terça-feira, 31 de março de 2009

Hakken e a "etnografia do proto-ciberespaço".

David Hakken, 1999, Cyborgs@Cyberspace? An Ethnographer Looks at the Future. HAKKEN, D.avid. New York: Routledge, 1999.
Veja aqui.

Resenha feita por Adriana Dias, Doutoranda em Antropologia - UNICAMP. Publicada no OCS - Observatorio para la CiberSociedad

Um dos primeiros livros que li, a respeito da “etnografia do ciberespaço”, ou “etnografia do proto-ciberespaço”, como a define o autor (p.4) foi Cyborgs@Cyberspace? de David Hakken. O livro, muito instigante, desafia a pensar as novas tecnologias à luz de uma perspectiva antropológica.

O nome do livro problematiza a relação do homem bidimensional, tecnológico e cultural, o cyborg (p. 2-4), com o novo espaço de relações sociais, ou um novo “um tipo de formação social” (p.3), o ciberespaço. O sinal @, símbolo que, nos endereços eletrônicos indica o usuário em um domínio no qual utiliza o servidor de e-mail, o @ tem o sentido de “at”. A idéia é portanto pensar este homem bidimensional neste espaço também bidimensional, pois também é uma construção tecnológica e social.

Escrito em 1999, o livro é uma primeira tentativa de problematizar a relação entre as novas tecnologias e as praticas sociais por elas construídas, discutindo que espécie de questões podem surgir, em termos de possibilidades e perigos para o que ele denomina “arena primária da atividade humana”, ou sejam as relações sociais.

Um dos pontos mais interessantes da introdução do texto de Hakken nasce de sua constatação: os seres humanos, como seres tecnológicos e culturais devem ser analisados por uma teoria antropológica que abarque também os estudos técnicos. Para isso seria necessário pensar as identidades formadas e as relações a elas impostas, neste espaço.

Nos segundo capítulo o autor avalia a participação humana no ciberespaço, preconizando que o crescimento desta participação e sua influência sobre as relações sociais fariam deste “mundo” um grande objeto para a antropologia. Interessa-lhe pensar, como etnógrafo o ciberespaço como um lócus humano, e discutir a “revolução dos computadores” a partir de suas implicações para a vida social. Para tanto, o autor revista três décadas de desenvolvimento tecno-eletrônico para pensar o etnógrafo diante das responsabilidades teóricas, éticas e políticas que vem a tona “neste novo mundo”.

No terceiro capítulo, o mais interessante para a metodologia etnográfica, Hakken discute os pressupostos deste método, sua aplicabilidade ao “tipo de formação social” em questão, e como o conceito de “objeto de estudo” da antropologia se manteve distante dos avanços técnicos. Partindo de uma experiência etnográfica no ciberespaço, desenvolvida por Sheffield, Hakken esboça as primeiras discussões antropológicas a respeito do tema. Sem dúvida, a melhor parte do livro aparece aqui: é esta tentativa de pensar o cyborg, uma tentativa que ele divide com outros autores (Downey, 1998, Bell, 2000 e a importantíssima Harraway, 1999), pensando, de dentro da teoria antropológica, e com grande rigor, como discutir, em etnografia virtual a idéia do ciberespaço, e sua relação com o cyborg. O cyborg, neste livro é pensado como “portador da cultura”, hábil em articular tecnologia e relações sociais, atravessando identidades múltiplas e reinvenções sociais. Absolutamente bidimensional o cyborg é o humano dentro do domínio do ciberespaço, ele está @ciberespaço. E por isto empresta também ao ciberespaço a sua dupla dimensão, demarcando-o como espaço tecnológico e social, entre tecnológico e social.

A seguir, no quarto capítulo, ele recorta como esta capacidade de funcionar como um espaço híbrido, entre o cultural e o tecnológico permite ao ciberespaço servir de espaço a outras mediações, entre a ética e a política, por exemplo. Ele mostra como tecnologia é trazida ao jogo, em defesa da idéia de nação, por exemplo ou defendendo projetos políticos.

No quinto capítulo, o autor aponta como esta ambigüidade, do cyborgue e do ciberespaço apontam para relações revestidas de complexidade. E dsicute, ainda, como se comportam as identidades no ciberespaço, e os atores sociais nelas envolvidos, problematizando temas como classe, gênero, raça, entre outros.

No sexto capítulo do livro, Hakken desenvolve duas grandes aproximações analíticas, a primeira, à luz da Economia Política, que enfatiza, por demais a tecnologia, tratando-a como símbolo de progresso, e lendo todos os avanços tecnológicos diretamente como avanços sociais. A segunda aproximação, central na argumentação de Hakken não vê na tecnologia força inevitável e independente, mas também como sujeita, inclusive na leitura que se faz delas, a focas políticas. A idéia de hakken é que o ciberespaço não é amplo, apenas porque inclui o espaço físico das redes de computadores, mas ele é ampliado, na medida em que se desenvolve, politicamente, inclusive, a idéia de que “toda a sociedade” ou “a totalidade social” se utilize destas tecnologias. (pág. 216).

O texto é tão atual, que quase podemos ver as inúmeras campanhas de políticas públicas que se arvoram em resolver os problemas da “exclusão digital” passarem na frente de nossos olhos, nos interrogando porque “politicamente”, como discute Hakken elas são produzidas. Irreversível, este processo exige questionamentos éticos e políticos mais profundos.

Foi diante deste texto que pensei pela primeira vez na idéia de zoon politikon digitalis...O texto remetia-me, diretamente a questão colocada por Hannah Arendt, quando cita Aristóteles e suas únicas “duas atividades necessárias e presentes nas comunidades humanas” (ARENDT, 1981, p. 34) que poderiam ser concebidas como políticas, a saber, a ação (práxis) e o discurso (lexis). Entendo o discurso como prática, pois as condições sociais de sua produção e utilização, como indicou Bourdieu, exigem que o discurso deva ser pensado ´procurando fora das palavras´, nos processos que produzem tal discurso, e que confere aos agentes ´os princípios de um poder que uma certa maneira de utilizar as palavras permite mobilizar´ (BOURDIEU 1998, p.199-200).


A tecnologia, nem as praticas e discursos (estes também práticas) por meio dela desenvolvidos e nela ambientados, jamais poderiam ser, portanto pensados como autônomos do mundo social. Neste sentido, como afirma Hakken, o ciberespaço funciona como uma arena, sujeita à forças políticas e profundamente reflexivo no mundo social. Um novo agora, digitalizado, necessita de antropólogos que o problematizem. Esta idéia central permeia o sétimo capítulo do livro: é preciso pensar a cibercultura, indagá-la, indo além do exame, nada simples, do papel da tecnologia em sua relação com a cultura, para discutir se é possível, e de que forma, etnografá-la, dando conta de como as práticas envolvidas implicam na construção da metodologia etnográfica, como concluiu o autor.






Referências:
ARENDT, H. 1981. A condição humana. São Paulo: Forense/Edusp.
BOURDIEU, Pierre. A economia das Trocas Lingüísticas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1998.

segunda-feira, 30 de março de 2009

A importância da diversidade

Texto clássico traz lição enunciada por Lévi-Strauss que está na ordem do dia: a impossibilidade de hierarquizar a diversidade
Por Alexsander Lemos de Almeida Gebara


O texto “Raça e história” de Claude Lévi-Strauss, publicado em 1952, foi escrito sob encomenda da United Nations Educational Scientific and Cultural Organization (Unesco) como parte de uma coleção intitulada La question raciale devant la science moderne. Não é difícil compreender algumas das razões que pautaram a encomenda. A Segunda Guerra Mundial havia recentemente marcado a história como um dos acontecimentos mais trágicos, violentos e devastadores de todos os tempos e, a despeito de suas razões políticas, parte de seu motor ideológico funcionava com um combustível bastante inflamável, o racismo.

Entretanto, a Segunda Grande Guerra não foi o único e nem o último dos processos geopolíticos excludentes e opressores que derivam da idéia de uma suposta hierarquia racial. Basta, como exemplo, apontar o controle colonial que boa parte dos países da Europa Ocidental exercia, ainda na década de 1950, sobre grandes porções do território do globo, mais especialmente sobre o continente africano e o sudeste asiático. Em suas origens, tal colonialismo legitimava sua existência exatamente nas suposições de uma hierarquia “racial” oriunda da “antropologia” do final do século XIX. De fato, as chagas do racismo expostas pela Segunda Guerra Mundial teriam grande efeito no desencadeamento das lutas pela libertação das regiões coloniais nas décadas seguintes.

Desta forma, também não parece muito difícil compreender qual seria o tom mais geral do referido texto de Lévi-Strauss, qual seja, a desconstrução, a crítica e a condenação das perspectivas que continuavam a hierarquizar as diferentes “raças” ou culturas do mundo.
Não é por acaso, portanto, que o texto comece com a afirmação de que não há nada que comprove, cientificamente, a superioridade de uma raça sobre a outra. Mas não é apenas isso, o autor também não se contenta com a possibilidade de “medir” supostas diferentes contribuições das “raças” ao patrimônio comum da humanidade, pela simples razão de que tal atitude seria uma espécie de inversão da doutrina “racista”, uma vez que continuaria creditando à “raça” o motivo das diferenças culturais. Ou seja, basicamente, o ponto inicial da crítica é a confusão freqüente então entre “raça”, no sentido biológico do termo, e “cultura”.

Por outro lado, Lévi-Strauss também não pode deixar de notar a diversidade das formas culturais humanas. Diversidade esta que só faz sentido na relação entre elas, uma vez que se não se relacionassem, não haveria nem mesmo a percepção da diversidade. Neste sentido, as culturas não são em si, mas sim em relação à. Esta constatação faz surgir um tema que permeia todo o texto, qual seja: “existem nas sociedades humanas, simultaneamente em elaboração, forças trabalhando em direções opostas: umas tendem à manutenção, e mesmo à acentuação dos particularismos; as outras agem no sentido da convergência e da afinidade” (Lévi-Strauss, 1993, p.331).

A diversidade, apesar de não ser mensurável, vinha sendo comumente retratada como uma diferença derivada de um processo evolutivo, ou seja, enquanto algumas culturas evoluíram, outras permaneceram estáticas. Ora, supor que alguma cultura estaria isenta da influência do tempo seria propor um absurdo. Entretanto, tal absurdo permaneceu por muito tempo como sustentáculo das teorias evolucionistas sociais, que viam nas sociedades “primitivas” um estágio anterior do desenvolvimento da cultura ocidental1.

Duas questões passam a dominar o texto a partir de então, quais sejam: como se explica a diversidade? E como as diferentes culturas interagem? Dado o fato de que todas as culturas dispõem do mesmo “material básico” – ou seja, “todos os homens, sem exceção, possuem uma linguagem, técnicas, uma arte, conhecimentos positivos, crenças religiosas, uma organização social, econômica e política” (Lévi-Strauss, 1993, p.349) – as diferenças estariam baseadas na “dosagem” de cada um desses elementos para cada uma delas.

Assim, para uma compreensão mais ampla do “outro” faz-se necessária uma mudança de perspectiva, ou ao menos na crítica da perspectiva tradicional com a qual a sociedade ocidental enxerga o “outro”. Dominado pela idéia de “progresso” e, logo, pela construção de sua história como uma evolução paulatina e relativamente constante, o Ocidente toma-se como modelo, o que redunda na explicação evolucionista social anteriormente criticada. Ou seja, é preciso rever o próprio conceito de progresso, que o autor classifica então como não linear e ocorrendo aos “saltos”.

Uma vez que a cultura ocidental trilhou um caminho de progressão técnica para sua reprodução e expansão, é com base nesse conceito que observa as demais, tornando-se incapaz de perceber eventuais “desenvolvimentos” de outras culturas que trilharam outros caminhos2. Deste ângulo de visão, quaisquer progressos técnicos de outras sociedades são vistos como obra do “acaso”, diferentemente da sociedade ocidental que “progride” pela reflexão e investimento objetivo e consciente.

A diferença técnica da sociedade ocidental, dessa forma, não pode ser índice de uma superioridade em si, mas deve ser tratada apenas como característica histórica específica. Mas Lévi-Strauss vai ainda mais além. Mesmo a conjunção de fatores que resultaram nesse desenvolvimento específico não pode ser creditada unicamente à história ocidental.
É aqui que entra a segunda das questões esboçadas acima, ou seja, como as diferentes culturas interagem? Segundo o autor, para que qualquer forma de desenvolvimento se torne possível, é necessária uma conjunção de inúmeros fatores, ou seja, em última análise trata-se de uma questão de probabilidade3. A metáfora utilizada no texto remete às probabilidades de uma determinada sequência numérica ocorrer em seguidas rodadas de uma única roleta. Dessa forma, a probabilidade da bolinha cair no número 1, depois no número 2, e assim sequencialmente até o número 9, por exemplo, é muito pequena. No entanto, se utilizássemos um número maior de roletas, e pudéssemos selecionar o resultado de qualquer uma delas a cada rodada, as probabilidades seriam ampliadas.

Transposta à situação de contatos culturais, conclui-se que quanto maior o número de contato entre culturas diferentes, maiores as probabilidades de desenvolvimentos específicos em quaisquer delas. Dessa forma, Lévi-Strauss procura valorizar a coexistência de diferentes estruturas culturais como forma de impulsionar o “desenvolvimento” de todas elas. Entretanto, essas considerações o levam de volta à tensão expressa no início de seu texto, entre as tendências por um lado particularistas, e por outro homogeneizadoras, resultantes do contato cultural. Uma tensão paradoxal, pois se o contato com outras culturas amplia as possibilidades de desenvolvimentos, ao mesmo tempo faz com que tendam a se tornar cada vez mais parecidas. De fato, a distinção entre “história cumulativa” e “estacionária” ganha aqui uma definição mais ampla:

“... pode-se dizer que a história cumulativa é a forma de história
característica desses super-organismos sociais que constituem os grupos de
sociedades i.e., das sociedades que têm contatos com outras, ao passo que a
história estacionária – se é que ela existe verdadeiramente – seria a marca
deste gênero de vida inferior, que é o das sociedades solitárias” (Lévi-Strauss,
p.361).

Enfim, na resposta à questão sobre como as diferentes sociedades e culturas interagem, encontra-se a valorização da diferença como elemento produtivo. É justamente o afastamento diferencial entre as culturas que oferece as maiores probabilidades de configuração de novos elementos de desenvolvimento para todas elas.

Desta forma, o texto termina com uma recomendação às instituições internacionais (não nos esqueçamos que a encomenda do artigo partiu da Unesco), no sentido de preservar a diversidade cultural, não significando com isso mantê-las intactas, mas incitando os desenvolvimentos e potencialidades de cada uma delas.

Certamente, uma série de críticas pode e deve ser feita ao texto de Strauss, mas este não é o espaço adequado para apresentá-las, uma vez que não se trata de uma revisão da teoria antropológica, mas sim de observar a importância desse ensaio no contexto de reflexão sobre os direitos humanos na sociedade contemporânea.

Neste sentido, basta notar alguns exemplos de acontecimentos e processos geopolíticos internacionais deste meio século posterior à publicação original, tais como a resistência dos países europeus às demandas por independência nas colônias asiáticas e africanas até as décadas de 1960 e 1970; a divisão global em blocos políticos durante a Guerra Fria até o final da década de 1980; a contínua exploração econômica sobre o sul global até os dias atuais; as manifestações xenófobas na Europa contra os imigrantes; os incessantes embates entre judeus e palestinos, (para citar apenas alguns) para perceber que a lição enunciada por Strauss, sobre a impossibilidade de hierarquizar a diversidade, e de fato, a extrema importância desta diversidade no desenvolvimento mundial ainda não foi apreendida, de maneira que sua leitura ainda se mantém, até hoje, na ordem do dia.

Alexsander Lemos de Almeida Gebara é professor adjunto de história da África da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Esta resenha foi feita a partir do capítulo do livro Antropologia Estrutural II:
- LÉVI-STRAUSS, C. “Raça e história”. In: Antropologia Estrutural II. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 4ª. ed, p. 328-366, 1993.
A imagem da capa é de um livro publicado posteriormente com o ensaio de Lévi-Strauss:
- LÉVI-STRAUSS, C. Raça e história. 7ª. ed. Portugal: Editorial Presença, 2003. (Universidade).


Notas
1 Mesmo uma leitura leviana e equivocada do texto de Strauss poderia concluir que as diferenças esboçadas pelo autor entre “história cumulativa” e “história estacionária” traçam uma diferença entre culturas que se desenvolvem e outras que permanecem paradas. Claro está que esta não é a leitura apropriada. Para uma avaliação desses conceitos ver Goldman, M. “Lévi-Strauss e o sentido da história”. Revista de Antropologia, vol. 42, n 1-2, 1999.
2 A título de exemplo, Strauss sugere, por exemplo, que as culturas orientais acumularam um conhecimento muito maior sobre o corpo humano, esta “máquina suprema”, do que o próprio Ocidente. Conclui-se que, dessa forma, o caminho trilhado pelas culturas orientais foi diferente, mais “atrasado” com relação a conhecimentos técnico-mecânicos e mais “adiantado” no conhecimento do corpo humano.
3 Nunca é demais relembrar que “desenvolvimento” no sentido empregado aqui não tem a conotação de “progresso” em sentido único, mas sim de transformações quaisquer, a despeito de suas importâncias no processo de diferenciação ao longo do tempo.

terça-feira, 24 de março de 2009

Velhos Ditados...

Recebi do Alexandre Atheniense

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. Antes só, do que em chats aborrecidos.
4. A arquivo dado não se olha o formato.
5. Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.
6. Para bom provedor uma senha basta.
7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
9. Em terra off-line, quem tem 486 é rei.
10. Hacker que ladra, não morde.
11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
12. Mouse sujo se limpa em casa.
13. Melhor prevenir do que formatar.
14. O barato sai caro. E lento.
15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.
16. Quando um não quer, dois não teclam.
17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
18. Quem clica seus males multiplica.
19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
24. Quem tem dedo vai a Roma.com
25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
27. Diga-me que computador tens e direi quem és.
28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os
que ainda vão perder…
29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?
30. Aluno de informática não cola, faz backup.
31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se CTRL C <-> CTRL V.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Repórteres sem Fronteiras faz lista com '12 inimigos da internet'

O Globo

PARIS - A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou na quinta-feira uma lista com os "12 inimigos da internet" devido ao controle e à censura que esses países exercem sobre a rede e ao acesso a ela.

As nações que fazem parte da relação são Arábia Saudita, Mianmar, China, Coreia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã, que, segundo a ONG, "transformaram suas redes em uma intranet, impedindo que os internautas tenham acesso a informações consideradas 'indesejáveis".

"Todos esses países evidenciam não só sua capacidade para censurar a informação, mas também a repressão praticamente sistemática dos internautas", afirma a organização no relatório.

Cuba: Embora os cidadãos da ilha possam utilizar conexões de internet em hotéis e consultar sites estrangeiros, "a rede se encontra vigiada pela Agência Cubana de Supervisão e Controle". Na ilha caribenha só há um provedor de acesso à internet.

Arábia Saudita: A ONG afirma que as autoridades não oficializaram a prática de proibir certas páginas, "mas optaram por reprimir os blogueiros que se manifestam contra sua moral, seja qual for a reivindicação".

China: O governo de Pequim "ocupa a liderança da repressão na internet", e a organização adverte que, "com a maior população de internautas do mundo, o jogo da censura é um dos mais indecentes do mundo".

Coreia do Norte: A internet funciona no país, um dos mais fechados do mundo, desde 2000, mas com sérias limitações: ferramentas de busca censuradas, apenas um navegador funciona e sites informativos são limitados - e somente aqueles autorizados pelo governo comunista.

Egito: O "dinamismo" da "blogosfera" do país no panorama internacional "está muito longe de ser uma vantagem para seus blogueiros, que se encontram entre os mais perseguidos do mundo", ressaltou a organização.

Irã: O regime teocrático lidera a repressão na internet no Oriente Médio, segundo o relatório da RSF. Segundo o documento, "de acordo com o conselheiro do procurador-geral de Teerã, as autoridades bloquearam 5 milhões de sites em 2008".

Outros governos - dez no total, incluindo o da Austrália e a Coréia do Sul - também adotaram medidas "preocupantes", porque, diz a organização, "podem abrir a via para que sejam cometidos abusos".

Atualmente, disse a RSF, há 70 cyber-dissidentes presos por publicar informações "indesejáveis" na internet. China, Irã e Vietná lideram o ranking de prisões.

terça-feira, 10 de março de 2009

Internet sem fio chega a favela no Rio de Janeiro

Agência Brasil


RIO DE JANEIRO - Os quase dez mil moradores do Morro Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio, terão a partir da próxima segunda-feira (16) acesso a internet sem fio em banda larga. A tecnologia, disponibilizada pelo governo do estado do Rio de Janeiro com a instalação de 16 antenas de tranmissão de rádio no local, foi anunciada nesta segunda-feira (9) pelo governador Sérgio Cabral. De acordo com ele, o Santa Marta será a primeira comunidade do país a contar com o serviço.

Além de permitir o acesso a internet livre em qualquer ponto do morro, o projeto inclui a instalação de um quiosque onde as pessos comunidade poderá derão navegar pela rede e freqüentar oficinas de informática, todos os dias, de 8h às 22h.

Para o presidente da associação de moradores do Santa Marta, José Mário Hilário dos Santos, o projeto é importante para educar digitalmente os jovens da comunidade.

“A importância do serviço é a inclusão digital, em que as crianças vão crescer alfabetizadas pela informatização, o que garante igualdade perante a sociedade, pelo menos no que se refere à informática”.

Durante a inauguração, o governador Sérgio Cabral destacou o papel da inclusão digital para a igualdade no mercado de trabalho e adiantou que o projeto será estendido a outras pontos da capital e do estado.

“No caso da inclusão digital, existem vários projetos, que envolvem a orla de Copacabana e de Ipanema, mas também em áreas que o governo pacificou tirando o tráfico ou os milicianos: Cidade de Deus e Batan. Na Baixada Fluminense, nós estamos avançando e vamos fazer a inclusão digital até o final de maio. O Rio vai se transformar no primeiro estado 100% digital”, disse o governador.

Polícia alemã apreende material neonazista

Stuttgart, Alemanha - A polícia alemã apreendeu material de propaganda e gravações de grupos musicais neonazistas nesta quarta-feira em uma operação coordenada e de alcance nacional por mais de 200 domicílios e escritórios em todo o país.
Segundo a polícia de Stuttgart, que coordenou a acção, os agentes apreenderam abundante material, gravações e CDs. A Procuradoria de Stuttgart preparava a operação há meses, em coordenação com o Departamento Federal de Polícia (BKA), com sede em Wiesbaden.
A produção e venda de música de direita que promove uma agenda extremista ou ódio racial são crimes na Alemanha. O principal objectivo da acção é confiscar itens proibidos, como músicas, para evitar a difusão dos extremistas.
Mais de 60 anos depois da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, estes grupos ainda são um problema na Alemanha, principalmente na parte leste do país, ex-comunista, onde o desemprego é quase o dobro que a taxa do oeste.
De acordo com a imprensa alemã, há pelo menos cem suspeitos de serem neonazistas no alvo das investigações. A polícia informa que as buscas ocorreram em todos os 16 Estados, mas não diz se alguém foi preso.

domingo, 1 de março de 2009

O novo anti-semitismo

Umberto Eco
Do The New York Times

No mês passado, em resposta à guerra em Gaza entre Israel e o Hamas, o pianista Daniel Barenboim pediu que intelectuais ao redor do mundo assinassem um manifesto divulgando uma nova iniciativa para resolver o conflito (publicado recentemente pelo The New York Review of Books). A princípio, a intenção é quase ridiculamente óbvia: O objetivo principal é juntar todos os recursos possíveis para propor uma mediação vigorosa. Mas o mais significativo é que um grande artista israelense é o responsável pela iniciativa.

É um sinal de que as mentes mais lúcidas e os pensadores mais profundos de Israel estão pedindo que as pessoas parem de se perguntar que lado é o certo ou o errado e trabalhem para a coexistência dos dois povos. Sendo assim, os protestos contra o governo israelense são compreensíveis, não fosse pelo fato de que estes protestos possuem normalmente um tom anti-semita.

Se os protestantes não demonstram uma postura anti-semita explícita, a imprensa o está fazendo nos dias de hoje. Já vi artigos que mencionam - como se fosse a coisa mais óbvia do mundo - "protestos anti-semitas em Amsterdam" e coisas do gênero. É algo que já ficou tão banalizado que o anormal agora é pensar que seja algo anormal. Mas vamos refletir se seria correto definir um protesto contra a administração Markel na Alemanha como antiariano, ou um protesto contra Berlusconi na Itália como antilatino.

Neste curto espaço é impossível resumir os problemas centenários do anti-semitismo, suas ressurgências ocasionais, suas várias raízes. Quando uma postura sobrevive por 2.000 anos, já está impregnada de fé religiosa - de crenças fundamentalistas. O anti-semitismo pode ser definido como uma das muitas formas de fanatismo que envenenaram o mundo através dos tempos. Se muitas pessoas acreditam na existência de um diabo que conspira para nos levar à ruína, por que não poderiam acreditar também numa conspiração judaica para dominar o mundo?

O anti-semitismo, como qualquer atitude irracional orientada pela fé cega, é cheio de contradições; seus adeptos não as percebem, mas as repetem sem qualquer constrangimento. Por exemplo, nas ocorrências clássicas do anti-semitismo no século XIX, dois lugares comuns eram utilizados sempre que a ocasião assim pedisse. Um era que os judeus, que viviam em lugares apertados e escuros, eram mais suscetíveis do que os cristãos a infecções e doenças (e, portanto, eram perigosos). Por razões misteriosas, o segundo argumento era justamente que os judeus eram mais resistentes a pragas e epidemias, além de serem sensuais e assustadoramente fecundos, o que fazia deles invasores em potencial do mundo cristão.

Outro lugar comum foi amplamente utilizado tanto pela esquerda quando pela direita, e para exemplificar, eu cito um clássico do anti-semitismo socialista (Alphonse Toussenel, "Les Juifs, Rois de l'Epoque," 1847) e um clássico do anti-semitismo católico legitimista (Henri Gougenot des Mousseaux, "Le Juif, le Judaisme et la Judaisation des Peoples Chretiens," 1869). As duas obras sustentam o argumento de que os judeus não praticavam a agricultura e, portanto, eram distantes da vida produtiva dos países em que residiam. Por outro lado, eles eram também completamente dedicados às finanças, ou seja, a posse do ouro. Portanto, sendo nômades por natureza, e impulsionados por suas esperanças messiânicas, eles poderiam prontamente abandonar os estados que os acolheram e facilmente levar toda a riqueza com eles. Não vou comentar o fato de que outra ocorrência anti-semita daquele período, incluindo o notório "Os Protocolos dos Sábios de Sião", acusava os judeus de tentar se apoderar de propriedades para tomar seus campos. Como já foi dito, o anti-semitismo é cheio de contradições.

Uma característica proeminente dos israelenses é que eles utilizaram métodos ultramodernos para cultivar a terra, criando fazendas modelo e afins. Então, se eles lutassem, seria precisamente para defender o território em que eles se estabeleceram de forma estável. Este, acima de todos os argumentos, é o que os árabes anti-semitas usam contra eles, sendo que na realidade o objetivo principal deste tipo de árabe é destruir o Estado de Israel.

Em suma, os anti-semitas não gostam quando os judeus vivem em um país que não seja Israel. Mas, se um judeu decide morar em Israel, os anti-semitas também não gostam. Claro, eu sei muito bem da objeção de que o território onde hoje é Israel foi um dia palestino. Mesmo assim, ele não foi conquistado com violência aviltante ou com nativos dizimados, como no caso da América do Norte, ou mesmo pela destruição de estados governados por seus monarcas de direito, como na América do Sul, mas através migrações graduais e assentamentos que foram inicialmente aceitos.

De qualquer forma, enquanto algumas pessoas ficam irritadas quando aqueles que criticam as políticas de Israel são chamados de anti-semitas, aqueles que traduzem imediatamente qualquer criticismo às políticas israelenses com termos anti-semitas me deixam ainda mais preocupado.

Umberto Eco é filósofo e escritor.
É autor de "A Misteriosa Chama Da Rainha Loana", "Baudolino", "O Nome da Rosa" e "O Pêndulo de Foucault". Artigo distribuído pelo The New York Times Sybdicate.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Neonazismo ronda a União Europeia



Antônio Inácio Andrioli*, no Jornal do Brasil

Com o aprofundamento da crise econômica mundial, ganham força os movimentos de extrema-direita na Europa. Na maioria dos países europeus, grupos políticos fascistas e neonazistas ganham simpatias e adesões, especialmente entre os jovens. Em alguns países, como a Itália e a Áustria, partidos de extrema direita tiveram um grande sucesso eleitoral, passando a constituir bancadas parlamentares e ocupando parte de governos. Haveria paralelos com a crise de 1929 e a ascensão do nazismo na Europa? Como podemos explicar o crescimento da extrema direita?

O aumento da desigualdade social e do desemprego, as principais consequências visíveis do desmonte das políticas de privatização das últimas décadas, contribuiu para produzir um antigo fenômeno social: a xenofobia. Em períodos marcados pela recessão e pela ausência de movimentos e utopias revolucionários, abre-se o espaço para a interpretação simplista e populista da realidade, que culpa os estrangeiros pelos problemas sociais. A ausência de alternativas políticas e o consequente sentimento de impotência e desesperança social são um terreno fértil para o aumento da xenofobia.

No atual cenário, o processo de mundialização do capital contribuiu para a reafirmação de estratégias de organização política com caráter nacionalista. A perda de identidade cultural, decorrente de uma crescente homogeneização da oferta de mercadorias, línguas e moedas, reforça o sentimento de nostalgia da população em relação ao período da Guerra Fria, que permitiu a construção do Estado de bem-estar social no ocidente europeu. Nesse contexto, em vez de buscar compreender os problemas sociais de forma histórica e estrutural, a tendência é identificar um “bode expiatório”, um culpado pela situação.

O contexto atual é outro, mas há semelhanças com outros períodos propícios à emergência de propostas políticas totalitárias. O período em que Hitler e Mussolini chegaram ao poder foi influenciado pela ascensão do nacionalismo, corrente política que se fortaleceu no contexto de derrotas de grandes impérios monárquicos na 1ª Guerra. Os conflitos entre povos e o racismo, entretanto, são muito mais antigos na Europa. A disputa por territórios e recursos naturais constitui a base do colonialismo europeu e o nacionalismo historicamente serviu para criar uma coesão interna nos países, eliminando as contradições de classe e legitimando o investimento bélico.

Em países que não se empenharam em refletir criticamente seu passado com as atuais gerações, como é o caso da Áustria, essa tendência tende a ser mais forte, como pudemos ver nas eleições de 2008, quando a extrema-direita obteve recorde de votos, especialmente entre os jovens. Em outros países, como a Alemanha, se intensifica a ofensiva de repressão aos movimentos sociais por parte de governos de direita, legitimado pelo discurso de “combate ao terrorismo”. Enquanto a ideologia do totalitarismo mobiliza a sociedade a seu favor, ditaduras reprimem movimentos sociais. Essa parece ser a diferença fundamental entre a direita e a extrema-direita, que dominam o atual cenário político europeu.

* Professor do Instituto de Sociologia da Universidade Johannes Kepler, de Linz, na Áustria

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Triplicam as investigações de crimes na internet do MPF em São Paulo

Terça-feira, 10/02/2009 - 18:43

São Paulo - O número de investigações de crimes na internet realizadas pelo Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo triplicou em 2008 na comparação com o ano anterior.

Segundo o procurador Sergio Suiama, membro do Grupo de Combate aos Crimes Cibernéticos do MPF, foram abertos 1.975 processos para apuração de suspeitas de ilegalidades, contra os 620 processos abertos durante todo o ano de 2007.Em entrevista coletiva concedida hoje (10), Dia Mundial da Internet Segura, Suiama afirmou que os crimes de pornografia infantil são o foco da maioria das investigações.

Esses crimes representam cerca de 75% dos casos apurados pelo MPF. Segundo ele, quase a totalidade do restante dos crimes investigados pelo MPF é formada pelos chamados crimes de ódio: racismo, preconceito e outros do tipo.Suiama afirmou também que o aumento dos casos de investigações se deve a dois motivos principais: o primeiro, a maior capacidade do MPF em apurar tais ilegalidades; o segundo, a maior colaboração de empresas para com as investigações.

Ainda sobre a colaboração das companhias do setor, a empresa Google foi citada como exemplo por Suiama. Ela, que é mantenedora do site de relacionamento Orkut, acessado por 30 milhões de brasileiros, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF em julho e, desde então, comprometeu-se em facilitar as investigações e restringir a inserção de conteúdos ilegais.“Quase 90% dos crimes na internet acontecem no Orkut”, afirmou Suiama. “A ajuda da Google foi muito importante para as investigações”, reconheceu.

Ivo Correa, um dos representantes da Google no Brasil, ratificou a intenção da companhia em colaborar com o MPF e ressaltou que o número de suspeitas de irregularidades confirmadas ocorridas no site vem caindo desde a assinatura do TAC.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dia Mundial da Internet Segura é celebrado nesta terça-feira

Danielle Villela, do A TARDE On Line

O diálogo continua sendo a melhor forma de os pais lidarem com a segurança dos filhos. Isso vale tanto para o mundo real, como também para as descobertas no mundo virtual. A recomendação é apontada pelos especialistas como a melhor forma de garantir a segurança das crianças e adolescentes que usam a internet. Para falar do assunto e para comemorar o Dia Mundial da Internet Segura, que acontece nesta terça-feira, dia 10, a organização não-governamental SaferNet Brasil realiza uma oficina que poderá ser acompanhada online a partir das 9 horas da manhã no portal IPTV Cultura.



O objetivo da iniciativa é orientar pais e educadores sobre os riscos que os jovens e adolescentes enfrentam no uso de tecnologias de informação e estimular a abordagem multidisciplinar do tema nas escolas. Segundo Rodrigo Nejm, diretor de Prevenção e Atendimento da SaferNet Brasil, o maior risco oferecido pela Internet para as crianças e adolescentes é o aliciamento, que geralmente acontece em chats ou sites de relacionamento.



Rodrigo Nejm acredita que para evitar essa situação, os pais podem e devem aprender junto com seus filhos o que é a Internet e como ela funciona. “Compreender como funcionam os sites de relacionamento evitaria que o jovem participasse de comunidades com conteúdo impróprio, como de apologia à anorexia e bulimia”, explica. Nejm defende que o essencial sempre é manter uma relação aberta de confiança, sem proibições, mas os pais devem saber o que se passa com seus filhos. “A melhor tecnologia ainda é o diálogo”, finaliza.



O conselho é seguido à risca pela empresária Olga Fernandez, mãe de dois garotos que estão em fases bem diferentes, um com 15 anos e outro com 3. Ela conhece os sistemas de bloqueio de sites oferecidos pelo seu provedor, mas diz que prefere estabelecer a confiança com os meninos. “Falo abertamente sobre tudo, é melhor do que proibir”, defende. O mais novo ainda não sabe ler, mas já navega sozinho em sites de jogos infantis. “Fico mais preocupada com links de vírus do que com esse tipo de crime”, comenta lembrando mais uma das diversas ameaças que podem existir na rede.



ESCOLA – Outro tipo de ameaça para jovens que usam a internet é mais recente e vem sendo chamado de “ciberbulling”. É a versão virtual do “bulling”, nome para as agressões e ofensas praticadas por jovens contra outros jovens com intenção e humilhar e inferiorizar a vítima. Muitas vezes retratada em filmes americanos, a prática muitas vezes tem com principal palco a escola e é ainda mais nociva em sua versão virtual. “Com a possibilidade de envio de mensagens, fotos e vídeos via celular, o adolescente não tem como escapar, é incontrolável”, conta Nejm.
Para ajudar os jovens a lidar com estes e outros riscos no uso das tecnologias de informação, a Ong oferece em seu site cartilhas com orientações para os pais, professores e jovens. Nejm informa que o material disponível é didático, com linguagem simples e inclui conselhos como não ligar a webcam com desconhecidos e não informar email e dados pessoais em chats.



Nesse processo, ele lembra que as escolas têm um papel fundamental. Nesse sentido, a principal proposta da SaferNet é reservar um espaço para conversas com os alunos sobre ética na internet e sobre como prevenir os maus usuários. Filmes educativos e listas com dicas de segurança elaboradas pelos próprios alunos também seriam ferramentas eficazes. Nejm informa que a SaferNet tem sede em Salvador e está disponível para palestras sobre segurança na rede em escolas ou outras instituições. O agendamento pode ser feito pelo site da Ong.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Taxonomía del Homus Silicicus o Geek


El Homus Silicicus (HS) o geek (en su acepción sajona) es una subvariedad del Homo Sapiens, con quien comparte la mayoría de sus rasgos. Pero la diferencia con este es lo que ha motivado el siguiente reporte.




El geek ha abandonado su hábitat ancestral, los entornos rurales para concentrarse en zona urbanas densamente pobladas del mundo. También se presenta en amplias zonas en Taiwán, Japón América del Norte, del Sur y América Central, en especial en Guatemala, en ciudades como Guatemala, Xela etc. Comparte similitudes taxonómicas con el Homus Siliconvalei, en especial con la sub-etnia googlenis, pero no hay evidencia de lazos genéticos. Por lo que se concluye que son evoluciones paralelas.


Dentro de su hábitat es fascinante el estudio de los refugios y huras de los ejemplares. estas suelen consistir en departamentos pequeños de una sola habitación, baño y cocina que comparte hábitat con la imprescindible presencia de todo tipo de organismos electrónicos. Entre los cuales se puede apreciar La Televisión (Boxus Tontilicus), Laptop (Interneticus Interneticus), Home Theater (Musycae Emepetrus), vídeo-consolas (Nintendo Plaiestatiorus), vídeo (Boxus Recordis) y el infaltable celular o teléfono portable (Polifonus Verbiculare), también hallado en otras etnias de Homos como en Homo Empresariae. Si bien es aún tema de debate si estos organismos pluri-chipulares (que contienen muchos chips) realizan una labor simbiótica, ha quedado totalmente descartado que sean parásitos, ya que la ausencia de estos provoca depresión y trastornos de humor en la etnia en cuestión.


La dieta del HS se compone de alimentos ricos en grasas, hidratos de carbono y proteínas, con bebidas de un moderado contenido gaseoso. Un ejemplo de ello es su adicción a la pizza con Coca-cola. Estos alimentos constituyen un estimulante natural para la etnia junto otras sustancias que la ciencia de la taxonomía aún encuentra difícil de clasificar que nada tiene que ver con el subgénero Silicus.


El rito de cortejo del HS es también una de sus características mas sobresalientes, pero cabe destacar su ineficiencia. Dicho rito puede ocurrir en el lugar de trabajo, donde el macho se acerca a la hembra emitiendo un ruido de reclamo sexual que consiste en enumerar las formidables capacidades de su computadora (Hogaris Interneticus), de su celular, etc. Donde puede verse intercambiada con frases de películas de ficción. Dicha aproximación puede terminar en un rotundo fracaso.


Pero una variedad de cortejo, insólita en el mundo animal, es el tele-ritual. En este dos miembros de la misma etnia pueden estar separados por miles de kilómetros, pero se impresionan mutuamente interactuando con algún tipo de Interneticuas, este tipo de cortejo que involucra la presencia de una especie auxiliar no fue vista nunca en el reino animal.

Diversidade, sempre

Ação judicial que investiga o bispo negacionista agrava ainda mais a crise com Roma

A cada dia que passa, parece mais evidente. A decisão de Bento XVI de perdoar os quatro bispos lefebvrianos excomungados criou uma crise muito mais grave do que aquela que tentava resolver. Depois da pressão sem precedentes exercida pela Chanceler alemã, Angela Merkel, o Vaticano exigiu, nesta quarta-feira, que Richard Williamson, o bispo que negou o Holocausto, se retrate de forma “inequívoca” se quiser recuperar “as suas funções episcopais na Igreja”. A reportagem é de Miguel Mora e Juan Gómez e publicada no jornal espanhol El País, 05-02-2009. A tradução é do Cepat.

Além disso, se viu obrigado a dar novas explicações sobre o caso, que poderia acabar com o processo penal do ultraconservador na Alemanha. A Secretaria de Estado afirmou em nota oficial [em italiano] que o Papa não estava a par das posições negacionistas de Williamson quando suspendeu a excomunhão, em janeiro passado. Depois de quase duas semanas de controvérsias, a justificativa soou tardia e pouco convincente.

Segundo demonstra a investigação aberta sobre o assunto pela Promotoria Pública de Regensburg, as teses neonazistas de Williamson começaram a dar o que falar dias antes de ser reabilitado por Ratzinger. A revista alemã Der Spiegel antecipou em 19 de janeiro o conteúdo da entrevista concedida pelo bispo à televisão sueca STV, em que negava o genocídio de seis milhões de judeus e a existência das câmaras de gás.

A Rádio Vaticano ecoou a notícia em 23 de janeiro, e a reabilitação foi comunicada pelo L’Osservatore Romano no dia 25, se bem que a notícia já foi veiculada extra-oficialmente no dia 21 de janeiro. Nesse dia, recordou nesta quarta-feira o Vaticano, o Papa assinou o decreto de perdão. A sucessão de datas deixa em maus lençóis a Sala de Imprensa da Santa Sé.

A explicação da quarta-feira coloca também em apuros o porta-voz do Papa, o Pe. Federico Lombardi, que, no dia anterior, replicando a Merkel, sentenciou que a condenação papal da declaração negacionista “não podia ser mais clara”. Pelo que parece, não foi. No comunicado, o Vaticano exige que Williamson se retrate de suas teses “de modo absolutamente inequívoco e público” se quiser recuperar “as suas funções episcopais na Igreja”. E reitera que suas posições sobre o Holocausto “são absolutamente inaceitáveis e firmemente repudiadas pelo Santo Padre”.
O Vaticano tenta sair do aperto, mas não retrocede. Mesmo com a tempestade provocada em países como a Alemanha e a Argentina (onde a mídia local recordou que Williamson foi e é um firme defensor da ditadura), Ratzinger segue disposto a contar com o bispo. A Santa Sé “se esforçará para tratar com os interessados as questões ainda abertas”, para chegar “a uma plena e satisfatória solução dos problemas que deram origem a esta dolorosa fratura”, afirma a Santa Sé. Aduz, além disso, razões técnicas para tentar diminuir a polêmica: “A suspensão da excomunhão libertou quatro bispos de uma pena canônica gravíssima, mas não mudou a situação jurídica da Fraternidade Sacerdotal São Pio X”, e esta ainda não goza de “nenhum reconhecimento canônico” na Igreja católica.

“Para seu futuro reconhecimento”, reitera, “é condição indispensável o pleno reconhecimento do Concílio Vaticano II e do magistério dos Papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e do próprio Bento XVI”.

Não parece fácil, porque o movimento fundado em 1970 por Marcel Lefebvre nasceu em oposição ao Concílio Vaticano II, que abriu a Igreja aos movimentos sociais e laicos, e determinou a aproximação com muçulmanos e judeus.

O fato é que Bento XVI perdoou a um dos grupos mais marginais e reacionários do catolicismo, e que sua intenção de “conseguir a unidade da Igreja” teve apenas efeitos negativos. Deteriorou o difícil diálogo com a comunidade judaica e com Israel, e semeou a discórdia entre os setores moderados, tanto laicos como religiosos.

Na Alemanha, o desprestígio não tem fim. Williamson poderia ser réu de um processo penal, e segundo informa a imprensa, como o Süddeutsche Zeitung, o caso causou um grande aumento das apostasias no país, e uma avalancha de protestos nas dioceses.

Nas últimas semanas é possível ver no YouTube Williamson assegurando que nenhum judeu morreu nas câmaras de gás nazistas, que, segundo ele, nem mesmo existiram. E se pode comprovar como reconhece que comete um crime e “suplica” ao jornalista sueco Ali Fegan que seja “cuidadoso” com a entrevista, porque poderia levá-lo à prisão.

O artigo 130 do Código Penal alemão, dedicado à “incitação ao ódio”, prevê castigos de até cinco anos ou multa para quem “negar ou banalizar” os crimes da ditadura nazista “de forma pública”. E castiga com até três anos a quem, da mesma maneira, “justificar, enaltecer ou aprovar” o regime de Hitler.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Recobram força grupos racistas Ku Klux Klan (KKK)

Washington (Prensa Latina) A organização racista Ku Klux Klan (KKK) registrou um notório incremento de seus filiados desde a designação presidencial de Barack Obama nos Estados Unidos, assinalam hoje jornais.

John Lê Clary, ex-dirigente do grupo chamado de supremacia branca, comentou para repórteres que antigos correligionários lhe disseram que o afro-americano Obama na Casa Branca funcionou paradoxalmente a favor do grupo.

Segundo Clary, a crise financeira global e a dramática mudança de imagem política no país levou muitos estadunidenses a anotar-se como militantes ativos do polêmico grupo.

Durante um recente mitim do Klan em Alabama, a associação somou 300 novos partidários em um par de dias. Trata-se de uma cifra sem precedentes para ocasiões similares, indicou.

As anotações através da Internet também dispararam-se, é uma tendência perigosa que o Escritório Federal de Investigações (FBI) deve considerar seriamente, assinalou Clary, hoje inimigo do KKK.

O Ku Klux Klan é o movimento racista de mais forte presença nos Estados Unidos, para atingir suas metas de segregação e hegemonia branca no passado não duvidou em usar a violência extrema.

Através do território norte-americano existe meia centena de diversos grupos do Klan chamados capítulos ou klaverns, que em geral representam uma força combinada de membros e parceiros superior a seis mil elementos.

Desde 2006, o KKK centrou seus ataques contra a imigração, os casais homossexuais e aquelas leis que qualifique de injuriosas contra o cristianismo.

Depois da entrada oficial do democrata Obama no Salão Oval, os republicanos também elegeram um político negro -o ex vice-governador de Maryland Michael S. Steele- como presidente do chamado Velho Grande Partido.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Bispos católicos franceses defendem o Vaticano II

Os bispos católicos franceses se dizem fiéis e leais ao Papa Bento XVI, mas não escondem sua estupefação diante da suspensão da excomunhão dos quatro bispos integristas da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, ordenados pelo Monsenhor Marcel Lefebvre, informou o jornal La Croix. O episcopado francês se mostra relutante e apreensivo, a julgar pelos depoimentos aos meios de comunicação.

O Cardeal Jean-Pierre Ricard, arcebispo de Bordeaux e membro da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, aponta o nó da tensão: "Num dado momento, a questão do próprio texto do Concílio Vaticano II como documento magisterial da maior importância, deverá ser posto. Ela é fundamental. Mas todas as dificuldades não serão necessariamente de tipo doutrinal. Outras, de tipo cultural e político, podem também emergir. As últimas declarações, inaceitáveis, de Monsenhor Williamson, negando o drama do extermínio dos judeus, é um exemplo", enfatizou.

Reação semelhante foi a do Monsenhor Hippolyte Simon, Arcebispo de Clermont e vice-presidente da Conferência Episcopal. "O papa concedeu aos integristas tudo o que eles queriam sobre a forma dos ritos, mas sobre a questão de fundo, sobre o Concílio, quando afirmou que não existem dois ritos, mas duas formas de um mesmo rito, ele arruinou sua argumentação". Por isso, ele insiste que o Vaticano II seja aceito em sua totalidade e teme pelo retorno, por causa das dissensões internas dos lefebvristas.

Monsenhor François Garnier, arcebispo de Cambrai, disse que os padres e leigos se sentem "caluniados de maneira altaneira e orgulhosa" com a atitude dos integristas, pondera sobre a necessidade de humildade das duas partes, mas disse que não vê esta atitude nos seguidores de Lefebvre, que nunca pararam de desprezar padres e bispos fiéis ao Concílio, com um orgulho esmagador. Até o Monsenhor Marc Aillet, bispo de Bayonne, solidário à decisão de Bento XVI, reagiu às declarações do Monsenhor Williamson, declarando-as "muito graves".

O responsável pelo diálogo judeu-cristão, Monsenhor Maurice Gardès, arcebispo de Auch não esconde o assombro: "Essas declarações se chocam com todo o trabalho realizado desde o Concílio em direção aos nossos irmãos judeus. Não se pode ser cristão e negar a eliminação de seis milhões de judeus. Nossos amigos judeus só podem se sentir desprezados pela decisão da Igreja de aceitar em seu seio um bispo que defende uma tese negacionista. Que exigências foram postas? Quais as condições? Eu não sei. É assombroso que a decisão não tenha sido acompanhada de maneira explícita pelo enunciado de condições".

O bispo de Versailles, Monsenhor Éric Aumonier, pede a unidade, mas expõe os limites: "Bento XVI, assim como João Paulo II, não pode aceitar que subsista uma rachadura no tecido da Igreja sem que se tenha tentado de tudo para remediá-la e que a unidade seja verdadeira. É por essa razão que as excomunhões foram levantadas". Mas reconhece, "será preciso tempo para que todos os católicos adiram de maneira firme e total ao magistério da Igreja, assim como se expressa hoje".

O cerne da dificuldade de relacionamento com os lefebvrianos na França passa pela história do integrismo, de Charles Maurras, de um lado, e pela dificuldade de conciliação desta perspectiva com os avanços do Concílio Vaticano II na Europa. Ao que dizem os bispos franceses, o ressentimento, o anti-semitismo e a antimodernidade não deixam que os seguidores de Lefebvre correspondam ao gesto generoso de Bento XVI. Se a intenção da decisão era a unidade, as reações parecem demonstrar que ela ficou mais distante.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Assassinato de advogado e jornalista renova o espectro das "mortes políticas" na Rússia

O frio dos 16 graus negativos de Moscovo não os demoveu. Não foi uma manifestação maciça - não há manifestações maciças da oposição a Vladimir Putin e Dmitri Medvedev -, mas quase meio milhar de pessoas exigiram ontem nas ruas da capital russa o fim das "mortes políticas", evocando o assassinato recente do advogado Stanislav Markelov e da jornalista Anastasia Baburova, abatidos a tiro a menos de mil metros do Kremlin.Activistas dos direitos humanos comparam a morte de Markelov e de Baburova aos assassinatos da jornalista Anna Politkvoskaia, a tiro em Moscovo, e do ex-agente secreto Alexander Litvinenko, envenenado em Londres - ambos há dois anos e ambos personae non gratae para as autoridades russas."Este homicídio é o último sinal de que a Rússia está voltar à repressão da era soviética, estamos a viver num Estado pós-totalitário", acusou o activista russo Lev Ponomariov durante o funeral de Markelov, em Moscovo, há pouco mais de uma semana.
Stanislav Markelov, de 34 anos, não era estranho a ameaças de morte. Antes dos tiros fatais de 19 de Janeiro, perto da estação de metro de Kropotkinskaia, este advogado - que defendia casos de direitos humanos na Rússia, muitos envolvendo crimes praticados por militares na Tchetchénia - recebera múltiplas ameaças.
E esse foi, de resto, o testemunho prestado pelos seus clientes ao Comité de Investigações da Rússia. O presidente daquele órgão de justiça, Alexander Bastrikin, avisou que o caso é "complicado", dada as numerosas ligações que as vítimas tinham.Medvedev ouviu a GazetaAs circunstâncias das mortes de Markelov e Baburov estão ainda por explicar, sem testemunhas.
Sabe-se tão--só que o advogado foi baleado por um único homem armado, à saída de uma conferência de imprensa onde protestara contra a atribuição de liberdade condicional, a 15 de Janeiro, ao antigo coronel do exército russo Iuri Budanov - condenado em Julho de 2003 a dez anos de prisão pelo estrangulamento mortal da jovem tchetchena Elza Kungaieva, de 18 anos.
Anastasia Baburova, de 25 anos, que acompanhava o advogado, terá tentado parar o atacante e acabou por ser também baleada. Morreria horas mais tarde, no hospital. Foi "testemunha acidental e vítima do crime", afirmaria a polícia. Era oriunda de Sebastopol, na Ucrânia, e escrevia sobre os movimentos políticos juvenis, com particular enfoque no neonazismo, para o Novaia Gazeta, jornal muito crítico do Kremlin. O mesmo para o qual trabalhava Politkovskaia quando foi abatida à porta de casa, em Outubro de 2006, com quatro tiros certeiros - três no peito e um na cabeça, o "tiro de controlo" dos assassinos profissionais.
As autoridades políticas russas mantiveram um silêncio quase total nas duas semanas que se seguiram a estas mortes, mas na passada quinta-feira, o Presidente russo, Dmitri Medvedev - que sucedeu a Putin em Maio - chamou ao Kremlin o director do Novaia Gazeta, Dmitri Muratov, a par de um dos co-proprietários da publicação, o ex (e último) Presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachov.Num relato feito ao correspondente da Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade na Rússia, Muratov contou que o Presidente russo se absteve de fazer comentários sobre a morte do advogado e da jornalista: "Ele explicou que as suas palavras podiam ser interpretadas como uma directiva para seguir uma determinada linha de investigação. E, como advogado, disse ser fortemente contra isso".
Mas quis ouvir a perspectiva de Muratov, assim como a de Gorbachov, sobre o que designou como uma "tragédia". O director do Novaia Gazeta relata que insistiu com Medvedev sobre os perigos do emergente - e cada vez mais forte - movimento neonazi russo (75 imigrantes mortos entre Janeiro e Setembro de 2008, mais 57 por cento do que em 2007).
O chefe de Estado russo asseverou estar a seguir atentamente o fenómeno - "o mais perigoso que a Rússia enfrenta actualmente", avaliou ao director do jornal.
Armas para os jornalistasCom a morte de Baburova e Markelov, o co-proprietário do Novaia Gazeta e oligarca Alexander Lebedev - que comprou recentemente o vespertino britânico Evening Standard - afirmou que não podia "garantir a segurança" das pessoas que trabalham naquela publicação russa.Queria, por isso, que os Serviços Federais de Segurança russos (FSB, agência que sucedeu ao KGB) atribuís-sem licenças de porte de arma aos jornalistas, para que estes se possma defender. "Vamos fazer um pedido raro aos FSB: se não são capazes de garantir a nossa segurança, permitam que os nossos jornalistas tenham armas", desafiou Lebedeva. A sugestão foi liminarmente recusada pelas autoridades policiais de Moscovo.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Google apocalipse

Um bug no Google, que durou cerca de meia hora, fez com que o popular buscador sinalizasse que todos os sites poderiam danificar o computador, neste sábado (31). Assim, não permitia que o usuário abrisse a página ao clicar sobre seu link nos resultados da busca. Ao invés de ir para o site, ele era levado a mais um alerta.
O problema atingiu pessoas de todo o mundo, que não param de publicar comentários no Twitter sob o assunto #googmayharm. O Google ainda não se manifestou a respeito, mas o bug parece ter sido resolvido às 13h30.
Segundo outros relatos, o Gmail também foi afetado, fazendo com que todos os e-mail fossem classificados com spam. O problema pode ter sido com o stopbadware.org, responsável pela análise de segurança do Google.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Link muito bom

com novo prefácio


Paul Rabinow
Reflections on Fieldwork in Morocco
Thirtieth Anniversary Edition, with a New Preface by the Author