessoas precisam estar evoluindo no sentido de as novas mídias substituírem as mídias antigas, mas até agora nada muito efetivo aconteceu ainda. As grandes empresas estão sendo impactadas, mas ainda não de uma forma expressiva pela web. Mas haverá uma consolidação das novas mídias, certamente.
E o que viria ser a web 3.0?
A.F. – A web 3.0 tem dois significados. O primeiro é a web semântica, ou seja, os mecanismos de busca vão se transformar em agentes mais inteligentes capazes de trazer melhores respostas às perguntas formuladas. A segunda tendência diz respeito a capacidade de remunerar quem está gerando conteúdo e conhecimento. Quando o Google descobrir como ganhar dinheiro com o YouTube, nada mais justo do que ele passe uma parte do dinheiro que ganhou para quem postou o conteúdo. Mas é preciso ainda fazer uma grande reflexão acerca da web semântica e dos modelos de negócio.
Esse é o momento de as novas redes sociais ditarem as regras do mercado, da sociedade, das políticas etc.?
A.F. – Sem dúvida alguma. Tanto isso incomoda que a campanha política foi proibida para além dos sites oficiais dos candidatos. Isso porque as pessoas ainda não compreendem como a web 2.0 pode ser utilizada para a questão da política e, por isso, se proíbe. Tal movimento prova exatamente a capacidade dessa nova forma de comunicação entre novos mecanismos de percepção e avaliação dos usuários. No caso da política, essa questão assusta e daí ser mais fácil proibir do que tentar gerenciar o novo movimento.
E como o senhor vê a questão da discussão acerca do controle em relação à internet?
A.F. – Eu acho que ela é incontrolável. Ela nasceu na sua essência livre justamente para garantir a multiplicidade de fontes de informação. Proibições e ações judiciais atestam o quanto elas podem incomodar e o quanto ela é incontrolável. As corporações têm de se adaptar a elas e passar a jogar a partir dessa sociedade gerada a partir do novo conceito de web.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sabíamos que a Web era grande!

Do blog do Google
Publicado por: Jesse Alpert & Nissan Hajaj, Engenheiros de Software,
Equipe de Infra-estrutura de Busca na Web

Há muito tempo que sabemos que a Web é grande! O primeiro índice do Google em 1998 já tinha 26 milhões de páginas, em 2002 o índice do Google atingiu a marca de um bilhão.

Nos últimos oito anos temos visto números bastante grandes em relação ao conteúdo real por aí afora. Recentemente, até mesmo os nossos engenheiros de busca se espantaram ao ver o quão grande é a Web hoje em dia - quando os nossos sistemas, encarregados de processar os vínculos na Web para descobrir qualquer novo conteúdo, chegaram à surpreendente marca de: 1 trilhão (1.000.000.000.000) de URLs na Web ao mesmo tempo!

Então, quantas páginas tem a web realmente? Nós não sabemos; não temos tempo para ver todas elas! Falando estritamente, o número de páginas lá fora é infinito - por exemplo, os calendários web podem ter um link "dia seguinte", e nós poderíamos seguir esse link eternamente, encontrando uma nova página a cada vez que o fizermos. Não estamos fazendo isso, obviamente, pois não haveria nenhum benefício para os usuários nisso. Mas este exemplo demonstra que o tamanho da web depende realmente da sua definição do que é uma página útil, e para isso não existe uma resposta exata.Nós não indexamos cada uma desse trilhão de páginas – muitas delas são similares umas às outras, ou representam um conteúdo similar ao do exemplo do calendário, que não trazem muitos benefícios para os usuários de busca. Mas nós estamos orgulhosos de ter o índice mais completo de todos as ferramentas de busca, e nosso objetivo sempre foi relacionar toda a informação do mundo.Para estar em dia com este volume de informação nossos sistemas passaram por um longo progresso desde o primeiro conjunto de dados da web que a Google processou para dar resultaods às buscas. Naquela época fazíamos tudo rodadas: uma estação de trabalho podia computar o diagrama de 26 milhões de páginas em um espaço de poucas horas, e aquele conjunto de páginas seria utilizado como o índice da Google por um determinado periodo de tempo.

Hoje em dia, Google download da web constantemente, colhendo informação atualizada das páginas e processando novamente um diagrama inteiro de links da Web várias vezes por dia. Esse diagrama de um trilhão de URLs é semelhante a um mapa composto por um trilhão de cruzamentos. Assim, fazemos múltiplas vezes por dia o equivalente computacional de explorar totalmente cada cruzamento de cada estrada nos Estados Unidos. Com a diferença de que esse mapa seria mais ou menos 50.000 vezes maior que o dos Estados Unidos, com 50.000 vezes mais estradas e cruzamentos.Como você pode ver, a nossa infra-estrutura distribuída permite que as aplicações atravessem eficientemente um diagrama de links com vários trilhões de conexões, ou rapidamente classifica petabytes de dados, simplesmente para nos preparar para responder a pergunta mais importante: sua próxima busca no Google.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Orkut será administrado por escitório da Google em Belo Horizonte

O Google anunciou, nesta quinta-feira, que vai transferir o controle do Orkut para o Brasil. Até agora, o site de relacionamentos era administrado por uma equipe na Califórnia, Estados Unidos. Com a nova administração, que começou a ser implantada em julho, o escritório da empresa em Belo Horizonte vai gerenciar a rede. Para entidades de controle e combate a crimes na internet, a mudança pode ajudar a agilizar a retirada do ar de páginas com material ilegal como pedofilia, tráfico de drogas, racismo e apologia ao crime.

De acordo com a Google Inc., a unidade brasileira se mostrou madura o suficiente para assumir a responsabilidade. Os brasileiros serão responsáveis pelo desenvolvimento, estratégia e pelas melhorias no Orkut, mas irão dividir a parte de engenharia do site com os indianos, segunda maior nação que utiliza a rede de relacionamentos. O Brasil é o primeiro colocado.

Segundo dados recentes do Ibope/NetRatings, o Orkut teve, em maio, 16,1 milhões de usuários únicos em ambiente residencial no Brasil. O país é o que tem mais pessoas cadastradas no portal (54%), seguida pela Índia (17%) e Estados Unidos (15%).

Para o presidente da SaferNet Brasil, principal entidade de combate aos crimes na internet, Thiago Tavares, a mudança do Orkut para o país pode agilizar ainda mais a retirada de páginas ilegais do ar, facilitar a identificação de usuários que cometerem crimes e acelerar o desenvolvimento de ferramentas para impedir a publicação de material proibido pelas leis brasileiras.

A criação desses filtros é uma das medidas que constam em acordo assinado entre o Google e o Ministério Público Federal para coibir crimes na rede. "Antes, páginas de pedofilia ficavam de três a quatro semanas no ar, mesmo depois que eram denunciadas. De 2006 até o ano passado, esse prazo ainda supeprior a 15 dias. Agora, as denúncias são apuradas e as páginas retiradas do ar em até 24 horas. Mas isso ainda pode diminuir", avalia Tavares.

terça-feira, 13 de maio de 2008

The new 100 most useful sites

é de 2006 a última lista (começou em 2004), mas ajuda um bocado! os comentários em português são meus, ora essa!
The Guardian
Thursday December 21 2006

In 2004, the internet was a different place: there was, for example, no YouTube, and most Britons online didn't have broadband. That's changed dramatically: now, more than 75% of users have broadband, and the arrival of Web 2.0 has brought sites where the interaction is as fast as if it were on your machine. So we've revisited the "cream of the crop" that we brought you two years ago.
Some of the crop is brand new; some has stood the test of time. As before, we have 100 sites in 20 categories. That of course means that your favourite might not be here (even if you suggested it on our blog). Email us with your suggestions for the ones we should have included.
Many of the categories here are new since
the last crop. Many of the sites from that time still exist, of course - and are still hugely useful.
One category that's missing is mobiles, where data speeds haven't kept up with broadband. Maybe in 2007?


Contributors: Charles Arthur, Kate Bulkley, Michael Cross, Bobbie Johnson, Vic Keegan, Jack Schofield, Keith Stuart


Applications
Why have an application to run in your browser? Because for tasks shared between people at different locations, it makes sense to access password-protected sets of work. 37signals offers Backpack (note the domain is backpackit) for simple tasks and the bigger Basecamp for grown-up projects. Tadalist is simpler, being just to-dos (but isn't that what it's about?), while Google's Documents & Spreadsheets requires a Google account (they're free) and doesn't try to compete with Microsoft Office. Wikicalc is a free online spreadsheet, and developing smartly.
backpackit.com
basecamphq.com
tadalist.com
docs.google.com
softwaregarden.com/wkcalpha

o tadalist ganha!


Blogs: reading
There are millions of blogs out there; you need to pick the best. Step forward RSS (aka web feeds) and blog search engines to simplify things. Technorati is occasionally flaky, but generally a reliable indicator of what's being blogged about. Icerocket runs it close. And you'll need an online aggregator to keep abreast of the feeds you're most interested in: Newsgator and Google Reader are good choices. Bloglines is an excellent alternative feed reader.
technorati.com
icerocket.com
newsgator.com
google.com/reader
bloglines.com

o google é o melhor deles, né?


Blogs: writing
To do it rather than read it, you need a good set of tools. The open-source and free software project Wordpress has risen to prominence, elbowing aside many rivals with its blog creation, management and (importantly) spam-beating tools. Wordpress.org is the free software; wordpress.com offers paid-for, managed versions of the free package. Blogger is the best of the rest; Vox is neat, easy and free, and plugs into lots of social applications. Statcounter counts, well, statistics for your site; the free Google Analytics (if you can get an account) is good too.
wordpress.org
blogger.com
vox.com
statcounter.com
google.com/analytics

eu prefiro o noblogs... http://noblogs.org/


Email
Google's Gmail has become the web-based email system of choice for those who can get access. Its main drawback is that it's still an invitation-only system in the UK. However, Yahoo's free email service is a decent competitor, and Microsoft has Live Mail. Unlike Microsoft's old Hotmail service, none will delete all your old emails if you fail to log on every 30 days. Among the dozens of free alternatives, Bluebottle is a decent option for its focus on spam filtering. The free version offers 250MB of storage and supports the POP3 and SMTP standards, so you can use a proper email program as well as web access. There's also TempInbox, which provides free, temporary, throwaway email accounts with no registration.
mail.google.com
mail.yahoo.com
mail.live.com
bluebottle.com
tempinbox.com/english

sem dúvida o gmail!


Gaming
There are far too many videogame news sites on the internet today; you need an aggregator like Gametab to filter through to the best. Pocketgamer specialises in handheld games, while Gamasutra is absolutely unmissable. Gamesfaqs has FAQs and walkthroughs (plus cheats, reviews and previews) for loads of games. And the ESRB lets you search by age rating.
gametab.com
pocketgamer.co.uk
gamasutra.com
gamefaqs.com
esrb.org/ratings/index.jsp

jogo pouco!


Maps
Maps matter, but once you're past Google's maps and satellite detail, everyone's thrown back on the Ordnance Survey's data, which means there's little to choose between them. Ordnance Survey has improved its site, and can at least now tell you which map to buy for an area; its placename search is nifty. Meanwhile, the New Popular Edition site shows how the country looked in the 1940s. Delightful.
maps.google.co.uk
streetmap.co.uk
multimap.com
ordnancesurvey.co.uk
npemap.org.uk

google de novo (3x!)


News: mainstream
The BBC marches on, adding more media forms while also letting users add their comments. The New York Times site is vast (though it has shut off some of its content behind a "paywall"). Both sites' (short) RSS feeds can be read on a mobile at bbcriver.com and nytimesriver.com. Google News extends its reach, though the top headline is still whichever site last updated rather than the one which is most accurate. Nowpublic is a US rival to OhMyNews and claims 52,000 (and counting) "mojos" - amateur journalists with mobile phones whose location can be figured out from GPS or phone triangulation.
news.bbc.co.uk
nytimes.com
news.google.co.uk
english.ohmynews.com
nowpublic.com

google mais uma vez!


News: recommendation
One thing that Web 2.0 is really good at is letting lots of people vote on things. It can be (and is) abused, but generally the system works. That's seen the rise of sites which let people vote stories up, or which news stories (and how) bloggers are talking about (at memoerandum).The biggest is Digg, which overtook Slashdot earlier this year. Reddit was recently bought by Wired magazine. Findory is slightly different, learning what you like the more you use it.
digg.com
reddit.com
memeorandum.com
megite.com
findory.com

o digg!

Offbeat
Snopes checks out unbelievable tales, scams and urban legends and debunks (or confirms) them. Slightly less useful is the 100-strong webring of Unusual Museums of the Internet. These include the Virtual Toilet Paper Museum, the Old Calculators Web Museum and Signalfan's museum of traffic control signals. You can find links to lots of other offbeat sites via the Weird Site's Other Weird Links page. The Onion is the web's leading satire magazine, though with an American bias. Otherwise, for five minutes of fun, try browsing B3ta. This UK site sends out a weekly newsletter of cool links and runs a message board where people post amusingly manipulated pictures. But be warned: it's often offensive - that's part of the point - and most definitely rated NSFW (Not Safe For Work).
snopes.com
ringsurf.com
theweirdsite.com
theonion.com
b3ta.com

o snopes ainda ganha... mas tá caindo!


Politics
The MySociety team remains unbeatable for turning Hansard inside out with Theyworkforyou and Publicwhip, but bloggers have begun to expose the unwritten workings of politicians to greater public scrutiny too. Guido Fawkes' blog has the inside gossip from Westminster, while NO2ID agitates on arguably the most important political and technological issue around, while NHS 23 is a wiki outlining the problems with the political, technological and medical drama of the NHS computer- isation programme.
theyworkforyou.com
publicwhip.org.uk
5thnovember.blogspot.com
no2id.net
editthis.info/nhs_it_info

no2id.net é o que há.


Public action
Now, it's time to bug someone in power. The idea that the web can make a difference is growing; politicians are on the web and there's an online petition site at No.10. Pledgebank and HearfromyourMP are both part of the excellent MySociety (mysociety.org) family of sites enabling citizens to connect to decision-makers - and, one would hope, vice versa. Netaction includes The Virtual Activist, a manual for anyone looking to build and promote a cause online. Those interested in helping out in their area might try Timebank, which finds organisations to which to donate spare time.
pledgebank.com
petitions.pm.gov.uk
hearfromyourmp.com
netaction.org
timebank.org.uk

my society...


Radio
Radio now travels over wires, at least to our homes. The BBC dominates here, but there are thousands of stations to choose from. AOL's Shoutcast is interesting: find whatever's on right now (you can tune in via iTunes or any internet radio-enabled player.) Radio-locator and Live-radio list broadcasters worldwide, so you can find something new to listen to. Reciva does the same, but if you buy its internet radio you can add your own favourites online and they show on the gadget; or just listen online.
bbc.co.uk/radio
shoutcast.com
radio-locator.com
live-radio.net
reciva.com

bbc!


Recommendation: music
Another new category: being able to find stuff that's similar to music you like is increasingly important, both to listeners and to record companies trying to profit from niches. Last.fm requires an application that runs on your machine, and shows what other people with the same music like. Pandora says you need a US postcode; so give it one, then enjoy its expert-chosen stations. Liveplasma can search relationships in films as well as music. Tuneglue is a relatively new venture between last.fm and EMI, using data from Amazon and last.fm. Goombah requires a small download and only works on music in an iTunes library, but has been at it for some time.
last.fm
pandora.com
liveplasma.com
audiomap.tuneglue.net
goombah.com

pandora!


Reference
Wikipedia now dominates the reference side of the web, partly because its pages are ranked so highly in Google. User-written, it's not always reliable, but is usually a good place to start. It competes with the Encyclopedia Britannica, which isn't free. However, another traditional alternative is the HighBeam Encyclopedia, which searches more than 57,000 articles from the Columbia Encyclopedia. Otherwise Jim Martindale's Reference Desk, started in 1994, provides an astonishing collection of links to reference sources. For words, try Onelook, which indexes more than 7.5m words in 931 dictionaries. It also has a reverse lookup to find words from their meanings. Finally, Teldir (on the infobel site) has links to the world's online phone books.
en.wikipedia.org
encyclopedia.com
martindalecenter.com
onelook.com
infobel.com/teldir

wiki, wiki, wiki!!!!!!!


Science
Alphagalileo gives a view of public-facing science in Europe and is a counterpart to eurekalert, the American Association for the Advancement of Science's press announcements forum. Space.com remains fascinating for all things spacey. Nasa contains a wealth of information. The growing importance of climate change makes the RealClimate blog written by climate change scientists important.
alphagalileo.org
eurekalert.org
space.com
nasa.gov/home
realclimate.org

eurekalert é muito bom.


Search
Google continues to tighten its grip on our hunt for information (it now gets half of all searches) but that doesn't necessarily mean it's the best. Search can now encompass your hard drive, blogs (a separate category - see above), images, peer-to-peer and even what used to be out there. Blinkx remains unique with its focus on video, while Ask (now without Jeeves) has made great strides recently, though it only gets a tiny portion of searches.
google.co.uk
search.yahoo.com
search.msn.co.uk
blinkx.com
ask.com

quem adivinha?

GOOOOOOOGLE!


Social software
The browser has grown up: now it's the path to meeting people of similar interests and creating your own personal space online in a shared area. Social networks have become a cliche, but that hasn't stopped MySpace becoming the biggest site online. Bebo is popular, Habbo is more tuned to the kids, while Friendster and LinkedIn will appeal to the older user.
myspace.com
bebo.com
habbo.com
friendster.com
linkedin.com

haboo


Video
The crowds are all over at YouTube, the poster child of online video (a category too niche to merit mention two years ago; YouTube was founded in February 2005). But it's not the only place to find video. Revver offers a revenue-sharing system (people pay to watch your video, you get some cash). You can also start your own TV station at brightcove and currenttv. And Videojug has demonstrations of how to do lots of possibly useful tasks.
youtube.com
revver.com
brightcove.com
currenttv.com
videojug.com

google de novo: youtube


Virtual worlds
The key distinction from social sites like MySpace is that virtual worlds give you an avatar - your representation of yourself in the online world. The advent of broadband allied to faster machines has made them usable. When the BBC held a concert in Second Life, it seemed like an anomaly; then IBM's chief executive got an avatar, and suddenly everyone's there. Habbo Hotel is booming with teens. World of Warcraft has millions of users; Everquest, its own culture. Or you can play the Sims online. Whether an influx of new users will make these worlds more antisocial remains open.
secondlife.com
habbohotel.co.uk
worldofwarcraft.com
thesimsonline.com
eqplayers.station.sony.com/index.vm

secondlife! até o google criar uma, ou se acolpar a esta...


Zeitgeist
It's what everyone's talking about. Some of these sites appear above because they're the places to go to find out whatthe webworld is thinking. Watch them whizz by, but don't forget to breathe. YouTube is the moving picture of the web; Flickr the static one. Google Trends shows what the world's looking for; Digg, what it's found. And Technorati shows what it's writing about. youtube.com flickr.com google.com/trends digg.com technorati.com


Readers' suggestions
VideoJug (videojug.com). Videos on how to do everyday stuff such as tying a tie etc. (HiddenAway)
Slideshare (slideshare.net) . For sharing presentations; Best Tech Videos (bestechvideos.com). Very techie tutorial videos; TechXtra (techxtra.ac.uk). Has a long enough 'tail' to answer real queries. (RoddyM)
Online apps and desktops: Zoho (zoho.com); Cosmopod (cosmopod.com); eyeOS (eyeos.org). Online video editing: jumpcut.com. (hakluytbean)
Reevoo (reevoo.com) is a very handy site for people looking for honest feedback on products, as it only publishes reviews known to come from customers. (TechMonkey)

resumo: eu não vivo sem o google. Principalmente sem meus gAdGeTs!

sábado, 3 de maio de 2008

Analisa do Citigroup diz que união Microsoft e Yahoo é necessária, mas não suficente, para competir com Google.

O Google ampliou o seu domínio no mercado de buscas dos Estados Unidos, ultrapassando os 60% em participação de mercado, de acordo com dados da comScore de abril.

No mercado norte-americano, o Google passou de 59,8%, em março, para 61,6%, crescimento de quase dois pontos percentuais em um mês.

O número de buscas totais, que inclui todos os competidores, atingiu 10,5 bilhões em abril, uma queda de 2% sobre março.

Os principais competidores do Google tiveram queda em participação de mercado e no número de buscas em abril.

A participação de mercado do Yahoo caiu para 20,4% e o número de buscas teve queda de 6%. A Microsoft também viu seus dados piorarem: queda para 9,1% e de 5%, respectivamente.

Os dados da comScore de abril indicam que Microsoft e Yahoo não estão conseguindo parar o Google, que está bem posicionado para usar seu domínio em buscas para aumentar suas receitas e o lucro.

O analista do Citigroup Mark Mahaney escreveu que "enquanto o Google continua a aumentar sua participação de mercado, nós continuamos a acreditar que o um acordo Microsoft e Yahoo seria necessário, mas não suficiente, para competir efetivamente com o Google".

Juan Carlos Perez, editor do IDG News Service, de Miami

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Por dentro da empresa que dominou o mundo


Em apenas uma década, o fenômeno Google conquistou um em cada seis habitantes do planeta e tornou-se símbolo da empresa do século 21. Agora enfrenta o desafio de continuar a crescer sem perder sua cultura vencedora
Por Larissa Santana, de Mountain Viewexame

O silêncio impera nos corredores e escritórios dos 30 prédios que compõem a sede do Google, em Mountain View, uma das cidadezinhas que compõem o mítico Vale do Silício, na Califórnia. Apesar do cenário típico de parque de diversões para adolescentes -- pebolins, máquinas de fliperama e consoles do Wii estão espalhados por quase todos os andares --, os cerca de 9 000 funcionários que trabalham ali têm pouco tempo para se divertir durante o expediente. Vestidos quase sempre com jeans, camiseta e tênis, esses jovens vindos de diversas partes do mundo raramente conseguem desgrudar os olhos de seus computadores. Alguns estão tão atarefados que chegam a pendurar uma placa nada receptiva com a ordem "Keep out"(ou "Fique fora") na entrada de suas baias ou salas. Os googlers, como são conhecidos os funcionários da corporação mais descolada do mundo, estão ocupados demais em fazer girar o motor de uma empresa cujas vendas cresceram mais de 1 000% nos últimos cinco anos. As partidas de pingue-pongue ou vôlei de praia podem esperar o final do expediente...

Desde que nasceu, de um projeto acadêmico de Larry Page e Sergey Brin -- em 1998, eles eram doutorandos da Universidade Stanford --, o Google tornou-se um fenômeno sob várias perspectivas. Page e Brin não foram os primeiros a pensar num sistema de busca de informações online (já estavam no páreo Yahoo!, AltaVista e Lycos, por exemplo). Mas eles conseguiram criar modelos matemáticos que fizeram de seu produto o melhor em comparação com o que a concorrência oferecia. No oceano caótico de informações da internet, o Google conseguia estabelecer ordem, colocar prioridades.

Page e Brin também inovaram -- e essa palavra cabe aqui como nenhuma outra -- ao mudar a dinâmica da publicidade online com os links patrocinados, anúncios exibidos na lateral de suas páginas, separados dos resultados de busca, e em uma rede de sites parceiros. Como esses anúncios aparecem de acordo com os termos buscados pelos internautas, os anunciantes têm acesso a consumidores diretamente interessados em seus produtos -- e só pagam ao Google quando alguém clica em seus links. Graças a esse formato, o Google tornou-se ao mesmo tempo um gigante da tecnologia e um colosso de mídia, com faturamento superior a 16 bilhões de dólares. E o mercado anunciante, antes restrito a um grupo de empresas, ganhou dimensões inimagináveis, acolhendo desde uma montadora como a GM até a São Bento Manutenção e Obras, pequena empresa de São Paulo que oferece serviços de chaveiro, pintor e marceneiro.

Hoje, mais de 1 bilhão de pessoas usam os produtos do Google para achar informações na internet -- o que representa a proporção de um em cada seis habitantes do planeta. Sua influência na vida cotidiana dessa multidão é tamanha que o termo Google já virou verbo em dicionários de inglês, alemão, finlandês e japonês. Em português corrente, pesquisar na internet já se transformou em "googlar". (A palavra que deu origem ao nome, "googol", significa o número 1 seguido de 100 zeros, e foi criada por uma criança, um sobrinho do matemático americano Edward Kasner.) Segundo a consultoria Interbrand, a marca da empresa foi a que mais se fortaleceu em 2007, alcançando valor estimado em 17,8 bilhões de dólares e a 20a posição no ranking das mais valiosas do mundo. A expansão acelerada tornou o Google um dos maiores mercados abertos de trabalho de que se tem notícia. Em média, são contratadas 16 pessoas por dia -- atualmente a empresa emprega 17 000 funcionários em 37 países.


Tudo isso aconteceu em apenas uma década. A combinação de inovação, tecnologia pura, relação íntima com os consumidores, rapidez, informalidade, reputação e crescimento meteórico baseado na conquista das melhores cabeças espalhadas pelo mundo transformou o Google no símbolo do que é a Empresa (assim mesmo, com letra maiúscula) do século 21. Construir uma companhia inovadora é difícil. Mantê-la assim, quando se tem uma estrutura gigantesca nas mãos e uma miríade de interesses conflitantes para acomodar, é quase impossível. "Preservar a cultura da nossa empresa enquanto crescemos é definitivamente um de nossos maiores desafios", disse a EXAME Eric Schmidt, principal executivo do Google desde 2001 (leia entrevista na pág. 28).

Outras empresas, algumas vizinhas ao Google no Vale do Silício, já enfrentaram o mesmo dilema -- nem sempre com sucesso. O paralelo mais próximo dessa transformação talvez seja a trajetória da Microsoft, que após décadas de crescimento inacreditável sentiu o peso do gigantismo sobre sua capacidade de se renovar. A empresa de Bill Gates mudou o mundo de forma incontestável, fez de nerds milionários, arruinou concorrentes. Mas, com o tempo, entrou num círculo vicioso que começa e termina na perda de talentos e na dificuldade de inovar na era da internet. Foi esse cenário que levou a Microsoft a, recentemente, fazer uma oferta de 44,6 bilhões de dólares pelo Yahoo!, numa tentativa de comprar o conhecimento necessário para duelar com o Google daqui para a frente.

Se Google não colaborar, CPI pode fechar Orkut, diz senador

DIÓGENES MUNIZ
Editor de Informática da Folha Online
FELIPE MAIA
da Folha Online

Executivos do Google no Brasil depõem na manhã desta quarta-feira (9) à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia, instalada no Senado no mês passado. De acordo com o presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), caso a companhia não colabore com as demandas que serão apresentadas, há possibilidade do Orkut sair do ar. Entre os advogados que defenderão o Google, dono da rede social, está o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça).

"Já avisamos que a CPI tem poder de Justiça e poder de polícia", diz Malta, que conversou com Bastos nos últimos dias, por telefone. Os dois devem se encontrar pela manhã, antes do depoimento de Alexandre Hohagen, diretor-presidente da empresa, e Felix Ximenes, diretor de comunicação. "O ex-ministro me disse que eles estão dispostos a cooperar. Mas queremos mostrá-los que essa conversa de cooperação não é uma esmola para nós, não. Embora a empresa seja norte-americana, eles têm que entender que isso aqui tem lei."

O Google é cobrado pela Justiça e pela Polícia Federal por não colaborar com investigações sobre pedofilia na internet. De acordo com os investigadores, a empresa se nega a divulgar o nome de internautas que divulgam conteúdo de pornografia infantil na rede.

"Se eles não tiverem a disposição de cooperar nós teremos que chegar a qualquer medida, ainda que seja uma medida extrema como essa [tirar o Orkut do ar no Brasil]", afirma Malta. Os senadores cogitam fazer ainda uma acareação, colocando frente a frente Sergio Suiama, procurador do Ministério Público Federal de São Paulo, e Alexandre Hohagen, presidente do Google no país.

Ultimato
A última polêmica envolvendo a Justiça e o site no Brasil diz respeito a um novo mecanismo de privacidade do Orkut. Desde o ano passado, os usuários podem "trancar" seu álbum e a página de recados, deixando o acesso restrito a amigos adicionados no perfil.

Na visão do Ministério Público, a ferramenta, que é uma proteção dada aos usuários contra xeretas, encobre crimes de pedofilia. Criminosos estariam usando o "cadeado" do álbum para compartilhar pornografia infantil sem serem vistos por outros usuários e pelas autoridades.
De acordo com a ONG Safernet, houve 3.261 álbuns de fotografia do Orkut denunciados por esse tipo de prática.


Para Sergio Suiama, procurador do Ministério Público Federal de São Paulo, o Google age com "prepotência" perante a lei e os usuários brasileiros. Segundo ele, a empresa simplesmente se nega a colaborar com as investigações.

"Em questões mínimas eles respondem com negativas. Há todo um sistema na Justiça federal gastando tempo e dinheiro para solucionar problemas que eles mesmo criaram. Falta uma resposta efetiva para isso", afirma.

Para o procurador, a empresa precisa ser obrigada a revelar dados de criminosos no Orkut, com informações como logs de acesso, dados do usuário e fotografias que estavam no site e constituem casos de pedofilia ou crimes de ódio contra certas parcelas da população. "Nossa sugestão para a CPI é que os senadores quebrem o sigilo de criminosos no Orkut", afirma ele, que é coordenador do Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos da instituição.

Vale do Silício começa a sentir a desaceleração econômica dos EUA


Matt Richtel e Brad StoneEm San Francisco (New York Times)

Os preços dos imóveis residenciais no Vale do Silício permanecem desafiadoramente altos. Novos BMWs e Saabs cruzam o corredor da Rodovia 101. Mas pela primeira vez há sinais de que a desaceleração econômica está afetando o berço de tecnologia e inovação do país.

O crescimento do emprego diminuiu, novas empresas estão contratando e gastando com maior cautela e os investidores que nutrem as novas empresas com dinheiro e experiência estão se tornando mais frugais.

A maioria dos investidores, empreendedores e inovadores que montam empresas no Vale o faz na esperança de lançar suas ações no mercado ou vendê-las -as oportunidades que as pessoas aqui chamam de saídas. Mas com o pessimismo que toma conta dos mercados financeiros e o clima de negócios, saídas são difíceis de encontrar.

Durante os primeiros três meses do ano, apenas cinco empresas apoiadas por investidores de capital de risco tiveram ações lançadas em Wall Street, disse a Associação Nacional de Capital de Risco na semana passada, em comparação a 31 no quarto trimestre do ano passado e próximo do ponto mais baixo do estouro da bolha pontocom.

Também há uma queda acentuada na aquisição de novas empresas por corporações maiores. A Microsoft está causando alvoroço com seu esforço para comprar a Yahoo, mas fora isso as coisas estão calmas. Houve apenas 56 aquisições nos primeiros três meses do ano, em comparação a 83 no quarto trimestre.

Com as opções cada vez mais fora da mesa, os investidores devem gastar dinheiro e tempo estimulando -ou salvando- as empresas existentes em vez de construindo novas.

"Nós estamos controlando rigidamente as despesas", disse Jim Breyer, sócio-diretor da Accel Partners, uma empresa de capital de risco. A firma é uma investidora da Model N, uma empresa de software que recentemente retirou seu registro para abertura de capital por causa das condições de mercado desfavoráveis. Breyer disse que a empresa esperará até o quarto trimestre, no mínimo, para tentar de novo.

"Ninguém sabe por quanto tempo vai durar a desaceleração", disse Breyer.

Se durar por todo este ano, ele disse, "será bem mais do que uma inconveniência para todas as empresas". O mercado inóspito para abertura de capital e aquisições está afetando não apenas o ambiente de inovação, mas também o estilo de vida de seus participantes.

"Menos dinheiro ingressando no Vale significa menos dinheiro para compra de imóveis, para ir a restaurantes caros, para gastar em produtos de consumo e férias", disse Hans Swildens, fundador e presidente da Industry Ventures, uma firma de investimento que compra participações em novas empresas que precisam de injeção de capital.

O sentimento geral no Vale do Silício é de que ainda não chegamos nesse ponto, mas a realidade é que já chegamos", disse Swildens. "Já começou."

A região sente como se estivesse à beira de uma mudança de humor. Por um lado, seus cidadãos dizem se sentir afortunados por trabalharem em um segmento da economia e viver em uma região que foram menos atingidos do que outras partes do país. Eles também expressam uma confiança teimosa na migração inexorável para a Internet e o papel que as empresas de tecnologia terão nesta transição.

E eles afirmam que não estão sentindo nada parecido com a dor que se seguiu ao estouro da bolha pontocom, que levou a grandes demissões, um êxodo de talento, um colapso do mercado de imóveis comerciais e uma queda significativa do investimento em novas empresas.

Mas após se reerguer com persistência do estouro da bolha pontocom, o Vale se vê novamente diante de condições adversas. Nas empresas "blue chip" da área, o desempenho das ações está ruim com a desaceleração do crescimento. As ações da Google caíram cerca de 31% neste ano; a Apple teve queda de 21%. O índice composto Nasdaq, com foco em tecnologia, teve queda de 11,4% neste ano.

Entre as ações de empresas apoiadas por capital de risco que abriram o capital no ano passado, apenas 28% estão acima do preço de lançamento, em comparação a cerca de 50% em um ano típico e 70% em boas condições de mercado, segundo a Associação Nacional de Capital de Risco.
Novas empresas estão atingindo obstáculos em seu caminho para os mercados de capital. A Upek, uma empresa em Emeryville, Califórnia, que produz chips de computador e software usado para reconhecimento de impressões digitais, se registrou em maio passado para lançar suas ações no mercado. Ela então começou a estimular o entusiasmo do investidor e estava conseguindo progresso. Mas em 4 de março, ela retirou seu registro.

Em Wall Street "repentinamente não havia mais apetite por empresas em crescimento", disse Eric Buatois, sócio geral da Sofinnova Ventures, uma firma de investimento em empresas em estágio inicial que financiou a Upek.

A Upek já dá lucro, mas sem a injeção de capital do lançamento das ações, disse Buatois, ela adiará novos produtos, limitará o número de projetos em andamento e contratará menos agressivamente.

"Você encolhe seus planos de expansão", disse Buatois.

A Upek conta com 30 funcionários na Califórnia e outros 80 ao redor do mundo; seu departamento de manufatura fica em Cingapura, o desenvolvimento de hardware na Itália e o desenvolvimento de software fica em Praga. Ela também realiza 80% de suas vendas no exterior.
A natureza global da Upek, que é compartilhada por um número crescente de novas empresas no Vale do Silício, é uma faca de dois gumes em meio à desaceleração econômica. No lado positivo, as vendas no exterior estão isolando a empresa de algumas das condições econômicas adversas nos Estados Unidos.

Mas por causa de seus funcionários fora do país, ela paga um preço caro e inesperado em conseqüência da desvalorização do dólar.

"O maior impacto é causado pela queda livre do dólar", disse Buatois. Ele disse que os custos para a empresa aumentaram de 10% a 20% nos últimos três trimestres. "Mas o preço do produto não está subindo."

O murchar da economia nacional também parece ter um impacto na quantidade de dinheiro que os investidores de risco estão dispostos a aplicar.

Em 2007, os investidores em empresas em estágio inicial -os chamados "anjos"- colocaram US$ 26 bilhões em novas empresas, segundo o Centro de Pesquisa de Capital de Risco da Universidade de New Hampshire. Esse número não apresentou nenhum aumento em relação ao ano anterior, após grandes aumentos anuais desde 2003, quando o Vale começou a se reerguer do estouro da bolha.

"Desde a retomada, este é o primeiro ano sem aumento", disse Jeffrey Sohl, o diretor do centro. Ele disse que o dinheiro estava sendo disseminado em mais novas empresas, o que significa que o valor médio investido em empresas individuais pelos anjos caiu de cerca de US$ 500 mil para US$ 450 mil.

"Não é uma crise de confiança, mas é mais uma abordagem cautelosa", disse Sohl sobre o ponto de vista dos investidores, que ele disse que também podem dispor de menos dinheiro para investir em novas empresas, já que a queda do mercado reduziu seu capital.

A cautela provavelmente atrapalhará o crescimento do emprego. O Centro para o Estudo Contínuo da Economia da Califórnia projeta que haverá 10 mil novas vagas de trabalho na região neste ano, em comparação a 17.700 no ano passado e 25 mil em 2006.

Outra questão financeira aparentemente não relacionada mas potencialmente crucial vem da paralisia do mercado para os chamados títulos auction-rate (título de taxa variável com dividendo redefinido por leilão). Estes são investimentos que indivíduos e empresas usavam para aplicar dinheiro por um curto prazo, cientes de que poderiam resgatar rapidamente os fundos.

Muitos capitalistas de risco faziam uso desses investimentos, mas agora se vêem incapazes de resgatar seu dinheiro, o que por sua vez está ameaçando a capacidade deles de pagar as contas em suas novas empresas.

Mas o espectro mais problemático para a economia de alta tecnologia é o mercado de ações estagnado e seu impacto na capacidade de investidores e empreendedores de lançarem novas ações, seja para lucro pessoal como para levantar dinheiro para a continuidade do desenvolvimento de seus negócios.

No final do quarto trimestre, havia 60 empresas financiadas por capital de risco registradas para abertura de capital. No final do primeiro trimestre, 38 estavam registradas. E de lá para cá algumas retiraram seu registro, disse Mark G. Heesen, presidente da Associação Nacional de Capital de Risco.

"Foi quão rapidamente a situação mudou", disse Heesen, acrescentando: "Não são boas notícias e não estamos tentando dourar a pílula".

Isto causa um impacto, ele disse. "Para o Vale do Silício, significa menos novas empresas financiadas, menos empreendedores financiados, menos empregadores com esperança de se tornarem o próximo grande empregador."

Tradução: George El Khouri Andolfato

sexta-feira, 21 de março de 2008

Conselho Central dos Judeus alemão ameaça processar YouTube

O Conselho Central dos Judeus na Alemanha anunciou que pretende processar a empresa norte-americana Google, que, segundo seu secretário geral Stephan Kramer, teria se tornado "cúmplice de ódio racial e discriminação" através de sua plataforma de vídeos YouTube. O órgão entrou com pedido de ação cautelar em um tribunal de Hamburgo.

Segundo Kramer, "a extrema direita utiliza o YouTube freqüentemente como plataforma". Como exemplo, ele menciona um vídeo que permaneceu acessível durante meses no site, no qual uma imagem do falecido ex-presidente do conselho, Paul Spiegel, é queimada com suásticas ao fundo. Kramer lamenta que a empresa não dê sinais claros de que esteja agindo eficientemente contra isso.

O Google, no entanto, nega as acusações. "Estamos cientes de nossa responsabilidade", disse o porta-voz Kay Oberbeck em um evento em prol de uma campanha contra o neonazismo. A empresa argumenta que há anos coopera com uma associação alemã de empresas multimídia para o controle de material ilícito na rede e que possui tecnologias que evitam que vídeos banidos do serviço sejam visualizados novamente.

Kramer pede que a empresa contrate mais funcionários para buscar minuciosamente por vídeos de conteúdo duvidoso em sua oferta. Ele citou como modelo a cooperação com o portal de leilões virtuais eBay. (rr)

domingo, 28 de janeiro de 2007

Observando o Google


este artigo foi escrito em 2004, antes do vínculo do Google e do Orkut (um produto Google) pela conta Google.


Introdução

Foi assunto no The New York Times. O presidente da Biblioteca Nacional Francesa, Jean-Noel Jeanneney se alarmou em dezembro de 2003, quando soube do projeto da Google Inc, detentora do mecanismo de busca Google: pretende-se digitalizar 15 milhões de livros em inglês e disponibilizá-los como arquivos digitais na Internet. Para Jeanneney, tamanha manobra fortaleceria ainda mais o poder americano de comandar a agenda cultural global. O projeto, denominado Google Print faz parte de uma significativa cadeia de interesses do Google no meio acadêmico: há também o Google Scholar[1] voltado especificamente para a “varredura” de textos acadêmicos. O presidente da França, Jacques Chirac se reuniu, em maio de 2004, com ministros da União Européia para discutir a viabilização de um projeto semelhante para as grandes bibliotecas da França e da Europa.

Este debate se inicia alicerçado num polêmico tema: deter informação (inclusive digital) é deter poder? Quais os limites desta detenção? A quem se dirige? O que é visibilidade e invisibilidade de informação na rede? Uma parte significativa da informação disponível na Internet permanece invisível, mesmo ao mais utilizado motor de busca, o Google, o que revela hiatos entre os formatos da informação disponível e o acesso a esta, pelos mecanismos de busca. O que esta “invisibilidade” narra? O que torna um site invisível a um motor de busca? Como esta acessibilidade/invisibilidade narra a relação de poder/saber presente na rede? Como as regularidades nos resultados de busca descrevem formas de dominação?

O fenômeno Google, inserido no contexto em que a produção, a legitimação e a reprodução da “cultura de massa” ganha proporções gigantescas, na medida em que se torna digital, pode oferecer pistas valiosas de como esta “cultura de massa ameaça não só cretinizar o nosso gosto, mas também brutalizar nossos sentidos, ao mesmo tempo que abre caminho para o totalitarismo’( Rosenberg 1973:22). Ser considerado um bom resultado no Google é, para um site, ter um valor reconhecido. Nesse ponto, citando Dumont, “adotar um valor é introduzir hierarquização”, é preciso discutir: como o Google cria esta hierarquização, e como se vale dela? O que este mecanismo de busca, atualmente o rosto mais conhecido de uma empresa, sediada na Califórnia, grande recrutante de “talentos” de Zurique a Bangalore, como ela mesmo afirma na página do portal em que descreve a “cultura Google[2]”.

Como uma ferramenta de busca gerou uma “cultura”? Que elementos simbólicos o Google incorporou para produzir não apenas capital econômicos, mas uma extensa produção mitológica: há inclusive uma Igreja Googleana das Informações Urgentes[3], um site anedota, que explicita a importância e a rede de significados que este sistema de busca desenvolveu ao longo de sua criação.

Para viabilizar uma problematização destas questões diversas informações foram analisadas: passam por pontos da trajetória do mesmo[4], sua configuração de busca, matérias disponibilizadas acerca do mesmo, os textos de auto-descrição de seu portal, e outros elementos textuais que fazem dele seu objeto: como listas de discussão, comunidades, páginas pessoais. A discussão pretende pensar como as relações presentes entre os links são lidas pelo Google como relações sociais digitalizadas, e como estas espelham mecanismos de determinação, hierarquias, controle e integração social. O Google se autodenomina como uma ferramenta honesta e simples para ordenar a Web. Para quem, e com que finalidades se presta esta organização. Meu desejo é que este texto contribua para a possibilidade desta discussão.


A história do Google

A história do Google principia 1995: na Universidade de Stanford, dois estudantes, Sergey Brin e Larry Page, concebem um sistema chamado BackRub, durante sua pesquisa de doutorado em ciência da computação. Os quartos de ambos serviriam, num primeiro momento, ao embrião do buscador recém-nascido, pelo qual interromperiam seus estudos temporariamente. A tentativa era de responder a um grande hiato dos mecanismos de busca, que, até então se limitavam a varrer a rede localizando as palavras desejadas pelo internauta, sem, no entanto, distinguir a informação “legítima”, ou seja, “de qualidade e autoridade” do restante, usualmente denominado “lixo digital”. Ou seja, antes da “Era Google”, a possibilidade de se encontrar no Yahoo, em sua antiga forma (que sofreu modificações posteriores para tornar-se mais competitivo com o Google), a academia de esportes do seu bairro e a Academia Brasileira de Letras, era praticamente a mesma, se no campo da busca se digitasse somente o termo academia.

Queixava-se, portanto, da falta de um método de validação do conteúdo. Alguns mecanismos[5] foram criados neste sentido, mas as regras que determinavam o ''prestígio'' de um site na Internet não foram dinâmicas o suficiente para acompanhar o crescimento exponencial da rede, nem para capturar a dinâmica própria de legitimação na rede: um site sem importância, num momento, pode passar, rapidamente, a se destacar como “referência” na internet. Tal processo também se desenvolve em sentido contrário, e isso implicava numa mobilidade conceitual para qual os mecanismos não estavam preparados.

Pensando nesta defasagem, Sergey Brin e Larry Page criaram o BackRub: um robot de busca que se utiliza de um sistema, denominado PangeRank[6] que atribui para cada na web uma ‘nota”. Este princípio de classificação das páginas, valida as páginas por uma “hierarquia de links”. Links direcionados por uma “página importante” representam um voto maior, uma melhor classificação. Segundo dados do próprio Google, o sistema PageRank

“confia na natureza excepcionalmente democrática da Web, usando sua vasta estrutura de links como um indicador do valor de uma página individual. Essencialmente, o Google interpreta um link da página A para a página B como um voto da página A para a página B. Mas o Google olha além do volume de votos, ou links, que uma página recebe; analisa também a página que dá o voto. Os votos dados por páginas "importantes" pesam mais e ajudam a tornar outras páginas "importantes."

Esta avaliação de “importância” classifica um site com uma nota, variável de 1 a 10. Assim, os sites oficiais de “grandes” empresas, entidades ou instituições como Nasa, recebem nota dez, e os links que eles atribuírem à outras páginas, na Internet, serão significados pelo Google como valor. É neste universo de páginas, classificado em ordem decrescente de PageRank, que o Google executará a busca digitada pelo usuário. É interessante observar que esta “regra” não vale para todos: o portal da UNICAMP, para citar um exemplo, possui PageRank (da URL) nota 7. O da USP, a versão digital da Folha de São Paulo e o da Globo também recebe a mesma avaliação[7]. O maior provedor de Internet em número de assinantes, o UOL, recebe uma nota 6. O canal de bate-papo do UOL, cujo tráfego inclui milhares de internautas é avaliado em cinco. Em sites de domínios estrangeiros, outros números supreendem: o site do Louvre recebe nota 8, dividindo com o estadunidense Sony, a mega multinacional de entretenimento e eletrônicos e o site oficial do Vaticano a mesma nota.

O Google se descreve como

“um meio fácil, honesto e objetivo de encontrar websites de boa qualidade com informações importantes para a sua pesquisa”. Numa descrição acerca dos motivos pelos quais deve ser utilizado afirma: “Google traz a ordem para a web.”

E ainda
“A intenção do Google é colocar ordem no caos da informação. Isso é o que um serviço de busca deve ser, não um simplesmente um diretório, ou uma lista de resultados que foram vendidos pelo maior lance, mas um método coerente de organizar a Internet de acordo com a sua estrutura. Com o Google os usuários podem pesquisar mais de 1 bilhão de URLs. O índice do Google, o qual contém mais de 1 bilhão de URLs, é o primeiro do seu tipo e representa uma coleção detalhada das páginas mais úteis da Internet.”

Garantir visibilidade no Google é, portanto, garantir legitimidade de qualidade, utilidade, importância. É garantir ainda que estas foram atribuídas de forma honesta, democrática, matemática, e, portanto “científica”.

Surge então um mercado: sites, revistas especializadas, livros textualizam “dicas” de como “crescer” em PageRank. Se “to google” um verbo criado na cultura estadunidense significa pesquisar com eficiência, PageRank, significa acesso: se alto, garantido. Estas “dicas” dividem-se em dois grupos: as que viabilizam notas maiores de PageRank sem levar em conta os links de outras páginas importantes, e as que consideram a segunda hipótese. As sugestões mais comuns no primeiro grupo são: acrescente palavras chaves no título do site[8], e também na URL do site; evite elementos ocultos, como texto branco em fundo branco, descreva imagens com as palavras chaves, utilizando as tags de descrição de imagem ( e ). Outras informações importantes: o Google preferência as páginas mais antigas, as que tem maior número de atualizações, com muitas páginas e pouca informação (texto) por página. No segundo grupo de sugestões alude-se, em geral, que se busque ser linkado pelos sites que possuem maior PageRank, porque seu “voto” vale mais. É importante estar listado em sites de busca, porque se um site é achado por um outro mecanismo de busca ele também recebe mais pontos. Note-se as informações implícitas: os outros robots de busca têm sua importância (e sobrevivência) garantida, e boas relações com os sites do podium PageRank são necessárias. Hierarquizar, organizar, validar, legitimar: a prática Google circunscreve um paradoxo: um site aparece no Google porque tem importância, ou tem importância porque aparece no Google?

O próprio nome Google, cuja pronúncia em português é "gugol", um trocadilho com o termo Googol, criado pelo matemático Milton Sirotta para representar o número 1 seguido de 100 zeros (ou 10 elevado a 100) descreve a idéia sugerida pelo buscador, visando

“refletir a missão da empresa: a de organizar a enorme quantidade de informações disponíveis na Internet.”

A Google Inc., a empresa administradora do Google, oferece serviços na rede: os anúncios Google, denominados de Google AdWords, oferece a “oportunidade” de receber “clientes direcionados” por links no mecanismo de busca. A empresa paga por link clicado, que resultaria numa visita efetiva ao seu site institucional ou de vendas. Um outro produto, o Google AdSense, oferece anúncios contextuais relacionados ao conteúdo dos sites, que serão remunerados por exibi-los. É interessante pensar o panorama de lançamento destes produtos: ao abrir seu capita em agosto de 2004, na Nasdaq, a companhia vendeu 19,6 milhões de ações por US$ 85 cada. Desde então, cada papel chegou a ser comprado por US$ 185[9]. A “cultura” Google descreve seu milagre, a empresa que nascera nos quartos universitários de Sergey Brin e Larry Page torna-se a milionária empresa, garimpadora de talentos e sinônimo de um excelente lugar para se trabalhar[10]. Além disto, visando ampliar seu poder de penetração na internet, o Google adquiriu o mais conhecido dos editores de blogs, o Blogger, que já ultrapassou a casa dos dois milhões de usuários, e a mais famosa lista de discussões, a UseNet, com mais outros tantos milhões de internautas cadastrados. Criou um indexador de imagens Picasa e um provedor de e-mail gratuito: o Gmail[11]. Está por trás do Orkut, a febre que indexa pessoas pelo mundo afora. O que aconteceria se para utilizar-se de toda esta ampla quantidade de informação algum valor começasse a ser cobrado? Ou ainda, que o acesso fosse restringido a pessoas escolhidas por algum “google motivo” ou um outro algoritmo, um “PersonRank”?








[1] http://scholar.google.com
[2] Disponível e, http://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.google.com/corporate/software_principles.html&prev=/search%3Fq%3Dgoogle%2BCorporate%2BInformation%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26sa%3DG
[3] Cf. http://www.pintura.com.br/deusgoogle/ Deus, neste site, é o Google.
[4] Brin, Sergey. The Anatomy of a Large-Scale Hypertextual Web Search Engine. Disponível on-line em http://www-db.stanford.edu/~backrub/google.html
[5] Entre os mecanismos que tentaram criar índices de qualidade dos sites, por meio de classificações, como estrelas, e outras formas de pontuação, estiveram, por exemplo, o Magellan, o Excite, uma nova forma do Yahoo!, e o Cadê.
[6] O algoritmo PageRank é uma extensão da idéia de contagem de links, com algumas diferenças: os links não são considerados todos iguais; é feita uma normalização do número de links em cada página. O PageRank é definido da seguinte forma: “Assumimos que existam páginas T1, T2, ..., Tn que contenham links apontando para a página A (ou seja, as páginas T fazem citações à página A). O parâmetro d é um fator redutor que pode assumir valores entre 0 e 1; nós usamos normalmente d como 0.85 (...) C(A) representa o número de links que existem na página A. O PageRank da página A é dado pela expressão: PR(A) = (1-d) + d [PR(T1)/C(T1) + PR(T2)/C(T2) + ... + PR(Tn)/C(Tn)] Observe que os PageRanks formam uma distribuição de probabilidades através de páginas web; assim a soma dos PageRanks de todas as páginas web é igual a um.” Cf. Brin, Sergey. The Anatomy of a Large-Scale Hypertextual Web Search Engine. Disponível on-line em http://www-db.stanford.edu/~backrub/google.html (A tradução do texto é minha.)
[7] Para calcular o PageRank basta baixar uma ferramenta, fornecida pelo próprio Google, ou consultar a mesma disponibilizada em algum site. Utilizamos a oferecida em http://www.supertrafego.com/google_pagerank.asp
[8] Entre as tags . A linguagem html, predominante na construção de sites, utiliza-se de tags para marcar o texto. Cada conjunto de tags determina o início e o fim de uma marcação.
[9] Fonte: Globalink. Disponível em http://www.wnet.com.br/sec_noticias.php?s=7&id=11747
[10] Veja em http://www.google.com/jobs/reasons.html, “dez motivos para você desejar trabalhar na Google” e em http://www.google.com/jobs/benefits.html uma lista dos benefícios oferecidos. A companhia privada anunciou, em junho de 1999, ter assegurado $25 milhões em consolidação de dívida flutuante de patrimônio líquido. Seus sócio incluem Kleiner Perkins Caufield & Byers e Sequoia Capital.
[11] Em gmail.google.com está o webmail com 1 Gb de armazenamento, obrigando aos concorrentes aumentarem a banda oferecida de graça para as mensagens dos usuários.