sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Link muito bom

com novo prefácio


Paul Rabinow
Reflections on Fieldwork in Morocco
Thirtieth Anniversary Edition, with a New Preface by the Author

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Jornal nazista volta às bancas na Alemanha

Hitler voltou às primeiras páginas de jornais na Alemanha. A responsável por isso é uma editora britânica, que está lançando esta semana nas bancas do país uma série de edições originais de jornais alemães da era nazista. Entre elas, a reimpressão do diário nazista Der Angriff (O Ataque), fundado em 1927 por Joseph Goebbels, futuro ministro da Propaganda do Terceiro Reich.
A coleção "Zeitungszeugen" (testemunhas de jornal, em tradução livre) é editada semanalmente, trazendo sempre três periódicos originais de um dia específico do período entre 1933 e 1945. O primeiro número traz três diários de 20 de janeiro de 1933, quando Adolf Hitler é nomeado chanceler alemão. Além de Der Angriff, estão incluídos fac-símiles do conservador Allgemeine Deutsche Zeitung e do comunista Kämpfer. As edições vêm completas, incluindo caderno de esportes, classificados e até coluna social.
Logo na primeira página de Der Angriff, o leitor encontra um editorial de Joseph Goebbels, intitulado "Limpando a mesa!", onde o aliado de Hitler afirma que "o nacional-socialismo não tentará nada pela metade", completando com a promessa de que ele e seus correligionários estão "prontos para curar o corpo doente do povo alemão e fazê-lo capaz de viver novamente".
A publicação de material de propaganda nazista é assunto delicado na Alemanha.
Basta lembrar que o porte de símbolos como a suástica e similares pode causar sérios problemas com a Justiça. Filmes de propaganda nazista têm exibição restrita por lei e livros como a autobiografia Mein Kampf (Minha Luta), de Hitler, não podem ser reeditados até hoje.
Alguns temem que o material acabe sendo usado por neonazistas, em vez de servir como fonte informação histórica. Para se precaver de problemas, a editora lançou os jornais com um generoso suplemento informativo, incluindo artigos e análises de historiadores renomados, enfocando a época do Terceiro Reich.
Além disso, os responsáveis se preocuparam em se distanciar explicitamente do conteúdo nazista, através de um aviso, impresso na publicação. "A edição de jornais e documentos originais do tempo do nacional-socialismo destina-se à compreensão desse período crítico da história alemã. O editor se distancia expressamente dos conteúdos dos periódicos e documentos nacional-socialistas".
A Alemanha é o nono país europeu onde o empresário britânico Peter McGee, diretor da editora Albertas Limited, lança seu projeto focalizando o período nazista.
A editora aposta no sucesso da empreitada, e planejou uma tiragem considerada alta, de 300 mil exemplares para o primeiro lançamento.
Livros e matérias sobre o Terceiro Reich tem vendido bastante na Alemanha. Para se ter uma idéia, as edições mais vendidas da respeitada revista alemã Der Spiegel costumam ser aquelas trazendo Adolf Hitler na capa.

domingo, 4 de janeiro de 2009

O 'lado invisível da internet'


A existência do chamado 'lado invisível da internet' foi tema de discussão em um artigo do jornalista Andy Beckett, publicado nesta quinta-feira no jornal britânico The Guardian. Ainda não completamente identificado pelos pesquisadores, este dark side da internet inclui diversas plataformas paralelas, como o Freenet - software freeware criado no final dos anos 90 e que permite aos internautas realizarem, anonimamente, diversas atividades - o que acaba dando abrigo a muitos sites de pornografia infantil, grupos terroristas e trocas de vírus e malwares.
» Cresce número de spam e redes zumbis no mundo» Hacker controlava 200 computadores via Twitter» Pesquisadores criam mini-internet para caçar botnets» Siga o Terra no Twitter
Definido de muitas formas metafóricas como "internet profunda", "internet negra", "internet invisível", esta "outra" internet se contrapõe à "a internet navegável", aquela que conhecemos por meio dos sites de buscas.
"Muitos usuários pensam que quando eles buscam no Google, por exemplo, estão vendo todos os sites existentes", afirma Anand Rajaraman, fundador do Kosmix, mecanismo de buscas na web. "Acredito que apenas uma pequena parte de toda a internet vem à tona com os mecanismos de busca. Não tenho certeza, para ser honesto, sobre o quão pequena é esta parte, mas posso dizer que a internet é, pelo menos, 500 vezes maior do que a web a que temos acesso", disse em declarações ao Guardian.
Michael Bergman, pesquisador americano e uma das maiores autoridades nesta "outra" internet, afirma que até hoje continua sem saber exatamente o que acontece do "outro lado". "Lembro de dizer para a minha equipe no final dos anos 90 que este lado desconhecido era provavelmente duas ou três vezes maior do que a internet regular", afirmou.
Mas, em 2001, um artigo publicado por Bergman e até hoje usado regularmente como fonte de informações, afirmava que "os mecanismos de busca na web procuram em apenas 0,03% de todos os sites existentes". Bergman escreveu, na ocasião, que a "internet profunda é a categoria de novas informações que mais cresce na internet".
Criar um mecanismo de buscas que alcance esta internet desconhecida é o objetivo de um grupo de pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. "O problema é que não é viável, existem dados demais", explica a professora Juliana Freire, pesquisadora do projeto chamado "Deep Peep". Além da quantidade de dados, há também outros problemas. "Quando pesquisamos em alguns sites, somos bloqueados depois. É possível criar mecanismos que tornam impossível para qualquer um buscar nos seus dados", explica.
Esconder os dados na web pode ser uma estratégia comercial, mas os alvos dos pesquisadores são os criminosos que utilizam a rede. "Existe um conhecido grupo criminoso chamado Russian Business Network (RBN) e eles estão sempre rodando a internet, roubando endereços de sites que estão em desuso, enviando milhões de spams destes endereços e depois se desconectando rapidamente", explica Craig Labovitz, diretor da Arbor Networks, empresa de segurança na web.
A RBN também aluga sites temporários para outros criminosos realizarem atos como roubos de dados, pornografia infantil e distribuição de vírus de computadores. "No ano de 2000, este lado negro da internet era uma novidade. Hoje, é parte do cotidiano da rede", afirma Labovitz.
Sites de empresas extintas, erros técnicos e falhas, disputas entre servidores de internet, endereços abandonados no início da internet, entre outros, são fatores que deixam espaço para a exploração ilícita. "A internet nasceu em grande parte baseada na confiança", acredita Laibovitz.
Mas, o ideal de uma internet livre, que motivou o pesquisador irlandês Ian Clarke a criar o software Freenet no final dos anos 90, ainda tem muitos defensores, um deles, o próprio Clarke. "Pornografia infantil existe no Freenet, assim como existe em toda a internet. Poderíamos controlar esta pornografia, mas então deixaria de ser uma rede livre", afirma Clarke em declarações ao jornalista do Guardian.
O software foi lançado em 2000 e hoje possui milhões de usuários no mundo todo. Entre os sites abrigados pelo programa estão desde blogs de notícias sobre o Irã até guias sobre como explodir bombas e realizar ataques terroristas.
Diante deste mundo desconhecido, e que provavelmente "continuará a crescer por mais alguns anos", o jornalista britânico concluiu que prefere continuar "vagando pela web" por meio do Google, já que a "darknet não é um lugar para os mais sensíveis".

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Violência da extrema-direita bate recorde na Alemanha em 2008

Berlim, 27 dez (EFE).- A Alemanha encerrará 2008 com um alarmante recorde de delitos e atos violentos por parte da extrema-direita, enquanto os políticos de todo o espectro parlamentar pedem um pacto melhor da luta contra os neonazistas.

A estatística dos delitos atribuídos à extrema direita aumentou até alcançar os 11.928 casos computados no final de outubro, cerca de 30% a mais que no ano anterior e, em termos matemáticos, 40 ao dia.Trata-se de números ainda provisórios, advertiu hoje o Ministério do Interior, após o jornal "Frankfurter Rundschau" divulgar esse balanço parcial. No termo "delitos" se incluem desde pichações com a suástica e atos de propaganda a agressões e atentados.

Os números divulgados certificam, por enquanto, um aumento de 30% no cômputo total de delitos -em 2007, foram 9.206, o que então foi qualificado de alarmante-, assim como uma alta relevante dos de índole anti-semita, que, até outubro, chegaram a 797, frente aos 716 de 2007.Faltando o ministério detalhar a estatística global, o próprio titular da pasta, o conservador Wolfgang Schäuble, admitiu há poucos dias que havia ocorrido um preocupante aumento da violência ultradireitista.Schäuble disse que era preciso aumentar a observação por parte dos corpos de segurança sobre as organizações da extrema-direita.

Calcula-se que, na Alemanha, existam dez mil ultradireitistas violentos, número que aumentou bastante nos últimos cinco anos, justamente desde que fracassou a tentativa de ilegalizar o Partido Nacional Democrático (NPD), a principal legenda desse âmbito.

O partido não conta com cadeiras no Bundestag (Parlamento federal), mas, nos últimos anos, obteve representação em Câmaras regionais e consistórios municipais.Por seus postos nas Câmaras da Saxônia e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, ambos no leste, recebe 1,4 milhão de euros ao ano, de acordo com a lei de financiamento dos partidos.Com estes fundos, a legenda reforçou sua ação propagandística entre a juventude da Alemanha economicamente deprimida.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ARGENTINA, BRASIL E VENEZUELA CONDENAM ANTI-SEMITISMO

Os presidentes do Brasil, Argentina e Venezuela assinaram na Costa do Sauípe, dia 16 de dezembro uma declaração condenando o racismo, o anti-semitismo, o anti-islamismo, a discriminação racial e outras formas correlatas de intolerância. Segue o texto da Declaração: “Os presidentes da Argentina, da República Federativa do Brasil e da República Bolivariana da Venezuela, reunidos na Costa do Sauípe, Brasil, no dia 16 de dezembro de 2008, observam com grave preocupação que no início do terceiro milênio, um sem fim de seres humanos seguem sendo vítimas do racismo, da discriminação e intolerância religiosa, em particular, o anti-semitismo, o anti-islamismo, a discriminação racial e outras formas correlatas de intolerância e que em diversas regiões do mundo ressurgiram ou persistem ideologias e práticas racistas e discriminatórias. “Reafirmam os princípios de igualdade e não discriminação reconhecidos na Declaração Universal dps Direitos Humanos e na Declaração Americana sobre os Direitos e Deveres do Homem e reconhecem a importância fundamental do pleno cumprimento das obrigações derivadas da Convenção Internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial.“Por tal motivo, os presidentes declaram sua mais enérgica condenação ao racismo, ao anti-semitismo, ao anti-islamismo, a discriminação racial e a outras formas correlatas de intolerância e renovam o compromisso de continuar trabalhando em nível nacional, regional e internacional para fortalecer os mecanismos de promoção e proteção dos direitos humanos, a fim de assegurar seu pleno respeito sem distinção de raça, cor, sexo, religião, opiniões políticas ou de qualquer outra índole”.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

ONG e PF unificam central contra crimes na internet

WILLIAM GLAUBER E CLARISSA THOMÉ - Agencia Estado

RIO - A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, a Polícia Federal (PF) e a organização não-governamental (ONG) SaferNet lançaram hoje a primeira hotline do País - uma central unificada de denúncias de crimes virtuais contra os direitos humanos. Após acordo assinado no 3º Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontece no Rio de Janeiro, a entidade passa também a centralizar, processar e monitorar queixas de delitos cibernéticos recebidos pelo Disque 100 do governo federal. A PF tem agora acesso imediato ao banco de dados para apurar as denúncias.A ONG recebe diariamente 2,5 mil queixas de pedofilia, racismo, homofobia, intolerância religiosa, entre outros crimes na internet. Desse total, 63% correspondem a abusos contra crianças e adolescentes. Como um delito pode ser denunciado por mais de um internauta, há duplicidade das informações e, ao fim de cada dia, registram-se 400 casos novos. A central, equipada com um software especial, evitará o duplo registro da mesma ocorrência."Hoje as informações são muito poluídas e exigem muita demanda. O filtro vai racionalizar os recursos humanos. Nesse canal, o trabalho não será repetido", disse a chefe da Divisão de Direitos Humanos da PF, delegada Leila Vidal. Diariamente, seis técnicos da corporação irão analisar as denúncias recebidas pelo site. "A central vai permitir agilizar o trabalho e descentralizar os casos pelo País para dar início às investigações."Segundo o presidente da SaferNet, Thiago Tavares, além de aprimorar as ações da PF na busca dos criminosos, a hotline brasileira diminuirá o tempo de permanência das páginas na internet. "A polícia terá a capacidade de acompanhar desde a denúncia à remoção do conteúdo impróprio no provedor", afirmou. A SaferNet já assinou termos de cooperação com o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, Rio, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.CartilhaA ONG SaferNet também lançou hoje uma cartilha para navegação segura na internet. O material contém dicas para pais monitorarem o uso do computador pelos filhos e o download gratuito está disponível em www.safernet.org.br. A subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e Adolescente, Carmem Oliveira, anunciou que o livro será distribuído no próximo ano em escolas públicas brasileiras.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Homem é preso com seis armas e bandeira nazista em Copacabana

JB Online
RIO - Agentes da 12ª DP (Copacabana) prenderam no fim da tarde desta quarta-feira, Marcelo Peters de Rezende, de 59 anos, em sua residência, na Rua Siqueira Campos, em Copacabana, Zona Sul do Rio. No local, os policiais encontraram uma espingarda, uma submetralhadora, três pistolas, um revolver, um par de algemas, 142 munições de diversos calibres, entre eles 22, 38, 45, ponto 30 e ponto 50, além de dois morteiros de guerra, uma bandeira nazista e uma baioneta.
De acordo com a delegada titular da 12ª DP, Martha Rocha, as investigações sobre Marcelo tiveram início a partir de denúncia de ameaça feita pela ex-companheira dele. Ela informara que no apartamento do acusado havia diversas armas de fogo, tendo uma delas sido usada durante as agressões de que foi vítima. Foi constatado ainda que Marcelo se apresentava como sendo comandante da aviação civil.
De posse de uma mandado de busca e apreensão expedido pelo 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, os agentes foram ao local e constataram a denúncia. Marcelo foi autuado na ndelegacia por posse de arma de fogo de uso restrito e por posse de explosivo.

domingo, 23 de novembro de 2008

Legislação contra racismo precisa ser aperfeiçoada

Agência Brasil

BRASÍLIA - A dificuldade em dissociar o crime de racismo, definido na Lei nº 7.716/89 (Lei Caó), do crime de injúria com caráter de discriminação, definido pelo artigo 140 do Código Penal, é apontada por especialistas como uma das causas determinantes para que os acusados por prática de racismo tenham penas abrandadas e, em muitos casos, prescritas.

- Os ativistas do movimento negro reclamam muito no sentido de que há poucas condenações em nosso país. Em geral, os processos envolvem xingamentos e falas com injúria racial; negativa de venda de bens, de prestação de serviços e de hospedagem; e racismo via internet - informa o advogado e ativista contra a discriminação racial Luiz Fernando Martins da Silva, que foi ouvidor da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) entre 2005 e 2007.
- As formas mais rotineiras de se praticar o racismo são dissimuladas e, na maioria das vezes, verbalizadas - explica o promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) Libanio Alves Rodrigues.

- Dessa forma, é relativamente fácil para um advogado fazer com que uma ação por crime de racismo seja alterada para injúria, cuja pena é bem mais branda, avalia.

Segundo o promotor, durante o andamento das ações a vantagem fica mais evidente.
- O crime de discriminação previsto na Lei Caó é passível de ação civil pública, sem prazo de prescrição, podendo ser movido pelo Ministério Público. Ao ser classificado por injúria, prescreve após seis meses, contados a partir do ato, e só pode ser movido pela parte ofendida, uma vez que trata-se de ação penal privada, necessitando de advogado - explica o promotor que a atua no Núcleo de Enfrentamento à Discriminação do MPDFT.
- A legislação infraconstitucional permite que o enquadramento jurídico dificilmente ocorra como crime de racismo e, com freqüência, se dê como crime de injúria - avalia o primeiro ministro negro a fazer parte de uma corte superior, Carlos Alberto Reis de Paula, do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
- É uma legislação anacrônica e ineficiente. A Constituição afirma que a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito a pena de reclusão. A Lei Caó descreve o que seriam essas condutas racistas, mas é pensada para hipóteses de ódio racial em contexto de pregação de segregação aberta e possivelmente violenta, do tipo Ku Klux Klan (organização racista dos Estados Unidos), de racismo explícito - critica o pesquisador universitário de Direito no Distrito Federal, Douglas Martins.

De acordo com ele, o racismo praticado no Brasil é outro.
- Tirando o período da escravidão e os primeiros anos da República, essa prática [explícita] é tida como marginal no racismo brasileiro. Nos dias de hoje, a coisa fica por conta de 'cyber-criminosos' e quadrilhas do tipo neonazista, que cultivam o ódio como forma de vida. Coisa de gente doente mesmo. Há muito tempo o DNA do nosso racismo é outro. Praticamos um racismo de tipo implícito, insidioso, invisível, cínico e dissimulado - argumenta.
Segundo Douglas Martins, é por isso que o número de autuações e condenações criminais por racismo no Brasil é pífio.

- Ninguém vai parar na cadeia por prática racista porque ninguém se acha racista. E o pior: todo mundo acha que ninguém é racista. No Brasil, você não vê o racismo. Só sente, diz o professor.
Para o diretor executivo do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), Hédio Silva, se praticar racismo no Brasil não "dá cadeia", pode gerar punição e condenação.
- A pessoa pode, sim, perder sua primariedade. Obviamente, uma condenação criminal é obstáculo para a pessoa exercer diversas atividades - avalia o diretor que há 30 anos milita contra a discriminação racial e foi secretário de Justiça do Estado de São Paulo.
Hédio elogia a legislação brasileira, mas faz ressalvas - Ela é satisfatória porque existe uma legislação penal e uma civil prevendo ações indenizatórias por dano moral ou material. Tem também as leis trabalhistas que, com alguns ajustes pontuais, constituem um instrumental jurídico que permite o enfrentamento deste grave problema.

Os quatro entrevistados pela Agência Brasil sugerem mudanças na legislação que trata dos crimes de racismo.
- As duas leis, separadas, causam confusões tanto jurídicas quanto relativas à sua aplicabilidade. Seria positivo todas as formas de punição de descriminação racial estarem compreendidas apenas na Lei Caó, extinguindo de vez o instituto da injúria com elemento racial, destaca Luiz Fernando.
- Quanto ao ônus da prova, há de se estabelecer um critério radicado no princípio da aptidão para a prova, uma vez que freqüentemente a pessoa discriminada terá muitas dificuldades de fazer prova suficiente para o convencimento do julgador - aponta o ministro Carlos Alberto Reis.
Douglas Martins vai além e defende que - a legislação adote a inversão do ônus da prova, não cabendo à vítima, mas à instituição ou ao acusado, demonstrar que não se omitiu e nem cometeu a prática discriminatória.
Para o promotor Libanio Alves Rodrigues, a maneira como a lei define ilícitos de racismo deveria se aproximar do formato da lei de entorpecentes, para melhor definir suas possibilidades.
- É necessário que seja feita uma revisão, de forma a moldar capitulações e condutas que caracterizam o crime de racismo à realidade nacional.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Atos racistas aumentam nos EUA após vitória de Obama

Especialistas universitários norte-americanos revelaram que depois da eleição de Barack Obama como presidente dos EUA se registou um aumento preocupante de incidentes racistas no país.
Mark potok, director do centro Southern Poverty Law, no Alabama, contou à agência AFP alguns exemplos deste tipo de problema. Num deles, que se passou na Califórnia, vários automóveis foram vandalizados, com a inscrição de suásticas e frases racistas, como «voltem para África».
Na Pensilvânia, um casal deparou-se com uma cruz queimada à entrada de casa. Já no estado do Maine, foram encontrados bonecos de Barack Obama enforcados. No Ohio, vários estudantes foram apanhados a cantar «matem Obama».
O académico aponta que estes casos são apenas alguns entre «centenas e centenas» deles. Potok refere que os incidentes começaram a registar-se durante alguns discursos da candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin, em que se escutou «matem-no», numa referência a Obama.
Brian Levin, professor da Universidade da Califórnia, e especialista no estudo do racismo e extremismo, corrobora esta realidade. «Não temos estadísticas exactas, mas posso dizer que parece haver um pico importante de incidentes racistas desde as eleições até hoje», salientou, citado pela AFP.
Levin revelou ainda que as páginas na Internet de organizações como a StormFront, que exaltam a supremacia branca, viram crescer o número de acessos depois da vitória de Obama.

Fonte: http://diario.iol.pt/internacional/obama-racismo-xenofobia-iol-eua-barack-obama/1015138-4073.html

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mulher assassinada em ritual do Ku Klux Klan


Nuno Aguiar
Uma mulher recrutada pelo Ku Klux Klan na Internet foi assassinada no Louisiana, depois de pedir para voltar à sua cidade. Enquanto o grupo conduzia um ritual iniciático gerou-se uma luta e a vítima, ainda não identificada, acabou por ser fatalmente atingida por um tiro. Oito pessoas foram detidas pela polícia, uma delas sob acusação de homicídio.O alegado autor do disparo foi Raymond “Chuck” Foster de 44 anos, o líder do grupo, já com antecedentes criminais. Os outros sete suspeitos tentaram esconder o crime, queimando os objectos pessoais da vítima. O corpo da mulher foi descoberto pelas autoridades de St. Tammany Parish perto da estrada, a alguns quilómetros de distância do local do crime. Além das detenções, a polícia encontrou armas, várias bandeiras e seis uniformes do Ku Klux Klan. Apesar de ter mais de 30 anos de experiência, o xerife Jack Strain, confessou-se surpreendido ao “The Daily News”, o jornal de Bogalusa, localidade onde vivem os suspeitos: “Esta foi a acção mais elaborada que vi da parte do KKK. Ainda não sabemos quanto disto é exibicionismo e quanto disto é poder. Isso ainda tem de ser visto.”O Ku Klux Klan é uma organização fundada em 1865, conhecida pela sua defesa da supremacia da raça branca. Vestidos de branco e com capuzes a tapar-lhes a cara, o KKK é um símbolo do racismo nos Estados Unidos.A organização de direitos cívicos, Southern Poverty Law Center, relatava em 2007 a existência de sete organizações activas do Klan em Louisiana.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Alemanha recorda “Noite de Cristal” com alerta para ameaça do anti-semitismo

“A complacência é o primeiro passo para pôr em risco os valores mais essenciais da nossa democracia”, disse Merkel

Berlim assinalou este domingo os 70 anos da Kristallnacht (Noite de Cristal), prelúdio do Holocausto, com uma chamada de atenção para os riscos da “complacência” na abordagem aos fenómenos contemporâneos de anti-semitismo. São os “valores mais essenciais da democracia” as primeiras vítimas da indiferença, avisou a chanceler alemã Angela Merkel.

“Não podemos ficar indiferentes quando extremistas de direita marcham
através das portas de Brandenburgo, ou conquistam lugares nos órgãos
legislativos. Não podemos ficar em silêncio quando os rabinos são perseguidos
nas ruas, quando os cemitérios judaicos são profanados ou quando são cometidos
crimes anti-semitas”.
Foi esta a mensagem deixada pela chanceler alemã no dia em que Berlim assinalou os 70 anos da “Noite de Cristal”. A 9 de Novembro de 1938, a ira nazi abatia-se sobre centenas de sinagogas e perto de 7.500 estabelecimentos de judeus na Alemanha e na Áustria. Pelo menos 91 pessoas foram assassinadas e outras 30 mil detidas numa noite que constituiria o presságio do Holocausto e da eliminação sistemática de seis milhões de judeus. Quando Adolph Hitler chegou ao poder, em 1933, havia cerca de 160 mil judeus em Berlim.

Em 1945, no termo da II Guerra Mundial, a comunidade estava reduzida a 1.400 pessoas. A morte do diplomata alemão Ernst von Rath, atacado pelo estudante polaco e judeu Herschel Grynszpan em Paris, serviu de pretexto para o pogrom de 1938. Grynszpan pretendia vingar a sua família, que fora obrigada a deixar a Alemanha com outros 15 mil judeus polacos. Ladeada por líderes da comunidade judaica, Merkel alertou para as consequências de uma leitura “complacente” dos reflexos do passado. A “complacência”, disse a chanceler alemã, “é o primeiro passo para pôr em risco os valores mais essenciais da nossa democracia”. A cerimónia evocativa de Berlim decorreu na sinagoga de Rykestrasse, a maior da cidade.

”Sinais alarmantes”
A presidente do Conselho Central dos Judeus da Alemanha, que aos seis anos de idade viveu a “Noite de Cristal” em Munique, defendeu a necessidade de “manter a memória viva”. A memória de “seis milhões de crianças, mulheres e homens”, enfatizou Charlotte Knobloch, “não pode ser reduzida a uma simples nota de rodapé”. Até porque “há alguns sinais alarmantes”, acrescentou. “Parece haver uma falta de convicção, da parte das forças democráticas, para enfrentar os extremistas. É preciso dar passos firmes para os combater”, afirmou. Mais de 100 mil pessoas formam hoje a comunidade judaica da Alemanha. A maioria dos seus membros veio de países do antigo Bloco de Leste, após o esboroar da União Soviética. Nos últimos três anos, foram várias as sinagogas restauradas ou inauguradas em território alemão.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Senador belga acusado de antisemitismo

Fonte

Um senador belga associado à extrema-direita é acusado de fazer a apologia do Holocausto.
Michel Delacroix surge num vídeo registado num local público, onde adultera a letra de uma canção de Guy Béart para descrever “uma pequena judia, que saiu do gueto para ser queimada viva”.

A revelação do momento não tardou a gerar críticas severas de várias associações e partidos políticos.

O senador ecologista Josy Dubié classificou a prestação de Delacroix como “inaceitável e passível de ser punida pela lei: é a negação e a apologia dos crimes de guerra e do genocídio”.
Delacroix, que abandonou as funções de presidente da formação de extrema-direita Frente Nacional, vai ser interrogado por uma comissão do Senado.

Patrick Charlier, do Centro para a Igualdade de Oportunidades e para a Luta contra o Racismo diz que o “carácter público [do vídeo] está estabelecido. É filmado na esplanada de um café ou restaurante. É um senador com responsabilidades e que ocupa uma função pública, que deve conhecer a lei, o que justifica ainda mais uma queixa”.

A instituição de Charlier apresentou o caso à Justiça. Segundo dois jornais flamengos, Delacroix terá também renunciado ao lugar no Senado, mas ainda não houve confirmação oficial

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

os neonazistas que planejavam um surto de violência absurdo

Lacy Doss precisou de um minuto para reconhecer Daniel Cowart, seu colega de carteira, quando aquele apareceu na televisão com uma espingarda na mão. "Eu estava chocado por pensar que estive sentado numa sala de aula com esse tipo e ele agora está a ser acusado por uma coisa maluca." A notícia de que Cowart estava envolvido numa conspiração para matar o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, chocou a pequena localidade de Bells, no Tennessee, onde o jovem vive. "É uma surpresa e um choque para nós. Eu não fazia ideia que tínhamos cabeças rapadas no município. Nós mal sabemos o que eles são," disse Sam Lewis, vizinho do suspeito, à Associated Press. Ao contrário de Cowart, Paul Schlesselman, seu cúmplice, tinha fama em Helena-West Helena, no Arcansas, de ser uma criança problemática. Marty Riddell, que trabalha com o pai adoptivo numa empresa de peças para aviões disse à Associated Press que, certa vez, pensou oferecer um lagarto de estimação a Paul. Mas a família disse-lhe para não o fazer porque o rapaz ia acabar por fazer mal ao animal. Os jovens foram detidos por suspeitas de planearem um massacre de 102 afro-americanos - 88 seriam mortos a tiro, os outros 14 decapitados - que terminaria com o assassínio do candidato democrata. Os rapazes conheceram-se através de um amigo comum pela internet e partilhavam uma ideologia radical, supremacista branca. Segundo James Ridgeway autor de livros sobre a cultura racista branca, num artigo do The Guardian, os jovens inspiravam-se num grupo nacionalista, chamado Order (Ordem). Os números 14 e 88 são símbolos da cultura dos cabeças rapadas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

10 razões para o uso de blogs acadêmicos

1. Familiarização com a WEB 2.0 – Naturalmente o editor do blog se envolve com outros tipos de sites, como os de vídeo,
imagens, podcasts, com objetivo de enriquecer seu próprio conteúdo.
2. Criar uma audiência – Mostrar e compartilhar projetos, idéias, artigos, não apenas com alguns professores e alunos, mas com uma audiência
potencialmente global.
3. Desenvolver novos conteúdos – Participação on-line como criador de conteúdos e não somente como espectador.
4. Desenvolvimento da habilidade de produção de textos, assim como de organização e busca por conteúdo e etiqueta on-line.
5. Motivação para pesquisa e constante atualização – A busca por assuntos relevantes, notícias e temas de discussão se torna mais
rica e de aplicação imediata.
6. Criação de um portifólio, estabelecimento de identidade e presença on-line.
7. Flexibilidade e facilidade – Os posts podem ser feitos a qualquer hora, em qualquer lugar. Com as plataformas disponíveis
atualmente, não são necessárias habilidades técnicas avançadas para criar e editar um blog. Os blogs são sistemas desenvolvidos
para que seu uso seja simples.
8. Relacionamento – Criação de relacionamentos com a comunidade acadêmica e com pessoas em qualquer parte do mundo.
9. Habilidade para compartilhar – Compartilhamento é uma palavra-chave da revolução no tratamento da informação.
10. Aprendizado mútuo – Troca e desenvolvimento de idéias entre alunos.

Crimes virtuais aumentam, mas ainda falta regulamentação

Priscila Cury

Calúnia, pirataria, violação de direito autoral e concorrência desleal. Os crimes praticados pela Internet são os mais diversos e cada vez mais comuns. No entanto, ainda faltam regulamentação e estudos sobre o tema no Brasil.

Palestra realizada nesta quarta-feira (8/10) na Fenalaw 2008 destacou o uso da tecnologia por criminosos e contextualizou o tema, que tem uma demanda crescente na advocacia.
Patrícia Peck Pinheiro, advogada especialista em direito digital, afirmou que os crimes continuam os mesmos, as armas que mudaram com a tecnologia. Ela citou o Projeto de Lei 89/03 de autoria do senador Eduardo Azeredo, que ficou conhecido como Lei dos Crimes Eletrônicos. Já aprovado no Senado, o texto aguarda aprovação na Câmara dos Deputados. Patrícia fez uma análise do impacto que teria esta nova lei, que tem como principal foco tipificar as práticas criminosas na Internet e em outros meios tecnológicos.
“A lei seria positiva, pois tornaria ilícito o acesso não autorizado a sistemas, melhoraria a tipificação de crimes em ambiente coorporativo e possibilitaria a colaboração internacional no combate aos crimes digitais”, disse Patrícia.
Ela ressaltou, contudo, que diversos problemas podem surgir com a aprovação da lei. Para a advogada, cria-se uma situação que pode punir inocentes. Exemplo disso é o artigo que usa a palavra receptar, em que se sugere que alguém que receber arquivos com conteúdo ilícito estaria sujeito a sanções legais.
Patrícia ainda afirmou que o texto do projeto de lei prevê que todo o trâmite de investigação seja feito com ordens judiciais, o que atrapalha a celeridade do processo. “A lei também não trata da prova de autoria, o que deixa de fora a identidade digital. Além disso, a cópia indevida de dados, feita usualmente com as teclas copiar e colar, não é abordada pelo projeto.”, destacou a advogada.
InternetOutro palestrante, o presidente da Comissão de direito na sociedade de informação da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), Coriolano Aurélio Santos, fez um levantamento sobre criminalidade na Internet. Ele trouxe dados e informações que buscam contextualizar o problema no Brasil e no mundo.
Para ele, está claro que a sociedade admite a existência deste tipo de criminalidade. “Drogas ilegais movimentaram cerca de U$$ 100 bilhões pela Internet em 2005. O STF (Supremo Tribunal Federal) já declarou que existe o crime cibernético organizado no país. A Polícia Federal considera que existem fortes indícios da existência de facções brasileiras atuando em crimes eletrônicos nos Estados Unidos”, afirmou o advogado.
Santos também usou seus estudos internacionais para discutir formas de modificar esse quadro de criminalidade. Ele deu o exemplo canadense de combate a golpes eletrônicos, em que a polícia e empresas de softwares fazem uma atuação preventiva no combate a crimes como a pedofilia on-line. O advogado ressaltou que a PF procura desenvolver este tipo de investigação no Brasil. Além de reprimir estes crimes, a polícia procura sites e comunidades que divulgam condutas sexuais com crianças.
Ele demonstrou a importância do uso da Internet para elaboração de crimes. Um exemplo foi a questão do financiamento do terrorismo. A Internet é considerada um dos principais meios para organização do atentado aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. O advogado também lembrou do poder da Internet em divulgar notícias falsas. Ele citou o caso em que se noticiou que o ministro Carlos Velloso concedeu liminar a um ex-prefeito da operação Pasárgada, quando o magistrado já estava aposentado. Com isso, o Supremo teve de produzir diversas notas para desmentir o assunto.
SegurançaWanderson Castilho, especialista em segurança da informação foi o terceiro e último palestrante. Ele demonstrou que as invasões de computadores acontecem, em 90% dos casos, por meio da ajuda do usuário. As pessoas permitem, com suas atitudes, que tenham seus acessos monitorados.
Ele procurou mostrar, com sua exposição, que um pouco de conhecimento tecnológico auxilia cada cidadão a estar mais protegido dos crimes eletrônicos. “Tecnicamente é possível fazer tudo na Internet, mas isso, na prática, não significa necessariamente invasão porque se depende muito do usuário”, afirmou o especialista.
O palestrante mostrou que a invasão de arquivos alheios não acontece na própria máquina. A invasão é on-line. “Não importa a área em que se trabalha, o importante para combater a criminalidade é conhecer a tecnologia que é usada para praticar crimes”, disse Castilho.
Quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Fonte: http://ultimainstan cia.uol.com. br/noticia/ 57166.shtml
Fonte: Ultima Instáncia

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Deputado de extrema-direita expulso

Da France Presse
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DRESDE, Alemanha, 17 Out 2008 (AFP) - Um deputado regional alemao de ultra-direita foi expulso provisoriamente do parlamento da Saxônia (leste) nesta sexta-feira depois de ter afirmado que "apenas granadas explosivas ainda eram eficazes contra os sionistas, os franco-maçons, belicistas e outros psicopatas".
Klaus-Jurgen Menzel, de 68 anos, também defendeu o uso de bazucas para combater a "frente vermelha e antifascista", em palavras pronunciadas "em nome da resistência nacional".
Estas incitações à violência irritaram o presidente do parlamento regional, o democrata-cristão Erich Iltgen, que pediu e obteve imediatamente a exclusão durante dez sessões desse ex-membro do partido NPD neonazista.
"São incitações ao ódio monstruosas e insuportáveis", afirmou Iltgen, que pediu à promotoria a abertura de uma investigação judicial contra o deputado.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

um livro, uma notícia

Um livro
Ontem, reli o livro de Abraham H. Foxman, diretor nacional da Liga Anti-Difamação (Anti-Defamation League " ADL) e uma das vozes preeminentes de hoje contra o ódio, a discriminação e a violência nos Estados Unidos e em todo o mundo.
Hj me deparo com esta nova:

Uma notícia
Hamas acusa "lobby judaico" pela crise financeira

da France Presse
O movimento radical palestino Hamas, que controla a faixa de Gaza, acusou o "lobby judaico" americano de ser responsável pela crise financeira nos Estados Unidos.
O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, afirmou que os problemas do sistema financeiro americano se explicam por "má gestão administrativa e financeira e um sistema bancário ruim instalado e controlado pelo lobby judaico".
"O presidente norte-americano, George W. Bush, e sua administração injetaram bilhões de dólares para salvar a situação, silenciando o fato de que quem instalou o sistema bancário e financeiro americano e o controla é o lobby judaico", acrescentou.
Para Barhum o mesmo grupo "controla também as eleições americanas e define a política externa de toda nova administração, de maneira que possa controlar o dinheiro americano, o governo e a economia, para que os EUA se transformem em arma do lobby e seu instrumento de dominação no mundo inteiro".
O porta-voz questiona "se o presidente Bush fará uma investigação e dirá francamente a seu povo que o lobby judaico é diretamente responsável pelo desastre".