segunda-feira, 4 de abril de 2011

Charter of Human Rights and Principles for the Internet

Welcome to the dedicated website for the Charter of Human Rights and Principles for the Internet and related 10 Rights and Principles for Internet governance. Both of these initiatives have been developed by the Internet Rights and Principles Dynamic Coalition (IRP), an open network of individuals and organisations working to uphold human rights in the Internet environment.
You can use this site to download the 10 Internet Rights and Principles - a set of international standards that must be upheld in order to protect and advance human rights online. Use the flyer to raise awareness and push policy makers to make human rights a cornerstone of Internet governance.
You can also participate in the development of the Charter. This goes into more depth than the Principles, applying international human rights standards to the Internet and examining the roles that different stakeholders need to play to uphold them. We've already drafted a beta version of the Charter. We're now actively seeking your comments and contributions to make sure that we've covered all of the issues in the right way. You can use this site to comment on each article, as well as to make more general comments. Please do get involved - we all need to work together to build an Internet that is truly empowering and liberating for all of humankind.

Download translations.

10 INTERNET RIGHTS & PRINCIPLES

This document defines ten key rights and principles that must form the basis of Internet governance. They have been compiled by theInternet Rights and Principles Dynamic Coalition (IRP), an open network of individuals and organisations working to uphold human rights in the Internet environment. The principles are rooted in international human rights standards, and derive from the coalition's emerging Charter of Human Rights and Principles for the Internet.
The Internet offers unprecedented opportunities for the realisation of human rights, and plays an increasingly important role in our everyday lives. It is therefore essential that all actors, both public and private, respect and protect human rights on the Internet. Steps must also be taken to ensure that the Internet operates and evolves in ways that fulfil human rights to the greatest extent possible. To help realise this vision of a rights-based Internet environment, the 10 Rights and Principles are:

1) Universality and Equality

All humans are born free and equal in dignity and rights, which must be respected, protected and fulfilled in the online environment.

2) Rights and Social Justice

The Internet is a space for the promotion, protection and fulfilment of human rights and the advancement of social justice. Everyone has the duty to respect the human rights of all others in the online environment.

3) Accessibility

Everyone has an equal right to access and use a secure and open Internet.

4) Expression and Association

Everyone has the right to seek, receive, and impart information freely on the Internet without censorship or other interference. Everyone also has the right to associate freely through and on the Internet, for social, political, cultural or other purposes.

5) Privacy and Data Protection

Everyone has the right to privacy online. This includes freedom from surveillance, the right to use encryption, and the right to online anonymity. Everyone also has the right to data protection, including control over personal data collection, retention, processing, disposal and disclosure.

6) Life, Liberty and Security

The rights to life, liberty, and security must be respected, protected and fulfilled online. These rights must not be infringed upon, or used to infringe other rights, in the online environment.

7) Diversity

Cultural and linguistic diversity on the Internet must be promoted, and technical and policy innovation should be encouraged to facilitate plurality of expression.

8) Network Equality

Everyone shall have universal and open access to the Internet's content, free from discriminatory prioritisation, filtering or traffic control on commercial, political or other grounds.

9) Standards and Regulation

The Internet's architecture, communication systems, and document and data formats shall be based on open standards that ensure complete interoperability, inclusion and equal opportunity for all.

10) Governance

Human rights and social justice must form the legal and normative foundations upon which the Internet operates and is governed. This shall happen in a transparent and multilateral manner, based on principles of openness, inclusive participation and accountability.
Get involved with developing the IRP Charter at www.irpcharter.org, follow us at @netrightson Twitter or join the Internet Rights and Principles Facebook group.

Direto do Blog do Fórum da Liberdade


*Por Maurício Filippon
Tenho contato com acesso a internet no Brasil desde os tempos da antiga RNP (Rede Nacional de Pesquisa), através da rede da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), quando a internet ainda não era explorada comercialmente no País – isso já faz mais de quinze anos. Com o passar do tempo, a evolução e exploração da internet foi meteórica e absolutamente inacreditável: portais de informações, chats, redes de relacionamentos, mecanismos de busca instantânea, blogs, lojas on-line, cidades virtuais e mais tudo o que a imaginação permitiu foi feito nesse ambiente. E o que explica o porquê de tantas inovações, muitas delas revolucionárias, da qual dependemos hoje em dia para termos uma vida atualizada, facilitada e produtiva – inovações que foram criadas e estão à disposição de todos que possuem uma conexão e um microcomputador ou qualquer outro dispositivo que converse com a rede mundial de computadores? Bom, eu explico o motivo:
A internet é um meio livre, no qual a liberdade pode ser exercida em toda a sua essência: qualquer pessoa, dependendo unicamente de suas capacidades, pode criar o que bem imaginar e colocar, à disposição de todos, seja um blog, seja uma ferramenta de trabalho, utilizando recursos de imagens, áudio e vídeo. Não depende de mais nada. Sua criatividade pode ser exercida e colocada à disposição de todos, como seu criador julgar melhor.
Tal liberdade deixa qualquer governo incomodado, por mais liberal que seja. Acreditam que têm o direito e o dever de controlar o meio, para impedir o mau uso dele, pregando que se trata de uma ferramenta que pode ser nociva se mal utilizada – e é dever dele, governo, regular isso. Mas não é verdade. O fato é que existe receio por parte dos governos de que tal liberdade possa causar movimentos que desagradem aos governantes, principalmente no campo das ideias. É o que acontece com o controle de navegação em países como China e Cuba, por exemplo, onde o acesso ao conteúdo é extremamente restrito e monitorado.
Realmente, o poder de uma ferramenta como a internet é incalculável, tanto para o bem como para o mal. Jamais ela será totalmente voltada para benfeitorias enquanto seus usuários fizerem mau uso dela. Contudo, limitar acessos e controlá-la, ao meu ver, fica totalmente fora de questão. Faço aqui um paralelo com a condução de um veículo: quando mal utilizado, pode causar uma tragédia, seja acidental, seja propositada. Imagine se nossos veículos tivessem trajetória e velocidades pré-estabelecidas, as quais não pudéssemos alterar; veja o quanto estaríamos limitando uma ferramenta cujo maior atrativo e potencial é que cada usuário determine o seu melhor uso, em benefício próprio – e isso implica, obviamente, na responsabilidade em mesma magnitude que a utilidade que tal meio representa.
O que precisamos, na verdade, é de cada vez mais termos bons usuários para a internet, pessoas cada vez mais educadas e instruídas, base para o desenvolvimento de qualquer povo ou nação. Pessoas que produzam, que criem, que contribuam para o aumento do conhecimento global. Conforme a visão de Hayek, o verdadeiro conhecimento está pulverizado no mundo, e esse conhecimento jamais será concentrado em poucos. A internet é um reflexo disso: milhares e milhares de computadores, ligados entre si, de forma descentralizada, formam hoje o maior poder computacional do mundo. E além disso, a internet é o meio que julgo beirar a perfeição para a conexão do conhecimento – antes muito mais fragmentado, com maior dificuldade para se ligarem as peças do quebra-cabeças do conhecimento. Portanto, a internet propicia que inovações cada vez melhores possam surgir em nossas vidas. O caminho realmente não está em controlar e tolher acessos à internet, mas sim em permitir e garantir que ela seja um ambiente completamente livre para o acesso à informação, para a produtividade e para o desenvolvimento.
*Fundador e diretor da Done TI e associado do Instituto de Estudos Empresariais (IEE)

quinta-feira, 31 de março de 2011

#forabolsonaro 2 - A análise.

Bem, a campanha contra o deputado se mantém firme e forte. No meio disso tudo, acabou um BBB (o mais fraco de todos, ainda bem) e morreu o querido companheiro, guerreiro, lutador (valeu, Zé!), exemplo para os que sofrem as dores do corpo, nesta vida.

Apesar de tudo isso, e olha q bastava bem pouco antes para tirar qualquer expectativa política dos alienados TT brasileiros, o #forabolsonaro se mantém. São milhares de pessoas se organizando em dois dias: passam de 20 mil  30 mil 42mil no FACEBOOK; mais de 60 68 70 mil na Avaaz, são centenas de milhares de RT no Twitter. É o clamor popular.

Fenômeno assim, apenas a #bolinhadepapelfacts...
E ela ajudou a decidir uma eleição. E trouxe humor e frases fantásticas de volta ao cenário político. Ao mesmo tempo que a política se tornava fascista como nunca. Paradoxal, né? Estamos agora gritando pelo fim do fascismo, encarnado no Bolsonaro. Que continua achando que vai escapar dessa. Espero que não. Se ele escapar, sairemos às ruas. É preciso desobediência civil para lembrar a todos que a Constituição tem de ser respeitada?

Exigimos direito de resposta ao CQC. O povo brasileiro assim o faz. #forabolsonaro.

Cada vez temo mais o voto distrital. Pessoas como esse fascista teriam chances reais de viver politicamente de seus distritos, e isso me dá medo. E hoje é a data fúnebre. Como da ditadura sabemos tão pouco, juntemos ao #forabolsonaro, um #queremosaverdade. Vamos erradicar de vez o totalitarismo desse país, pelas entranhas?

terça-feira, 29 de março de 2011

Fora Bolsonaro.


Hannah Arendt denunciou o Estado nacional-socialista num formato de monstruosidade irrestrita exteriorizado na forma de um terrorismo legal. O Bolsonaro é isso em forma humana. MPF, racismo é crime. Não aceitaremos "desculpas". Chega de Fascismo. Chega de racismo.


Sim, ele foi eleito. Pela corja que pensa que o mundo é racialmente definido. Pelos nazi-fascistas de plantão que acham que mulheres, negros, gays devem ser eliminados pelo uso irracional, desumano, inconstitucional da força.



O fato dele ser eleito, não o torna intocável. manifestemos nosso poder fora das urnas: Pessoas de bem deste país, vamos começar. Pessoas de bem, uni-vos. Um fantasma ronda o mundo: o fantasma da igualdade, da não-segregação. Vamos assinar o maior movimento contra um eleito que esse país já viu. Não aceitaremos. Não nos calaremos.

Preta Gil, mulher, negra, maravilhosa. Todo nosso apoio.

Protocolemos documentos, vamos encher as caixas dos deputados e senadores. Não, ser eleito não torna ninguém acima das leis, acima da Constituição. Na verdade, o obriga ainda mais a respeitar e honrar nossa lei maior. nossa luta não é apenas contra a homofobia, o racismo, a incitação à violência doméstica e de Estado por este deputado encarnada. Nossa luta é pelo Estado de Direito. Por um mundo sem segregação racial. Pelo poder do povo, que no Brasil, escolheu uma constituição democrática, respeitada por sua voz pelos  Direitos Humanos. 

Ou damos uma resposta agora, ou continuaremos dizendo a esta corja que eles tem direito a voz. Não no meu país. Não no meu Brasil, colorido, diverso, humano.

Chega.

Leia:
Veja ainda:

Bolsonaro diz na TV que seus filhos não ‘correm risco’ de namorar negras ou virar gays porque foram ‘muito bem educados http://ht.ly/4oP3b


Em A Condição Humana, Arendt  se preocupa com os mecanismos que geram vínculos para ações coletivas: "o que mantém unidas as pessoas depois que passa o momento fugaz da ação (aquilo que hoje chamamos de 'organização') e o que elas, por sua vez, mantêm vivo ao permanecerem unidas é o poder" (Arendt 1981: 213). A filósofa intercomunica duas dimensões do poder nesta concepção: por um lado “há uma ação coletiva que funda o grupo”, o que designa, necessariamente, um vínculo entre o momento e a "esfera pública". A outra dimensão está na capacidade do poder em legitimar esta “ação inicial”, “fugaz”, num vínculo. Nessa tessitura o poder é fruto da ação coletiva do grupo que o sustenta. 


Vamos mostrar, que para além desse momento quase fugaz da eleição, o poder permance conosco: nossa ação pode mudar, sim, o país.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ai que saudades do Erwin Panofsky!

manifesto pelo direito de dizer Credo.


Gente bonita, Eu ando muito impaciente. 
Ai, gente acorda. O mundo deixou de ser dialético. É polifônico. Ng leu Erwin Panofsky ? Credo.
Começou a V Internacional Comunista, credo. Como assim, alguém tá usando esse nome? Isso acabou. O Leon Trotsky tinha certificado de marcas e patente por acaso? Credo.
marca e patente é coisa de estadunidense imperialista! Credo.
A Líbia é o mal. O bem. O mal e o bem. Credo.
Você conhece a gasolina, a margarina. Credo.
baby, baby... credo.
Credo. Credo Credo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Existem 1Ø tipos de pessoas:as que entendem binário e as que não.
Eu tenho sonhos. Credo.
Valores. Credo.

Credo. Do latim. Quer dizer Creio. Agora releia tudo, por favor. Amém.

terça-feira, 22 de março de 2011

Descoberta vala comum com vítimas do nazismo


Nina Heizer/03.01.2010/EFENina Heizer/03.01.2010/EFE
Local onde foi encontrada vala comum com os restos mortais de cerca de 220 vítimas do Programa de Eutanásia nazist

Atualizando, com a foto do local.


Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1747811

Cerca de 220 alegadas vítimas do "programa de eutanásia" nazi foram encontradas numa vala comum, em Hall, na região austríaca de Tirol. Aquando do Holocausto, o programa tinha como objectivo assassinar pessoas consideradas incapacitadas física ou mentalmente.
Segundo a emissora pública austríaca ORF, que cita fontes hospitalares, a vala foi descoberta nos arredores da ala de psiquiatria do hospital geral de Hall, devido a obras que estavam a decorrer no local.
As autoridades começaram a investigação da identidade dos cadáveres. Para já, supõe-se que as vítimas terão sido sepultadas entre 1942 e 1945 e que esta será uma de muitas valas comuns do referido programa integrado no plano de Hitler para alcançar a "raça ariana".
foto ARQUIVO
Descoberta vala comum com vítimas do nazismo
Vítimas terão sido sepultadas entre 1942 e 1945
Segundo explicações do historiador Horst Schreiber à ORF, existe a suspeita de que as vítimas terão morrido à fome.
Estima-se que cerca de 200 mil pessoas terão sido assassinadas neste programa. Eram retiradas às famílias, sob o argumento de que seriam internadas.

sábado, 12 de março de 2011

Primum non nocere


di Giampietro Baresi
PAROLE DEL SUD - marzo 2011


Scusate il latino. Ma una ragione c’è: riflettere su un principio.
Mi permetto di tradurre il facile latino di questo principio della dottrina tradizionale della medicina, risalente a Ippocrate e accolto nella dottrina morale della chiesa: «Per prima cosa, non nuocere, non pregiudicare, non fare del male».
Perché ricorro al latino? Per proteggere questa mia chiacchierata a ruota libera da chi fosse tentato di giudicarla come una delle tante interpretazioni rivoluzionarie di moderni cristiani inquieti.
Anche questa volta, è bene cominciare con il linguaggio dei fatti. Rimando all’episodio ricordato nella rubrica del mese scorso: mons Luís Flávio Cappio, vescovo di Barra (Bahia, Brasile), ha rifiutato l’offerta di 100mila dollari fattagli da imprenditori tedeschi, spiegando: «Sono soldi rubati agli operai e ai consumatori». Ritengo che abbia praticato, con lucidità e coraggio, proprio il principio “primum non nocere”. E cioé: non si può fare il bene con ciò che è stato tolto agli altri. Forse non tutti saranno d’accordo con il vescovo, vista anche la complessità dei rapporti personali e istituzionali del mondo economico. Ecco, allora, un episodio più casalingo, in cui l’applicazione del principio citato è piú facile da capire.
Il fatto ha avuto luogo in una delle 90 comunità della mia parrocchia. Era vicina la tradizionale festa del Patrono e i preparativi erano a buon punto, con l’allegra partecipazione di tutti. O meglio, di quasi tutti. Il fazendeiro della zona osservava l’andare delle cose con preoccupazione. C’era qualcosa di strano nell’aria: la gente non aveva mai tardato così tanto a chiedere il tradizionale vitellino, che lui ben volentieri e puntualmente donava.
Arrivata la vigilia, nessuno si è fatto vivo. Il ricco signore, allora, è andato di persona alla cappella e ha affrontato il responsabile della comunità: «Cosa aspettate a venire a prendere il vitellino che ho già separato dal resto della mandria?». La risposta è stata da infarto: «Non possiamo accettare il tuo vitellino. Perché non è tuo, ma del tuo vaquero che, alle prime ore del giorno, munge le vacche immerso nell’acqua fino alle ginocchia. Ecco perché è pieno di artrite. Il salario che riceve, poi, è una miseria. Il vitellino che hai preparato per la festa – cui dovresti aggiungerne molti altri – lo devi dare a lui».
Dopo aver vomitato tutta la sua bile sul malcapitato, il fazendeiro se n’è andato urlando: «Se continuate a dar retta a quei preti comunisti, finirete male!».
Non ha parlato a vanvera. Era bene informato. Ne aveva discusso a lungo con gli amici. A scandalizzarlo era la decisione presa dalla comunità cristiana di fare una radicale revisione, alla luce del Vangelo, di tutte le sue attività caritative. L’avevano denominata “Operazione Zaccheo”, in memoria del noto personaggio che incontriamo nel capitolo 19° del Vangelo di Luca. Ricordate? «Zaccheo, alzatosi, disse al Signore: “Ecco, Signore, io dò la metà di ciò che possiedo ai poveri e, se ho rubato a qualcuno, restituisco quattro volte tanto”» (v. 8).
Non so se qualche studioso abbia mai fatto una ricerca sulla pratica del principio “primum non nocere” nella storia della chiesa. In tempi recenti, non mi pare ci siano stati esempi di rilievo. Prova ne sono gli elogi rivolti a Benedetto XVI per la “grande novità” rappresentata dalla sua Lettera apostolica, in forma di motu proprio, per la prevenzione e il contrasto delle attività illegali in campo finanziario e monetario, datata 30 dicembre 2010, con la quale ha approvato l’emanazione per lo stato della Città del Vaticano di una legge che regolamenta la materia, stabilendo che le norme si applichino anche ai dicasteri della Curia romana e a tutti gli organismi ed enti dipendenti dalla Santa Sede. Chiara la precisazione del Papa: le nuove norme non rispondono solo a finalità di carattere tecnico e giuridico, ma anche e soprattutto a quel «dovere morale di trasparenza, onestà e responsabilità» ribadito dall’enciclica Caritas in veritate in riferimento all’economia, il cui «uso improprio costituisce oggi una minaccia alla pace giusta e duratura in ogni parte del mondo». Insomma: il Papa ha chiuso le porte a certi “benefattori della chiesa” inclini a fare il bene in cambio di agevolazioni finanziarie.
C’è da augurarsi che la commissione di altissimo livello che il Papa ha nominato per contrastare il dilagante secolarismo non si limiti a discorsi teorici, ma suggerisca iniziative concrete. Potrebbe iniziare proprio dal principio “primum non nocere”. Praticato su larga scala e a tutti i livelli, fornirebbe maggiore credibilità all’azione della chiesa, spesso vista come alleata di “benefattori” in debito con centinaia di milioni di poveri. Nel delineare questa coraggiosa iniziativa pastorale, la chiesa dell’America Latina potrebbe dare il suo prezioso contributo, con coraggiose testimonianze, nate soprattutto a partire dalla Conferenza di Medellín (1968), cioè da quella grande Pentecoste che ha inaugurato la “nuova evangelizzazione” nel subcontinente.



Nigrizia - 7/3/2011

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Milhares de pessoas impedem passeata neonazista em Dresden

[Alemanha] 

Date Wed, 23 Feb 2011 05:30:45 +0100



Milhares de manifestantes impediram anteontem (19 de fevereiro), em
Dresden, uma passeata de neonazistas, erguendo barricadas e envolvendo-se
em confrontos com a polícia, que não conseguiu impor o direito de
manifestação à extrema-direita, reconhecido pelos tribunais.

Centenas de neonazistas que planejavam manifestar-se na capital da Saxônia
em memória das 25 mil vítimas dos ataques aéreos dos aliados de 13 e 14 de
fevereiro de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, acabaram por
desistir da manifestação, e após conversações com a polícia decidiram
transferi-la para Leipzig. A mais de 110 quilômetros de distância.

Antes da chegada a Leipzig do trem que transportava os neonazistas, a
polícia teve de dispersar várias concentrações de manifestantes
antifascistas que gritavam "fora com os nazis", ?confrontaremos os jovens
e velhos nazistas?, ?no pasaran?.

No ano passado, milhares de neonazistas já tinham sido impedidos de
desfilar em Dresden em 13 de fevereiro devido aos protestos de numerosos
antifascistas.

Este ano, a manifestação convocada pelo partido de extrema-direita NPD em
Dresden atraiu apenas centenas de neonazistas, apesar de os tribunais
terem autorizado o ato e determinado proteção policial contra as
tentativas de bloqueio dos manifestantes antifascistas, igualmente
anunciadas para Dresden.

Milhares de antifascistas bloquearam durante várias horas as ruas em torno
da estação ferroviária central de Dresden, para impedir o acesso dos
neonazistas ao local da concentração.

A polícia tentou dispersar os antifascistas, utilizando cassetetes,
canhões de água e gás lacrimogêneo, mas estes romperam o cordão policial,
ergueram barricadas, danificaram automóveis, incendiaram contentores de
lixo, apedrejaram o corpo de intervenção e lançaram foguetes contra os
policiais.

Cerca de 200 manifestantes antifascistas foram detidos, sob a acusação de
ataques corporais e desobediência à autoridade.

Antes dos confrontos, mais de 20 mil pessoas participaram em vigílias e
protestos pacíficos contra a presença de neonazistas na capital da
Saxônia. As Igrejas católicas e protestantes associaram-se aos protestos
antinazistas, apelando ao combate ao ódio racial, à xenofobia, à violência
e ao racismo.

INICIADO JÚRI POR MORTE DE LÍDER INDÍGENA



A juíza federal Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal Criminal, deu início hoje (21/2), às 12 horas, ao julgamento dos acusados pelo assassinato do cacique guarani-kaiowá Marcos Veron, no interior de Mato Grosso do Sul.

Após indeferir um pedido da defesa para anular a realização do Júri sob a alegação de que a Justiça Federal não teria competência para julgar o caso, Paula Mantovani deu início aos trabalhos de sorteio dos sete jurados que passaram a compor o Conselho de Sentença: seis homens e uma mulher.

Em seguida, após o intervalo de uma hora para almoço, foi realizada a leitura das peças processuais, que terminou às 16h50 e encerrou o primeiro dia dos trabalhos. Amanhã (22/2), às 9 horas, o Júri será retomado para a instrução e início da oitiva de sete indígenas vítimas dos acusados.

O Júri deverá ocorrer na seguinte ordem (isso poderá ser alterado): oitiva das 7 vítimas (indígenas); oitiva de 5 testemunhas de acusação (3 são indígenas); oitiva de 2 testemunhas de defesa; oitiva de 1 testemunha do juízo; interrogatório dos 3 réus; debates (+/- 10 horas); em sala secreta serão julgados os quesitos e proferida a sentença. Previsão de duração: 8 a 15 dias.

O crime aconteceu entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2003 no município de Juti, na região de Dourados, Mato Grosso do Sul. Na ocasião, quatro homens armados ameaçaram, espancaram e atiraram nos líderes indígenas, incluindo o cacique Veron, que na época tinha 72 anos.

Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos e Jorge Cristaldo Insabralde respondem por tentativa de homicídio qualificado, por seis vezes, e Carlos Roberto dos Santos, por homicídio consumado (motivo torpe e meio cruel). Eles respondem também por crime de tortura, sequestro e formação de quadrilha. Foragido, o acusado Nivaldo Alves Oliveira, teve seu processo desmembrado e suspenso.

O caso foi transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo a pedido do MPF por dúvida quanto à isenção dos jurados locais. Os crimes tiveram repercussão internacional, pois se tratou do assassinato de uma reconhecida liderança indígena Guarani-Kaiowa, que lutava pelo direito de seu povo à terra ancestralmente ocupada.
O Júri acontece no piso esplanada do Fórum Federal Criminal Ministro Jarbas Nobre, na alameda Ministro Rocha Azevedo, nº 25, Cerqueira César, São Paulo. (RAN)

Fonte: http://www.jfsp.jus.br/20110221-juri/

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cashmore, Kevin Rose, Tom, Amber MacArthur, Crystal Gibson and Ariana Huffington are fighting for social media dominance.

Race around the board picking up smartphones and computers but make sure you don’t get sent to MySpace or you’ll risk losing everything, including your reputation.

http://www.cyberjournalist.net/social-media-monopoly/

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

What the Internet Is Doing to Our Brains

Serious thought gives way to skimming and multitasking.

If, while perusing the articles of this month’s Prism, you’ve paused to check your e-mail, read online news, blog, tweet, connect on Facebook, catch a YouTube video, buy on Amazon, or perform one of any number of other Web activities that now permeate our lives, then author Nicholas Carr has a message for you: It’s time to consider how our constant, often disjointed engagement with the World Wide Web is changing us – both individually and as a society.

In a widely discussed 2008 Atlantic Monthly article, Carr asked, “Is Google Making Us Stupid?” His answer has sometimes been interpreted as an antitech creed, yet many recognized themselves in Carr’s descriptions of faltering ability to concentrate and the suspicion that the Internet is a key contributor. “My mind now expects to take in information the way the Net distributes it,” he wrote, “in a swiftly moving stream of particles. Once I was a scuba diver in a sea of words. Now I zip along the surface like a guy on a Jet Ski.”

The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains elaborates upon the original thesis, placing this newest technology within the context of a long history of systems that have not only influenced but also shaped the way we think. “In large measure, civilization has assumed its current form as a result of the technologies people have come to use,” the author writes. “Sometimes our tools do what we tell them to. Other times we adapt ourselves to our tools’ requirements.” Consider how maps and clocks have altered our relation to space and time, he says, developing in us a more abstract sense of the measurement and order of both. In even more dramatic ways have “intellectual technologies” – writing systems, movable type, books, typewriters, telegraphs, and computers – affected our thinking processes. Today the Internet is producing another huge shift, in large part because of its emphasis on speed and connectivity, and its onslaught of advertisements, hyperlinks, pop-ups, sidebars, and e-mail notifications. “Whenever we turn on our computers,” he writes, quoting blogger Cory Doctorow, “we are plunging into an ‘ecosystem of interruption technologies.’”

The book’s subtitle should be interpreted literally. Several chapters are devoted to recent studies of brain functions. Not surprisingly, they tend to reveal the deleterious effects of sustained online activity – decreased comprehension and concentration and less ability to analyze or think creatively. Web use does strengthen rapid decision making, problem solving, and mental coordination, Carr admits. But he questions whether these positives outweigh the negatives. While the Internet offers far greater access to information, it also encourages superficial connection to that knowledge. A 2006 study tracking how people read online found, for example, that the majority skimmed a Web article in a manner that resembles the letter F. The first few lines of text were read fully, but readers then dropped down to read a few more lines, then skimmed the rest, concentrating primarily on the left-hand side of a page. Most spent no more than 4.4 seconds on each page.

As we become more agile at multitasking online, Carr charges, “we train our brains to process information quickly and efficiently but without sustained attention.” The implications of that loss could be significant. Even if you are one of those increasingly rare specimens who maintain steady, measured control over your online consumption, what about your students and colleagues, who are being swept into a 24/7 Internet existence? Though the wealth of material made available by the Internet would seem to make more extensive research possible, for example, a 2008 study has revealed just the opposite. The findings, published in Science magazine, revealed that the number of citations in academic articles has plummeted, with much greater reliance being placed on more recently published articles.

This is a book you will want to read carefully, for the number of provocative issues it raises and the compelling manner in which they are presented. So, when you take up The Shallows, do it with a hard copy and sustained attention – then see how long it takes before the digital urge comes calling.
The posting below looks at the impact of internet multitasking on our brains and our way of thinking. It is a review by Robin Tatu, senior editor of Prism, of the book, The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains by Nicholas Carr. W.W. Norton & Co., 276 pages
. The review is from Prism, December, 2010. Copyright 2010
 American Society for Engineering Education
1818 N Street, N.W., Suite 600
Washington, DC 20036-2479
 Web: www.asee.org

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Notas para etnografias da deficiência

Notas para etnografias da deficiência
Como relembrou Carol Poore, embora a questão da deficiência esteja sempre presente na história humana, é apenas nas últimas décadas que as pessoas com deficiência (física, sensorial, mental ,cognitiva ou múltipla) passam a se entenderem e a se narrarem como um grupo de minoria. 
Este foi, segundo a autora, um passo essencial para rejeitar a exclusão, a discriminação e a “piedade”, e para garantir a luta de seus direitos civis em todos os aspectos da vida. 
Poore aponta o surgimento, nas áreas de humanidades e as ciências sociais de muitos países de um movimento político, permitindo o desenvolvimento de um novo campo de estudos: os Estudos a respeito da Deficiência (Disability Studies). É importante salientar que os Disability Studies originaram a fundamental mudança de foco no trato do tema da Deficiência; distanciando-se de uma definição estritamente médica para ela. 
A nova proposta é apreender os sentidos da categoria deficiência em sua relações históricas e sociais. Para a autora, a categoria deficiência permite, ainda, novos insights sobre a história e função dos conceitos de normalidade. Esta forma de problematizar a questão permite que a deficiência torne-se uma categoria para ser estudada de forma semelhanteàs outras categorias tais como raça/etnia, classe, gênero e orientação sexual, dentre outras[1].. 


[1] Cf. Sharon Snyder et al., eds., Disability Studies: Enabling the Humanities (New  York: Modem Language Association, 2002);  Rosemarie Garland Thomson, Extraordinary Bodies: Figuring Physical Disability in American Culture and Literature (New York: Columbia, 1997); David Mitchell & Sharon Snyder, Narrative Prosthesis: Disability and the Dependencies of Discourse (Ann Arbor: U of Michigan P, 2000); Gary L. Albrecht et al., eds., Handbook ofDisability Studies (London: Sage, 2001)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

The T-4 Euthanasia Program

The T-4 Euthanasia Program


In the fall of 1939 the German government established, under the Reich Chancellery, the Euthanasie Programme under the direction of Philip Bouhler and Dr. Karl Brandt. The headquarters of the operation were at Tiergartenstrasse 4, Berlin and the code name for the program was derived from that address -- T-4.The choice of terminology for the program is consistent with the Nazis' penchant for euphemism. Euthanasia typically means "mercy killing" and in the 1990's in the United States and other western nations, it is synonymous with "physician-assisted suicide." The kind of killing carried out through the T-4 program bears little resemblance to contemporary concepts of euthanasia.
Hitler's rise to power produced a completely new set of definitions. Guided by the over-riding principles of racial hygiene, racial purity, and national health, the Nazi regime seems fairly consitently commited to the removal of those unfit to live and produce inferior offspring. In 1935, the Nuremberg Laws provided for the forced sterilization of the unfit. Not only did Hitler have in mind such "inferior races" as Jews and Gypsies, he also included unfit Aryans -- the mentally defective, severely handicapped, the incurably insane and the incurably sick.
To implement the euthanasia program, special carbon-monoxide chambers were constructed. According to Milton Meltzer:

Between December 1939 and August 1941, about 50,000 to 60,000 Germans--children and adults--were secretly killed by lethal injections or in gassing installations designed to look like shower stalls. It was a foretast of Auschwitz. The victims were taken from the medical institution and put to death...Never to Forget, New York:HarperCollins, 1976:131.
Robert J. Lifton makes the following assessment:

Of the number of people killed in the T4 and the 14f13 projects, the following statistics are usually given: adult mental patients from institutions, 80,000 to 100,000; children in institutions, 5,000; special action against Jews in institutions, 1,000; concentration camp inmates transported to killing centers (14f13), 20,000 (Klee estimated that at the end of 1941, some 93,521 `beds' had been emptied for other uses [70,000 patients gassed, plus over 20,000 dead through starvation and medication] - in other words approximately one-third of the places for the mentally ill.) But these figures may well be too low; twice these numbers of people may have perished. The fact is that we do not know and shall probably never know. Elements of deception, imposed chaos, and the destruction of many records make anything like an accurate estimate impossible.The same is true concerning the total number of people murdered at specific killing centers. Hartheim victims of both ordinary `euthanasia' and 14f13 are variously estimated from 20,000 (by Dr. Georg Renno, Lonauer's successor as director), to 400,000 (by Franz Ziereis, the former commandant of Mauthausen, on his deathbed); 30,000 is believed to be the best estimate. While these figures may seem unimpressive when placed next to the millions killed in the Final Solution, they represent the murder of shockingly large numbers of people -- all in places characterized as hospitals." (The Nazi Doctors" Medical Killing and the Psychology of Genocide. London: Papermac, 1986 (Reprinted 1990) p. 142).
Hans-Heinrich Wilhelm, "The Euthanasia Program," The Encyclopedia of the Holocaust, Vol II, pp.452-454, informs us:

The first large-scale euthanasia action seems to have taken place in Pomerania and estern Prussia shortly after the Polish campaign. During 1940, four euthanasia institutions went into operation: Grafeneck, in January, Brandenburg, in February, Hartheim, in May and Sonnenstein, in June. In the first half of the year, 8,765 persons were gassed in these four institutions, three-quarters of them in May and June, a time when world attention was focused on the Battle of France. By the end of 1940, a total of 26,459 patients had been put to death, and in the first eight months of 1941, an additional 35,049 were "disinfected." These were the figures given by the accounting section of T4's head office.
Robert E. Conot makes the important connection between the euthanasia program and the Final Solution:

"Concurrent with the start-up of the euthanasia exterminations, Hitler authorized Himmler to establish a Race and Resettlement Office under the aegis of the SS. It was the Race and Resettlement Office that was to be responsible for the `racial' purification of the Reich and the establishment of a Nordic empire. On October 17, 1939, Keitel summoned the victorious Wehrmacht generals for a lecture from the Fu"hrer, who ranted: `The increased severity of the racial struggle permits of no legal restrictions. Jews, Poles, and similar trash are to be cleared from the old and new Reich territories.' Eight million Poles and 800,000 Jews were to be transported from the annexed portion of Poland into the government-general, and replaced by ethnic Germans repatriated from the Baltic lands, the Balkans, Russia, and the Italian Tyrol -- even though, in large part, these Germans had emigrated generations before.To `render harmless' the Polish intelligensia, political and religious leaders, Jews, and anyone else who might, theoretically, rally an opposition, Heydrich established SS Einsatzgruppen (action groups). The Einsatzgruppen rampaged over the land, terrorizing and killing. Selections for execution were haphazard. Sometimes the commandos erred and included ethnic Germans whom they mistook for Jews. Shootings were carried out publicly to heighten the climate of fear. A Werhmacht intelligence officer reported: `Arrests were almost always accompanied by looting. Evacuations were carried out and blocks of houses were cleared at random, the inhabitants loaded into lorries at night, then taken to concentration camps. Actions against the Jews were carried out with the most serious excesses. A number of Jews were driven into a synagogue, where they had to crawl, singing, between the benches. Forced to take down their trousers, they were continously whipped by the SS men on their bare behinds. A Jew who out of fright dirtied himself was forced to smear the excrement onto the faces of the other Jews.
`After about fifty Jews, who had been used during the day to repair a bridge, finished their work in the evening, two SS men drove them into a synagogue and shot them all without any reason.' (Judgement At Nuremberg, New York: Harper & Row, 1983, pp 211-212.
The euthanasia program proved to be a valuable precursor to the atrocities which were to come in connection with the "Final Solution." SS Major Christian Wirth was transferred from his duties at a euthanasia center to take over the supervision of Chelmo, the first of six extermination camps in Poland to become operational. His expertise in mass extermination seems to have been a major consideration. Wirth later served at Belzek, Treblinka and Sobibor. In 1942, Franz Stangl was transferred from one of the euthanasia centers to Sobibor extermination camp where he served as camp commander. He performed so well there that he was transferred in the summer of 1942 to Treblinka [Many years later, in 1970, Stangl was extradited from Brazil to West Germany to stand trial. He was found guilty of joint responsibility for the murder of 900,000 Jews]. After the Wannsee Conference in 1942, the staff of Euthanasie Program was transferred to Operation Reinhard.

OBS. Aktion 14f13  foi a terrível campanha do Terceiro Reich para selecionar, banir, e depois exterminar os indesejáveis e as pessoas com deficiência (ditas inválidas), não consideradas aptas para desenvolver "o sonho alemão de Hitler". Estima-se que este programa matou, até 1943, 20 mil pessoas. (Obrigada Michel!)

sábado, 29 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Falece antropóloga brasileira - Fundadora da ABOI

Ontem, 24 de janeiro de 2011, faleceu Rita Amaral, antropóloga, pesquisadora e  orientadora do Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo, doutora em Antropologia Social pela USP e pós-doutorada em Etnologia Afro-Brasileira pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Estudou festas, estilos de vida, religiões de influência africana e fez parte da equipe de pesquisa de Reginaldo Prandi, que estudou pela primeira vez o candomblé de São Paulo.
A obra antropológica de Rita abarcou ainda a organização do grupo de estudos Urbanitas, focado na antropologia urbana. Integrou a Coordenação do Núcleo de Antropologia Urbana da Universidade de São Paulo [www.n-a-u.org], do qual foi membro desde 1988, e onde foi Editora-chefa da revista PontoUrbe - Revista do Núcleo de Antropologia Urbana da USP [www.pontourbe.net]. Foi, também, organizadora e editora independente da revista de Antropologia Urbana "Os Urbanitas" [www.osurbanitas.org], do website Os Urbanitas [www.aguaforte.com/antropologia] e do blog de mesmo nome [www.osurbanitas.blogspot.com].
Portadora de osteogênese imperfeita, foi pioneira no movimento de conscientização sobre a doença no Brasil, traduzindo textos, auxiliando na formação de médicos e lutando pela melhoria da qualidade de vida dos portadores de deficiência física. Nesse sentido, fundou, há 11 anos a Associação Brasileira de Osteogênese Imperfeita – ABOI, na qual exercia mandato de presidente.
Rita era uma pessoa doce; sagaz; acolhedora; ligada em todo tipo de arte; e dona de uma força de vontade ímpar. Seus amigos e demais portadores sabiam que podiam contar com ela para ser apoiados e orientados. A criança que tinha ânsia de saber, a jovem que tocava violão e a grande mestre em antropologia conviviam numa única pessoa, formando uma grande personalidade.
Rita de Cássia de Mello Peixoto Amaral nasceu em18 de fevereiro de 1958 em São Paulo e faleceu em São Paulo, 24 de janeiro de 2011, de complicações respiratórias.



Rita, ter conhecido vc fez um tudo de bom na minha vida!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Facebook: meta-Estado ou negócio?


Há muito exagero sobre as coisas ‘web’. Facebook diz que tem mais de 500 milhões de membros registados e um milhar de milhão de unidades de conteúdos transaccionados por dia.
Sabe-se que grandes números têm o poder de impressionar. Facebook é um dos maiores países do mundo, com regras próprias, disse Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, repetindo um truísmo que fora dito numa conferência em Lisboa dias antes. Na minha modesta opinião, é uma observação ultrapassada. Há mais de uma década falava-se de "meta-estados" e de "ciber-cidadãos". Eram suposições que não foram validadas pelo tempo e por estudos que, por revelarem factos menos bombásticos, são ignorados.
Claro, Facebook tem regras de prestação do serviço. Os utilizadores prometem cumprir um determinado número de condições ('terms of service'). Isto não faz de Facebook um Estado ou país. Esta promessa é vigiada. Facebook tem um menos conhecido ‘hate and harassment team', uma equipa que censura diariamente milhares mensagens que violam as condições do serviço. Estas proíbem incitamento ao ódio, à perseguição, à violência ou a actos ilegais. Ou seja, Facebook conforma a utilização do serviço com as leis dos verdadeiros estados. A página utilizada por Wikileaks para organizar os ataques a PayPal e MasterCard foi retirada. Mas Facebook permite páginas de negação do Holocausto ou de ódio ao Islão. Por isso há quem exagere, como Jeffrey Rosen, professor de Direito em Georgetown citado pelo "New York Times", que Facebook tem mais poder em todo o mundo que qualquer rei ou presidente quanto a quem tem direito à livre expressão. Na realidade, trata-se do poder do conformismo com a lei e a ordem. Não há lugar a subversão. O imperativo comercial comanda.
Quando há 30 anos, na era pré-Internet, falhou o serviço videotex Viewtron, ficou a saber-se que os consumidores não querem mais informação, nem interacção com uma máquina, mas sim comunicar uns com os outros. Nos EUA, Facebook já ultrapassou Google em utilizadores. Facebook e outros negócios de comunicação em rede foram fundados no conhecimento desta necessidade social. Disponibilizam a tecnologia que permite realizar essa interacção facilmente, de modo barato e em larga escala. Depois, pensou-se que as redes sociais ‘online' ampliam o círculo de "amigos" porque as pessoas aceitam colocar na ‘web' um conjunto de informação pessoal antes mantida em pequeno círculo. Agora sabe-se que o círculo de verdadeiros "amigos" ‘online' é o mesmo que ‘offline', mas esta noção esbateu-se porque o digital encerra a possibilidade de ampliar infinitamente o círculo. Depois, descobriu-se que as pessoas gostam das redes sociais porque são o meio ideal para exibicionismo e para ver fotos de miúdas em ‘bikini'. E agora, Facebook acaba de modificar o serviço para permitir ainda maior entretenimento. Mark Zuckerberg, co-fundador e CEO, diz que o objectivo de Facebook é fazer do mundo um lugar melhor. Mas, de facto, as redes sociais não são mais que um negócio de venda de espaço publicitário num ‘medium' de entretenimento ‘online', que actua em múltiplos mercados, cujos conteúdos audiovisuais são (gratuitamente) fornecidos pelos próprios utilizadores, em círculos mais ou menos fechados, de acordo com termos de utilização que respeitam a lei e os costumes. Ponto final.
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Nuno Cintra Torres
nuno@cintra-torres.eu

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Segredos




Todas as famílias possuem segredos, mas algumas famílias guardam seus segredos à sua maneira. O filme de Francis Ford Coppola , Tetro revela a busca de dois irmãos por si mesmos. O mais velho, Ângelo (Vincent Gallo), que se autodenomina Tetro (retirado do sobrenome Tetroccini), deseja fugir destes tão bem guardados segredos de família, o mais novo, Bennie (Alden Ehrenreich), foge para os revelar. Um filme que mexe com luz e sombra, com intensidade, e que traz a quem assisti a possibilidade de se deparar com emoções tão densas quanto significativas: a busca de todos nós, por fim, é sempre pelo afeto de quem amamos.

Tetro é um escritor frustado, que  guarda de todos os moradores de La Boca a identidade de seu pai. Quando é visitado por seu irmão (!!!) , é posto diante da necessidade de enfrentar seu passado. Aos poucos, a dor dos personagens e a densidade da narrativa vai tecendo uma trama maravilhosa, e como se passa em Buenos Aires, há drama em cada pedaço de paralelepípedo das ruas da Boca.