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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Direto do Blog do Fórum da Liberdade


*Por Maurício Filippon
Tenho contato com acesso a internet no Brasil desde os tempos da antiga RNP (Rede Nacional de Pesquisa), através da rede da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), quando a internet ainda não era explorada comercialmente no País – isso já faz mais de quinze anos. Com o passar do tempo, a evolução e exploração da internet foi meteórica e absolutamente inacreditável: portais de informações, chats, redes de relacionamentos, mecanismos de busca instantânea, blogs, lojas on-line, cidades virtuais e mais tudo o que a imaginação permitiu foi feito nesse ambiente. E o que explica o porquê de tantas inovações, muitas delas revolucionárias, da qual dependemos hoje em dia para termos uma vida atualizada, facilitada e produtiva – inovações que foram criadas e estão à disposição de todos que possuem uma conexão e um microcomputador ou qualquer outro dispositivo que converse com a rede mundial de computadores? Bom, eu explico o motivo:
A internet é um meio livre, no qual a liberdade pode ser exercida em toda a sua essência: qualquer pessoa, dependendo unicamente de suas capacidades, pode criar o que bem imaginar e colocar, à disposição de todos, seja um blog, seja uma ferramenta de trabalho, utilizando recursos de imagens, áudio e vídeo. Não depende de mais nada. Sua criatividade pode ser exercida e colocada à disposição de todos, como seu criador julgar melhor.
Tal liberdade deixa qualquer governo incomodado, por mais liberal que seja. Acreditam que têm o direito e o dever de controlar o meio, para impedir o mau uso dele, pregando que se trata de uma ferramenta que pode ser nociva se mal utilizada – e é dever dele, governo, regular isso. Mas não é verdade. O fato é que existe receio por parte dos governos de que tal liberdade possa causar movimentos que desagradem aos governantes, principalmente no campo das ideias. É o que acontece com o controle de navegação em países como China e Cuba, por exemplo, onde o acesso ao conteúdo é extremamente restrito e monitorado.
Realmente, o poder de uma ferramenta como a internet é incalculável, tanto para o bem como para o mal. Jamais ela será totalmente voltada para benfeitorias enquanto seus usuários fizerem mau uso dela. Contudo, limitar acessos e controlá-la, ao meu ver, fica totalmente fora de questão. Faço aqui um paralelo com a condução de um veículo: quando mal utilizado, pode causar uma tragédia, seja acidental, seja propositada. Imagine se nossos veículos tivessem trajetória e velocidades pré-estabelecidas, as quais não pudéssemos alterar; veja o quanto estaríamos limitando uma ferramenta cujo maior atrativo e potencial é que cada usuário determine o seu melhor uso, em benefício próprio – e isso implica, obviamente, na responsabilidade em mesma magnitude que a utilidade que tal meio representa.
O que precisamos, na verdade, é de cada vez mais termos bons usuários para a internet, pessoas cada vez mais educadas e instruídas, base para o desenvolvimento de qualquer povo ou nação. Pessoas que produzam, que criem, que contribuam para o aumento do conhecimento global. Conforme a visão de Hayek, o verdadeiro conhecimento está pulverizado no mundo, e esse conhecimento jamais será concentrado em poucos. A internet é um reflexo disso: milhares e milhares de computadores, ligados entre si, de forma descentralizada, formam hoje o maior poder computacional do mundo. E além disso, a internet é o meio que julgo beirar a perfeição para a conexão do conhecimento – antes muito mais fragmentado, com maior dificuldade para se ligarem as peças do quebra-cabeças do conhecimento. Portanto, a internet propicia que inovações cada vez melhores possam surgir em nossas vidas. O caminho realmente não está em controlar e tolher acessos à internet, mas sim em permitir e garantir que ela seja um ambiente completamente livre para o acesso à informação, para a produtividade e para o desenvolvimento.
*Fundador e diretor da Done TI e associado do Instituto de Estudos Empresariais (IEE)

sábado, 8 de março de 2008

Comitê da ONU constata persistência de racismo em diversos setores dos EUA

Genebra - O racismo e a discriminação a certas minorias étnicas continuam em diversos setores dos Estados Unidos, do acesso à moradia e à escola até a justiça, segundo as conclusões divulgadas hoje pelo Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial.

O documento afirma que minorias como os afro-americanos e os hispânicos "estão concentrados de forma desproporcional em áreas residenciais pobres caracterizadas por condições de moradia inferiores, com oportunidades limitadas de emprego, acesso inadequado à saúde, escolas mal dotadas e alta exposição ao crime e à violência". O comitê, por isso, pede para que o Governo americano intensifique seus esforços para reduzir "o fenômeno da segregação residencial baseada na origem racial, étnica ou natural".

Getty Images

Estudante barrado em universidade dos EUA nos anos 60, quando conflitos raciais se agravaram no país


O organismo da ONU se diz preocupado com "a persistência de uma segregação racial nos colégios públicos" e pede a análise das causas deste fenômeno para elaborar estratégias efetivas para seu fim.O texto também constata discriminação racial no sistema de justiça criminal, com um desproporcional número de pessoas pertencentes a minorias entre a população reclusa, "o que se deve supostamente ao tratamento mais severo que estes acusados, especialmente os afro-americanos, recebem em vários períodos do processo criminal". Também critica o "diferente impacto" que teve o furacão Katrina, em 2005, nos residentes afro-americanos de baixa renda, "muitos dos quais continuam desabrigados mais de dois anos depois" do desastre natural.Por isso, pede à administração que aumente seus esforços para facilitar o retorno dos desabrigados a seus lares ou lhes garanta o acesso à moradia.

A discriminação racial nos EUA afeta também a população indígena, segundo o comitê, que se mostra preocupado pelas informações sobre "atividades - como testes nucleares e armazenamento de produtos tóxicos - realizadas ou planejadas em zonas de significado espiritual ou cultural para os nativos americanos". Durante os dias em que o Comitê estudou o caso americano, diversas ONGs e grupos defensores dos direitos humanos criticaram a atitude da delegação oficial dos EUA, composta por vários funcionários enviados por Washington, de negar que as desigualdades que existem no país sejam causadas pela discriminação racial.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/0,,PIO341884-5602,00.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/03/07/comite_da_onu_constata_persistencia_de_racismo_em_diversos_setores_dos_eua_1220493.html